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Celso Amorim

23/08/2011

às 22:24 \ Homem sem Visão

Patriota entra na disputa com o apoio de Kadafi e Alckmin ameaça testemunhar a favor do governo na CPI da Corrupção

“O chefe disse que, se a oposição insistir nessa história de CPI da Corrupção, ele vai se oferecer para depor a favor da Dilma”, confidenciou um dos 567 assessores de Geraldo Alckmin depois de oficializada a entrada do governador de São Paulo na disputa do título de Homem sem Visão de Maio. Os rumores sobre o lançamento da candidatura começaram durante a discurseira em que Alckmin elogiou o patriotismo de Dilma Rousseff, a quem se referiu como “presidenta”. E foram confirmados pela frase produzida pelo tucano paulista no dia seguinte: “Eu diria que a presidente tem uma compreensão maior da importância de se ter uma integração, especialmente nas políticas públicas para a população”.

“Ele acha que chamar a Dilma de presidente pelas costas e de presidenta quando ela está ouvindo aumenta as chances de conquistar o troféu”, explicou o mesmo assessor. Alckmin acreditava que seria o último concorrente a inscrever-se, mas foi surpreendido pela inesperada entrada em cena do chanceler Antonio Patriota, que entregou a papelada junto com a declaração que fez nesta terça-feira:  “O Brasil aguarda o desfecho dos acontecimentos na Líbia para reconhecer o regime imposto pelos rebeldes. A condição para esse reconhecimento diplomático é que o novo regime seja democrático”.

Segundo um dos 412 assessores do candidato, Patriota achou que impressionaria positivamente os leitores-eleitores se, na mesma declaração, não enxergasse a queda do Kadafi e deixasse claro que o Brasil só vai reconhecer o novo regime se for tão democrático quanto o antigo. “Na campanha, ele vai dizer que o Itamaraty romperia relações diplomáticas até com Cuba se o Fidel fosse um ditador”, revelou a fonte. O governador e o ministro vão disputar o primeiro turno com Celso Amorim, Nelson Jobim, Wagner Rossi, Mendes Ribeiro, Pedro Novais e Marta Suplicy.

A coisa esquentou de vez! São oito feras na mesma jaula! Quem sobreviverá à briga de foice no escuro? Quem chegará ao segundo turno na enquete? É a hora do voto consciente, leitores-eleitores! E que vença o pior!

19/08/2011

às 11:48 \ Feira Livre

‘Dilma, ele assina em teu nome’, um artigo de Demétrio Magnoli

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUINTA-FEIRA

Demétrio Magnoli

O ditador Bashar Assad encontrou nos enviados do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) os bonecos de ventríloquo ideais para transmitir ao mundo a sua versão dos eventos sangrentos em curso na Síria. O comunicado final da delegação, um dos documentos mais abjetos jamais firmados pelo Brasil, pinta o cenário de um regime engajado na sua reinvenção democrática, mas assediado pela violência de grupos armados opositores. A assinatura brasileira converte Antonio Patriota em cúmplice de um Estado policial que se dedica à matança de sua população. Patriota, contudo, é funcionário de Dilma Rousseff. A assinatura dele é a dela. O Itamaraty difunde a narrativa oficial síria, segundo a qual o derramamento de sangue deve-se à violência de setores da oposição. Há, nisso, uma nota sinistra, só audível para quem conhece o passado recente da Síria. Refiro-me a Hama e a fevereiro de 1982. Naquela cidade sunita, operavam guerrilheiros islâmicos que combatiam o regime de Hafez Assad, pai de Bashar. Após uma emboscada dos rebeldes contra forças militares, o ditador ordenou o bombardeio de toda a cidade, por terra e ar. Num tempo anterior à internet e aos celulares, há escassas, mas pungentes, imagens do resultado. No fim, Hama parecia as cidades alemãs extensivamente bombardeadas na guerra mundial.

Um dos filhos do ditador supervisionou o ataque e se gabou de matar quase 40 mil pessoas, uma cifra confirmada pelas estimativas independentes. Quando os escombros ainda ardiam, o governo vazou para a imprensa libanesa a notícia das dimensões da carnificina, enviando uma mensagem ao povo sírio. A mensagem foi decodificada, em muitos sentidos. Até há pouco, aos murmúrios, os sírios se referiam ao massacre por meio de um sombrio eufemismo: “os incidentes de Hama”. Agora, enfrentando munição real, os manifestantes voltam às ruas num ânimo quase suicida pois sabem que só têm a alternativa de derrubar o regime. Patriota deveria ter a decência de pensar duas vezes antes de colar o selo do Itamaraty sobre a versão de Damasco: na linguagem dos Assad, a expressão “gangues terroristas” é a senha para aplicar a “lei de Hama”.

Além de tudo, a versão é falsa. No 17 de julho, uma conferência nacional de 450 líderes opositores, laicos e religiosos, conclamou à desobediência civil pacífica. O regime respondeu armando 30 mil milicianos da minoria alauita, a fim de reconfigurar o cenário como um conflito sectário. Artilharia, tanques e navios alvejam Hama, Homs, Deir ez-Zor e Latakia. O saldo provisório já atinge 2 mil mortos. Líderes da tribo Baqqara, de Deir ez-Zor, autorizaram o uso de armas contra incursões assassinas do Exército, de casa em casa, que não poupam crianças. Vergonha: o gesto desesperado de pessoas acuadas serve como o pretexto para Patriota reverberar a senha de uma ditadura inclemente.

Pretexto é a palavra certa. O Itamaraty não se importa com os fatos: segue uma agenda ideológica. A Constituição prescreve, no artigo 4, que o Brasil “rege-se, nas suas relações internacionais” pelo princípio da ‘prevalência dos direitos humanos’”. Dilma prometeu respeitar o artigo constitucional. O compromisso, expresso num voto contra o Irã, não resistiu a um outono. Em março, a abstenção na resolução da ONU de intervenção na Líbia evidenciou uma oscilação. Em junho, a recusa da presidente em receber a dissidente iraniana Shirin Ebadi, Nobel da Paz, sinalizou o recuo. No 3 de agosto, a rejeição a uma condenação da Síria no Conselho de Segurança da ONU concluiu a restauração da política de Lula, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia. No seu desprezo inigualável pelo mandamento constitucional, o comunicado do Ibas equivale a uma celebração orgiástica da velha ordem.

Num “Roda Viva” da TV Cultura, indaguei a Celso Amorim sobre os motivos do governo para ignorar sistematicamente o artigo 4 da Constituição. O então ministro do Exterior retrucou invocando o princípio da autodeterminação dos povos e da não intervenção, contemplados no mesmo artigo, mas em posição inferior. A resposta vale tanto quanto as promessas reformistas de Assad. Na verdade, como fica explícito num livro do ex-secretário-geral do Itamaraty Samuel Pinheiro Guimarães, a linha do governo deriva de uma curiosa tradução do objetivo de promover a “multipolaridade” nas relações internacionais. “Multipolaridade”, no idioma de nossa atual cúpula diplomática, exige a redução da influência global dos EUA – o que solicitaria o apoio brasileiro aos regimes antiamericanos, sejam eles quais forem.

A Turquia perdeu a paciência com a Síria e exigiu uma imediata retirada militar das cidades assediadas. Sob pressão popular, governos árabes condenam, sem meias palavras, a selvagem repressão. O Egito alertou Damasco sobre a ultrapassagem de um “ponto de não retorno”. Nas ruas do Cairo e de Beirute, manifestações pedem o isolamento de Assad. Longe da região, irresponsável, alheio às obrigações assumidas pela comunidade internacional, o governo brasileiro se converte num dos últimos bastiões de um Estado policial sanguinário. Desse modo, numa única tacada, viola um elevado princípio constitucional da nossa democracia e agride o interesse nacional, afastando-nos da meta legítima de uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Não há muito a fazer. A Comissão de Relações Exteriores do Senado é presidida por um neolulista chamado Fernando Collor. A oposição renunciou ao confronto político de ideias, limitando-se à pescaria de ocasião na lagoa pútrida da corrupção nos ministérios. Os intelectuais de esquerda, sempre prontos a fulminar com os raios de sua fúria santa os desvios retóricos do editorial de um grande jornal, não produzem manifestos de contestação aos atos do lulopetismo – ainda mais se justificados pela doutrina do antiamericanismo. Resta escrever: atenção, Dilma, Patriota assina em teu nome!

18/08/2011

às 21:47 \ Homem sem Visão

Novo ministro entra na disputa depois de enxergar no antigo um exemplo a seguir

“Foi o Michel Temer quem sugeriu ao chefe que aproveitasse o emprego que acabou de ganhar para entrar na luta pelo troféu do mês”, revelou um dos 213 assessores de Mendes Ribeiro no lançamento da candidatura do novo ministro da Agricultura ao título de Homem sem Visão de Agosto. “Ele achou que, como está estreando no concurso, precisava fazer barulho. Foi por isso que resolveu fazer um discurso elogiando o Wagner Rossi, seu modelo de ministro”.

Mendes Ribeiro, deputado federal eleito pelo PMDB do Rio Grande do Sul, entrou na disputa já no primeiro dia no ministério por não enxergar nada de errado no trabalho do antecessor. “Ele acha que, no governo da Dilma, nenhum ministro da Agricultura foi melhor que o Rossi”, confidenciou o assessor. Segundo a mesma fonte, o candidato pretende contratar como guarda-costas o lobista Júlio Fróes, especializado em agressões a jornalistas. Se conseguir uma vaga na enquete, Mendes Ribeiro convidará o irmão de Romero Jucá para prestar serviços como consultor financeiro.

O concorrente gaúcho vai concorrer com Marta Suplicy, Wagner Rossi, Nelson Jobim e Celso Amorim. Outros campeões vão entrar no páreo, leitores-eleitores! A briga de foice no escuro está só começando! Agosto é o mês do cachorro louco! Não deixem de votar sem remorso em candidatos que ninguém merece! E que vença o pior!

16/08/2011

às 0:21 \ Direto ao Ponto

Marta e Wagner Rossi disputam o HSV

Por decisão dos leitores-eleitores, a senadora Marta Suplicy e o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, oficializaram a candidatura do título de Homem sem Visão de Agosto, também disputado por Nelson Jobim e Celso Amorim. As inscrições continuam abertas. Veja os motivos da entrada no páreo de Marta e Wagner na seção Homem sem Visão.

10/08/2011

às 23:21 \ Sanatório Geral

Chama o oculista

“É preciso separar o joio do trigo. Tenho 50 anos de serviço público e conheço as pessoas pelo olho”.

Celso Amorim, ministro da Defesa, sobre a investigação que envolve o comandante do Exército, general Enzo Peri, explicando que foi por conhecer as pessoas pelo olho que recomendou a Lula que virasse amigo de infância do iraniano Mahmoud Ahmadinejad, do líbio Muammar Kadafi, do venezuelano Hugo Chávez e de outras flores do orquidário internacional.

08/08/2011

às 21:38 \ Homem sem Visão

Nelson Jobim aposta todas as fichas na disputa de agosto e Celso Amorim entra na briga por ordem de Lula

“O chefe ficou tão decepcionado com a derrota de julho que decidiu apostar todas as fichas agora”, contou um dos 878 ex-assessores de Nelson Jobim durante o lançamento da candidatura do ex-ministro da Defesa ao título de Homem sem Visão de Agosto. “Ele acha que foi muita sorte ter sofrido aquele surto de sinceridade. Depois de enxergar tudo direito, foi só voltar a ver o Brasil Maravilha de novo para levantar a arquibancada”.

Trajando a famosa fantasia de Jobim das Selvas, o ex-ministro foi o primeiro candidato a entrar na briga pelo troféu do mês. “Ele ainda não sabe se vai topar o convite para ser nutricionista da Ideli ou se topa abrir uma consultoria com José Genoíno para concorrer com o Antonio Palocci”, revelou a fonte. “Só vai tomar a decisão depois de consultar a sucuri de quartel”.

Horas depois da inscrição de Jobim, a Comissão Organizadora do HSV ─ inteiramente reformulada por suspeita de fraude na eleição de Sérgio Cabral ─ recebeu uma correspondência anônima que solicitava a oficialização da candidatura de Celso Amorim. O remetente anexou um papelório de 2.784 páginas que descreviam o conjunto da obra do atual ministro da Defesa. “O chefe achou que era cedo para voltar a disputar o título, mas o Lula ordenou que ele começasse a campanha imediatamente”, confidenciou um dos 112 secretários do ministério. Segundo um amigo, Amorim tem mais medo de um palavrão de Lula que de outro pito de Dilma Rousseff.

A eleição de agosto começou com dois pesos-pesados, leitores-eleitores! É o mês do cachorro louco! Quem será o vencedor? Ou vencedora? Que vença o pior!

08/08/2011

às 8:47 \ Sanatório Geral

Alma subalterna

“À frente da Defesa, Celso Amorim vai contribuir para fortalecer esse perfil internacional do Brasil”.

Antônio Patriota, chanceler, pronto para entregar o gabinete ao chefe Celso Amorim e reassumir a secretaria-geral do Itamaraty, com status de ministro.

07/08/2011

às 6:23 \ Sanatório Geral

Favor não confundir

“Não vou repercutir nada, não sou personalidade política. Eu era assessor do Jobim, e agora vamos aguardar”.

José Genoíno, sobre a demissão de Nelson Jobim, que o transformou em “assessor especial” do ministro da Defesa, explicando que não passa de um homônimo do José Genoíno que foi guerrilheiro no Araguaia, deputado federal, presidente do PT e um dos gerentes da quadrilha do mensalão à espera do julgamento no Supremo Tribunal Federal.

06/08/2011

às 19:44 \ Sanatório Geral

Duelo de titãs

“Eu não sei o que aconteceu com o ministro Jobim, mas eu penso que, quando se analisa a competência intelectual e o trabalho, não tem pessoa igual ao Amorim no Brasil.”

Lula, uma semana depois de garantir que “não tem um brasileiro que possa fazer o trabalho com a competência que o Jobim está fazendo no Ministério da Defesa”, mostrando que só agora descobriu que o supercraque gaúcho é superado por Celso Amorim em “competência intelectual” e “trabalho” ─  dois quesitos, aliás, em que o ex-presidente jamais conseguiu uma nota acima de zero.

06/08/2011

às 18:51 \ Direto ao Ponto

O novo ministro da Defesa ajudou a implantar a política externa da cafajestagem

O Brasil que sobreviverá à Era Lula talvez nem tenha tempo para desprezar Celso Amorim, informa o título do post publicado em julho de 2010 e agora reproduzido na seção Vale Reprise. O texto ajuda a conhecer a cabeça e a alma do chanceler que implantou, em parceria com Lula e Marco Aurélio Garcia, a política externa da cafajestagem. Veja quem é a figura que o padrinho escolheu e a afilhada convidou para chefiar o Ministério da Defesa.


 

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