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Casa Civil

30/06/2011

às 20:41 \ Sanatório Geral

Meio neurônio

“Essa é uma operação enquadrada pelo BNDES. Não é uma operação de crédito do BNDES. Portanto, ela não tem recurso público envolvido, nem FGTS, nem Tesouro. É uma ação de mercado realizada pelo BNDESPar e não tem nada a ver com decisão de governo”.

Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, sobre a compra do Carrefour pelo Pão de Açúcar com dinheiro do BNDES, garantindo que não entraram recursos públicos no negócio porque foi bancado pelo BNDESPar, que depende financeiramente do BNDES, que vive tomando bilhões de reais do  Tesouro Nacional, que tem como fonte única de recursos os impostos pagos pelos cidadãos.

10/06/2011

às 16:47 \ Direto ao Ponto

Oremos

O núcleo duro do governo Dilma Rousseff agora é formado pela própria presidente, por Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, e por Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais. Juntaram-se o neurônio solitário, a normalista oradora da turma e um berreiro à procura de uma ideia. Todas dependentes de Lula, também dependem dos humores do PT e do PMDB.

É como entregar o comando de um Boeing a três comissárias de bordo, orientadas por um controlador de voo que se promoveu a melhor piloto do mundo sem saber onde fica o manche e atarantadas com o bando de passageiros que não param de berrar pedidos.

Oremos.

09/06/2011

às 6:34 \ Sanatório Geral

Ah, bom!

“Ela disse que meu perfil se encaixa ao que ela pretende agora na Casa Civil. A presidenta quer uma gestão mais técnica na Casa Civil”.

Gleisi Hoffmann, nova chefe da Casa Civil, informando que, depois de passar os últimos meses se metendo em confusões políticas no Senado, foi escolhida porque Dilma Rousseff quer uma gestão técnica.

08/06/2011

às 18:37 \ Feira Livre

‘Procurar é preciso’, por Dora Kramer

ARTIGO PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA QUARTA-FEIRA

Dora Kramer

Antonio Palocci pediu demissão depois que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu não abrir inquérito criminal para apurar as causas de seu enriquecimento abrupto.

A nota do Palácio do Planalto busca ligar a saída ao atestado de inocência dado pelo procurador. Mas é de se perguntar: se o parecer fosse pela abertura de investigações Palocci continuaria? Claro que não.

Notícia disso dá o anúncio imediato da substituição, indicando que a decisão da demissão estava tomada. Dependia do tempo e da forma.

Quanto ao parecer do procurador, Gurgel não viu na documentação solicitada a Palocci resquício de indício de crime. Pareceu-lhe, no entanto, que pode ter havido improbidade administrativa, o que foge à alçada da procuradoria, mas não autoriza ninguém, nem o governo nem o Congresso nem o Ministério Público, a dar o caso por encerrado.

Tanto que no âmbito do MP do Distrito Federal já corre uma investigação para apurar a ocorrência de improbidade administrativa.

A saída anunciada no início da noite de ontem mostra que o cerco sobre Palocci foi fechado. Mas não encerra a questão do sigilo da documentação sobre as atividades da empresa Projeto Consultoria.

Tomando como verdadeira a declaração de Palocci de que todas as informações foram repassadas aos “órgãos de controle”, é de se supor que o procurador-geral tenha tido acesso à lista de clientes e à natureza dos serviços prestados pela empresa.

Se não teve, faltaram-lhe informações para atender a um item da representação apresentada por três partidos que aludia à “disparidade entre a estrutura empresarial da Projeto e a receita auferida por ela” para saber se os ganhos do proprietário foram compatíveis com a realidade do mercado de serviços de consultoria.

Caso tenha tido acesso a rigorosamente tudo, Gurgel é no Brasil, além de Palocci, a única pessoa em condições de atestar que não houve crimes de enriquecimento ilícito e tráfico de influência.

É exigir muito da opinião pública que seja dado a ele um crédito de tal monta com base em um parecer da Procuradoria-Geral e na palavra de quem, como principal interessado em esclarecer, se deixou sangrar sem se explicar a contento.

O País merece saber como o ministro-chefe da Casa Civil conseguiu tanto dinheiro em tão pouco tempo. Se é que teve mesmo clientela tão vasta enquanto era deputado federal, a que título seus clientes o pagaram?

As deduções de impostos de tais pagamentos foram feitas corretamente ou houve irregularidade por incompatibilidade dos serviços realmente prestados com as exigências da Receita?

Isso sem contar a necessidade de verificação sobre possíveis vínculos entre a atividade de consultor e a influência de Palocci no governo.

O procurador Gurgel alegou que nada faz supor que Palocci tenha se valido de “algum artifício, ardil ou mentira para fazer crer aos clientes de sua empresa que teria influência com servidores públicos para obter os negócios ou contratos”.

Ora, ele não precisaria recorrer a nenhum artifício, ardil ou mentira para convencer alguém de seu poder. Isso sempre esteve implícito. Ficou explícito a partir do ano de 2010, em que foi o principal assessor da candidata oficial à Presidência e durante o qual auferiu o grosso do faturamento da empresa, que encerrou suas atividades com direito a receber espantosos R$ 10 milhões.

Pagamento que não faz o menor sentido, a menos que Palocci tenha aí inovado com a inclusão em seus contratos de uma cláusula de insucesso.

Por essa e outras é preciso procurar as razões pelas quais Antonio Palocci não conseguiu, ou não pôde, explicar como e por que enriqueceu no exercício da vida pública.

Desmentido. Margareth Palocci nega que tenha feito chegar a qualquer pessoa, dentro e fora do governo, que seu marido esteja exigindo do governo e do PT o mesmo tratamento dado a José Dirceu, Delúbio Soares e companhia, conforme publicado aqui.

O que não significa que pessoas de dentro do governo não deem como certa essa versão.



08/06/2011

às 16:31 \ Sanatório Geral

É dando que se recebe

“A quem muito é dado, muito será cobrado”.

Gleisi Hoffmann, no discurso em que se despediu do Senado para assumir a chefia da Casa Civil, apresentando a versão 2011 do famoso lema do PMDB durante o governo do presidente José Sarney ─ “É dando que se recebe” ─ popularizado pelo falecido deputado Roberto Cardoso Alves.

08/06/2011

às 12:25 \ Sanatório Geral

Casa assombrada

“Não há maldição na Casa Civil”.

Gleisi Hoffmann, com expressão assustada, tentando convencer-se de que não é verdade que, à noite, quem passa pela Casa Civil ouve gemidos de Waldomiro Diniz, uivos de José Dirceu, gritos de Dilma Rousseff e gargalhadas de Erenice Guerra.

07/06/2011

às 20:46 \ Direto ao Ponto

O casal só perde para o PT e o PMDB

A nomeação da senadora Gleisi Hoffmann para a chefia da Casa Civil criou simultaneamente duas singularidades sem precedentes na história da República.

Primeira: como seu marido é o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pela primeira vez o Brasil terá um casal de ministros no mesmo governo.

Segunda: como o PP, o PR, o PDT e o PCdoB conseguiram uma única vaga no ministério, só o PMDB e o PT têm mais ministros que a família de Gleisi e Paulo Bernardo. O PSB também tem dois.

A ciumeira já começou. Com a substituição de Antonio Palocci, Dilma resolveu um problema. Com a indicação de Gleisi, pode ter produzido outro.

06/06/2011

às 21:30 \ Direto ao Ponto

Lula inventou o terceiro mandato com codinome. Só faltou combinar com o PMDB

O terceiro mandato de Lula começou no quinto mês do governo Dilma Rousseff. Na última semana de maio, pronto para ensinar à criatura como se resolve uma crise, o criador baixou em Brasília já acusando a oposição em geral e José Serra em particular de terem inventado o milagre da multiplicação do patrimônio. No mesmo dia, depois de conferir ao chefe da Casa Civil o título de Pelé da Economia, ordenou ao PT e pediu ao PMDB que defendessem Antonio Palocci e fossem pacientes com Dilma Rousseff.

No dia seguinte, ordenou a Dilma e Palocci que fossem ainda mais atenciosos com a companheirada e ainda mais perdulários com a base alugada, deu a crise por encerrada e viajou para o exterior. Acumulando as funções de presidente e palestrante, fantasiou-se de estadista e ganhou milhares de dólares da Odebrecht no Panamá, nas Bahamas, em Cuba e na Venezuela. De volta ao Brasil, soube que a crise que deu por resolvida ficara muito mais grave. E combinou outra conversa com Dilma para dizer o que deve ser feito com o companheiro Palocci.

“Temos o retorno da metamorfose ambulante operando com o costumeiro desdém aos princípios”, escreveu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no Estadão deste domingo. “Em vez de se preocupar com a veracidade do que transpareceu, acusa irresponsavelmente o PSDB pelo vazamento de informações relativas à evolução patrimonial do principal ministro do governo. E passa a operar a disputa por cargos e troca de votos no Congresso (…). É mais um passo atrás no amadurecimento da sociedade e da política, que volta a se apequenar no jogo rasteiro de chantagens e pressões”.

Sempre que Lula pensa alguma coisa, o Brasil fica menos inteligente. Quem ainda duvida disso deve ler a  crônica de João Ubaldo Ribeiro no Globo deste domingo. Sem consultar o país e sem mexer em lei alguma, ironizou o grande escritor, Lula fez a reforma política e instituiu o bipresidencialismo. Em vez de um, a República agora tem dois no comando: “É por isso que ela faz tanta questão de ser chamada de presidenta. Presidente é ele, presidenta é ela. Ele não suporta trabalhar. O trabalho todo de despachar, ler, discutir, assinar etc, ela faz. Das jogadas políticas, dos discursos, das viagens, das mensagens na TV, ele cuida. E de mandar sancionar ou vetar o que for necessário, claro. E ainda com a vantagem de ter alguém para levar a culpa”.

Para a dupla, a fórmula é perfeita. Atormentada pela inapetência política, obrigada a exibir dotes de gerente de país que nunca existiram, dramaticamente despreparada para o cargo, o sonho de Dilma é permanecer enfurnada nos palácios. Ela não consegue acreditar que é presidente. Como não quer acreditar que deixou de sê-lo, o palanqueiro itinerante ambulante dá ordens a ministros, protagoniza almoços e jantares com aliados e passeia pelo mundo.

Neste momento, a pedido de Dilma, Lula pensa no que fazer com o dublê de estuprador de sigilo bancário e traficante de influência que o padrinho escolheu para chefiar a Casa Civil da afilhada. Ele toma a decisão, ela executa. A farsa da superexecutiva onisciente não durou um semestre. É improvável que o bipresidencialismo malandro dure mais três anos e meio.

Primeiro, porque a Constituição não admite a existência de um co-presidente, nem de um tutor de presidentes ineptos. Depois, porque o PT quer controlar a companheira como foi controlado por Lula. Terceiro, e sobretudo, porque o velho e insaciável PMDB já deixou claro que não se contenta com estar no governo: faz questão de ser governo.  O vice já não é o companheiro José Alencar. É o ambicioso e astuto Michel Temer. A cada movimento do PT, a cada rompante da política desastrada, a turma do Palácio Jaburu engole mais um naco do poder. Eles sabem que o ex-presidente tem força eleitoral, mas não tem poderes legais.

Lula planejou quase tudo para garantir um terceiro mandato com codinome Dilma. Só faltou combinar com o PMDB.

03/06/2011

às 21:48 \ Direto ao Ponto

O que ainda falta para a demissão?

O rosto pálido, as mãos trêmulas, os lábios secos, a voz gaguejante, os pigarros interrompendo a frase como vírgulas bêbadas, a impossibilidade de consumar o gesto de agarrar o copo d’água ─ os incontáveis sintomas de nervosismo bastariam para transformar a entrevista concedida por Antonio Palocci à TV Globo numa confissão de culpa. Mas o conteúdo foi pior que a forma: o chefe da Casa Civil não explicou nada. Enredou-se em fantasias desconexas, negou-se a revelar os nomes dos clientes, confundiu-se com números e porcentagens, buscou refúgio na amnésia malandra, inventou a única empresa do mundo que ganhou mais dinheiro quando resolveu fechar as portas. Palocci naufragou num palavrório tão raso que, na imagem de Nelson Rodrigues, uma formiga conseguiria atravessá-lo com água pelas canelas.

Em 17 de julho de 2005, levado às cordas pelo escândalo do mensalão, o presidente Lula fez de conta que aprendera a lição antiga como o mundo: “A desgraça da mentira é que, ao contar a primeira, você passa a vida inteira contando mentiras para justificar a primeira que você contou”, constatou numa entrevista ao Fantástico. “Trabalhar com a verdade é muito melhor”. O problema é que a verdade é incompatível com mitômanos e megalomaníacos. Portador das duas patologias, Lula seguiu contando um mentira atrás da outra. No momento, jura que o mensalão nem existiu.

Em 2006, no depoimento à Corregedoria do Senado, o caseiro Francenildo Costa repetiu, com sinceridade, a lição que Lula declamou por esperteza: “O lado mais fraco não é o do caseiro, é o da mentira”, ensinou a vítima de Palocci. “Duro é falar mentira que você tem que ficar pensando. A verdade é fácil”.  Como Lula, Palocci foi longe demais para reconciliar-se com a verdade. Vai seguir mentindo até a queda, que só falta agora ser formalizada.

Se foram essas as explicações oferecidas à Procuradoria-Geral da República, Roberto Gurgel não pode alegar que ainda não conseguiu enxergar com nitidez um traficante de influência instalado na chefia da Casa Civil.  Se o que tem a dizer é o que disse à Globo, a presidente Dilma Rousseff tem o dever de demiti-lo imediatamente. O que não pode ser repetido é o embuste desta sexta-feira.

Os brasileiros honestos não merecem ver pela segunda vez na TV,  protagonizando o espetáculo do cinismo mal ensaiado, o homem que não merecia uma segunda chance.

26/05/2011

às 19:56 \ Direto ao Ponto

A casa envilecida por um farsante, uma nulidade, uma quadrilheira e um Palocci

Primeiro, Lula descobriu que a oposição resolveu despejar Antonio Palocci da Casa Civil “para desestabilizar o governo”. Alguém deve ter soprado que ele próprio, em 2006, livrou-se do estuprador de sigilo bancário sem que ocorressem abalos sísmicos no Planalto.  O ex-presidente engatou uma segunda, comparou o consultor mais caro do mundo ao maior jogador de futebol da história e ensinou que “não se pode deixar um Pelé no banco”. Alguém deve ter soprado que, se é assim, ele será lembrado como o presidente que expulsou Pelé de campo. O palanqueiro itinerante engatou uma terceira e, nesta quinta-feira, fez outra descoberta: “Palocci é o homem que prestou muitos serviços ao governo e não podemos desampará-lo”.

Se a preocupação é real, deve chamar imediatamente o doutor Márcio Thomaz Bastos, ou outro especialista em livrar pecadores de estimação do merecidíssimo castigo. O amparo jurídico impediu que Palocci fosse condenado pela violação da conta de Francenildo Costa na Caixa Econômica Federal. Mas já não há qualquer espécie de amparo político capaz de manter no cargo o ministro enredado no milagre da multiplicação do patrimônio. Palocci perdeu a voz há quase duas semanas por falta do que falar. Diga o que disser, nada mudará a verdade devastadora: ele enriqueceu com o tráfico de influência, usando como fachada a empresa de consultoria Projeto. Bom nome: nunca foi mais que um projeto a firma cujo quadro funcional se limitava à moça do telefone.

Foi Lula quem impôs a Dilma Rousseff a nomeação do novo chefe da Casa Civil envilecida pelas três escolhas anteriores. Deve-se debitar na conta do ex-presidente, portanto, a gangrena que surgiu com José Dirceu, expandiu-se com Dilma Rousseff, tornou-se especialmente malcheirosa com Erenice Guerra e completou-se com Antonio Palocci. Dirceu complicou-se em 2004 com a divulgação do vídeo em que o amigo íntimo Waldomiro Diniz, assessor para Assuntos Parlamentares, pedia propina a um bicheiro. No ano seguinte, o guerrrilheiro de festim estrelou o escândalo do mensalão e acabou substituído por Dilma.

A sucessora de Dirceu montou a fábrica de dossiês cafajestes e se enrascou na suspeitíssima conversa com Lina Vieira. Transferida para a campanha eleitoral, cedeu a vaga a Erenice Guerra, superassessora e melhor amiga, que reduziu a Casa Civil a esconderijo da quadrilha formada por parentes e agregados. Estigmatizado pelo caso do caseiro, Palocci já chegou com culpa no cartório. Conseguiu ampliá-la neste outono, quando o Brasil soube que o primeiro-ministro do novo governo é um reincidente sem remédio.

Waldomiro Diniz pôde redigir em sossego o pedido de exoneração. Oficialmente, saiu porque quis, esperteza repetida por Dirceu no inverno de 2005, quando o escândalo do mensalão desabou sobre a figura que a Procuradoria-Geral da República mais tarde qualificaria de “chefe de uma organização criminosa sofisticada”. Ele saiu como sairia Erenice: com um pedido de demissão que lhe valeu um salvo-conduto para aparecer quando quisesse (além do convite para a festa de posse de Dilma Rousseff).

Cinco meses depois de voltar ao coração do poder, chegou a hora de Palocci descobrir que um raio pode cair até quatro vezes no mesmo lugar. O governo já entendeu que é impossível mantê-lo onde está. A discurseira contra a imprensa, a oposição e funcionários da prefeitura paulistana é só a bisonha reprise do truque forjado para adiar o desfecho inevitável. O Planalto precisa de mais tempo para achar uma “saída honrosa” para o companheiro que desonrou quase todos os cargos que ocupou.

A cabeça e a alma de um governante se traduzem nas escolhas que faz. Para chefiar a Casa Civil, o pajé da tribo que topa qualquer negócio escolheu, sucessivamente, José Dirceu, Dilma Rousseff e Erenice Guerra. Um farsante, uma nulidade e uma quadrilheira. Coerentemente, decidiu que a sucessora deveria escolher Antonio Palocci. Obediente ao chefe, Dilma convidou um estuprador de sigilo. Veio junto um traficante de influência. As quatro obscenidades que o mesmo gabinete hospedou, somadas, compõem o mais revelador retrato de Lula.


 

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