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carro

11/10/2011

às 19:22 \ Sanatório Geral

Ainda bem

“Eu já bati com o carro do meu marido e falei com ele assim, porque ele me respeita e eu o respeito. Eu não poderia dar a notícia de outra maneira.”

Iriny Lopes, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, explicando que é por motivos éticos que não dá más notícias ao marido só de calcinha e sutiã, como Gisele Bündchen no comercial da Hope.

22/09/2011

às 2:28 \ Sanatório Geral

Mecânica da ladroagem

“Fazer um check-up é que nem mandar carro para a concessionária: ‘Ah, tem um barulhinho no escapamento’. Quando vem, é a lista de problemas.”

Lula, ao receber o título de Doutor Honoris Causa na Bahia, explicando por que, sempre que um companheiro corrupto é descoberto, mais uns 20 ou 30 quadrilheiros aparecem no jornal do dia seguinte.

16/09/2011

às 22:09 \ Frases

Serviço completo

“Um dos sonhos que tenho é fazer um programa sobre automóveis, que é minha paixão. Desde criança gosto de carros, assisto corridas, adoro dirigir e eu mesma lavo meu carro.”

Tânia Oliveira, apresentadora da RedeTV!.

11/07/2011

às 19:57 \ Sanatório Geral

Bando afinado

“Quando você vai comprar um carro e decide botar banco de couro, direção hidráulica, vidro elétrico, o preço vai mudando”.

Magno Malta, senador da base alugada, setor PR, guichê do Espírito Santo, ao repetir a lengalenga recitada por Blairo Maggi, revelando que os culpados já decoraram a história que vão contar quando o camburão aparecer na esquina.

13/05/2011

às 12:48 \ Feira Livre

‘Viagem no tempo’, um texto de Ivan Angelo

TEXTO PUBLICADO NA REVISTA VEJA SÃO PAULO DESTA SEMANA

Ivan Angelo

Falávamos sobre viagens e seus modernos confortos quando alguém se lembrou do tempo em que os viajantes levavam toalha e sabonete na mala. Não faz tanto tempo assim. Uma sobrinha, há poucos anos, chegou a minha casa com toalha de banho e caixinha de sabonete na mala. “Coisa da minha mãe”, explicou constrangida, sinal de que a mãe dela, que tem menos de 60 anos, levava toalha e sabonete quando viajava. Hotéis e hospedarias eram precários, tirando os melhores das capitais; e, ao pousar na casa de alguém, evitava-se “dar trabalho”.

Certas frases jogam a gente no tempo, escadaria abaixo. No trambolhão nos lembramos de coisas que já eram. Muitas não mudam porque atingiram a perfeição da simplicidade, como o prato, a mesa, a cachaça, a camiseta. Outras, tão indispensáveis num momento, descartáveis em outro.

Lembram-se do quebra-vento nos carros? Coisa anterior à difusão do ar-condicionado, pouco antes de o presidente Collor dizer que os automóveis brasileiros eram umas carroças. O quebra-vento era um vidro giratório colocado à frente das janelas dianteiras; quebrava o vento que entrava quando os vidros das portas estavam abaixados, ou permitia que o ar entrasse quando a janela estivesse fechada. Girando-o todo, direcionava-se o vento para dentro, a fim de refrescar a pessoa acalorada. Até há pouco tempo, no Nordeste, carro sem quebra-vento encalhava.

Carros não tinham luz piscante para o motorista indicar que ia entrar à esquerda ou à direita, nem luz de freio. Todos os sinais eram feitos pelo motorista com o braço esquerdo para fora do carro. Sinal de parar: mão espalmada para trás, baixa; sinal para entrar à esquerda: braço reto estendido; entrar à direita, braço alto dobrado para a direita. Quase não havia sinais luminosos de trânsito, o guarda apitava em códigos obrigatoriamente conhecidos.

Não faz muito tempo, as folhas dos livros em brochura vinham “fechadas”, não eram aparadas, prontas para folhear, como hoje. O leitor tinha de abrir as páginas quatro a quatro e depois duas a duas com uma faca ou com um “abridor de livros”. Sim, havia abridores de livros no comércio. E lia-se!

Ah, meninos, as fotos que se tiravam não se viam no mesmo instante, como agora. Só dias mais tarde, após reveladas e copiadas em laboratório. Depois veio a grande novidade das cópias em 24 horas, em duas horas, em uma hora e na hora. A fotografia popularizou-se. Com as câmeras nos telefones celulares, os fotógrafos amadores tornaram-se bilhões.

Seringas de injeção, antes das descartáveis, eram de vidro, tinha-se de fervê-las para esterilizar. Vinham em um estojo de metal, cuja tampa se usava para encher de álcool; sobre ela se acomodava uma armação de metal que também vinha no estojo e servia como trempe de um minifogareiro. Enchia-se o estojo de água, colocava-se dentro a seringa junto com o êmbolo e as agulhas, botava-se fogo no álcool, fervia-se por uns três minutos e pronto. Calculadora? Era a tabuada, que os estudantes sabiam de cor, e baseados nela faziam contas complicadíssimas das quatro operações, na ponta do lápis. Nos escritórios, e só lá, havia as famosas máquinas de calcular manuais Facit, que tinham um teclado de algarismos e uma manivela que os craques do cálculo viravam para a frente e para trás, produzindo exatidões mostradas em um pequeno visor. Não demorou e vieram as elétricas, as eletrônicas digitais…

Máquinas de escrever ainda se veem em delegacias e cartórios do interior. Num hospital da Zona Leste, um amigo me chamou: “Quer ver um flashback?”. E me levou a uma recepcionista de um dos consultórios, que datilografava impávida os dados dos clientes. Nas redações de jornais e revistas, com suas dezenas de máquinas de escrever batucando ao mesmo tempo, o encerramento de uma edição era uma zoeira. O alívio veio com o silêncio dos computadores.

Cartão amarelo, cartão vermelho? No futebol do tempo do beque e do centeralfe, cartão era o dedo do juiz, primeiro apontando o nariz do abusado, depois apontando o olho da rua. Os cartões derrotaram o dedo em riste porque são mais civilizados, impessoais e fáceis de entender em qualquer língua.

Você pensa que eram coisas da juventude do seu avô, ou do seu bisavô, mas não, são do tempo do seu pai. Um tempo em que as crianças tinham bons modos, obedeciam até a olhares, não abriam a geladeira dos outros, contentavam-se em ganhar apenas três presentes por ano, nas ocasiões propícias, e eram felizes.

O ritmo está cada vez mais rápido.

10/03/2011

às 13:15 \ Sanatório Geral

Surto de sinceridade (2)

“Sou um perigo ao volante de um carro.Agora vejo que no de um blackberry também.Só pra ficar bem esclarecido:não retuitei o @bonettinterado.Ainda bem que alguém viu e me chamou a atenção. Podia passar para a posteridade xingando pessoas de quem gosto muito…”

Helena Chagas, secretária da Comunicação Social, na continuação da tentativa de reparar o estrago feito pelo surto de sinceridade, agora revelando que gosta muito de Muamar Kadafi, Hosni Mubarak, José Dirceu, José Sarney, Lula, George W. Bush e José Genoíno.

12/08/2010

às 14:21 \ Sanatório Geral

Arrogância e impunidade

“E daí? E daí? Não tem problema. Se vocês acham que tem, me condenem”.

Wadih Mutran, vereador pelo PP e corregedor da Câmara de São Paulo, responsável por investigar irregularidades cometidas por seus colegas do Legislativo municipal, ao ser flagrado usando um carro oficial para caçar votos, mostrando a falta que faz uma merecidíssima cadeia.

11/08/2010

às 1:33 \ Sanatório Geral

O exemplo do chefe (2)

“Ministro tem de ser ministro. Se alguém quiser fazer campanha, que vá depois do expediente com seu carro particular”.

Lula, ordenando aos ministros que não sigam o exemplo do presidente da República.

15/07/2010

às 19:15 \ Sanatório Geral

Instinto de sobrevivência

“Gente, se a moça queria um carro, se ela queria um apartamento, que ele desse isso a ela. Não precisava de tanta violência”.

Luciana Gimenez, ao comentar o caso do goleiro Bruno no programa Superpop desta segunda-feira, pelo jeito achando estranho aquele olhar de Mick Jagger quando flagrado pela TV durante os jogos da Copa do Mundo.

11/03/2010

às 0:30 \ Direto ao Ponto

Na contramão do mundo

“Eu quero que pobre tenha carro também, então nós, prefeitos e governadores temos que construir mais ruas”, começou o presidente que de vez em quanto desce do palanque e aparece no local de trabalho para tratar de manobras eleitorais. Como se só faltasse um automóvel para que sejam instalados no paraíso os indigentes que Lula recebeu embrulhados na herança maldita de FHC mas hoje desfrutam de três refeições por dia.

“Nós temos que fazer metrô, temos que fazer o trem, mas temos que parar com essa ilusão de que fazendo metrô vai tirar o apetite de um pobre ter um carro”, continuou o chefe de governo que deixou de ser pobre há mais de 40 anos, não sabe o que é trabalho duro há mais de 30, não usa metrô, ônibus ou trens comuns há mais de 20, circula precedido por batedores há quase 10 e não enfrenta um congestionamento há pelo menos oito.

“Aqueles que pensam isso têm o seu próprio carro, eles querem que os pobres deixem a rua livre para eles”,  concluiu o falastrão sem remédio que, na contramão do mundo, acha que esvaziar os pátios das montadoras é muito mais relevante que investir em transporte coletivo.  ”O modelo de transporte individual em veículo de quatro rodas com motor de explosão está condenado”, ensina o médico Paulo Saldiva, especialista em poluição atmosférica. “A solução é o investimento em transporte coletivo”. Lula não sabe disso.

Lula não sabe de nada ─ e Dilma Rousseff  anda avisando que vai fazer tudo o que lhe ordenar o mestre que de nada sabe. Ambos ignoram, por exemplo, que quem se move de bicicleta, como Saldiva, chega antes que a turma curvada no banco do piloto. ”O carro é a forma menos eficaz de se locomover na cidade”, informa o médico.  “Enquanto nossos antepassados atingiam 16 quilômetros por hora sobre seus cavalos, o carro em São Paulo atinge apenas oito”.

Pobres ou milionários, todos os brasileiros sensatos querem transporte rápido, bom e barato. Deslumbrados em geral, sobretudo novos ricos como os integrantes da família presidencial, esses querem carro, de preferência do ano. Coerentemente, o mais jeca de todos os governantes sonha com um Programa Automóvel para Todos.

Como se não houvesse miseráveis em todos os cruzamentos movimentados de todas as metrópoles brasileiras. Como se não existissem 12 milhões de analfabetos. Como se não faltassem quase 10 milhões de moradias para que todos os brasileiros tenham um teto.  Como se a rede de saneamento básico não alcançasse apenas metade da população.

Como se existisse de fato a potência de araque que Lula inventou.


 

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