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candidata

07/05/2010

às 23:16 \ Direto ao Ponto

A candidata quer ser presidente sem sequer saber ser candidata

No ponto final do comentário de Celso Arnaldo sobre a performance de Dilma Rousseff na apresentação conjunta dos candidatos à presidência em Belo Horizonte, pego uma carona para entrar no tema. Fala, Celso Arnaldo:

Coragem, competência e sensibilidade social ─ apregoa o motto de Dilma Rousseff em seu site oficial.

Dos três itens, só a coragem é indiscutível ─ a coragem (que muitos chamariam de cara de pau) de se apresentar como candidata a presidente da República sabendo-se (e não é possível que ela não saiba) tão despreparada.

Coragem sobretudo de se oferecer à comparação com os outros dois candidatos. A esta altura, ninguém tem dúvida, incluindo os mentores de sua própria campanha, que os inevitáveis debates serão a estação mais tormentosa do inferno eleitoral de Dilma.

O 27º Congresso Mineiro de Municípios, realizado ontem em Belo Horizonte, conseguiu a proeza de reunir pela primeira vez, numa mesma tribuna, os três presidenciáveis que dividirão o voto do eleitorado em outubro: sobre o palco, com certeza matemática, estava o futuro presidente da República ─ primazia de um estado que tinha 853 municípios até as 9 da manhã de hoje. À noite, o número pode ser diferente.

Debate? Ainda não. A legislação proíbe, até agosto. Ótimo para Dilma ─ que hoje seria triturada pela viúva do 23 B numa reunião de condomínio.

Mas, de qualquer forma, foi a primeira chance de cotejo. Os três responderam às mesmas perguntas, sem interagir. E o site da Dilma faz hoje uma compilação dos melhores momentos da candidata. Selecionei dois ─ mas poderiam ser 853, um para cada município de Minas.

“Nós jamais olhamos filiação partidária, jamais olhamos a adesão do prefeito ou da prefeita àquele ou àqueloutro partido, aqueloutro proposta de governo”.

Pus as devidas crases por minha conta ─ mas “aqueloutro proposta” é por conta da Dilma. Que os incréus confiram no vídeo: é realmente uma aqueleoutro proposta indecente.

“O Brasil tem duas palavras que tá na ordem do dia. E eu concluo com elas. Uma é transformação: nós fomos capazes de transformá o Brasil. E a outra é esperança: nós vamos continuá transformando o Brasil”.

O slogan que os marqueteiros pediram para ela decorar tem duas palavras ─ essas que “tá na ordem do dia”. Dilma já conseguiu decorar as duas. Mas ainda tem alguma dificuldade em explicar a segunda ─ daí ter explicado a primeira duas vezes.

Voltei para insistir numa evidência: a cruel amputação de esses e erres, o extermínio das sílabas iniciais, o convívio promíscuo do singular e do plural ─ esses e outros distúrbios informam que a candidata do PT é incapaz de completar uma frase sem erros. Essa é a primeira de duas constatações aflitivas. A segunda é mais inquietante: a sucessora que Lula inventou não consegue raciocinar logicamente. Dilma Rousseff não sabe pensar.

Num trecho do vídeo, a locutora previne que a candidata vai dizer o que pensa da divisão dos royalties do petróleo. Com cara de órfã recente, o olhar oscilando entre as anotações no papel e a plateia, braços enrijecidos na tentativa de camuflar tremores, voz à caça de palavras que não vêm, a voz insegura diz o seguinte:

“A grande questão do pré-sal é o fato de que são recursos que nós sabemos onde estão. São de alta qualidade”.

O que significa isso? Por que os recursos são a “grande questão”? “Onde estão” o quê? “São de alta qualidade o quê? Os recursos ou as jazidas de petróleo? O enigma se torna mais espesso na frase seguinte, que promete explicar como será a partilha do petróleo:

“Ele é parcialmente de quem descobriu e a maior parte fica com o povo brasileiro e a nação”.

“Ele” é o petróleo, pode-se deduzir. Mas e o resto?  Uma parte pertence a quem descobriu o quê? O pré-sal já não foi descoberto? O que está por descobrir não ficará por conta da Petrobras? E qual é o tamanho da “maior parte”? E como será dividida entre “o povo e a nação”. E qual é a diferença entre povo e nação?

Como não se tratava de um debate, José Serra e Marina Silva foram dispensados de perguntas, cobranças e reparos. Terão de fazê-los, com energia e sem acanhamento, nos confrontos de verdade. Candidatos à presidência podem e devem tratar-se com civilidade, mas não se ganha uma eleição tratando gentilmente um adversário como o PT.

No ensaio em Belo Horizonte, comprovou-se que nunca antes neste país houve um candidato à presidência tão vulnerável,despreparado, inconsistente e desprovido de neurônios quanto Dilma Rousseff. Um Jânio Quadros liquidaria o combate por nocaute no primeiro bloco. Marina é suave demais, e a estratégia adotada por Serra talvez recomende uma linha de combate menos agressivo. Seja ela qual for, terá de mostrar com todas as letras, e já no começo do duelo, que uma candidata quer ser presidente sem sequer saber ser candidata.

30/04/2010

às 22:27 \ História em Imagens

Dilma não sabe nem o nome do livro que está lendo

Quem lê esta coluna sabe desde setembro, quando foi publicado o primeiro texto sobre a montagem da farsa, que Dilma Rousseff é uma impostura. Promovida a Mãe do PAC, não conseguiu tirar a criatura do berço. A gerente-geral do Brasil não tem uma única obra física relevante a apresentar. A superministra não tem uma só ideia aproveitável a expor. A candidata à presidência da República é incapaz de dizer coisa com coisa.

Parece exagero? Vejam o vídeo,gravado em 20 de abril, durante a apresentação do site da candidata. Dilma vai tentar dizer que livro está lendo.

30/04/2010

às 16:56 \ Sanatório Geral

Estrategista doidão

“A Dilma nunca foi candidata. Todo mundo sabia disso. Ela ainda não está em campanha. Está na pré-campanha. O nosso objetivo era torná-la mais conhecida neste momento e estamos alcançando isso”.

José Eduardo Dutra, presidente do PT, ao comentar o desempenho de Dilma Rousseff na pré-campanha, explicando que o festival de gafes, trapalhadas e declarações sem pé nem cabeça foi planejado para tornar a candidata mais conhecida.

15/10/2009

às 23:37 \ Direto ao Ponto

Discurso sobre o Nada (1)

“Não cresci nas pesquisas porque tive pouca exposição”, tornou a queixar-se a ministra Dilma Rousseff. “Infelizmente, a imprensa ainda dá mais importância para fofocas e rumores do que para propostas”. Faz sentido. Até agora, notícias sobre problemas de saúde ou mudanças na aparência têm superado amplamente o espaço ocupado por pensamentos, reflexões, análises e projetos da candidata.

A coluna sempre soube ouvi-la com muita atenção, como atestam as frases internadas com notável frequência no Sanatório Geral. Mas reconhece que é preciso conferir especial destaque ao que pensa a candidata. Assim, a partir de hoje, serão reunidas em posts semanais as declarações mais relevantes, sem mudanças no estilo nem correções gramaticais ou ortográficas. Além de tornar mais profunda a cobertura eleitoral, a soma dos textos, conjugada com os pareceres emitidos exclusivamente pelos comentaristas da coluna, produzirá a mais reveladora radiografia do cérebro da Mãe do PAC. Confiram.

O Brasil e o Pré-Sal

“O pré-sal vai antecipar esse fim da pobreza que iríamos fazer de qualquer jeito, mas que poderemos fazer em menos anos”.

“Não podemos achar que estamos imensamente ricos e sair por aí desperdiçando os recursos, temos de apostar basicamente no futuro”.

“Estamos definindo como vamos enfrentar o desafio que é transformar riqueza material em riqueza física e humana”.

Emprego e tecnologia

“Vamos ter uma política de conteúdo nacional que vai depender da nossa capacidade de internalizar e transformar essa demanda em empregos brasileiros e tecnologia nacional”.

Política energética

“Temos que ter energia. A não ser que alguém queira se responsabilizar por outro apagão. Como ninguém quer, temos que ter hidrelétricas”.

Política industrial

“Quando o presidente Lula assumiu o primeiro mandato, nós optamos por uma nova política industrial. Resolvemos que tudo que pudesse ser produzido no Brasil fosse produzido no Brasil. Uma plataforma custa 2 bilhões de reais, gente. Se eu importo a plataforma de 2 bilhões de reais da Coreia, 2 bilhões de reais vão ser exportados para o exterior”.

Política eleitoral

“O meu adversário é o Serra. Ele fica dizendo que não tem polarização, que ele não responde pelo governo do Fernando Henrique. Mas, ao dizer isso, ele já está polarizando”.

A arte da caça ao voto

“O fato de ser mulher não garante o voto feminino. O Lula vive me dizendo que metalúrgico não vota em metalúrgico, corintiano não vota em corintiano, mulher não vota em mulher e preto não vota em preto”.

Aos comentários, amigos.


 

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