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candidata

22/04/2011

às 21:27 \ Sanatório Geral

Companheiro malandro

“Não tem como esconder, embora ela não possa, e nem deva falar, mas Dilma será a candidata do PT em 2014″.

Lula, em entrevista ao jornal ABCD Maior, mostrando que, se a inflação que deixou de presente para Dilma Rousseff acelerar o galope, é melhor deixar a coisa explodir na mão dos outros.

13/04/2011

às 15:06 \ Direto ao Ponto

As promessas não duraram 100 dias

Três meses bastaram para que a presidente Dilma Rousseff deixasse claro que a presidente não tem nada a ver com o que disse a candidata. Confira os dois vídeos na seção História em Imagens.

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13/04/2011

às 12:33 \ História em Imagens

Balanço dos 100 dias: a presidente não tem nada a ver com as promessas da candidata

Convidado a entrar num dos balanços dos 100 primeiros dias do governo Dilma Rousseff, o cientista político Francisco Weffort não precisou de mais que três frases. “O fim da verborragia do Lula já foi uma grande coisa”, ressalvou. “Mas ainda não vi nada. Ela bate ponto”. Foi um resumo da ópera quase perfeito.

Teria chegado à perfeição se acrescentasse que Dilma não precisou de mais que três meses para mostrar que não tem compromisso com o que disse ao longo da campanha. Os dois vídeos divulgados pelo Implicante e reproduzidos abaixo comprovam em três minutos que a presidente já revogou várias promessas da candidata. Não é pouca coisa. E só se passaram 100 dias.

26/10/2010

às 18:51 \ Direto ao Ponto

A pergunta ainda sem resposta

Os debates anteriores informaram reiteradamente que Dilma Rousseff não precisa de ajuda para perder qualquer duelo verbal: inimiga jurada de ss e rr, quase inteiramente desprovida de raciocínio lógico, Dilma ou não diz coisa com coisa ou despeja platitudes, obviedades e rematadas cretinices. No confronto na TV Record, pela primeira vez José Serra pareceu compreender que disputa a Presidência da República contra a adversária que todo candidato pede a Deus ─ e foi à luta. No penúltimo debate da campanha, enfim ajudou a mostrar Dilma como ela é.

As perguntas que fez e as respostas que deu contribuíram para escancarar a impostura. Os espectadores com mais de 10 neurônios entenderam que a gerente de país nunca existiu: o PAC é uma piada, as obras não saem do papel, a executiva genial só conjuga no futuro verbos como fazer e construir . Entenderam que a administradora onipresente e onisciente é tão real quanto o diploma de doutora: quem ignora ou nem percebe as bandalheiras da melhor amiga na sala ao lado não pode pilotar sequer um triciclo. Entenderam que Dilma Rousseff, antes e acima de tudo, tem tanto compromisso com a verdade quanto um estelionatário vocacional.

Para desmontar a fraude, Serra não precisou ser agressivo, nem áspero, muito menos grosseiro. Bastou falar sem rodeios. Durante duas horas, respondeu com firmeza e fez as perguntas que deveria ter feito. Por isso mesmo, restou uma pergunta ainda sem resposta: por que o candidato da oposição não agiu assim desde o primeiro segundo do primeiro debate do primeiro turno?

07/10/2010

às 14:37 \ Sanatório Geral

Ela é ele

“Não a chame de candidata! Chame de Dona Weslian”.

Joaquim Roriz, irritado com um jornalista que ainda não entendeu que o candidato é ele.

20/08/2010

às 18:52 \ História em Imagens

Lula e Collor: a história que começou com muito insulto acabou em pouca vergonha

“Temos sim de olhar pelo retrovisor”, insiste Dilma Rousseff. Ótima ideia, tem repetido a coluna, que desde o primeiro dia de vida procura refrescar a memória dos amnésicos de araque. É preciso mostrar aos eleitores, por exemplo, como foi a luta da candidata para substituir a ditadura militar pela ditadura do proletariado.

Ou contar desde o início a bonita história protagonizada pela dupla Lula e Fernando Collor. Começou muito mal, como mostra o vídeo da campanha presidencial de 1989. Ficou ainda pior, informa o áudio da entrevista gravada em 1992. Mas o final foi exemplarmente feliz: os desafetos quarentões se transformaram em velhos amigos de infância.

Quem olha de longe pode achar que falta aos políticos brasileiros vocação para o ódio. Quem vê a coisa de perto constata que falta vergonha.

17/07/2010

às 0:37 \ Sanatório Geral

Origem revelada

“Eles, quando puderam fazer mais, já que estavam no governo, fizeram menos. E detestam essa comparação de quem fez o que. Eu sou um produto de um esforço imenso de um governo, eu sou produto disso”.

Dilma Rousseff, capturada por Celso Arnaldo nesta sexta-feira, durante uma entrevista à rádio Banda B, de Curitiba, e entregue aos enfermeiros com o seguinte recado: Ela finalmente revelou a origem de sua candidatura — obrada por um esforço imenso do governo-purgante de Lula.

14/07/2010

às 1:46 \ Sanatório Geral

Contrato é contrato (3)

“Não tenho mais candidata. Agora não quero mais saber de Dilma”.

Edivaldo Freitas, candidato a deputado distrital pelo PMDB, depois de levar uma gravata de um segurança da campanha da petista ao tentar entrar na área vip durante a inauguração do comitê nacional do PT no Distrito Federal, revelando que uma das cláusulas do contrato de aluguel prevê que o contratante deverá tratar sempre gentilmente o contratado.

07/07/2010

às 14:12 \ Sanatório Geral

Visões d’África

“Minha candidata tem uma performance extraordinária. Acho que cada vez mais ela vai precisar menos de mim”.

Lula, revelando que, visto da África depois de um tremendo almoço, o Brasil é azul.

24/06/2010

às 0:02 \ Direto ao Ponto

O Brasil já foi mais exigente

No meio da entrevista à rádio Bandeirantes de Campinas, entre um palavrório indecifrável e outro sem pé nem cabeça, Dilma Rousseff surpreendeu os ouvintes com dois espantos numa frase só: “O terceiro aeroporto ser em Viracopos é absolutamente adequado, porque Viracopos tem área, Viracopos é perto de Campinas, dista apenas 100 km no máximo de Campinas”.

Primeiro espanto: como Viracopos fica a 14 quilômetros do centro de Campinas, a distância de 100 quilômetros só seria alcançada se o aeroporto inteiro ─ incluídos os portões de embarque, as pistas, o saguão, o estacionamento, o bar, a banca de jornais, os funcionários das empresas aéreas e os passageiros ─ fosse transferido para capital paulista, a 94 quilômetros dali. Quem faz o PAC é capaz até de embarcar um aeroporto num caminhão de mudanças, mas o entrevistador achou melhor conferir. Só então Dilma descobriu onde estava. Quem já confundiu Governador Valadares com Juiz de Fora pode confundir São Paulo com Campinas.

Desfeita a confusão geográfica, segue à espera de elucidação o segundo espanto: se transformar Viracopos no colosso do transporte aéreo, conforme prometeu, Dilma terá presenteado São Paulo com um quarto aeroporto. Embora ninguém saiba onde fica, o terceiro aeroporto foi concluído em 2009, conforme o cronograma divulgado em 20 de julho de 2007, quando a chefe da Casa Civil resolveu mostrar do que é capaz uma gerente de país.

“Determinamos a construção de um novo aeroporto e os estudos ficarão prontos em 90 dias”, pisou fundo já na largada da entrevista coletiva, caprichando no plural majestático. “Estamos determinando que a vocação de Congonhas seja de voos diretos, ponto a ponto”. Depois de conceder-se um prazo de 60 dias para dar um jeito em Congonhas, a superexecutiva a serviço da pátria deixou claro que pensara em tudo. “Tivemos de tomar precauções sobre a área de segurança ao redor do aeroporto”, exemplificou.

Onde seria construído o mais confortável e mais seguro aeroporto do planeta?, excitaram-se os jornalistas. “Não sabemos onde será e, se soubéssemos, não diríamos”, ensinou a ministra. “Jamais iríamos dizer isso para não sermos fontes de especulação imobiliária”. Os jornalistas compreenderam que a ideia de modernizar Viracopos fora sepultada pelo governo. Só ressuscitou nesta quarta-feira porque Dilma Rousseff sempre tira da bolsa um canteiro de obras que logo será plantado no lugar em que está.

Além do aeroporto, Campinas ganhou de novo o trem-bala que, dias antes, apitou numa curva de Uberlândia e anda fincando uma estação ferroviária a cada escala eleitoral. No Brasil real, o governo não concluiu uma única obra física relevante. No Brasil que Lula inventou, inaugura um deslumbramento por dia. Ou dois: enquanto Dilma inaugurava o quarto aeroporto de São Paulo, o presidente visitou um terreno baldio no Pará para inaugurar “o início da terraplanagem para a construção de uma usina siderúrgica”.

Nesse país do faz-de-conta a vida é uma beleza. Aqui, segundo o IBGE, 35% dos brasileiros não conseguem alimentar-se suficientemente. Lá todos têm direito a três refeições por dia, os ex-miseráveis vivem como ricos e os que já tinham fortuna agora levam vida de rei. Aqui as multidões carentes de transporte se penduram em trens de subúrbio. Lá há trem-bala para todos. Aqui há pedintes nas esquinas. Lá a pobreza é uma lembrança tão longínqua que os pobres já nem se lembram dos tempos em que faltava dinheiro para viajar de avião. Lá há aeroportos de sobra, só São Paulo já tem três. E Dilma Rousseff, parceira de Lula na edificação desse universo fantasioso, acaba de embarcar no quarto.

O Brasil já foi mais exigente, menos subalterno, mais sensato, menos crédulo.  É compreensível que o País do Carnaval passe alguns anos enxergando um gênio da raça num monumento ao primitivismo. Mais difícil é entender o que leva tanta gente a topar o salto no escuro com Dilma Rousseff. O que parece uma opção por uma candidatura é só a sujeição voluntária da vítima ao autor da vigarice.


 

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