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campanha

17/05/2013

às 11:45 \ Feira Livre

‘Lula e a falta de ética’, editorial do Estadão

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA SEXTA-FEIRA

Sob o comando de Lula, o PT antecipou o início da campanha presidencial, cuja eleição se realiza daqui a 17 meses, de modo que tudo o que as lideranças do partido e do governo fazem e dizem deve ser considerado de uma perspectiva predominantemente eleitoral. E desse ponto de vista ganham importância as mais recentes declarações do chefe do PT que, do alto de seu irreprimível sentimento de onipotência, anda sendo acometido por surpreendentes surtos de franqueza. No lançamento de um livro hagiográfico dos 10 anos de governo petista, Lula garantiu que não existe político “irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético”. “Não existe”, reiterou. Vale como confissão.

Lula está errado. O que ele afirma serve mesmo é para comprovar os seus próprios defeitos. Seus oito anos na chefia do governo foram de uma dedicação exemplar à tarefa de mediocrizar o exercício da política, transformando-a, como nunca antes na história deste país, em nome de um equivocado conceito de governabilidade, num balcão de negócios cuja expressão máxima foi o episódio do mensalão.

É claro que Lula e o PT não inventaram o toma lá dá cá, a corrupção ativa e passiva, o peculato, a formação de quadrilha na vida pública. Apenas banalizaram a prática desses “malfeitos”, sob o pretexto de criar condições para o desenvolvimento de um programa “popular” de combate às injustiças e à desigualdade social. Durante oito anos, Lula não conseguiu enxergar criminosos em seu governo. Via, no máximo, “aloprados”, cujas cabeças nunca deixou de afagar. O nível de sua tolerância com os “malfeitos” refletiu-se no trabalho que Dilma Rousseff teve, no primeiro ano de seu mandato, para fazer uma “faxina” nos altos escalões do governo.

O que Lula pretende com suas destrambelhadas declarações sobre moral e ética na política é rebaixar a seu nível as relativamente pouco numerosas, mas sem dúvida alguma existentes, figuras combativas de políticos brasileiros que se esforçam – nos partidos, nos três níveis de governo, no Parlamento – para manter padrões de retidão e honestidade na política e na administração pública.

O verdadeiro espírito público não admite mistificação, manipulação, malversação. Ser tolerante com práticas imorais e antiéticas na vida pública pode até estigmatizar como réprobos aqueles que se recusam a se tornar autores ou cúmplices de atos que a consciência cívica da sociedade – e as leis – condenam. Mas não há índice de popularidade, por mais alto que seja, capaz de absolver indefinidamente os espertalhões bons de bico que exploram a miséria humana em benefício próprio. Aquela tolerância, afinal, caracteriza uma ofensa inominável não só aos políticos de genuíno espírito público que o País ainda pode se orgulhar de possuir, como à imensa maioria dos brasileiros que na sua vida diária mantêm inatacável padrão de honradez e dignidade.

Não é à toa que as manifestações públicas de Luiz Inácio Lula da Silva, além das manifestações de crescente megalomania, reservam sempre um bom espaço para o ataque aos “inimigos”. A imagem de Lula, o benfeitor da Pátria, necessita sobressair-se no permanente confronto com antagonistas. Na política externa, são os Estados Unidos. Aqui dentro, multiplicam-se, sempre sob a qualificação depreciativa de “direita”. Mas o alvo predileto é a mídia “monopolista” e “golpista” que se recusa a endossar tudo o que emana do lulopetismo.

Uma das últimas pérolas do repertório lulista é antológica: “Acho que determinados setores da comunicação estão exilados dentro do Brasil. Eles não estão compreendendo o que está acontecendo”. Essa obsessão no ataque à imprensa, que frequentemente se materializa na tentativa de impor o “controle social” da mídia no melhor estilo “bolivariano” – intenção a qual a presidente Dilma, faça-se justiça, tem se mantido firmemente refratária -, só não explica como, tendo a conspirar contra si todo o aparato de comunicação do País, o lulopetismo logrou vencer três eleições presidenciais consecutivas. O fato é que Lula e seus seguidores não se contentam com menos do que a unanimidade.

25/04/2013

às 8:03 \ Sanatório Geral

Neurônio esperto

“Eu não estou em campanha. Porque tenho obrigação durante 24 horas por dia de dirigir o Brasil. E quero te dizer o seguinte: é impossível, impossível qualquer desvio dessa rota. Talvez a única pessoa que não tenha interesse nenhum em discutir o processo eleitoral na metade do ser governo seja eu”.

Dilma Rousseff, insinuando que a figura que se apresenta como presidente Dilma Rousseff, está em campanha para a eleição de 2014 e resolveu fazer um comício por dia é um clone inventado pela oposição para denegrir a imagem do padrinho Lula.

18/04/2013

às 13:10 \ Feira Livre

‘Não para em Brasília’, editorial do Estadão

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA QUINTA-FEIRA

A presidente Dilma Rousseff dorme e acorda pensando em reeleição. E passa dias fazendo campanha. Embora tenha um país a administrar, tem dedicado parte considerável de sua agenda dos últimos tempos a eventos eleitoreiros mal disfarçados de compromissos oficiais. Tendo como seu 40.º ministro o marqueteiro João Santana, a presidente não dá um passo com outro objetivo que não seja o de consolidar sua candidatura precocemente oficializada e avançar em redutos de seus possíveis adversários. Os problemas do Brasil – e de todos os brasileiros – que esperem.

Esta semana começou com campanha. Já na segunda-feira, a presidente, que tinha apenas despachos internos em sua programação naquele dia, deixou o Palácio da Alvorada às 10 horas em carro descaracterizado, isto é, sem identificação da Presidência. Foi a um estúdio a 10 quilômetros do Palácio do Planalto, onde ficou mais de uma hora gravando sua participação no programa partidário do PT, cuja íntegra vai ao ar no dia 9 de maio e cujas inserções diárias serão veiculadas a partir do próximo dia 27. Em seguida rumou para Belo Horizonte, onde passou o resto da tarde e o dia seguinte fazendo campanha de palanque, escoltada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Belo Horizonte é o reduto principal de Aécio Neves, pré-candidato tucano à Presidência. O evento era mais um seminário para celebrar os dez anos do PT no governo federal, mas seu objetivo escancarado era confrontar Aécio, que já acusou Dilma, mineira, de ser uma “estrangeira” em Minas. No dia seguinte, a presidente entregou unidades do programa Minha Casa, Minha Vida em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, discursando como se a eleição fosse amanhã.

Já é difícil de dizer onde termina a presidente e onde começa a candidata. Como as condições da economia podem ameaçar uma reeleição que parecia tranquila, apesar da alta popularidade da presidente, Lula apressou-se a antecipar o calendário eleitoral e tirou Dilma do gabinete, colocando-a no palanque. Obediente, a presidente vestiu o figurino populista e saiu a prometer mundos e fundos, inclusive ocupando para isso o horário nobre em cadeia nacional obrigatória de rádio e TV. Nesses pronunciamentos, que mais pareciam comícios, nos quais Dilma tratou de atacar “aqueles que são sempre do contra”, a presidente anunciou medidas que tinham o objetivo de reduzir os preços da cesta básica e baratear as contas de luz. “Não descuido um só momento do controle da inflação”, bradou a presidente, referindo-se às críticas provocadas pela escalada de preços.

Há já algum tempo que Dilma, carregando seu saco de bondades – que inclui a doação de retroescavadeiras e motoniveladoras para municípios com até 100 mil habitantes –, saiu em périplo por regiões do País onde possíveis candidatos oposicionistas são fortes o bastante para representar dificuldades à sua reeleição. Somente neste ano, mais da metade de suas viagens foi para o Nordeste, onde o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), desponta como estrela ascendente e incômoda.

Apesar de ser da coalizão de Dilma, Campos está construindo sua candidatura com base em críticas ao governo, dizendo que “é possível fazer mais”. Além disso, embora o PT tenha avançado na região, seus candidatos foram derrotados em diversas capitais e em cidades importantes na eleição municipal de 2012. Então, tome promessas eleitoreiras: em meio a mais uma grande seca no Nordeste, Dilma anunciou um pacote de R$ 9 bilhões. Não importa que a maior parte desse dinheiro fosse “velha”, isto é, que se tratasse de verbas já empenhadas e de benefícios já existentes. O que importa é o impacto do número vistoso, feito sob medida para a propaganda de João Santana.

No segundo semestre, o foco de Dilma deverá ser São Paulo, Estado que é uma obsessão de Lula. O Planalto torce para que, até lá, as medidas cosméticas para estimular a economia tenham surtido algum efeito, ao menos o suficiente para que possa ser convertido em capital eleitoral, graças à prestidigitação marqueteira de um governo que tem tomado suas decisões exclusivamente de olho nas urnas.

31/12/2012

às 18:00 \ Sanatório Geral

De volta ao lar

PUBLICADO EM 27 DE AGOSTO

“Foi uma conversa muito boa e fazia tempo que eu não conversava com o Lula. Falamos de muita coisa, muita política, sobre o Brasil. E sobre a campanha, como eu sempre disse, que quando começasse de fato e eu soubesse que faria a diferença, entraria. É isso que vou fazer, vou entrar”.

Marta Suplicy, vice-presidente do Senado e ex-prefeita de São Paulo, depois no Instituto Lula, informando que resolveu ajoelhar-se outra vez diante do líder da seita, fingir que não foi aposentada pelo chefe, seguir o exemplo do Herói da Rendição, revogar a promessa irrevogável de ficar fora da campanha paulistana, juntar-se ao palanque do candidato Fernando Haddad e sorrir para a posteridade ao lado do parceiro Paulo Maluf.

15/12/2012

às 18:40 \ Sanatório Geral

Mexeu com o bando

“Mexeu com Lula, mexeu comigo”

Frase-síntese da campanha lançada na internet por blogueiros de aluguel que, e$timulado$ por Rui Falcão, confiam na adesão de amigos do ex-presidente como José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros, Romero Jucá, Paulo Maluf, José Dirceu, Delúbio Soares, Valdemar Costa Neto, José Genoíno, Erenice Guerra, Antonio Palocci, Freud Godói, Paulo Okamotto, João Paulo Cunha, Paulo e Rubens Vieira, Orlando Silva, Gilberto Miranda, Gilberto Kassab e Rosemary Noronha, fora o resto.

17/10/2012

às 13:54 \ Sanatório Geral

Conta outra, companheiro

“Não tem ninguém do mensalão na minha campanha”

Fernando Haddad, candidato do PT à prefeitura de São Paulo, jurando que Lula nunca soube de nada e que há pelo menos sete anos não conversa com José Dirceu e José Genoíno.

17/08/2012

às 18:11 \ Sanatório Geral

Candidato ao naufrágio

“Não precisamos fazer campanha que não seja falando a verdade”.

João Paulo Cunha, deputado pelo PT paulista, réu do mensalão, acusado de receber R$50 mil para contratar a SMP&B quando presidia a Câmara e de ter tungado parte dos recursos públicos repassados à agência, depois de saber que havia sido condenado pelo ministro Joaquim Barbosa, prometendo contar tudo o que o Brasil ainda não sabe para garantir a lanterninha na disputa da prefeitura de Osasco.

29/06/2012

às 22:55 \ Sanatório Geral

Campanha solitária

“Nós não vamos fazer nada que nos envergonhe nesta campanha”.

Gabriel Chalita, candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo, ameaçando atravessar a campanha sem aparecer ao lado dos demais filiados ao partido que Ciro Gomes qualificou de “ajuntamento de assaltantes”.

18/04/2012

às 16:24 \ Sanatório Geral

A ajuda que atrapalha

“Nós não podemos esconder as pessoas que nos apoiam”.

Fernando Haddad, candidato do PT (por ordem de Lula) à prefeitura de São Paulo, sobre a presença de José Dirceu na campanha eleitoral, explicando que, infelizmente, o guerrilheiro de festim não aceitou cair de novo na clandestinidade.

 

28/03/2012

às 15:56 \ Sanatório Geral

Namoro ou amizade?

“Foi um jantar de amizade e de elegância. Queremos manter uma relação harmoniosa na nossa campanha”.

Gabriel Chalita, candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo, sobre o encontro com Fernando Haddad, sem esclarecer se já é namoro ou ainda é amizade.

 

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