Coluna do

Augusto Nunes

Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido.
E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.

Posts com a tag ‘campanha’

SEÇÃO » Sanatório Geral

O construtor do nada

10 de março de 2010

“Estamos em ano de campanha e estamos percebendo que tem gente inaugurando até maquete”.

Lula,  ao saber que José Serra anunciou que será construída uma ponte entre Santos e o Guarujá, já preparando, em companhia de Dilma Rousseff,  mais um sequência de inaugurações de pedras fundamentais, prédios inacabados, canteiros de obras desertos, quadras feitas em outros governos e creches ainda na prancheta.

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Só muda o ladrão

10 de março de 2010

“Não me surpreende em nada porque eu sei que todo mundo recebe, e que a política no Brasil é assim. As pessoas precisam receber dinheiro para a campanha. O dinheiro dele está declarado”.

Flávia Arruda, mulher de José Roberto Arruda, revelando que, ao topar com as imagens do marido recebendo uma bolada do ex-secretário de governo Durval Barbosa, teve a sensação de estar assistindo pela 100ª vez a um filme em que só muda o artista que faz o papel do ladrão.

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Guevara de chanchada (4)

19 de fevereiro de 2010

“Ontem já falei muito, muita exposição, eu não sou candidato nem nada. Falar que eu vou fazer campanha da Dilma virou que eu vou fazer parte da coordenação da campanha. Eu não disse isso”.

José Dirceu, aparentemente arrependido por ter saído da clandestinidade com o falatório desta quinta-feira, reivindicando o anonimato nesta sexta,  para não parecer que está provocando o motorista do camburão.

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União nacional

9 de fevereiro de 2010

“Mapear a origem e o destino exato dado aos recursos de campanha é uma missão ingrata e impossível”.

PT, PSDB e DEM, num trecho da carta protocolada no TSE para tentar impedir a supressão das doações ocultas para as campanhas, mostrando que, quando o assunto é dinheiro, a situação e a oposição sabem unir-se contra o Brasil.

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E$$e$ trê$ $abem da$ coi$a$

28 de janeiro de 2010

Eleito presidente do PT, o companheiro sergipano José Eduardo Dutra prometeu recrutar os melhores e mais brilhantes do partido para a composição do diretório nacional. O Brasil soube há dias que essa tropa de elite, se depender de Dutra, será liderada pelos craques José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha. Os três veteranos armadores também são titulares absolutos do Bando dos 40, denunciado pelo procurador-geral da República e instalado pelo Supremo Tribunal Federal no banco dos réus reservado aos protagonistas do escândalo do mensalão.

Por que Dutra estendeu acintosamente a mão amiga a três delinquentes juramentados?, quiseram saber os jornalistas.  “Primeiro, para mim, não existe esse termo, mensaleiros”, começou o legítimo herdeiro de Ricardo Berzoini. “Depois, é um orgulho fazer parte da chapa ao lado de Dirceu, Genoino e João Paulo”, tentou terminar. Os jornalistas insistiram no assunto, o entrevistado perdeu a paciência: “Não tem sentido prescindir da experiência desses companheiros num momento tão importante como este, em que temos a pré-campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência”.

Na abertura do trecho encimado pelo subtítulo Quadrilha, a denúncia do procurador-geral Antonio Fernando Sousa fez um  didático resumo da ópera:

O conjunto probatório produzido no âmbito do presente inquérito demonstra a existência de uma sofisticada organização criminosa, dividida em setores de atuação, que se estruturou profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude. A organização criminosa ora denunciada era estruturada em núcleos específicos, cada um colaborando com o todo criminoso em busca de uma forma individualizada de contraprestação. Pelo que já foi apurado até o momento, o núcleo principal da quadrilha era composto pelo ex Ministro José Dirceu, o ex tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, o ex Secretário-Geral do Partido dos Trabalhadores, Sílvio Pereira, e o ex Presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoíno. Como dirigentes máximos, tanto do ponto de vista formal quanto material, do Partido dos Trabalhadores, os denunciados, em conluio com outros integrantes do Partido (um deles é João Paulo Cunha, copiosamente mencionado nas páginas seguintes), estabeleceram um engenhoso esquema de desvio de recursos de órgãos públicos e de empresas estatais e também de concessões de benefícios diretos ou indiretos a particulares em troca de ajuda financeira. O objetivo desse núcleo principal era negociar apoio político, pagar dívidas pretéritas do Partido e também custear gastos de campanha e outras despesas do PT e dos seus aliados”.

A releitura do texto permite enxergar as coisas com penosa nitidez. Enquanto o Brasil que presta faz escolhas baseado em biografias, a companheirada elege chefes pelo tamanho do prontuário. Basta retocar graficamente a última frase de José Eduardo Dutra para entender por que sente vontade de cantar o Hino Nacional quando vê a trinca por perto: “Não tem $entido pre$cindir da experiência de$$e$ companheiro$ num momento tão importante como e$te, em que temo$ a pré-campanha da mini$tra Dilma Rou$$eff à Pre$idência”.

É isso. Os bandidos já ensaiam a continuação da série ultrajante sem que o primeiro dos faroestes sequer tenha chegado ao fim.

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Bom começo

22 de janeiro de 2010

“Eu sei o que é disputar eleição sem discurso”.

Lula, antecipando na reunião do ministério a primeira linha da autobiografia.

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Ameaça eleitoral

21 de janeiro de 2010

“A campanha tem que ser plebiscitária. Quero fazer uma campanha do quem sou eu e quem és tu, para polarizar as discussões nas comparações, na disputa de dois projetos”.

Lula, na primeira reunião ministerial do ano, assustando o Brasil com a insinuação de que Dilma Rousseff resolveu parar de mentir e confessar quem é, o que fez e o que pretende fazer.

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Roubalheira involuntária

2 de dezembro de 2009

“Não é um mensalão do DEM, é captação de recurso externo para campanha. Isso é horrível, mas muita gente faz. Eu digo sempre que a consciência caleja. A pessoa aceita uma doação secreta, aceita a segunda, a terceira, depois não pode reclamar de mais ninguém que recebe”.

Roberto Requião, nesta terça-feira, em Brasília, durante o lançamento da candidatura à presidência da República, sem deixar claro se a coisa no Paraná, comparada ao festival do panetone do Distrito Federal, é maior, menor ou do mesmo tamanho.

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Dino amestrado

19 de outubro de 2009

“A política e a administração estão casadas. E, numa democracia, ainda bem que é assim. A perspectiva criminalizadora é autoritária”.

Flávio Dino (PCdoB, base alugada, guichê do Maranhão), relator do projeto da Lei Eleitoral na Câmara, explicando que, como a política e a administração estão casadas, a candidata Dilma Rousseff compareceu como chefe da Casa Civil ao culto evangélico em São Paulo, à missa na Igreja do Bonfim, ao Círio de Nazaré e à Procissão dos Pecadores do São Francisco.

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Reunião de um

17 de outubro de 2009

“Para mim, se tiver duas pessoas é um ato público, três é um comício, 50 já é uma assembléia grande, daquelas que eu fazia em São Bernardo”.

Lula, que começou a falar sozinho depois de descobrir que uma pessoa é uma reunião.