Blogs e Colunistas

Brasília

27/11/2011

às 12:36 \ Sanatório Geral

Ladrão em campanha

“A denúncia, vou dizer para vocês, foi só boato”.

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, gerente do mensalão, à espera de julgamento no STF, em reunião com sindicalistas em Brasília, ao comentar a denúncia da Procuradoria Geral da República que o enquadrou por formação de quadrilha e corrupção ativa, lançando-se oficialmente candidato à presidência da Confederação Nacional dos Ladrões, Gatunos, Larápios, Assaltantes, Vigaristas e Afins.

21/11/2011

às 3:30 \ Direto ao Ponto

O Nem do PT e o Zé Dirceu da Rocinha

Pena que os dois tenham nascido distantes no tempo e no espaço. Pena que um tenha crescido no morro e outro no PT. Se o destino tivesse sido mais generoso, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, e José Dirceu de Oliveira, o Guerrilheiro de Araque, viveriam celebrando entre tragos e tragadas, no quarto de hotel de luxo ou no botequim da viela, as semelhanças e afinidades que eternizam a amizade. Ambos ficaram famosos como chefes de quadrilha, enriqueceram com atividades criminosas, são intolerantes com quem diverge, têm chiliques quando contrariados. Ambos gostariam de ser Lula. E também acham, como o ídolo comum, que o Brasil precisa acabar essa mania de tratar coisas iguais de forma distinta.

Precisa mesmo, comprovou o tratamento dispensado aos colegas de ofício no feriadão do 15 de Novembro. Enquanto o chefe do tráfico tentava escapar da Rocinha cercada por mais de mil soldados, o chefe do mensalão estrelava numa Brasília sem polícia o II Congresso Nacional da Juventude do PT. Enquanto Nem era fotografado em posição fetal no porta-malas de um carro, Zé Dirceu posava para a posteridade exibindo uma camiseta, encomendada por jovens milicianos, que transforma culpado em inocente. O bandido da Rocinha não nega o que é. Não consegue ser tão cínico como o colega sessentão.

As imagens berram que a capital da corrupção anda implorando por uma ocupação policial de dimensões superlativas. A turma que sorri em torno do quadrilheiro urbano, por exemplo, ficaria tão bem no retrato de frente e de perfil quanto a guarda pessoal do quadrilheiro da favela. Os meliantes que agem no Planalto Central têm tanto dinheiro quanto os similares dos morros sem lei, e muito mais amigos infiltrados nos três Poderes. Em Brasília, um celular manejado com perícia faz mais estragos que uma bazuca.

Tudo somado, convém confiar a captura do mensaleiro aos dois tenentes da PM que recusaram o suborno milionário oferecido pelo traficante. O Nem do PT pode ser mais persuasivo que o Zé Dirceu da Rocinha.

20/11/2011

às 21:07 \ Direto ao Ponto

Agnelo Queiroz não pode ficar fora de nenhuma corrida contra a corrupção

Em 12 de dezembro de 2010, o governador eleito Agnelo Queiroz botou um bonezinho branco na cabeça, vestiu uma camisa amarela com o número 506 na barriga, calçou um par de tênis e zanzou pelas ruas de Brasília entre centenas de participantes da 1ª Corrida contra a Corrupção, organizada por algumas ONGs espantadas com as dimensões da roubalheira impune. Ao saber que o objetivo do evento era “destacar a importância de fiscalizar e exigir transparência na aplicação do dinheiro público”, Agnelo informou que a moralização política e administrativa” puxava a fila das prioridades do novo governo do Distrito Federal.

Como o governador revelado pelo PCdoB e eleito pelo PT ainda não informou se estará presente à segunda edição da corrida, marcada para 11 de dezembro, a coluna resolveu lançar a campanha “Corra, Agnelo, corra!” A bola está com o timaço de comentaristas.

12/10/2011

às 20:12 \ Direto ao Ponto

Milhares de brasileiros voltaram às ruas para exigir o fim da corrupção impune

Cinco semanas depois de transbordar da internet para as praças e avenidas do país, o movimento contra a corrupção voltou às ruas para exigir, em nome de milhões de inconformados, o fim da roubalheira impune. Em Brasília, 20 mil pessoas reivindicaram a revogação do voto secreto no Congresso, o respeito à Lei da Ficha Limpa e a preservação das atribuições do Conselho Nacional de Justiça. Em São Paulo, mais de 5 mil brasileiros de todas as idades marcharam entre a Avenida Paulista e o Theatro Municipal gritando as mesmas palavras de ordem e, como ocorreu em todas as passeatas promovidas em 25 cidades distribuídas por 17 Estados, repetindo o coro que transformou José Sarney no traço de união entre os grupos que compõem o movimento.

Voltarei ao assunto em outro post. Enquanto isso, veja o vídeo que registra a passeata em São Paulo, ao som do Hino Nacional. E confira na seção O País quer Saber como foram manifestações deste 12 de outubro.

12/10/2011

às 20:10 \ O País quer Saber

Marcha contra a corrupção leva milhares de manifestantes às ruas em dez capitais

Protesto contra a corrupção chega ao Theatro Municipal, em São Paulo

Aiuri Rebello, Fernanda Nascimento e Júlia Rodrigues

Pouco mais de um mês depois dos primeiros protestos promovidos pelo movimento contra a corrução em 7 de setembro, os manifestantes voltaram às ruas neste feriado de 12 de outubro. Em São Paulo, mais de 5 mil pessoas participaram da mobilização na tarde desta quarta-feira. Entre bandeiras do Brasil e cartazes, um grupo de cerca de 20 punks protagonizou cenas de vandalismo que destoaram da celebração à democracia protagonizada pela maioria do público. Os jovens quebraram vidros e jogaram pedras na lanchonete do McDonalds em frente ao Conjunto Nacional, próximo à Rua Augusta, e no Banco HSBC, na altura do número 1.700 da Avenida Paulista. Gledson de Souza, um dos envolvidos no tumulto, foi detido pela polícia. O restante do bando se dispersou no meio da multidão e não houve outros incidentes.

A marcha saiu da frente do Masp por volta das 14h30 e, às 16 horas, começava a descer a Rua da Consolação, em direção ao Theatro Municipal. Todas as faixas de trânsito da Avenida Paulista no sentido centro foram ocupadas pelos manifestantes. Na Consolação, somente o corredor de ônibus permaneceu aberto para os veículos. O congestinamento não tirou o bom humor dos motoristas, que buzinavam e interagiam em apoio aos manifestantes.

TODAS AS TRIBOS
Como no protesto do dia 7 de setembro, estudantes, motoqueiros, professores, índios, maçons e pessoas das mais variadas tribos e idades caminharam lado a lado. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), virou uma espécie de símbolo da corrupção para o movimento e foi o alvo preferencial.

Dizendo-se apartidários, os manifestantes também alternaram gritos de “Fora, Lula”, “Fora, Serra”, com frases como “Político ladrão, seu lugar é na prisão”. Entre as reivindicações estão a aprovação da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, do Voto Distrital, o fim do voto secreto nas votações do Congresso e o fim da impunidade para corruptos.

O POVO FALA
“A corrupção descarada e a apatia dos brasileiros frente a isso são alguns dos problemas mais graves do nosso país”, disse o administrador de empresas aposentado José Aníbal Cruz, 66 anos. Ao lado do filho, Aníbal percorreu na manhã desta quarta-feira os 130 quilômetros que separam a cidade de Taubaté da capital paulista unicamente para participar das manifestações. “Temos que protestar. Não dá mais para ficar em casa”.

Com um grupo de amigos do colégio, a estudante Jéssica Correia, de 16 anos, estava ali para lutar por educação de qualidade. “O ensino público chegou perto do absurdo”, afirmou. “A prova disso é o péssimo desempenho das escolas estaduais no último Enem. Chega. Está na hora de consertar o Brasil”.

O próximo protesto em São Paulo está marcado para o feriado de 15 de novembro. Dessa vez, os manifestantes planejam acampar no vão do Masp na madrugada do dia 14 para o dia 15 com o objetivo de chamar ainda mais a atenção da população para o problema da corrupção no país.

PELO BRASIL
Em Brasília, a marcha desta quarta-feira reuniu mais de 10 mil pessoas e fechou as vias do Eixo Monumental durante três horas. No Rio de Janeiro, cerca de 3 mil manifestantes marcharam pela praia de Copacabana durante a tarde. Outras capitais tiveram protestos menores, mas não menos significativos. Em Goiânia, por volta de 1,2 mil pessoas percorreram cerca de 4 quilômetros vestidos de preto, no centro da cidade. O tradicional circuito Barra-Ondina, em Salvador, recebeu 800 pessoas para gritar contra a corrupção, mas não teve trio elétricos como em Fortaleza. Em Curitiba, cerca de 500 pessoas caminharam da Universidade Federal do Paraná (UFPR) até ruas do Centro Histórico, terminando o protesto no Centro Cívico. Ainda houve manifestações em Recife, Belo Horizonte e João Pessoa.

12/10/2011

às 9:03 \ Frases

Desapego

“Não vou a Brasília, não vou ao Palácio, não tenho atração alguma pelo poder”.

Chico Buarque de Hollanda, em entrevista na edição de aniversário da revista Rolling Stone.

10/10/2011

às 20:41 \ O País quer Saber

Movimento contra a corrupção volta às ruas em 25 cidades neste 12 de outubro. Veja no mapa o local e a hora das manifestações

Fernanda Nascimento

Depois de mobilizar mais de 30 mil manifestantes no feriado de 7 de setembro, o movimento contra a corrupção volta às ruas nesta quarta-feira, 12 de outubro, confiante no aumento da multidão engajada nos atos de protesto. Pelo menos 25 cidades, distribuídas por 17 estados, figuram no mapa das manifestações que nasceram nas redes sociais e pretendem agora formular reivindicações mais claramente definidas.

“Vamos colher assinaturas pedindo o fim do voto secreto e a aplicação da Ficha Limpa”, exemplifica Luciana Kalil, uma das organizadoras do movimento em Brasília. “Para que tenha valor, são necessárias um milhão de assinaturas em quatro estados”. Os participantes da passeata também vão defender aos gritos o fim do foro privilegiado, a revisão dos critérios para aprovação de emendas e a promulgação do projeto de lei que caracteriza a corrupção como crime hediondo.

“Se conseguirmos tornar constitucional uma lei como a Ficha Limpa, conseguiremos derrubar um José Sarney”, anima-se Carla Zambelli, do movimento VarreBrasil. “Se conseguirmos emplacar o voto distrital, conseguiremos derrubar um Valdemar Costa Neto. Não adianta derrubar o Sarney e surgir alguém que aja igual. Acredito que teremos sucesso se atacarmos o cerne da questão”.

No mapa abaixo estão as principais manifestações programadas para esta quarta-feira. Para conferir os locais dos eventos e acessar os grupos de discussão no Facebook, basta clicar na cidade.

13/09/2011

às 21:29 \ Frases

Vale tudo

“Kadafi, não importa o seu passado, no Brasil você pode ser deputado”.

Faixa exibida por manifestantes em Brasília, no protesto de 7 de setembro, contra a corrupção.

09/09/2011

às 19:08 \ Feira Livre

‘Começa no Brasil o movimento dos indignados contra a corrupção’, um texto de Juan Arias

TEXTO PULICADO NO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS NESTA QUINTA-FEIRA

Juan Arias

A celebração do Dia da Independência neste 7 de setembro no Brasil foi marcada pelo protesto. O movimento de indignados contra a corrupção escolheu esta data para começar suas manifestações, que acontecem em 35 cidades de 20 estados de todo o país nos próximos dias. Todas foram convocadas através das redes sociais, com a participação de 130 mil internautas.

Ontem foi a vez, entre outras, de São Paulo, com cinco marchas simultâneas em diferentes pontos da cidade, e Brasília. No Rio de Janeiro a manifestação foi convocada para 20 de setembro na mítica e central praça da Cinelândia, cenário histórico de protestos civis.

Em Brasília, a manifestação reuniu 25 mil pessoas, segundo a polícia. O protesto aconteceu a 300 metros do desfile oficial da Independência, presidido pela chefe de Estado, Dilma Rousseff. As forças de segurança não permitiram que os manifestantes se aproximassem da cerimônia oficial, apesar de os protestos terem sido anunciados pelos organizadores como pacíficos e desligados de qualquer partido, “na linha do 15-M de Madrid”, de acordo com o jornal O Globo. Ao contrário, como perceberam os nove senadores que criaram um grupo de apoio às manifestações contra a corrupção, trata-se mais de “defender a iniciativa da presidenta de endurecer suas ações contra a ilegalidade, vista com maus olhos até por políticos de próprio partido e de alguns partidos aliados do governo que perderam quatro ministros”.

Os manifestantes, tanto em Brasília como em São Paulo e nas outras cidades, exibiram cartazes contra a corrupção e a impunidade, nos quais se lia frases como “não, vocês não podem”, ou “lugar de político corrupto é na cadeia”. Com as caras pintadas, muitos vestidos de negro em sinal de luto ou com narizes de palhaço e fazendo ruído com tudo o que podiam, os manifestantes não provocaram nenhuma altercação que exigiisse  intervenção da polícia.

Entre as reivindicações dos indignados de Brasília estava a de que o Supremo Tribunal Federal julgue e condene os 36 acusados no grande escândalo político de 2005, com o suborno aos deputados por parte do governo, que quase custou o cargo ao então presidente Lula.

Ainda que o grosso dos manifestantes fosse composto por jovens, nas marchas também se via crianças e pessoas mais velhas. Os milhares de manifestantes que saíram às ruas em todo o país têm um mérito especial, de acordo com o que disse o senador Cristóvam Buarque — um dos nove membros do Senado que apoiaram os indignados ─ porque não aderiram aos protestos o Partido dos Trabalhadores, que no passado sempre esteve à frente de todos os grandes protestos sociais, nem movimentos sociais como o dos Sem Terra, nem a União Nacional dos Estudantes (UNE) ou os grandes sindicatos.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, declarou seu apoio aos manifestantes, apoiados também pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Federação da Indústria do Rio de Janeiro (Firjan). Esta entidade lançou o Manifesto de empresários brasileiros a favor da ética na política.

Através das redes sociais, os organizadores pediram aos manifestantes que pintassem as caras de preto, em sinal de luto pela corrupção que humilha o país. Walter Magalhães, 28 anos, um dos articuladores da marcha em Brasília, explica: “Não basta ficar parado na comodidade do sofá. Precisamos fazer algo para mostrar que estamos vivos e contra toda essa corrupção”.

Como as manifestações foram organizadas pelas redes sociais, é impossível calcular o número de participantes. Segundo os analistas políticos, o o importante é que “o fogo já se alastrou”.

07/09/2011

às 23:05 \ Direto ao Ponto

A marcha dos 30 mil indignados em Brasília confirma: o país decente está acordando

Muitos leitores querem saber como foi a passeta que, segundo a Polícia Militar, reuniu em Brasília mais de 30 mil inconformados com a impunidade dos assaltantes de cofres públicos. Os três vídeos abaixo são apenas uma boa amostra. Três bons motivos para tirar o sono dos corruptos e seus padrinhos.

Parece sonho, amigos. Mas o Brasil decente está acordando. Confiram.


 

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