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Brasília

19/04/2013

às 15:45 \ Sanatório Geral

Gente que mente (58)

“Sou a favor do concurso público, porque Brasília ganha muito com isso”.

Gim Argello, senador da base alugada, setor PTB, guichê do Distrito Federal, relator do projeto aprovado nesta quinta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça que prevê a criação de 6.818 cargos públicos federais ao custo de R$ 484 milhões anuais aos cofres públicos, esquecendo-se de dizer que, se o bando que usa o codinome “Brasília” vai ganhar mais algum, os brasileiros que pagam a conta serão tungados de novo.

25/12/2012

às 21:00 \ Sanatório Geral

Ladroagem suprapartidária

PUBLICADO EM 15 DE FEVEREIRO

“No cafezinho do Congresso Nacional, todo mundo sabe quem tá roubando aonde (sic) e em favor de quem. E quem é que paga mensalão, mensalinho e mensamédio”.

Ciro Gomes, na entrevista à Rede TV, revelando que sempre achou muito natural conviver amistosamente com grandes, pequenos e médios ladrões .

08/07/2012

às 17:00 \ Feira Livre

‘Fantasmas no caminho’, um artigo de Fernando Gabeira

PUBLICADO NO ESTADÃO EM 6 DE JULHO

FERNANDO GABEIRA

A imprensa vê nuvens cinzentas e o governo, céu azul. O que vejo eu, com tão precários instrumentos de observação?

Num intervalo de meus compromissos visitei um shopping center em São Paulo. As lojas estavam vazias. Eram 14 horas. Os compradores já se foram ou ainda não chegaram, pensei. Nos restaurantes os garçons perfilavam-se à espera do primeiro visitante para cercá-lo de todo o excedente de atenção que as circunstâncias permitiam. Alguma coisa estava acontecendo com o consumo. Li que o índice de inadimplência atingira o nível mais alto dos últimos tempos e as famílias brasileiras comprometem um quinto de sua renda com dívidas. Um articulista do Financial Times vê uma bolha de crédito e alerta para o perigo de estourar. Será que havia relação entre alguns dados e o que eu via nas lojas desertas?

O olho pode enganar. O governo reduziu impostos de carros, lançou um pacote de compras, continua apostando no estímulo ao consumo, como em 2008. Os limites vão sendo empurrados para a frente. Podem ser mais elásticos do que parecem. O governo não estaria, como costumam fazer alguns generais, travando hoje a batalha da guerra passada?

Vejo nuvens cinzentas no céu azul. Será que vai chover? O otimismo político traz-me insegurança em certos momentos.

A Petrobras, por intermédio de Graça Foster, admitiu a necessidade de tornar mais realistas os seus planos estratégicos. Com isso reconheceu ser preciso pôr os pés na terra. Alguns observadores acham que nem na terra ainda ela pôs os pés, só se aproximou dela. O ex-presidente José Sérgio Gabrielli já se prepara para disputar eleições. Na nova profissão vai poder sonhar à vontade: construir uma nova Bahia, meu rei. O bilionário Eike Batista também sentiu o frio na barriga com a queda de sua empresa da área do petróleo. Só que Eike é o dono da empresa e tem de segurar a onda.

Saí de São Paulo com medo do fantasma da bolha e encontrei em Goiás o fantasma da casa ─ a casa do governador Marconi Perillo, que teria sido comprada por Carlinhos Cachoeira. Nos quatro dias em que convivi com os goianos na bela cidade de Cora Coralina duvidei, de novo, dos meus olhos. É que levava de São Paulo a impressão que me passou um editor de jornais de TV: quando entra a CPI do Cachoeira, cai a audiência. Achava natural. A maioria da CPI joga como um time que não quer jogar, dando chutões para cima e muita bola para a lateral. São aqueles jogadores que parecem nos dizer: “Olha, o jogo já acabou, é melhor ir saindo porque você não vai perder nada, não corre o risco de ouvir um grito de gol já no ponto do ônibus”.

Em Goiás, quando entra a CPI do Cachoeira, quase todos se aproximam da TV. Isso diz respeito à vida de um dos Estados mais importantes do Brasil. Nas telas há um fantasma da casa, povoada de inúmeros fantasminhas vestidos de cheque bancário. Eles passam e voltam, mas os espectadores estão atentos. A casa e os cheques envolvem o governador do Estado.

O impacto do escândalo Cachoeira pegou Goiás em cheio. Quem conheceu o senador Demóstenes Torres ou votou nele ficou chocado, até mesmo com o tom subalterno com que tratava Cachoeira. Goiás merecia um bom trabalho do Congresso. Como merece o País, sobretudo após a divulgação de que sete empresas fantasmas receberam R$ 93 milhões da Delta.

Nesse mundo povoado de fantasmas, a realidade vai penetrar, como o fez na economia. Num jogo de futebol é possível retardar a partida, truncá-la até o apito final. Mas na CPI do Cachoeira não haverá apito final. Uma parte da audiência pode ter-se perdido, porque o jogo é muito feio. Goiás, Tocantins, Brasília tendem a ficar de olho, mesmo se os congressistas continuarem jogando a bola para a lateral, mesmo que caia a audiência da CPI nos jornais noturnos.

É simples assim: muita gente no país sabe que está sendo roubada, gostaria de saber quanto roubaram, quem será punido e como devolver o dinheiro aos cofres públicos. Se isso for negado, viveremos numa bolha de outra natureza, que só um movimento popular pode estourar. O limite de endividamento foi atingido, por que não o seria o da paciência? A estrutura política, além de ostensivamente dispendiosa, recebe milhões de reais em propinas. E, ainda por cima, retorna muitos milhões de dinheiro público para retribuir a quem a suborna. Esse mecanismo perverso não pode durar. É uma ilusão esperar que seja um fato natural, aceito como a sucessão das estações do ano.

Talvez eu me tenha iludido com o que vejo ou mesmo sido levado a pensar assim por causa do percurso São Paulo-Brasil Central, do centro econômico às bases de operação de Cachoeira. Nuvens cinzentas ou apenas um relâmpago no céu azul? País fantástico ou fantasmagórico? Chega um momento em que é preciso contar com os próprios olhos: a decadência política e o aparente esgotamento de um modelo econômico são muito volumosos para passarem despercebidos. O enlace dos dois e os filhos que vão gerar são apenas a intuição da viagem.

Em 2014, o golpe militar fará meio século. Será o ano da sétima eleição direta para presidente. Melhorou muito a situação do nosso povo mais pobre. Mas a realidade eleitoral aprisionou o processo político e o levou a amplo descrédito. A maioria dos políticos seguirá vendo a história como uma eleição depois da outra. Um expoente como Lula, que conheço desde o meio da década de 1980, não elabora sobre os caminhos nacionais, dispõe-se a morder a canela dos adversários na eleição paulistana.

Às vezes, no exílio, julgava estar delirando. O amigo Francisco Nelson me confortava: “Você está lúcido”. Chico Nelson, infelizmente, morreu há alguns anos. Será que estou vendo mesmo o homem reputado internacionalmente como um estadista mordendo canelas numa eleição municipal? Saudades do Chico Nelson. Chegamos juntos do exílio, em 1979. Nesses momentos aparece para mim, confirmando a frase de um escritor francês: não visitamos os mortos, eles é que nos visitam.

09/05/2012

às 8:40 \ Sanatório Geral

Ladroagem suprapartidária

“No cafezinho do Congresso Nacional, todo mundo sabe quem tá roubando aonde (sic) e em favor de quem. E quem é que paga mensalão, mensalinho e mensamédio”.

Ciro Gomes, na entrevista à Rede TV, em 15 de fevereiro, revelando que sempre achou muito natural conviver amistosamente com grandes, pequenos e médios ladrões .

 

11/04/2012

às 20:03 \ Frases

Alagados

“Essa Cachoeira também afoga Brasília.”

Álvaro Dias, senador pelo PSDB do Paraná, sobre os envolvidos no caso Carlinhos Cachoeira.

09/04/2012

às 12:14 \ Sanatório Geral

A cópia do chefe

“Este é um governo que não rouba e não deixa roubar”.

Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal, eleito pelo PT, sobre as ligações com o delinquente Carlinhos Cachoeira, em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal O Globo.

“O PT não róba, nem deixa robá”.

José Dirceu,  ex-presidente do PT, que repetiu a frase de meia em meia hora, até que o escândalo do Mensalão mostrasse que o templo das Vestais era um bordel de quinta categoria.

19/02/2012

às 19:43 \ Sanatório Geral

Canastrão insistente

“Estive em Brasília na terça-feira, na reunião do conselho político, cumprimentei a presidente, como todo mundo”.

Carlos Lupi, ex-ministro do Trabalho, nomeado “assessor especial” do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, preparando-se para berrar um segundo “Eu te amo, Dilma”, agora durante uma reunião no Palácio do Planalto.

17/02/2012

às 16:28 \ História em Imagens

Ala das Graciosas brilha no último ensaio geral da Acadêmicos da Roubalheira

Ilustração: Luiz Roberto

Ilustração: Luiz Roberto

15/02/2012

às 10:47 \ Frases

Faltam provas

“A questão são as provas”.

Ciro Gomes, em entrevista a Rede TV, afirmando que, no Congresso, todos sabem quem são os corruptos, mas faltam provas para denunciá-los.

13/02/2012

às 22:53 \ Sanatório Geral

Ele voltou (2)

“A Dilma sabe que quando a imprensa chega é que a coisa tá fedendo faz tempo”.

Ciro Gomes, na entrevista à Rede TV, elogiando a presidente da República por afastar ministros bandidos só depois da publicação do prontuário.

 

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