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Bancoop

29/04/2010

às 20:33 \ Sanatório Geral

Comparsas patriotas

“Mentira. Não posso revelar o teor das reuniões. Mas tratamos de operações financeiras”.

Lúcio Bolonha Funaro, doleiro acusado de ter agido em parceria com João Vaccari Neto no desvio dos fundos de pensão da Bancoop, negando que  conversou sigilosamente com o tesoureiro nacional do PT e em seguida confirmando os encontros, ao longo dos quais os comparsas só discutiram a melhor maneira de combater a inflação.

31/03/2010

às 1:00 \ Sanatório Geral

Tesoureiro modelo

“Fui eleito tesoureiro e vou continuar até que a direção partidária decida que não seja. Na minha consciência, com todo o tratamento que dei ao caso Bancoop, continuarei na tesouraria do PT”.

João Vaccari, durante o depoimento desta terça-feira no Senado, convencido de que, além de não ter feito na Bancoop nada diferente do que fizeram os companheiros do mensalão, fez exatamente o que o PT espera que faça o tesoureiro do diretório nacional.

20/03/2010

às 20:48 \ Direto ao Ponto

Vejam a prova do crime

“Não houve nada de errado na Bancoop”, recitou mais uma vez o companheiro João Vaccari, eleito tesoureiro do PT depois de ter demonstrado, na presidência da cooperativa de alta periculosidade, que tem todos os defeitos indispensáveis a quem cobiça o cargo que Delúbio Soares ocupou. Um desses pré-requisitos é, sem ficar ruborizado, negar a autoria do crime e acusar a vítima.

Os golpistas mentem desde sempre, sabem centenas de vítimas do conto do apartamento novo.  Uma delas pode ser encontrada aqui ao lado, na seção Veja Entrevista. Chama-se Yara Regina Ferreira, é bancária aposentada e, em 2001, teve a má ideia de acreditar na Bancoop. As três partes do depoimento somam pouco mais de 15 minutos. Resumem a história de uma brasileira que luta há oito anos para receber o apartamento que a turma de Vaccari tungou.

17/03/2010

às 14:20 \ Vídeos: Entrevista

Yara Regina Ferreira, uma das vítimas da Bancoop

Em novembro de 2001, a bancária Yara Regina Ferreira achou uma boa ideia investir o dinheiro da aposentadoria na compra de um apartamento financiado pela Bancoop, a Cooperativa dos Bancários. Preço acessível, localização privilegiada e compromisso com a pontualidade foram alguns dos requisitos que pesaram na escolha. O sonho de Yara transformou-se em pesadelo. Em 2006, foi informada de que havia, além das parcelas restantes, um “resíduo” de mais de R$ 40 mil. Yara não aceitou contrair uma nova dívida antes de terminar de pagar pelo apartamento o preço inicialmente combinado. Em 2008, quando juntou o dinheiro que faltava, foi informada pela Bancoop de que havia perdido o imóvel. Até aquele momento, já havia desembolsado R$ 150 mil. Há alguns meses, outra surpresa: o porteiro do prédio avisou que a casa que ela pagou, mas onde nunca conseguiu morar, havia sido vendida para outra pessoa.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

12/03/2010

às 19:44 \ Direto ao Ponto

As cadeias estão à espera dos arrudas protegidos pelo rei

Há três meses, os milicianos do PT endossam sem retoques todas as acusações que atingem José Roberto Arruda e, desde a véspera do Carnaval, festejam a merecida transferência para a cadeia do governador do Distrito Federal. Nenhum companheiro ressalva que o chefe da Turma do Panetone “ainda não foi condenado em última instância”. Nenhum enxergou “manobras partidárias” no “mensalão do DEM”. Nenhum debitou na conta de “perseguições políticas” as descobertas da Polícia Federal.

Como determina a novilíngua lulista, tais expressões são reservadas a bandalheiras produzidas por filiados ao PT ou parceiros da base alugada. Se envolve bandidos de estimação, qualquer pontapé no Código Penal ganha imediatamente o selo de “trama forjada para prejudicar Dilma Rousseff”. A frase significa apenas que os acusados não têm nada de consistente a dizer em sua defesa. Compreensivelmente, tem sido declamada pelo bando que desviou milhões de reais da Bancoop.

Formuladas pelo promotor José Carlos Blat e divulgadas por VEJA, as denúncias foram reduzidas a “perseguição política” e “manobra partidária” por João Vaccari, ex-presidente da entidade e hoje tesoureiro do PT nacional. A entrevista concedida ao Estadão pelo sucessor de Delúbio Soares confirma que um dos efeitos perversos da Era da Impunidade é o desembaraço com que gente com contas a acertar na Justiça procura passar de acusado a acusador.

Grosseiro na forma e fraudulento no conteúdo, o falatório debocha do Ministério Público, zomba das centenas de cooperados iludidos e tenta confundir o noticiário da imprensa com mentiras de ruborizar uma Dilma Rousseff. Vaccari garante, por exemplo, que as acusações de Blat não se refletiram em decisões judiciais. Falso. Mais de 70 juízes já se pronunciaram sobre o caso. Todos entenderam que a entidade pecou.

Enfiado até o pescoço nas operações suspeitíssimas, o Alto Companheiro também sustenta que todas as ações da diretoria foram autorizadas pelos cooperados em assembléias exemplarmente democráticas. Falso. Os dirigentes sempre se valeram de critérios arbitrários para decidir se alguém poderia ou não participar das reuniões.

Tudo somado, está claro que a população carcerária requer a urgente incorporação dos arrudas apadrinhados por Lula. A prisão do governador foi um sinal animador. A solidão do preso, uma ilha perdida no oceano de corruptos à solta, pode acabar comprovando que só vai para a cadeia gente que, além de filmada enquanto rouba, dispensa cautelas para tentar subornar testemunhas perigosas.

Arruda foi preso por excesso de provas, mas por falta de juízo. Sobram provas para engaiolar meliantes de todas as tribos. Como sobra dinheiro para construir presídios que nunca saíram do papel, tampouco faltarão celas. O que não pode faltar é coragem para prender também os protegidos pelo rei.

12/03/2010

às 3:55 \ Sanatório Geral

Truque de bandido

“Ele que vá fazer gracinhas com as negas dele”.

João Vaccari, tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop, na entrevista ao Estadão, referindo-se desrespeitosamente ao promotor José Carlos Blat para ser preso por desacato e poder alegar, quando receber o merecido castigo pelas bandalheiras na cooperativa, que só foi engaiolado por ter ofendido um integrante do Ministério Público.

12/03/2010

às 1:40 \ Sanatório Geral

Cargo honroso

“Esse promotor quer sacanear comigo porque sou tesoureiro do PT”.

João Vaccari, ex-presidente da Bancoop, na entrevista ao Estadão em que atribuiu as denúncias do promotor José Carlos Blat a “interesses eleitoreiros”, fazendo de conta que só gente fina é escolhida para ocupar o cargo que transformou o companheiro Delúbio Soares num dos gatunos mais conhecidos do Brasil.

09/03/2010

às 11:11 \ Sanatório Geral

A última do Vaccarezza

“O PT não tem nada a ver com isso. É um problema do Vaccari”.

Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, explicando que, como um partido não tem nada a ver com o que faz seu tesoureiro, só quem quer prejudicar Dilma Rousseff associa ao PT as lambanças do companheiro João Vaccari no caso Bancoop.

 

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