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avião

23/12/2013

às 20:37 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete: Qual destes campeões de milhagens gratuitas não pode ficar fora do primeiro voo da esquadrilha de caças suecos?

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30/06/2013

às 8:04 \ Feira Livre

Veja o mundo da cabine de um avião

Neste fim de semana, a coluna convida o leitor a acomodar-se na cabine do avião pilotado Karim Nafatni e ver o mundo com os olhos de quem segura um manche. Apaixonado por arquitetura e fotografia, o comandante da Air Arabia decidiu registrar com uma câmera as imagens que mais o impressionam. “Poucas pessoas têm chance de ter essa vista”, diz. As fotos feitas do escritório aéreo de Nafatni fizeram sucesso na internet. E o que era apenas um hobby tornou-se uma atividade regular cujos resultados vêm sendo expostos em numerosos países. Confira.

29/06/2013

às 9:04 \ Direto ao Ponto

Viaje ao lado de um piloto de avião

Para ver como é o mundo contemplado da cabine de um avião, embarque na seção Feira Livre.

21/04/2013

às 0:19 \ Sanatório Geral

Relações perigosas

“Não tenho certeza de que esse avião era do Olívio”.

Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT de São Paulo, depois que o ministério público estadual descobriu que sua assessora pediu um avião emprestado ao empreiteiro Olívio Scamatti, preso sob a acusação de chefiar uma quadrilha que fraudava licitações municipais com verbas de emendas parlamentares, confirmando que acha que todo mundo é imbecil, menos ele.

18/11/2011

às 22:55 \ Sanatório Geral

Perna curta

“Os deslocamentos realizados dentro do Estado do Maranhão para agendas, parte em veículos de filiados, e parte em aviões de pequeno porte, tipo Sêneca, foram de responsabilidade do Diretório Regional do PDT do Maranhão, do Ex-Governador Jackson Lago, e do Deputado Federal Weverton Rocha. A medida foi tomada para evitar que dinheiro público fosse utilizado nesta agenda.”

Nota oficial do PDT divulgada na semana passada.

“Eu não posso afirmar, mas só foi uma diária na sexta-feira. Bom, eu tenho que pegar os detalhes depois e a gente apresentar, porque não posso afirmar uma coisa sem ter informação. Se estiver irregular, devolvo.”

Carlos Lupi, nesta quinta-feira no Senado nesta quinta-feira.

“O ministro recebeu entre os dias 10 a 14 de dezembro de 2009, para ir ao Maranhão, três diárias e meia.”

Kátia Abreu, senadora a caminho do PSD, minutos depois de mais um espetacular acesso de amnésia de Lupi, que revidou com um estrepitoso silêncio.

15/11/2011

às 18:13 \ Direto ao Ponto

Lupi conta mentiras sem medo porque o governo teme as verdades que esconde

Em depoimento na Câmara dos Deputados, o ministro do Trabalho jurou que nem ouvira falar no explorador de ONGs Adair Meira. VEJA provou dois dias depois que o depoente só conseguira engordar o formidável prontuário com um crime de perjúrio. Carlos Lupi não só conhece Meira muito bem como os dois andaram viajando juntos num King Air providenciado pelo próspero comparsa. Nenhum passeio do gênero é gratuito. A forma de pagamento não foi revelada.

Como prometeu que só sairá do emprego à bala, Lupi mandou a assessoria de imprensa explicar que circulou pelo Maranhão em 2009, sim, mas num Sêneca fretado pelo PDT. Mentiu de novo, acaba de comprovar o site Grajaú de Fato, amparado numa coleção de imagens desmoralizantes. Algumas mostram o ministro desembarcando do avião do parceiro que jurou não saber quem era. Outras capturam a dupla exibindo o sorriso de negociata. O conjunto das fotos documenta a movimentação de uma quadrilha infiltrada na cúpula do governo federal.

Milhões de brasileiros foram apresentados só neste novembro a uma abjeção que Dilma Rousseff conhece bem demais e há muito tempo. Eles militaram juntos no PDT. Chegaram juntos à direção do partido. Conviveram quatro anos no ministério de Lula. E a renovação do contrato atesta que, para a supergerente de araque, o antigo parceiro fez o suficiente para permanecer onde estava.

Quando o escândalo explodiu, Lupi foi logo avisando que a chefe não teria coragem de afastá-lo. Embora esteja cansada de saber quem é o meliante que comanda o ministério arrendado ao PDT, a presidente quer adiar até janeiro a troca de Lupi por alguém escolhido por Lupi. “Conheço a Dilma bem demais”, preveniu o ministro logo depois de içado do pântano. Pelo que tem feito, o corrupto debochado parece mesmo convencido de que a melhor amiga de Erenice Guerra vai engolir sem engasgos bravatas grosseiras, fantasias delirantes, até um “eu te amo” de canastrão de cabaré.

O mistério aparente é um claro enigma: Lupi conta mentiras sem medo porque o governo teme as verdades que esconde.

09/10/2011

às 11:31 \ Direto ao Ponto

Celso Arnaldo acordou, bateu os olhos na coluna de Marta Suplicy na Folha e exclamou, saudoso de Sarney: ‘Oba’

O título reproduz o começo do recado que recebi neste sábado do grande Celso Arnaldo. Se eu fosse Marta Suplicy, desistiria imediatamente da vida de colunista. Não perca mais um texto antológico. (AN)

MARTA SUPLICY: PORQUE HOJE É SÁBADO, É DIA DA PIOR CRONISTA DO MUNDO

Celso Arnaldo Araújo

A simetria é quase perfeita: em sua coluna na página 2 da Folha, o pior escritor do mundo – José Sarney, presidente do Senado — foi substituído à altura por sua primeira vice, a senadora Marta Suplicy, sempre fiel à sua histórica luta pela igualdade de direitos entre os gêneros (no tempo dela, se dizia sexos): a cada semana, caprichosa, ela se esforça para ser a pior cronista do mundo, superlativo que já tinha obtido na psicologia e na prefeitura.

A simetria não chega a ser perfeita, porque Sarney era o titular da coluna de sextas-feiras. Marta é a nova dama dos sábados. Faz sentido: Deus criou a mulher e depois descansou no domingo. No caso da Folha, Ele ainda deixou sua dileta filha Marina de brinde, às sextas.

Todo sábado agora tem texto da Marta na Folha. Imagino que, nos dias que antecedem a entrega, a senadora sofra um bocado. Coloque-se no lugar dela: o maior jornal do País encomenda a você uma crônica semanal, religiosamente semanal. Pode escolher o assunto que queira – sempre sabendo que será lido potencialmente por mais de 500 mil pessoas, muitas delas com um espírito crítico exacerbado.

Mas há um problema: você não tem assunto e, o que é pior, não sabe escrever. Não sabe juntar duas ideias no papel – nem dar-lhes forma legível, a exemplo de Dilma no exame oral. Pertence à elite, estudou nos melhores colégios, fala línguas, já teve programa diário na TV, já foi prefeita de São Paulo e assinou um punhado de livros sobre a alma feminina – mas esse último item no currículo não quer dizer rigorosamente nada. Chalita escreveu mais de 50, antes dos 40 anos.

Como nasceu a crônica de hoje? Na terça-feira, dia em que os senadores voltam a Brasília para a árdua jornada até quinta, ela ainda não tinha o tema – e estava preocupada. Mas foi só subir no avião e se sentar. Grandes cronistas têm estalos de Vieira. Da simples observação do que está à sua volta, surge um grande momento das letras. Ela inicia:

“Neste voo semanal que faço a Brasília, sentei na cadeira do corredor. Logo chegou um senhor, que se sentou ao meu lado, e uma jovem senhora, à janela. Vim lendo os jornais, o vizinho do meio dedicava-se às palavras cruzadas e a jovem deu um jeito de se comunicar contando que tinha sido assaltada naquela semana: “Senadora!…”.

Esqueça o senhor e a jovem senhora que “chegou”. Não leve em conta a cadeira do avião – eu sei que você, quando viaja, senta-se em poltronas. Concentre-se na cena. Uma senadora da República lendo jornais, compenetrada, inexpugnável, no corredor da aeronave. A moça à janela, com o intervalo de uma poltrona e de um senhor que faz palavras cruzadas, comunica-lhe que foi assaltada e acusa:

– Senadora!

Não havia algum policial a bordo?

Marta apressa-se em esclarecer:

“Não era uma cobrança, mas a voz era de indignação e de certo desespero por não ver prevenção à repetição do gigantesco trauma vivido.”

Não é à toa que não temos segurança: “prevenção à repetição” é por si só um atentado. Mas vamos conhecer o gigantesco trauma que inspirou a senadora na coluna de hoje:

“O vizinho permanecia alheio à conversa e ela colocava que sua casa é num bairro nobre de São Paulo e o ocorrido fora às 6h40. O descuido, segundo a polícia, ocorreu em deixar o portão automático aberto um tempo antes de sair. Os assaltos desse tipo têm ocorrido principalmente quando a pessoa sai ou volta para casa e é rendida”.

Um grande cronista sempre tem uma variada gama de estilos narrativos: para manter a atenção do leitor, a senadora passa a escrever como se fosse um boletim de ocorrência – “haja visto” (uso de propósito a linguagem dos escrivães) o emprego torrencial do próprio verbo ocorrer, sobretudo em “e o ocorrido fora”. E esse “ela colocava que sua casa”, hein? Não dá prisão em flagrante? Os assaltos descritos por Marta não deixam a menor dúvida quanto sua natureza redundante e violenta: as pessoas são rendidas e então assaltadas.

Prossegue a substituta de Sarney na presidência do Senado e na Folha:

“Entraram sete indivíduos, bem vestidos e armados até os dentes. Fizeram roleta-russa com os donos para achar o cofre, que não existia, bateram no dono da casa a ponto de um dos quatro empregados rendidos pedir aos ladrões “por favor, levem ele para um caixa eletrônico e parem com isso!”.

Se eu fosse a polícia, mandava investigar esse empregado – pode ser até o mentor, capaz de ter fornecido a senha dos patrões. Mas os bandidos decidiram ficar mais um pouco:

“Foram 40 minutos de pesadelo. Ameaças, medo, a dona da casa oferecendo as joias, os objetos de valor que eles poderiam não identificar, como um vaso raro, e até explicando que naquela gaveta onde encontraram joias reluzentes eram todas falsas. Ouviu que Swarovski também tinha valor no mercado.”

Mais duas suspeitas: conivência familiar e presença de um marchand no bando.

“E a passageira continuou a desabafar, perdida na impotência”.

Aqui, parece falar a psicóloga pioneira em educação sexual na TV, não a senadora. Mas o relato da passageira da agonia é tão intenso, tão real, que de repente Marta passa a se colocar, ela própria, na cena do crime:

“Duas coisas também me chamaram a atenção: os bandidos gritavam “não vou matá-los, só quero os bens”; e o atendimento na delegacia patrimonial, na qual o ressaltado era a sorte de terem mantido a vida. Perder bens materiais, pelo jeito, já faz parte da situação que temos de nos acostumar“.

Além de um marchand, havia no bando um professor de português: “Não vou matá-los” nem a presidente Dilma diria a seus ministros. E esse atendimento na delegacia “no qual o ressaltado era a sorte”? E a “situação que temos de nos acostumar”. Não valem um BO por si só?

A historieta prossegue com “um tal de MobileMe” e envolve até o gênio de Steve Jobs. Convém ler a Folha de hoje para conhecer a parte digital do episódio que chocou Marta.

Nossa preocupação maior, a esta altura da crônica, deve ser com o passageiro do meio – o das palavras cruzadas. No meio desse palavrório entre a assaltada e a senadora das assaltadas, ele deve ter tentado acionar a porta da emergência. Não: no relato de Marta, ele era pura atenção e deu até um pitaco na conversa:

“Quanto mais detalhes ela contava mais eu ficava pasma e o jogador de palavras cruzadas se interessava. Animado, ele já participava dizendo que morava em Moema, “onde não dá para sair na rua”.

Presumo que, antes de se mostrar animado com a insegurança total na porta de sua casa em Moema, o homem da “cadeira” do meio tenha até conseguido preencher alguns espaços com as dicas sugeridas na conversa entre as duas novas melhores amigas. Por exemplo: “Serviço criado pela Apple que transfere novas mensagens, contatos e eventos do calendário remotamente para os seus dispositivos, oito letras”.

Mas a coluna de sábado precisa terminar – e, como ensinou Sarney, o segredo de uma crônica é o fecho de ouro, que faz o leitor voltar ao começo, para tentar entender o que leu. A senadora Marta Suplicy, primeira vice-presidente do Senado Federal, impressionada pelo fato de que os refinados ladrões não foram presos apesar do MobileMe que carregaram, lava as mãos com o sabonete Trousseau e exorta “as autoridades”:

“Com a palavra, a polícia e a Secretaria da Segurança.”

Ah, como é fácil ser senador! Como é fácil ter uma coluna na Folha!

14/09/2011

às 6:03 \ Sanatório Geral

Uma placa resolve

“Não só houve o desmentido formal do ministro de que jamais havia usado o avião daquela empresa, como o desmentido da própria empresa. E há uma questão no lançamento de um programa; segundo o ministro, o avião foi providenciado pela prefeitura interessada e não se trouxe prova da propriedade desse avião”.

Sepúlveda Pertence, presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, ao justificar o arquivamento do pedido de investigação sobre as milhagens aéreas colecionadas pelo ministro Paulo Bernardo em jatinhos de empresários, enrolando-se num palavrório que poderia ser substituído por um aviso inscrito na placa pendurada na porta da sala de reuniões: “Bandido amigo é mocinho”.

29/08/2011

às 5:56 \ Sanatório Geral

Bonita, a amizade

“Uma coisa é corrupção, outra é carona em avião de amigo. Não acho que alguém vá se vender porque pegou uma carona”.

Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, explicando que, pelos padrões da Era Lula, viajar de graça em jatinhos de empresários que têm negócios com o governo é só uma bonita demonstração de amizade.

27/08/2011

às 19:16 \ Sanatório Geral

Pode piorar (2)

“Eu paguei só para levá-lo, porque já tinha o voo de volta pago. O cara é o terceiro homem do país”.

Augustinho Miotto, diretor da empresa que financiou o voo do presidente da Câmara até Goiânia, para ver o jogo da Seleção, assustando o país com a lembrança: se conseguisse livrar-se de Dilma Rousseff e Michel Temer, os brasileiros seriam governados por Marco Maia.

 

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