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Amapá

14/09/2010

às 1:02 \ Direto ao Ponto

Para diminuir os efeitos do espetáculo do cinismo, tome um pouco de Duda Mendonça

Sempre longe do local do emprego, disputando o terceiro mandato com o patrocínio do governo e o codinome Dilma Rousseff, o presidente Lula protagonizou nesta segunda-feira, em Criciúma, outro capítulo surreal do espetáculo do cinismo: “Quando tem roubo a gente pega”, fez de conta. “Vocês viram o que aconteceu agora no Amapá. Houve um tempo em que era mais fácil levantar o tapete e jogar tudo para baixo. Agora não”.

É muito atrevimento. Se no Brasil se pegasse quem rouba, cairia dramaticamente a densidade demográfica do palanque de Dilma Rousseff.  Quem vê as coisas como as coisas são enxergou no Amapá a prisão de aliados do orador. Foram capturados pela Polícia Federal, não pelo Poder Executivo. Se dependesse do presidente, iriam todos para baixo do tapete que há quase oito anos não para de acolher bandidos de estimação.

A bravata em Criciúma foi desmoralizada no mesmo dia por outro pontapé  na verdade. Alheio à montanha de provas, evidências e indícios veementes, Lula decidiu que Erenice Guerra nada fez de errado e não existem, portanto, motivos para afastá-la da Casa Civil. Em países menos primitivos, uma Erenice jamais seria ministra. Se por acaso fosse, não escaparia da exoneração caso desse um único telefonema para favorecer parentes. Como estamos no Brasil, vai continuar acumulando a chefia da Casa Civil e a presidência interina.

No comício em Santa Catarina, o orador embutiu na imaginária herança maldita até a impunidade dos delinquentes aliados, institucionalizada pela Era Lula. Se os partidos oposicionistas fizessem oposição, teriam reapresentado no horário eleitoral, na mesma noite, alguns dos piores momentos da CPI do Mensalão. Entre eles figura o depoimento do publicitário Duda Mendonça, que apareceu espontaneamente no Congresso, no dia 11 de agosto de 2005, para contar como foi sua participação no Pai de Todos os Escândalos.

“Quando tem roubo a gente pega”? Pega nada, berram os vídeos. O marqueteiro do rei revela que, para receber os milhões de dólares que cobrou para inventar o Lulinha Paz e Amor na campanha de 2002, foi forçado a abrir contas em paraísos fiscais pelo vigarista Marcos Valério e pelo companheiro Delúbio Soares, tesoureiro do PT. O dinheiro continua em lugar incerto e não sabido. Os vilões nunca foram punidos. O principal  beneficiário da maracutaia segue espancando a verdade. Na versão original e definitiva, está no meio dos bandidos. Na remontagem mambembe, aparece fantasiado de xerife.

13/09/2010

às 23:30 \ Sanatório Geral

Campeão mundial

“Quando tem roubo, a gente pega. Vocês viram o que aconteceu agora no Amapá. Houve um tempo em que era mais fácil levantar o tapete e jogar tudo para baixo. Agora não”.

Lula, Padroeiro dos Bandidos Companheiros, ao disputar em Criciúma a etapa  catarinense do Campeonato Mundial do Cinismo, disparando espetacularmente na liderança com a ideia de fazer de conta que pediu cadeia para o candidato ao Senado Waldez Góes, para quem pediu votos horas antes da chegada do camburão.

12/09/2010

às 8:00 \ Sanatório Geral

Candidato à cadeia

“A prisão não vai prejudicar a campanha dele ao Senado”.

César Caldas, advogado do ex-governador do Amapá e candidato a senador Waldez Góes, preso na sexta-feira por envolvimento em roubalheiras, ensinando que eleger para o Senado um candidato à cadeia já é parte dos usos e costumes do Brasil.

10/09/2010

às 16:21 \ Direto ao Ponto

O candidato ao Senado de Lula, Dilma e Sarney conseguiu uma vaga na cadeia

O presidente Lula recita no comício de todos os dias que, além de instalar Dilma Rousseff no Planalto, o eleitorado precisa facilitar o trabalho da sucessora com a formação de um Senado controlado por amigos do governo. No caso do Amapá, por exemplo, Lula acha que não existe ninguém mais qualificado para representá-lo no Congresso que o ex-governador Waldez Góes, como fez questão de avisar no horário eleitoral do PDT.

A opinião do presidente foi endossada por José Sarney no discurso pronunciado no Senado em 16 de junho deste ano. Com a autoridade de Homem Incomum, o orador promoveu Waldez Góes a homem público exemplar. E comunicou à nação que gostaria de passar os próximos anos na companhia do segundo orgulho do Amapá.

Se continua pensando assim, Sarney terá de apresentar-se à Justiça, contar tudo e solicitar que a pena seja cumprida na mesma cadeia que hospeda, desde a manhã desta sexta-feira, o chefão Waldez e o resto da turma capturada pelos policiais federais engajados na Operação Mãos Limpas. Se Lula continua achando essencial a presença do amigo no Senado, terá de vestir o manto de padroeiro dos bandidos de estimação e operar outra vez o milagre da libertação dos culpados.

Depois de censurar o vídeo em que Collor apoia Dilma e Lula, o PT terá de proibir agora o vídeo em que Lula e Dilma apoiam Waldez.

11/07/2010

às 15:00 \ Direto ao Ponto

O que existe de mais assustador na fauna da Amazônia está exposto no Pavilhão Norte

Composto por representantes do Amazonas, do Pará, de Roraima, do Amapá, de Rondônia, do Acre e do Tocantins, o Pavilhão Norte é o de mais baixa densidade demográfica entre os que formam o palanque de Dilma Rousseff, aquele que lembra um elenco de filme de terror. Mas as sete alas exibem o que há de mais perigoso na fauna política da Amazônia. Confira. Se faltar alguém, mande o nome Há vagas para todos:

ALA AMAZONENSE
Alfredo Nascimento, Serafim Corrêa, Amazonino Mendes, Omar Aziz, Eduardo Braga, João Pedro e Vanessa Grazziotin.

ALA PARAENSE
Ana Júlia Carepa, Jáder Barbalho, Elcione Barbalho, Paulo Rocha, Duciomar Costa, Fernando Yamada,  José Nazareno Sanches da Silva, Beto da Fetagri, Domingos Juvenil, José Priante, Gerson Peres e Bernadete ten Caten.

ALA RORAIMENSE
Romero Jucá, Tereza Jucá e Flamarion Portela.

ALA AMAPAENSE
José Sarney, Camilo Capiberibe, João Capiberibe, Marcos Roberto e Gilvam Borges.

ALA RONDONIANA
Valdir Raupp, Eduardo Valverde, Cleiton Roque, Confúcio Moura, Acir Gurgacz, Fátima Cleide, Ivo Cassol e João da Muleta.

ALA ACREANA
Tião Viana, Sibá Machado, Jorge Viana, Orleir Cameli, Edvaldo Magalhães, Aníbal Diniz, Binho Marques, Moisés Diniz, Narciso Mendes, José Bestene, João Tota, Ronivon Santiago e Nilson Mourão.

ALA TOCANTINENSE
Marcelo Miranda, Raul Filho, Carlos Gaguim, Rocha Miranda, Paulo Mourão, Wanderley Luxemburgo e João Ribeiro.

(*) Com direito a vaga em mais de um pavilhão.

(Segunda-feira, dia 12: encerramento da visita guiada com a contemplação do perturbador Pavilhão Nordeste)

20/09/2009

às 17:16 \ Sanatório Geral

Toga complacente

“Cabe examinar se de fato isso tem substância para eventualmente afetar esse conceito de reputação ilibada. Não me parece que deva haver essa supervalorização”.

Gilmar Mendes, que não viu nada demais no que Antonio Palocci fez com a conta bancária do caseiro Francenildo Costa, agora ensaiando a saudação de boas vindas a José Antonio Toffoli, indicado para o STf pelo currículo que inclui serviços jurídicos prestados a Lula e ao PT, serviços gerais prestados ao chefe José Dirceu na Casa Civil, a doação a um amigo de passagens compradas com dinheiro público e uma condenação pela Justiça do Amapá, fora o resto.

03/09/2009

às 19:01 \ Sanatório Geral

A trinca não falha

“Cargo de confiança é cargo de confiança. Os critérios técnicos são levados para o terceiro plano. É mais importante ter-se alguém de confiança do que um técnico inconfiável”.

Senador Papaléo Paes, tucano do Amapá a serviço da base alugada, internado no Sanatório Geral em 30 de julho graças à declaração reproduzida acima, avisando com mais de um mês de antecedência que para quem joga no time de José Sarney e Gilvan Borges a contratação da mulher de Agaciel Maia é só mais uma anotação no prontuário de brother do PCC.

06/08/2009

às 3:29 \ Direto ao Ponto

Podem apostar

No próximo discurso, José Sarney vai jurar que não tem filhos (e, portanto, não pode ter netos), que não vê os irmãos desde a segunda fralda, que prefere um grampo da Polícia Federal  a um telefonema de sobrinho, que conhece Agaciel Maia só de vista, que jamais foi padrinho de casamento, que parou de aparecer no Senado quando o Palácio Monroe foi demolido, que o Maranhão é só um retrato na parede, que nunca ouviu falar em Amapá nem Macapá, que rompeu relações com Epitácio Cafeteira nos anos 50  e que não faz a menor ideia de quem é José Sarney. Mas lembra como se fosse hoje do dia em que se revezou com Lula pela primeira vez no mesmo torno-mecânico.

30/07/2009

às 20:12 \ Sanatório Geral

Se almoçar, não dirija (2)

“Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado nem votei para ele ser senador do Maranhão”.

Lula, depois do almoço desta quinta-feira, inspirando o oportuníssimo comentário do meu amigo e vizinho de site Lauro Jardim: “Nem o senhor nem ninguém, presidente. Apesar de dono do Maranhão, Sarney, como se sabe, foi escolhido pelo bondoso povo do Amapá como seu representante no Senado”.

30/07/2009

às 17:29 \ Sanatório Geral

O Amapá exagerou (2)

“Cargo de confiança é cargo de confiança. Os critérios técnicos são levados para o terceiro plano. É mais importante ter-se alguém de confiança do que um técnico inconfiável”.

Papaléo Paes, tucano alistado na base alugada, disposto a provar que a coluna cometeu uma grave injustiça ao não incluir os representantes do Amapá (Papaléo, Gilvan e Sarney) na enquete que escolheu a pior trinca do Senado.


 

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