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Almeida Lima

08/09/2011

às 9:53 \ Sanatório Geral

Aula de genética

“Essa questão da corrupção está no DNA do PT”.

Almeida Lima, deputado federal sergipano, que resolveu trocar o PMDB pelo PPS, famoso pelos chiliques que o assaltam desde 2007, quando ainda era senador, sempre que alguém critica seu chefe Renan Calheiros, ensinando que nem todo tipo de corrupção combina com a que está no DNA do PT.

10/03/2011

às 16:37 \ Direto ao Ponto

Se depender da vontade da Câmara dos Deputados, não há perigo de melhorar

Na primeira metade do século passado, discursos à beira da sepultura transformavam todo morto ilustre em “pai extremoso, marido amantíssimo e filho exemplar”. Ou filho extremoso, pai amantíssimo e marido exemplar, tanto fazia. Os três adjetivos se ajustavam admiravelmente a qualquer dos substantivos, a ordem de entrada em cena não alterava o impacto do elogio poderoso, o efeito era o mesmo fossem quais fossem as parcerias estabelecidas pelo orador.

Vivíssima, a deputada Jaqueline Roriz mereceu do Partido da Mobilização Nacional, a que pertence, uma versão superlativa dessa pérola da retórica barroca. Na nota sobre a protagonista do mais recente vídeo da coleção do vigarista Durval Barbosa, o redator explica que o PMN convidou Jaqueline para filiar-se à sigla, em 2009, “baseado nas informações então colhidas, de se tratar de uma pessoa de boa índole e fácil trato, filha zelosa (de Joaquim Roriz, acrescento), mãe dedicada, esposa amantíssima, estimada pela população, com estabilidade financeira, interessada no exercício da ação política”.

O que teria feito uma figura de tão fina estirpe cair na vida? O mistério ainda aflige o PMN, informa a continuação da nota: “Lamentamos profundamente que com esse perfil, por moto próprio ou induzida por terceiros, tenha se deixado envolver ingênua e desnecessariamente numa prática nefasta, própria de agentes políticos com pequena expressão, com tibieza ética, moral e intelectual, sem horizontes e com carreira curta”.  Se é a direção do partido quem está dizendo isso, Jaqueline não escapará da expulsão, certo?

Errado, informa a súbita mudança de rota do texto: “Lamentamos também que, com elogiáveis exceções, alguns jornalistas venham se especializando em promover antecipadamente e a seu bel-prazer o linchamento moral de algumas pessoas, quando é visível o ‘poupamento’ de outras”. Se o redator da nota escapar da internação perpétua no Sanatório Geral, não será má ideia transformá-lo em porta-voz do deputado Marco Maia.

A nota do PMN ─ um asteroide da constelação dos nanicos fundado em 1989, hoje com 194 mil filiados ─ ao menos dá vontade de rir. As declarações do presidente da Câmara sobre o mesmo caso despertam, como disse Roberto Jefferson a José Dirceu, os instintos mais primitivos de qualquer brasileiro decente. O parlamentar do PT gaúcho promete “acelerar as investigações” sobre a colega, mas ainda não sabe quando nem como. Grávido de dúvidas, pediu mais informações ao Ministério Público.

“Depende do que tenha”, condiciona Maia. “Se vier com informações mais contundentes, vai para o Conselho de Ética”. Ele não achou tão contundente o vídeo repulsivo. Talvez espere que Jaqueline seja presa em flagrante de latrocínio para remetê-la a um conselho que ainda não funciona porque os líderes dos partidos não indicaram representantes. E que não pune autores de crimes cometidos antes do início da atual legislatura, em obediência à Doutrina Cardozo.

“Se vier com informações sem substância”, avisa Maia, “mando para o corregedor analisar”. O corregedor Eduardo da Fonte, melhor aluno do mestre Severino Cavalcanti, está viajando. Quando voltar, talvez tenha de analisar um palavrório “sem substância”. Seja qual for o foro, Maia lembra que é fundamental ouvir o que Jaqueline tem a dizer. “Não vamos burlar o procedimento”, declama.

Ainda sumida, a filha de Joaquim Roriz resolveu desligar-se da Comissão de Reforma Política. Não quer causar constrangimentos ao grupo de pais-da-pátria que inclui, entre outros prontuários, Paulo Maluf, José Guimarães, Waldemar Costa Neto, Almeida Lima, Newton Cardoso e Eduardo Azeredo. Esses continuam, como continua na presidência da Comissão de Constituição de Justiça o mensaleiro juramentado João Paulo Cunha.

Se depender da vontade da Câmara do Deputados, não há perigo de melhorar.

03/03/2011

às 20:00 \ Direto ao Ponto

É por conhecerem a intimidade de cada um que os parlamentares se entendem tão bem

Se aparecessem juntos em qualquer esquina do Primeiro Mundo, Paulo Maluf, Valdemar Costa Neto,  José Guimarães, Newton Cardoso, Almeida Lima e Eduardo Azeredo dificilmente escapariam de um processo por formação de quadrilha ou bando.

Se aparecessem juntos em qualquer esquina do centro das principais metrópoles brasileiras, nenhum gaiato resistiria à tentação de gritar “Olha o rapa!” para a turma que agrupa um subcomandante da quadrilha do mensalão, o irmão de José Genoíno cujo assessor foi capturado com dólares na cueca, um ex-governador recordista em casos de polícia, um oficial da tropa de jagunços de Renan Calheiros e um dos fundadores do mensalão mineiro.

Em Brasília, os seis aparecem juntos com bastante frequência, sem nenhum risco de ouvir uma voz de prisão ou o berro que faria o grupo debandar em desabalada carreira. Eles fazem parte da comissão de 41 deputados incumbida de formular propostas para a reforma do sistema político. Ao lado de outros prontuários e fichas sujas, vão discutir, por exemplo, o financiamento de campanhas eleitorais. Não há perigo de melhorar.

Nenhum dos parlamentares da oposição viu nada demais. Recolheram-se ao mesmo silêncio estrepitoso que se seguiu à escolha do mensaleiro João Paulo Cunha para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ninguém ousou lembrar que, na montagem de comissões do gênero em qualquer país civilizado, caráter é critério. Todos fizeram de conta que a ética foi banida do território brasileiro e que não existe um Código Penal. Ninguém se atreveu a desfraldar a bandeira da moralidade.

Nelson Rodrigues morreu acreditando que, se todo mundo se conhecesse intimamente, ninguém cumprimentaria ninguém. Hoje está claro que a ótima frase não vale para o Congresso. Os deputados e senadores convivem tão fraternalmente porque todos conhecem a intimidade de cada um.

25/02/2010

às 13:16 \ Sanatório Geral

Bandido confesso

“Quem manda no meu gabinete sou eu. É uma interferência descabida o Senado querer controlar a frequência dos meus funcionários. Lá, o controle do ponto sou eu que faço. Eu sou responsável por tudo o que acontece”.

Almeida Lima, base alugada, setor PMDB, guichê de Sergipe, um dos 19 senadores que dispensaram seus funcionários de comprovarem que comparecem ao local de trabalho, informando, com bastante sinceridade e muito orgulho, que é bandido e, por isso mesmo, vai continuar gastando como quiser o dinheiro dos pagadores de impostos.

10/12/2009

às 17:17 \ Sanatório Geral

Vagabundagem extenuante

“Merecemos férias”.

Almeida Lima, senador da base alugada, guichê de Sergipe, setor PMDB, presidente da CPI do MST, ansioso pelo recesso que começa daqui a duas semanas e vai até fevereiro, explicando que é extenuante a vagabundagem dos operários da pátria que embolsam mais de R$ 100 mil por mês, fora os ganhos extraordinários, para trabalharem de terça a quinta.

25/08/2009

às 19:36 \ Sanatório Geral

Tremendo investimento

“O presidente Sarney só emprestou seu nome e seu patrimônio à Fundação José Sarney!”.

Almeida Lima (base alugada, guichê de Sergipe), no meio do chilique provocado pelo cartão vermelho que Eduardo Suplicy mostrou ao veterano armador maranhense, sem explicar que Sarney continua emprestando o nome. mas já recuperou o patrimônio, acrescido de alguns milhões resultantes dos juros calculados com base no tempo de empréstimo.


 

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