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Agaciel Maia

17/02/2011

às 22:33 \ Sanatório Geral

Esse entende

“Não pleiteei o cargo. Os colegas me escolheram livremente pelo meu perfil de economista e especialista em orçamento”.

Agaciel Maia, ex-gerente da fábrica de atos secretos que funcionou nas catacumbas do Senado, deputado distrital pelo PTC, eleito por unanimidade para presidir a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa, fingindo que a escolha não tem nada a ver com a habilidade no manuseio de gazuas nem com o número de vezes que o artigo 171 do Código Penal é citado no seu bonito prontuário.

06/08/2010

às 7:00 \ Sanatório Geral

Estreante promissor (2)

“Vi-me envolvido em denúncias infundadas”.

Agaciel Maia, ex-gerente-geral das catacumbas do Senado e candidato a deputado distrital, tentando justificar a fama de melhor aluno do padrinho e mestre José Sarney.

05/08/2010

às 22:32 \ Sanatório Geral

Estreante promissor

“Fazem parte do meu banco de dados. Tenho os endereços desde antes de perder o cargo de diretor-geral”.

Agaciel Maia, candidato a deputado distrital  pelo PTC, afastado da direção-geral do Senado depois de contracenar com o padrinho José Sarney no novelão dos atos secretos, flagrado ao distribuir material eleitoral por e-mails obtidos ilegalmente, mostrando que pretende assumir a liderança do campeonato dos ficha-suja já na campanha de estreia.

07/07/2010

às 18:22 \ Sanatório Geral

Contra outra, Agaciel

“Minha declaração de renda está rigorosamente de acordo com a Lei”.

Agaciel Maia, ex-diretor do Senado exonerado depois da descoberta de que escondeu do Fisco uma casa avaliada em R$ 5 milhões, candidato a deputado pelo PTC do Distrito Federal, ao declarar à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 3,862 milhões, dos quais R$ 2.725.975 em conta corrente.

19/03/2010

às 19:44 \ Direto ao Ponto

A direção do Senado violou a lei para livrar Agaciel da demissão

“Não posso cometer irresponsabilidade”, justificou-se no começo da semana o primeiro secretário Heráclito Fortes, ao justificar a brandura do castigo sofrido por Agaciel Maia, diretor-geral do Senado: 90 dias de suspensão. “Eu gostaria da forca, mas isso no Brasil não é possível”, lastimou o parlamentar do DEM piauiense. Nem seria preciso tanto, a demissão já estaria de bom tamanho. Por que não foi aplicada pelo comando da Casa do Espanto?

“Se eu pudesse, é claro que demitiria”, caprichou na carranca inconvincente. O senador mentiu, apurou a coluna depois de submeter a especialistas o texto da portaria divulgada nesta quinta-feira. Agaciel foi enquadrado em dois incisos do artigo 117 da lei 8.112/90  de 1990 que prescrevem exclusivamente a pena de demissão. Ao optar pela suspensão do afilhado de  José Sarney,  Heráclito delinquiu também.

O inciso IX determina que deve ser demitido quem se valeu do cargo “para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública”. O inciso XV prescreve o mesmo castigo para todo funcionário que “agir de forma desidiosa”. Ao trocar a punição estabelecida para quem comete os dois delitos pela suavíssima suspensão, o juiz amigo violou o artigo 319 do Código Penal, que trata do crime de prevaricação.

Heráclito prevaricou ao  “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. Foi isso o que fez Heráclito, em aliança ostensiva com a turma que governa o Senado. E quem faz uma coisa dessas deve ser punido com a pena de detenção ─ de três meses a um ano ─ e multa.

Se Agaciel fosse punido exemplarmente, o Senado teria comunicado ao país que está tentando estabelecer limites para a pouca vergonha. Se o meliante federal fosse absolvido, o Brasil saberia que o vício do compadrio só pode ser eliminado com a substituição dos quadrilheiros por gente honesta. Heráclito, em nome do comando da Casa do Espanto, preferiu fazer de conta que puniu para absolver.

Todos os senadores envolvidos na esperteza merecem ser instalados numa cadeia. De preferência, na cela ao lado da que espera por Agaciel Maia há muito tempo.

11/03/2010

às 16:43 \ Sanatório Geral

Patrão generoso

“Não posso cometer uma irresponsabilidade. Se houver condenação judicial, nós consumaremos a demissão”.

Heráclito Fortes, responsável pelas investigações sobre o escândalo dos atos secretos no Senado, explicando que o ex-diretor geral Agaciel Maia e seus comparsas só serão demitidos se forem trancafiados numa cela e, por isso mesmo, ficarem impedidos de comparecer ao trabalho.

03/03/2010

às 18:30 \ Sanatório Geral

Credibilidade é tudo

“Candidatura é futurologia. Isso é coisa dos amigos que estão dizendo: ‘Agaciel, não esmoreça’”.

Agaciel Maia, gerente das catacumbas do Senado que abrigaram centenas de atos secretos, ao negar que pretende candidatar-se a deputado, embora tenha distribuído milhares de “santinhos” eleitorais, mostrando que mente mais que Dilma Rousseff.

23/12/2009

às 14:03 \ O País quer Saber

O País do Carnaval está sem tempo para pensar em escândalos

castelo

Em fevereiro deste ano, logo depois de encerrado o recesso parlamentar, o país foi surpreendido com a descoberta, no interior de Minas Gerais, de um castelo de deixar rubro de inveja qualquer duque da Inglaterra: 36 suítes – uma delas ocupando três andares de uma torre estilo Rapunzel -, banheiros forrados com mármore, piscinas, lagos, saunas, elevadores, adega para 8.000 garrafas de vinho e incontáveis requintes adicionais. O dono da aberração histórica e arquitetônica era Edmar Moreira, corregedor da Câmara dos Deputados.

Aturdido com o monumento ao absurdo de R$ 25 milhões que o Barão da Roça esquecera de incluir na declaração de imposto de renda, o Brasil ficou ainda mais espantado ao saber, em março, que Edmar Moreira detinha o recorde parlamentar da gastança com segurança particular. O serviço, encomendado a empresas pertencentes ao próprio congressista, era pago com o dinheiro da verba indenizatória – afago mensal de R$ 15 mil a que cada um dos 513 deputados têm direito para despesas feitas nos Estados de origem.

O caso foi empurrado para fora das primeiras páginas pela farra das passagens aéreas. Com voos de sobra e passageiros de menos, descobriu-se que os bilhetes privativos dos parlamentares eram usados por parentes e amigos, ou engordavam suas contas bancárias com a comercialização no mercado negro de pousos e decolagens.

Em junho, o Estadão fez a fila andar com a localização, nos labirintos do Congresso, de 300 atos secretos produzidos no Senado para a criação de cargos de confiança ─ vários deles reservados a familiares e aliados do presidente José Sarney. Um dos beneficiados foi o namorado da neta do senador maranhense. Ao escândalo somou-se o desvio de R$ 500 mil do empréstimo de R$ 1,3 milhão feito pela Petrobra à Fundação Sarney. O dinheiro acabou nas contas bancárias de  empresas fantasmas a serviço da Famiglia.

A série de reportagens foi interrompida pela censura imposta ao jornal pelo desembargador Dácio Vieira a pedido de Fernando Sarney, filho de José. Dias depois, foi divulgada a fotografia do doutor em censura ao lado do patriarca do clã maranhense na festa de casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel Maia. O país também ficou sabendo a extensão dos poderes do diretor-geral do Senado,  acusado de chefiar o esquema de corrupção no Senado. A mordaça, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, foi dispensada há dias pelo próprio Fernando Sarney, em respeito à liberdade de imprensa. Mas a censura só vai acabar depois do recesso do Judiciário.

Ainda perplexo com os vídeos estrelados pela Turma do Panetone, sob a direção de José Roberto Arruda, o país que presta acompanha a esperta caminhada do ultraje para longe dos holofotes da imprensa. É preciso arrumar espaço para a negociata da Sapucaí, tramada por deputados brasilienses, bicheiros do samba e Ongs carnavalescas.

2009 foi um ano de escândalos. Para sorte dos delinquentes, nesta época o Brasil esquece más notícias ainda mais rapidamente.  É hora de concentrar-se nos preparativos para o Carnaval.

05/10/2009

às 19:54 \ Sanatório Geral

Candidato a mandante

“Ele nos procurou tem umas duas semanas pedindo para que, se até junho do ano que vem não existir mais nenhum processo contra ele, que ele gostaria de submeter seu nome à convenção do partido para sair candidato a deputado federal”.

Divino Omar Nascimento, presidente do diretório regional de Brasília de um certo Partido Trabalhista Cristão, vulgo PTC, revelando que Agaciel Maia pretende trocar o emprego de executor de crimes pela carreira de mandante com imunidades parlamentares.

03/09/2009

às 19:01 \ Sanatório Geral

A trinca não falha

“Cargo de confiança é cargo de confiança. Os critérios técnicos são levados para o terceiro plano. É mais importante ter-se alguém de confiança do que um técnico inconfiável”.

Senador Papaléo Paes, tucano do Amapá a serviço da base alugada, internado no Sanatório Geral em 30 de julho graças à declaração reproduzida acima, avisando com mais de um mês de antecedência que para quem joga no time de José Sarney e Gilvan Borges a contratação da mulher de Agaciel Maia é só mais uma anotação no prontuário de brother do PCC.


 

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