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Aécio Neves

13/10/2011

às 22:04 \ Sanatório Geral

Filme antigo

“Estarei pronto, seja Lula ou Dilma.”

Aécio Neves, senador do PSDB de Minas Gerais, avisando em entrevista ao Estadão que topa disputar a Presidência da República em 2014 contra qualquer candidato do PT.

“2014 está longe. Antes vem 2012. Querer colocar o carro adiante dos bois só atrapalha e desorganiza.”

José Serra, ex-governador de São Paulo, usando o  Twitter para avisar que faz questão de perder pela terceira vez uma eleição presidencial.

10/10/2011

às 15:53 \ Sanatório Geral

Leilão permanente

“Eles estão passando por uma disputa interna e Aécio, um dos políticos mais talentosos do país, busca marcar sua posição.”

Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara, sobre a entrevista em que o senador Aécio Neves confirmou que vai disputar a sucessão presidencial, deixando claro que, se os tucanos não forem sovinas e as pesquisas apresentarem resultados favoráveis, o que Ciro Gomes chamou de “ajuntamento de assaltantes” está pronto para fechar um acordo com o PSDB e indicar o candidato a vice em 2014.

07/09/2011

às 9:07 \ Frases

Dentro da média

“Dilma vai ficar com um cinco. Não me soa crível nem sincero que ela seja avessa a qualquer tipo de deslize na administração pública”.

Aécio Neves, senador (PSDB-MG).

20/07/2011

às 22:46 \ Frases

É só fazer as contas

“O orçamento do PAC previa, entre 2007 e 2010, para obras do metrô em todo o Brasil, 3,1 bilhões de reais. Com os 53 bilhões previstos hoje para o trem-bala, será gasto dezessete vezes mais do que o governo pensou em investir em metrô em todo o Brasil”.

Aécio Neves, senador pelo PSDB mineiro, ao criticar o projeto do Trem de Alta Velocidade.

10/07/2011

às 17:50 \ Sanatório Geral

Sempre pode piorar

“Estou adorando a ideia de voltar a ter coluna na Folha. Meus interesses se ampliaram muito nos últimos anos”.

Marta Suplicy, vice-presidente do Senado, convidada pela Folha de S. Paulo para dividir com Aécio Neves e Marina Silva o espaço que era de José Sarney, avisando que a alegria dos leitores durou pouco.

27/06/2011

às 20:57 \ Homem sem Visão

Roberto Gurgel vence o primeiro turno e vai para a enquete com Nobre Guimarães, Fernando Haddad e Ideli Salvatti

“Dedico a vitória ao eterno ministro Antonio Palocci, claramente injustiçado por todos aqueles que conseguiram ver tráfico de influência onde eu só enxerguei um grande consultor econômico e financeiro”, emocionou-se Roberto Gurgel ao saber do resultado do primeiro turno da eleição de Homem sem Visão de Junho. Com lágrimas escorrendo pelas bochechas de segundo colocado em concurso de bebê Johnson, Gurgel revelou a amigos que pretendia comemorar a vitória tomando quentão em companhia de José Dirceu, eleito Maior Quadrilheiro de Junho nesta segunda-feira.

Com 41% dos votos válidos, o procurador-geral da República conseguiu uma das maiores votações no primeiro turno da história do HSV. Nobre Guimarães, o irmão de José Genoíno que se tornou nacionalmente conhecido como chefe do homem da cueca, foi o segundo colocado com 15% dos votos. As vagas restantes foram conquistadas por Fernando Haddad e Ideli Salvatti, já celebrizada como a musa do HSV. “A chefa garantiu que em 2011 não vai morrer na praia nenhuma vez”, contou um assessor da ex-ministra da Pesca e atual ministra das Relações Institucionais. “Já começamos a confeccionar as faixas com o lema da campanha: ‘Tá nervoso, vai pescar!’”

Embora insuficiente para levá-los à enquete, foi considerada muito animadora a votação obtida pelos candidatos Marco Maia, José Eduardo Cardozo e Marta Suplicy. Foram também lembrados Aécio Neves, Sergio Cabral e o pastor Romualdo Ribeiro Soares. A Comissão Organizadora impugnou a candidatura de Antonio Palocci, eleito Homem sem Visão de Maio. Por terem sido contemplados com o diploma especial de Homem sem Visão Honorário, foram anulados os votos dados aos seis integrantes da Bancada da Toga Agradecida, formada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal que libertaram o assassino italiano Cesare Battisti.

A votação na enquete começou neste momento! Nada está decidido, leitores-eleitores! Não percam a chance de votar sem remorso em gente que ninguém merece! E que vença o pior!

25/06/2011

às 15:30 \ Sanatório Geral

Lei da bandidagem de estimação

“Aécio e Indio criaram a ‘ética etílica’ na política: fuja do bafômetro, mas não se esqueça de dizer que, para os outros, a Lei Seca e as blitzes são sensacionais”.

André Vargas, secretário de Comunicação do PT, partido que criou a ‘ética da bandidagem de estimação’: fuja do camburão, mas não se esqueça de dizer que, para os outros, a lei e a Polícia Federal são sensacionais.

24/05/2011

às 18:33 \ Homem sem Visão

PSDB se une pela primeira vez desde 2002 para disputar o HSV com Serra e Aécio

Pela primeira vez desde 2002, o PSDB estará unido numa campanha eleitoral. O milagre consumou-se na convenção realizada no fim de semana, quando os tucanos resolveram lançar as candidaturas do ex-governador José Serra e do senador Aécio Neves ao título de Homem sem Visão de Maio. Como a campanha começou dois dias antes do fim do primeiro turno, Serra e Aécio sabem que têm poucas chances de chegar à enquete. Mas já se preparam para a disputa de junho. “Eles estão mais amigos do que nunca”, confidenciou um alto dirigente do partido. “E já combinaram que quem tiver menos votos neste mês vai apoiar o outro”.

A candidatura de Serra tornou-se inevitável quando enxergou uma “evolução patrimonial” no milagre da multiplicação do patrimônio de Antonio Palocci. “O chefe vai dizer agora que também não vê nada demais na evolução patrimonial do José Dirceu”, contou um assessor. Aécio ganhou força por ter enxergado uma ameaça à governabilidade na investigação do escândalo. “Ele acha que acertou na mosca ao declarar que tem muito respeito pelo Palocci”, contou uma ex-namorada do candidato.”E vai aproveitar a campanha para informar que sempre teve muito respeito pelo Lula e pela Dilma”.

Agora a disputa esquentou de vez, leitores-eleitores! Chegou quem faltava! Mas novos candidatos ainda podem surgir! Quem será o vencedor? Ou vencedora? Que vença o pior!

18/05/2011

às 18:02 \ Direto ao Ponto

Como é doce a oposição oficial

O ex-governador José Serra e o senador Aécio Neves nem esperaram a divulgação da nota oficial que promoveu o ministro Antonio Palocci a doutor em assuntos econômicos e financeiros. O autor do milagre da multiplicação do patrimônio ainda caçava álibis quando se viu liminarmente absolvido pelos dois líderes do PSDB. “Acho normal que uma pessoa tenha rendimentos quando não está no governo e que esses rendimentos promovam uma variação patrimonial”, antecipou-se Serra já na segunda-feira, à saída de um encontro com o presidente do PT, Rui Falcão.

Voltou ao assunto horas mais tarde, para avisar que “de forma alguma ia crucificar uma pessoa por causa de sua evolução patrimonial”. Se estivesse no lugar de Palocci, o ex-governador paulista seria soterrado pelo PT por cobranças e denúncias que inevitavelmente mencionariam “sinais exteriores de riqueza” e evidências de “enriquecimento rápido”. Mas os tucanos andam confundindo disputas políticas com cursos de boas maneiras. Ou concursos de Miss Simpatia, sugeriu a entrada em cena de Aécio Neves, que só na manhã de terça-feira emergiu de mais um surto de mudez.

Simultaneamente, o senador mineiro pediu explicações a Palocci e desculpou-se pelo pedido. “Esse é o momento, e essa é a posição majoritária da nossa bancada, de criar condições para que esses esclarecimentos possam vir a ser dados”, começou o minueto. “Temos que ter serenidade para não prejulgar e firmeza para aguardar os esclarecimentos do ministro. Creio até que ele é o maior interessado”. Sem que ninguém perguntasse, Aécio também julgou necessário lembrar que “a oposição não deseja desestabilizar o governo”.

Em 2006, quando o caso do estupro da conta bancária do caseiro Francenildo Costa obrigou o presidente Lula a trocar de ministro da Fazenda,o despejo de Palocci nem de longe ameaçou a estabilidade do Planalto. Por algum motivo, o próprio Aécio resolveu insinuar que o eventual afastamento do chefe da Casa Civil resultaria numa grave crise institucional. Nem os petistas mais imaginosos pensaram nisso. Dilma Rousseff deve mais essa ao cordialíssimo oposicionista.

Serra fez questão de registrar que confia na palavra de Palocci. Pode-se deduzir que o ex-candidato do PSDB à Presidência desconfia da palavra de Francenildo Costa. “Pessoalmente, tenho muito respeito pelo ministro”, fez questão de registrar Aécio. Pode-se deduzir que o provável candidato do PSDB à Presidência não tem nenhum respeito pelo caseiro. Quase 44 milhões de brasileiros discordam do governo e não concordam com os dois principais líderes da oposição oficial.

A campanha de 2014 ainda está longe. Mas Serra e Aécio já lutam com muita bravura pela chance de perder a eleição por excesso de covardia.

07/04/2011

às 13:26 \ Feira Livre

Punhos de renda, um artigo de Dora Kramer

TEXTO PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA QUINTA-FEIRA

O senador Aécio Neves mostrou prestígio ao levar políticos em profusão para ouvi-lo no plenário do Senado, mas não conseguiu produzir o impacto nem o despertar da oposição que a tropa governista parecia esperar, muito menos deu razões ao governo para perder um segundo de seu sereno sono.

Tépido na forma e repetitivo no conteúdo, passando ao largo de questões essenciais para o exercício da oposição como a independência do Legislativo em relação ao Executivo, o discurso acabou proporcionando aos senadores aliados ao Palácio do Planalto uma oportunidade excelente de mostrar vigor e afinação.

Muito diferente das legislaturas anteriores quando, principalmente no primeiro mandato do ex-presidente Lula, a oposição fazia do Senado sua cidadela, ocupando a tribuna tardes a fio em ataques sem que aparecesse um senador para defender o governo.

Ontem à tarde o batalhão estava afiadíssimo: Aécio mal tinha subido à tribuna e a senadora Gleisi Hoffmann, do PT, pediu um aparte, concedido ao final assim como aos demais.

Concluída a fala em que Aécio pontuou sua disposição de se opor sem se confrontar com os adversários, os governistas apresentaram suas armas de defesa dos governos Lula e Dilma Rousseff sem o menor constrangimento de fazer isso em clima de franca confrontação.

Em meio a elogios à “elegância” e ao “equilíbrio” do discurso e sem disfarçar o alívio pela tepidez do opositor, a tropa governista atacou as privatizações, ironizou a tibieza do PSDB em defender o governo FH, acusou várias vezes Aécio de ter sido injusto com a gestão de Lula e, pela voz do senador Jorge Viana, ainda afirmou que o orador simbolizava a oposição que todo governo gostaria de ter.

Da parte dos oposicionistas, exaltações algo exageradas ao “brilhantismo” do pronunciamento “de estadista” e uma evidente avidez por alguém que os represente. E assim, independentemente de Aécio Neves reunir ou não os atributos necessários por avaliação exigente, o senador se apresentou e dessa forma foi recebido por governistas e oposicionistas.

Poucos, entre eles Pedro Taques, Marinor Brito e Demóstenes Torres, consideraram que a confrontação não é necessariamente um mal. Antes pode ser essencial à condução dos trabalhos de questionamentos doutrinários, programáticos, bastante mais inquietantes que a redução de alíquotas de impostos, transferência de gestão de estradas, revisão da Lei das Micro e Pequenas Empresas etc.

Temas importantes, mas nas circunstâncias em que a oposição precisa de mobilização política, liderança vigorosa, energia para recuperar o tempo perdido, encontrar o rumo para poder seguir adiante, o desempenho de Aécio deixou no ar um aroma de anticlímax.

Não por defeito, mas por ausência de um atributo pessoal que poderia ser chamado de borogodó de tribuna. Aécio não tem. Mário Covas tinha.

As saudações superlativas soaram artificiais, traduziram a avidez por um porto seguro onde os oposicionistas possam se agarrar, além de revelarem a amplitude amazônica do deserto de homens e ideias reinante na política nacional.

Grand finale. Os oito anos de submissão do Itamaraty ao personalismo de Lula não renderam ao Brasil apenas derrotas políticas e comerciais no plano externo.

Internamente o resultado da gestão Celso Amorim produziu a trapalhada final, a dois dias do fim do mandato de Lula, da concessão de passaportes diplomáticos aos herdeiros da Silva agora obrigados a devolvê-los por ordem do Ministério Público.

Tivesse o agora ex-chanceler contido seu afã de adular o chefe, teria sido um vexame a menos.

Tacanha. O mais esquisito é que tem gente que ainda considera que foi Roger Agnelli quem errou por não ter dado satisfação de seus atos como presidente da Vale ao então presidente Lula.

É típico da mentalidade jeca que assola o entorno do poder considerar “erro político” tudo o que desagrada ao Planalto.


 

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