Coluna do

Augusto Nunes

Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido.
E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.

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Chuva, fonte e furto

10 de fevereiro de 2010

“É como se você tivesse uma caixa d’água em casa que recebe água da chuva e da fonte. Na hora de tomar banho, não dá para saber que água você usou”.

Ricardo Penteado, advogado do PSDB, esbanjando imaginação e criatividade para explicar por que o partido é contrário à determinação do TSE que proibe doações ocultas para campanhas eleitorais.

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Nós quem?

10 de fevereiro de 2010

“Não sei se seria a favor do Irã ou a favor de nós”.

Nelson Jobim, ao lhe perguntarem se o Brasil deveria manter o apoio ao governo iraniano, sem explicar se esse “nós” inclui a França, Nicolas Sarkozy, Carla Bruni e os caças Rafale.

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Boas maneiras

9 de fevereiro de 2010

“Ele vai aprender quando o Lula for ex-presidente como deve se comportar um ex-presidente”.

Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, sugerindo a Fernando Henrrique Cardoso que aprenda com Lula a não dizer palavrões em público, a almoçar com moderação e a carregar o isopor na praia sem deixar cair nenhuma garrafa.

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Simples assim

9 de fevereiro de 2010

“A culpa do caótico trânsito de Salvador é das concessionárias”.

João Henrique Carneiro, prefeito de Salvador, explicando que, se ninguém vendesse carros, ninguém compraria carros e, por falta de carro, acabariam os congestionamentos de trânsito.

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Neurônio em perigo

9 de fevereiro de 2010

“Vou viajar até a meia-noite dia 31 de dezembro. Depois, desligo meus neurônios. Vou fazer força para fazer a minha sucessora. Aí, vou para casa e não vou dar palpites no governo. Vou levar a vida normalmente”.

Lula, em entrevista a emissoras de rádio de Governador Valadares, torcendo para que Dilma Rousseff, que vive imitando o chefe, resolva desligar o neurônio solitário, o que permitiria ao presidente escolher um candidato que consiga dizer coisa com coisa.

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União nacional

9 de fevereiro de 2010

“Mapear a origem e o destino exato dado aos recursos de campanha é uma missão ingrata e impossível”.

PT, PSDB e DEM, num trecho da carta protocolada no TSE para tentar impedir a supressão das doações ocultas para as campanhas, mostrando que, quando o assunto é dinheiro, a situação e a oposição sabem unir-se contra o Brasil.

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Neurônio campeão

9 de fevereiro de 2010

“Nós temos orgulho do nosso governo e temos orgulho do líder que nos lidera neste governo”.

Dilma Rousseff, usando dois governo, dois orgulho e dois temos para, simultaneamente, homenagear o líder que lidera e mostrar que aprendeu a fazer uma frase de 16 palavras com apenas 13.

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Chama o tradutor!

9 de fevereiro de 2010

“Ou você compara propostas de quem não assumiu com quem já fez, ou você compara propostas no caso de dois partidos que ocuparam o governo federal”.

Sérgio Cabral, querendo dizer alguma coisa sobre o artigo de Fernando Henrique Cardoso.

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Bandidagem criativa

9 de fevereiro de 2010

“Sabe o que isso vai fazer? Vai incentivar o caixa 2″.

Paulo Ferreira, tesoureiro do PT, explicando que o partido é contra a proibição de doações ocultas durante a campanha eleitoral, determinada pelo TSE, porque cada vez que o xerife fecha um estrada que leva ao crime a bandidagem abre um atalho que encurta o caminho.

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Só no Brasil

9 de fevereiro de 2010

“Então a campanha vai ser com FHC? Mas os tucanos, governadores-candidatos, Aécio Neves e José Serra, não teriam como explicar? O ex-presidente se sente na obrigação de defender seu governo”.

José Dirceu, ainda em liberdade, com tempo de sobra para a campanha por ter conseguido ser expulso do Congresso, aconselhando meio mundo a defender-se para não ficar pensando, pelo menos durante o Carnaval, na defesa que terá de apresentar ao STF para escapar do constrangimento de presidir na cadeia a próxima reunião do bando dos 40.