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23/04/2012

às 21:29 \ Sanatório Geral

Pecadores inocentes

“A Delta tem sido informada de partes editadas e manipuladas de conversas que saem na mídia. Em razão disso, a empresa não se pronunciará sobre o assunto e repudia qualquer ataque a seu diretor executivo Carlos Pacheco”

Fernando Cavendish, disfarçado de nota oficial da Delta, jurando que ele e o resto da turma, como todos os pecadores federais pilhados em flagrante desde a institucionalização da corrupção impune, não passam de vítimas de mais uma conspiração forjada pela Polícia Federal e pela mídia golpista.

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18 Comentários

  1. fpenin

    -

    01/05/2012 às 23:24

    Repudia ?! Que moral, Augusto. Só no BRasil, um safado desses, que acumula um passivo de lama, é capaz de, AINDA,ainda tentar peitar os que não fazem parte da máfia.É muita desfaçatez ( eu sei, palavrões são proibidos!).

  2. Mauro Pereira

    -

    01/05/2012 às 11:07

    Cara Branca Nunes, bom dia.

    Talvez influenciado pelo ufanismo nacionalista que marcou praticamente todo o período em que os militares governaram o Brasil, um dos meus maiores orgulhos sempre foi manifestar a minha privilegiada condição de brasileiro. A felicidade por ter nascido nesse paraíso tropical descoberto por Cabral, o Pedro, era tamanha que até mesmo as falcatruas de Sarney e as arbitrariedades de Collor de Mello as considerei de pequena monta, tributos previsíveis a serem debitados à pouca intimidade que compartilhávamos, então, com os ventos libertários que sopravam vigorosos empurrando para frente nossa recém- iniciada jornada redentora rumo ao paraíso encantado da democracia plena. Era o preço a pagar e eu paguei. Éramos, acima de tudo, um único povo, carregado de defeitos, mas uno nas aspirações democráticas e indivisível na concepção de pátria. Eu era feliz, e sabia!
    A partir de 2003, porém, senti aquele ufanismo inebriante de outrora paulatinamente ceder espaço a um sentimento de frustração que se consolidava a cada abuso cometido pelas autoridades do meu País contra a minha brasilidade irrevogável. Perplexo, assisti o governo petista promover, às custas do minguado dinheiro da população, o mais sórdido aparelhamento do estado, abrigando sob suas asas protetoras companheiros partidários desprovidos do menor vestígio de competência, intelectuais embolorados e com os dois pés ainda fincados nos idos de 1917, sindicalistas pelegos engajados à causa, políticos desonestos derrotados nas urnas e sub-jornalistas mercenários à disposição do melhor soldo, entre outras aberrações. Aumentou minha preocupação, quando, desdenhando a opinião pública escancarou os cofres do erário à voracidade do que havia de pior no submundo da política para garantir uma base de apoio avassaladora no Congresso Nacional. Senti combalido meu orgulho ao ver perseverar um dos governos mais demagogicamente assistencialistas e corruptos que se teve notícia desde a fundação da República. Percebi esvair-se o meu entusiasmo ao notar o avanço despudorado do Executivo sobre os outros dois Poderes constituídos. Resvalei no desespero ao constatar a permissividade comungada pelos três.
    Apesar do estado ser reduzido a reles balcão de negócios do Partido dos Trabalhadores e da bandalheira institucional patrocinada por Lula e seus sequazes, permanecia vivo o ardor patriota, ainda que não tão reluzente como o de 1986. Contudo, o golpe definitivo sobre as minhas já combalidas convicções nacionalistas foi desferido pelo Supremo Tribunal Federal recentemente ao decretar, por unanimidade, o fim do mérito como exigência primordial para o acesso às universidades aprovando o sistema de cotas que beneficia negros e índios. Ficou convencionado, também, que a miséria que mata os brasileiros de todas as matizes, mas elege presidentes da República que, por sua vez, indicam ministros do STF, tem cor e que o miserável branco está alijado dessa aquarela insólita. Nessa sessão histórica, de comum acordo os ministros da Suprema Corte decretaram que co-habitam sob a mesma nação duas raças distintas. Presumindo-se que os cidadãos não são mais iguais perante a lei, resta agora definir qual deles encontrará na Constituição em vigor guarida às suas contendas e demandas.
    Desprezando-se os questionamentos éticos ou de valores morais que envolvem esse tema que traz a polêmica arraigada na sua essência, ao estabelecer que a cor da miséria é negra, parda e amarela para justificar seu voto favorável a implementação do sistema de cotas, a ministra Rosa Maria Webber não só racializou o seu voto como, também, isentou o governo federal de qualquer responsabilidade sobre o caos que se instalou no sistema educacional brasileiro e o penitenciou da péssima qualidade do ensino ministrado aos alunos do ensino fundamental, a origem de todos os males, além de desconsiderar a dramaticidade que castiga 20% dos adolescentes com idade entre 13 e 17 anos que não sabem ler nem escrever. Mesmo que inadvertidamente, confio, creditou na conta do miserável branco a culpa pelas vicissitudes que flagelam os miseráveis não-brancos.
    Me sinto vítima do mais perverso dos preconceitos, o apartheid à brasileira, pois traz no seu bojo a aquiescência de nossas autoridades. Na condição de cidadão brasileiro branco, discordo das considerações da ministra Rosa Maria Webber e reivindico o meu inalienável direito de ser miserável, até porque, sempre acreditei que a condição de miserabilidade não é prerrogativa do branco ou do negro, aliás, os dois são igualmente vítimas da irrefutável ausência de governo. Culpabilizá-los pela desídia governista, mais do que desleal, é desumano. Contrapondo-se ao preconceito, a miséria não é seletiva e não poupa da agonia nem negros, nem brancos. Indiferente, humilha e destrói a ambos.
    O meu Brasil definha sob a ação nefasta de governantes corruptos e temerários e padece ante a soberba de doutores da lei vocacionados para profetas do apocalipse. Da euforia dos anos 80, ficou apenas um vazio imenso e dolorido. Porém, apesar do desencanto à flor da pele me nego a capitular ante a sanha predatória do PT e submergir, sem pelejar, nas águas putrefatas do lulopetimo.
    Na estrada que vai, e que vem, nos deparamos com o limiar de uma arriscada viagem pela mesma mão de direção que num passado não muito distante nos conduziu a uma das etapas mais sombrias de nossa história republicana. Orar é a primeira das providências. Oremos, pois!

  3. Elizabeth the best queen in town

    -

    29/04/2012 às 16:27

    O melhor que poderia estar acontecendo para o Rio de Janeiro neste momento são as fotos/fatos que estão lá no blog do Garotinho. Quem quizer saber quem é Segio Cabral o amigão do Lula, veja no blog do Garotinho o que está lá. E o Cabral não vai poder dizer que não sabia, não conhecia o Cavendish. Está tudo lá. Cabral que perdeu uma namorada no desastre, sim e o filho tambem perdeu, não estou confundindo, aparece nas fotos com a esposa que depois abandonoum para depois voltar ater. Eita politicos. Fazem qualquer coisa.
    Mas o blog mostra tudo. Em fotos. E persistam pois ainda vai ter muito mais.
    Cabral o amigo de Lula vai ter que explicar a Delta.
    É de Cabral que virão tôdas as explicações.

  4. Mauro Pereira

    -

    27/04/2012 às 10:41

    Cara Branca Nunes, bom dia.
    Embora seja evidente a falta que o caro amigo Augusto Nunes faz à Coluna, aliás, ele é a própria Coluna,é nítida, também, a competência com que você tem conduzido o dia-a-dia desse espaço iluminado. Nada de extraordinário, afinal,filha de peixe… Parabéns!

    Depois de superados os mais de 20 anos de governo militar, os brasileiros se prepararam para sorver generosos goles da liberdade que emanava do cálice mágico da democracia que timidamente se espalhava por todo o País. Porém, os desencantos proporcionados pelas administrações civis que se seguiram realçam a desconfortável sensação de que ainda nos encontramos perdidos em algum canto remoto de 1986.
    Salvo raríssimas exceções, nesses 26 anos de redemocratização a sociedade brasileira viu acumular-se um estoque formidável de oportunidades desperdiçadas pelos diferentes governos que sucederam ao dos militares. Uns, incompetentes e irresponsáveis, outros, perdulários e inconseqüentes, mas todos comuns na corrupção. Solidários, Sarney, Collor de Mello e Lula demoraram menos de uma década para descobrirem que se ainda perdurava alguma distinção na ideologia, na trapaça eram absolutamente idênticos. Essa afinidade incontestável os tornou unos e indivisíveis e sob a égide da corrupção inauguraram a Era da Mediocridade.
    Inegavelmente, vivemos uma das mais conturbadas etapas do Brasil redemocratizado. O desrespeito é evidente entre os três Poderes constituídos, onde um irresponsavelmente excede às suas limitações constitucionais e solapa as atribuições do outro. Tudo isso ainda tem sua dramaticidade agravada pela disputa interna feroz e impiedosa que corrói a credibilidade do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Sem remorsos e, sem-vergonha!, engalfinham-se publicamente em discussões comprometedoras que têm no rancor o combustível propulsor. Nesse cenário deplorável torna-se cristalina a avidez de uns por notoriedade, de alguns por auto-afirmação, enquanto outros mal conseguem disfarçar a sedução pela facilidade. Há também aqueles que almejam as três possibilidades. A sanha predadora desses sub-brasileiros nos conduziu a uma realidade no mínimo extremamente perigosa. A política, agente fundamental na disseminação do bem comum, está desmoralizada e as instituições, legítimas guardiãs das nossas mais caras aspirações democráticas, estão em frangalhos.
    A idiotia que move os políticos tomou tamanha dimensão que já ultrapassou a fronteira do patético. Pelo menos que eu me lembre, pela primeira vez em nossa história republicana a situação tomou a iniciativa de criar uma CPI para investigar a oposição. Só podia dar no que deu. O tiro saiu pela culatra e a encenação barata de deputados e senadores governistas que tinha como pano de fundo apenas viabilizar a vingança particular de Lula contra o governador do Estado Goiás, fugiu do controle e os eventos que se sucederam à indignação forjada revelando um relacionamento pra lá de estreito de petistas coroados com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e do governo federal com a suspeitíssima Delta Construção, uma das maiores beneficiárias das verbas do PAC, instaurou o pânico nas hostes petistas obrigando Dilma e Lula se reunirem à portas fechadas. Todos nós sabemos que o encontro não foi para trocarem experiências sobre os tratamentos de saúde a que se submeteram no hospital Sírio Libanês, o orgulho do SUS petista.
    Só que o estrago já havia se consumado e já era tarde demais para recuar restando como única opção colocar em prática aquilo que os petistas sabem fazer de melhor: mentir e dissimular. Desavergonhadamente passaram a comportar-se como se tudo estivesse na maior normalidade e a CPI de forma alguma os atingiria. Até um suposto relacionamento mais íntimo entre Marconi Perillo e o bicheiro investigado serviu de artimanha para tentar livrar Agnelo Queiróz do purgatório que o aguarda. E estamos só no começo. Preparemos, então, os nossos estômagos para suportarmos o vendaval de patifarias que se vislumbra no horizonte dessa CPI insólita. Além de ter sido reivindicada pela situação, tem o seu criador, deputado Protógenes, surpreendido em conversas telefônicas comprometedoras com o investigado, ao passo que Lula, mentor intelectual dessa besteira monumental, se absteve de eleger o aloprado da vez. O PT e seus aliados desmoralizam a incompetência.
    Nesse cenário onde prevalece o pitoresco, o bisonho acontece com tamanha celeridade que nos descuidamos e acabamos por escrever textos incompletos sobre as estrepolias de Lula e seus sequazes. Recentemente eu escrevi que Lula não mais se candidataria a presidente da República para concorrer ao governo do Estado de São Paulo. Esta é apenas uma das alternativas, pois deixei de considerar o fato não menos relevante de que o ex-presidente poderia estar analisando com carinho a hipótese de não mais candidatar-se a nenhum cargo eletivo, pois, por imposição legal, teria que declarar seus bens à Justiça Eleitoral e tenho cá minhas dúvidas se ele estaria disposto a tornar público o seu crescimento patrimonial desde 2003. Posso estar enganado, é óbvio, mas pelo menos nos próximos oito anos Lula irá se manter o mais longe possível da mais remota possibilidade de concorrer a qualquer cargo eletivo. Nem mesmo para salvar o partido de uma derrota iminente. O instinto da preservação irá se sobrepor às vicissitudes eleitorais.

  5. alexandre minas gerais

    -

    25/04/2012 às 22:59

    Oooo sócio do Cabral, aproveita e coloca à disposição seus extratos fiscais, bancários, telefônicos etcaterva…

  6. delmo oliveira

    -

    25/04/2012 às 17:36

    Caro Augusto;
    Na coluna do Cláudio Humberto, de hoje saiu uma nota que o PMDB, pensa e convocar o Animador de Palanque/Mentiroso/Falastrão, se o governador Sérgio Cabral Filho, for respingado pelo lodaçal que já envolve a Empresa Delta de Construção, de propriedade do seu aliado e amigo Fernando Cavendish, que sempre foi agraciado pelo governo do Cabral, com Contratos Nebuloso. Vamos aguardar !!!!

  7. Angelo

    -

    25/04/2012 às 11:28

    Senhores,Nesta república bananeira,é um Vale-Tudo,
    para a Irmandade da Vergonha,continuar com suas
    fraudes,valendo-se da mais completa impunidade e
    mentiras que cobre estePaís.

  8. Si

    -

    24/04/2012 às 22:04

    É culpa da mídia???? Nossa, que desculpa original, não sei como não pensaram nisso antes!

  9. Rosa do Luxembourg( o jardim)

    -

    24/04/2012 às 21:55

    Seia interessante saber se na Delta trabalham ” por acaso” técnicos e engenheiros que foram da Gautama. Pode parecer simplório, mas eu não me espantaria se mudassem o nome, sob nova direção e os mesmos malandros continuassem o esquema.
    É dificil formar-se uma empreiteira, pois não?

  10. Jovane mineiro

    -

    24/04/2012 às 20:26

    A Delta procura escapar em “Alfa” e, do jeito que estamos acostumados com a impunidade, mais uma pizza está para ser servida.

  11. MarceloF

    -

    24/04/2012 às 15:20

    Seu Augusto,
    vc. viu quem ganhou ontem a Ordem do Rio Branco?
    tá aqui: http://www.implicante.org/pig/nassif-ganha-medalha-mas-nao-consegue-nem-escrever-itamaraty-direito/
    É o triunfo do jornalismo de serviços…
    Sds.,
    de MarceloF.

  12. walter /cwb

    -

    24/04/2012 às 13:50

    Retórica igual à utilizada por Zuleido Veras, proprietário da Construtora Gautama, que Donadilma, enquanto ministra da casa civil, adiantava pagamentos por obras não realizadas. O mesmo filme, o mesmo roubo, a mesma cara de pau, o mesmo enriquecimento com dinheiro público.
    Donadilma, adorava passear na lancha do Sr Zuleido Veras.

  13. MarceloF

    -

    24/04/2012 às 12:27

    Taí uma coisa que sempre acho gozado: esses vazamentos de investigações. Fico me lembrando do método do procurador Luís Francisco (a gente vaza umas coisas para depois usar os textos publicados para abrir um processo). Como indagavam os velhos juristas: a quem aproveita isso?
    Talvez se os jornalistas furões se reunissem e abirssem o jogo, uns com os outros, em sigilo, apontando quem foram as fontes, isso poderia jogar muita luz sobre os interesses ocultos desses vazamentos. Daria uma senhora reportagem investigativa.
    Aliás: reportagem investigativa tá quase virando um verbete do glossário – divulgação de fitas ou trechos de grampos que expõe os pecados de alguém para proveito e gozo do “vazador”.
    Não é?
    Sds.,
    de MarceloF.

  14. Sínter.

    -

    24/04/2012 às 8:26

    Pô cara, cala essa boca.
    só sai m.

  15. Sérgio

    -

    23/04/2012 às 23:57

    Puxa, que ultraje da filomena! Deve ser outro ataque de bravata. Cadeia nele, na quadrilha Delta-Cachoeira e quem mais vier. Mas antes, cadeia para os mensaleiros!

  16. Petista arrependido

    -

    23/04/2012 às 23:10

    Fernando Cavendish,
    Para que fique bem esclarecido.
    Cadeia para todos sócios e diretores da Delta;os atuais e os anteriores.
    Entendeu agora?
    Se não entendeu procure a PF que vai saber do que sua quadrilha está sendo acusada.

  17. Tuco

    -

    23/04/2012 às 22:24

    .

    Enfermeiros sofrem…

    O escritor FCarpinejar explica o que
    motivou a invasão do Sanatório pela
    coordenação da Feira do Livro de Bento
    Gonçalves (RS). Não fosse vomitivo
    seria de se rolar de rir.
    >>> http://0.mk/fdd5d <<>> http://0.mk/bd3a8 <<<

    ENFERMEIROS!!!
    .

  18. dpiresmont

    -

    23/04/2012 às 21:51

    Tiveram um imbatível mestre de pilantragens.Inclusive devem estar trocando idéias sobre como esconder o ‘pote de ouro’ surrupiado do povo.

 

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