Coluna do

Augusto Nunes

Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido.
E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.

SEÇÃO » Sanatório Geral

Jogo pesado

20 de novembro de 2009

“Dizem que a Dilma não é simpática, mas o adversário dela é muito menos simpático”.

Lula, mostrando que, para ganhar a eleição, é capaz até de acusar alguém de ser mais antipático que a Mãe do Pac.

19 comentários

  1. Robert disse:

    [Vanderlei Simionatto disse:
    21/11/2009 às 15:08
    Dilma, simpática? Mama mia, esse impiastro que se especializou em “campanas” de agências bancárias e mapas de cofres a serem surrupiados, jamais vai tirar nota no quesito simpatia.]

    Não é por nada não, mas Lulla tinha uma imagem péssima antes de se transformar no Lullinha Paz e Amor. Quem vê esse sujeito de barba bem aparada, cabelo penteado, ternos bem cortados, bonachão, dificilmente reconhece o Lulla maloqueiro e agressivo de outros tempos.

    Dilma apagão pode ser transformada, perante as cameras, numa lady inglesa. Vamos ver se ela consegue se conter nos debates.

  2. Vanderlei Simionatto disse:

    Dilma, simpática? Mama mia, esse impiastro que se especializou em “campanas” de agências bancárias e mapas de cofres a serem surrupiados, jamais vai tirar nota no quesito simpatia. Pior, só no quesito Mentira. Dilma, ou Estela, ou Vilma, ou Vera, ou seja lá qual for o codinome, mente até em currículo. Augusto, insisto. Veja se alguém com acesso a UFRGS pode contar como foi o curso de economia de Estela. Tenho ainda forte sensação que não só o doutorado na Unicamp não foi concluído. Nâo é possível que alguém formado pela UFRGS seja tão desconectado com a culta e bela.

  3. Ivone disse:

    Qual é o(a) adversário(a) da Dilma ?
    Ela está em campanha (mais declarado impossível) e a J.Eleitoral se faz de desentendida,mas dos outros eu só ouço conjecturas.

  4. markito disse:

    Qual adversário o escroto nomeia? Acho que estava falando de Ciro,o assombro de Sobral, auto nomeado Arauto da Providencia Divina para a salvação do Brasil.De fato, nesta área é páreo para a dama da cartucheira.

  5. Paulo Henrique disse:

    Agora temos eleições para Miss Simpatia no Brasil.

  6. Robert disse:

    Fui tomado pela sensação do “efeito Orllof”, uma vez que nós sempre estamos dispostos a ser a Argentina amanhã, ao conhecer a opinião da professora Beatriz Sarlo, da Universidade de Buenos Aires, reproduzido no artigo da Dora Kramer, sobre o que anda acontecendo na Argentina, pois mostra uma situação muito similar a que estamos vivenciando no Brasil, e até pode explicar o comportamento do Lulla e frases sem sentido da Dilma.

    Se você tiver tempo, vale a pena a leitura:

    Terça-feira, Junho 30, 2009
    Dora Kramer

    Socialização do prejuízo
    ESTADO DE S. PAULO

    Uma análise da professora de literatura argentina da Universidade de Buenos Aires, Beatriz Sarlo, sobre o comportamento do eleitorado e dos políticos argentinos durante a campanha para as eleições parlamentares do último domingo, guarda traços de perfeita semelhança com o cenário político brasileiro.

    Ao analisar as razões da apatia de uma população habitualmente ativa em questões políticas, a professora acaba (involuntariamente, pois não é esse o propósito dela) trocando em miúdos o ambiente político-eleitoral no Brasil, onde a sociedade é por tradição quase indolente.

    A leitura do artigo, reproduzido pelo Estado na edição de domingo no caderno Aliás, leva à suspeição de que a simplificação das abordagens, o nivelamento por baixo da qualidade das demandas, a mistificação, a celebração do demérito, a sagração da ignorância e a despolitização das relações entre representantes e representados não tem fronteiras e já não respeita diferenças culturais.

    Ainda antes do resultado e sem o dado da abstenção altíssima, Beatriz Sarlo constata que a campanha eleitoral deu ganho de causa à falta de substância nas propostas dos candidatos e à baixa exigência por parte dos eleitores. Um acordo tácito em prol da desqualificação.

    “Dominou o covarde paradoxo de que os políticos, ao almejarem cargos representativos, não devem jamais dar a impressão de estar mais bem qualificados do que seus eleitores, porque, se algum deles se mostrar muito capacitado, correrá o risco de perder o elo com a massa de potenciais eleitores, que não deseja votar nos melhores entre os pares, mas nos seus idênticos.”

    Segundo ela, entre os políticos e os eleitores houve uma espécie de pacto perverso pautado pelo seguinte entendimento: “O chamado ?povo? não estaria disposto a se envolver com raciocínios que não possam ser traduzidos na linguagem simples do mais simplório senso comum.” A simplificação.

    Um contrassenso, na realidade, pois, como aponta Sarlo, “ninguém escolhe um médico, um arquiteto ou músico” de sua preferência pela lógica contrária ao mérito. Mas, no caso da política, na Argentina (a professora refere-se apenas ao seu país) “os políticos fizeram dela a base de sua elegibilidade”. A mistificação.

    Abraçam causas populistas não para subverter as hierarquias socioculturais, mas para atender aos ditames da “vulgaridade midiática que fareja tendências do mercado audiovisual”.

    Na campanha argentina, prossegue a professora da Universidade de Buenos Aires, “prevaleceu a ideia de que o político não deve oferecer seu diferencial intelectual e profissional como qualidade de uma boa representação, mas dissimulá-la como se fosse um defeito”. A celebração do demérito.

    A maioria dos políticos argentinos, diz Beatriz Sarlo, adotou a premissa da baixa capacidade de compreensão dos cidadãos. “Resignados de antemão a não se interessar pela política institucional, convencidos de que todas as pessoas vivem afundadas na rotina cotidiana sem possibilidade de levantar a cabeça e carecendo de instrumentos intelectuais para acompanhar uma exposição de complexidade média, armou-se um esquema que não visava a superar uma situação, mas fortalecê-la em nome de um realismo oportunista”.

    Familiar. E, portanto, didático.

  7. Robert disse:

    PS: Convido os comentaristas a reproduzirem uma frase que seja do FHC na entrevista do AN que poderia causar um acesso de raiva em Lulla e retaliação imediata contra FHC em discursos e entrevistas do presidente.

    Também convido os comentaristas a redigirem manchetes com FHC fazendo uma critica a Lulla, a partir do que foi dito na entrevista.

    Pode dançar como uma borboleta, mas atrai moscas com açucar e não com vinagre.

  8. Robert disse:

    [Alexandre Fonseca disse:
    21/11/2009 às 1:06
    Discordo do Robert quando afirma que FHC não criticou Lula. Pelo contrário, ele usou a tática de Muhammad Ali, um tanto fora de moda neste tempos rombudos de Mike Tyson, mas ainda letal: “dançar como uma borboleta, picar como uma abelha”. Não há nada mais ofensivo aos grosseiros que a elegância.]

    Por que FHC precisaria “revidar” os ataques de Lulla? Não há nada mais ofensivo do que ignorar o adversário. FHC adulou Lulla.

    Claramente FHC atuou para a platéia — não se mostrando diferente do que sempre foi, uma pessoa elegante, culta, inteligente — com o cuidado estudado de não fazer criticas ao governo Lulla e seus aliados, que pudessem ser exploradas em manchetes bombásticas.

    De fato, a trajetória que conheço do PSDB sempre foi pautada na linha do “bom moço”, oposição responsável e construtiva, etc. Nas campanhas presidenciais do Mário Covas e Alckmin era evidente a tentativa de se diferenciarem dos demais politicos via essa imagem de bom moço.

    Não afirmei que FHC tem marqueteiros, mas que FHC parece ter seguido uma orientação de marqueteiros do partido que aparentemente escolheram uma estratégia de confronto zero com Lulla, não dando motivos e espaço para Lulla criticar os tucanos durante a campanha sem parecer um ato injustificado, questão pessoal, eleitoreira. A idéia parece ser prestigiar Lulla, deixar claro que o governo Lulla não está sendo julgado, que a oposição aprova Lulla e também é continuismo,
    apenas com um candidato mais “simpático”, mais experiente, tocador de obras, ou seja lá as “virtudes” que irão explorar, etc. Duvido até que ataquem Dilma Apagão, porque Lulla interpretaria como ataque pessoal.

    Não tenho mais nada a dizer. A entrevista está aí. A interpretação, evidentemente, é livre.

  9. Leonardo disse:

    Nunca antis na istoria dessi paiz um presidente se comportou com cabo eleitoral como o Rei Apedeuta.

  10. Alexandre Fonseca disse:

    Discordo do Robert quando afirma que FHC não criticou Lula. Pelo contrário, ele usou a tática de Muhammad Ali, um tanto fora de moda neste tempos rombudos de Mike Tyson, mas ainda letal: “dançar como uma borboleta, picar como uma abelha”. Não há nada mais ofensivo aos grosseiros que a elegância.

    Concordo, Alexandre. O Foreman também achou que era o cara. abraços, Augusto

  11. Ricardo disse:

    Achei que era votação para presidente, não para Miss Simpatia. Vamos chamar a Dona Marisa para candidata. Ela seria melhor do que Dilma nisso.

  12. Ixmael disse:

    Antipatia deve ser nome de banda de rock.

  13. Naná disse:

    Augusto

    Explicar didaticamente em rede nacional, sobre o uso do cartão corporativo da presidencia,dos valores e como é utilizado, não teria mais impacto na cabeça de minhoca do povão do que apenas chamar lula de corrupto?

    e o espetacular enriquecimento do filho fenômeno e da filha catarinense?

    Por que a oposição usa esses dois argumentos?

  14. Vera disse:

    Acho que ninguém consegue ser mais antipático que Dilmão, não tem jeito, Lulinha vc escolheu errado além de não ser sutil, simpatia é a única coisa que sua candidata não tem.Dilma apagão é puro blecaute.

  15. Veridiana disse:

    Ele continua me lembrando o Fred Flinstones: “ooooooooo Diiiiiiillmmaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!

  16. Robert disse:

    Em tempo:

    Duda Mendonça argumenta que Lulla perdeu várias eleições porque se apresentava como um candidato agressivo, encrenqueiro, sempre em busca de confronto. Os cumpanheiros quando se despediam costumavam dizer “a luta continua”.

    Segundo Duda, o povo brasileiro é avesso a lutas, brigas, baixarias, encrenqueiros.

    Supostamente, Lulla somente conseguiu se eleger quando mudou a sua imagem publica para Lullinha Paz e Amor.

    Ora, Dilma é a pior adversária dela mesma. Despreparada, prepotente, arrogante, é a candidata ideal para se queimar perante o eleitorado se Duda Mendonça estiver correto, bastando o candidato adversário manter uma postura firme mas equilibrada. Elegante.

    (Talvez Duda Mendonça esteja certo. Alckmin perdeu votos quando atacou Lulla em um debate.)

    O PSDB estaria então construindo a sua imagem de partido Zen, para evitar se envolver em disputas com o governo e dar margem de ser acusado por Lulla e quadrilha de partido encrenqueiro, traidor da pátria, etc.

  17. eidia disse:

    E ainda falta 1 ano…pensa bem aguentar esse lenga lenga de quem é, quem foi, quem não foi, quem roubo, quem inventou, quem se vendeu, até as próximas eleições? Fácil não vai ser.
    eidia
    http://www.oquevivipelomundo.blogspt.com

  18. f tavares disse:

    o presidente filho-da-pátria está perdendo o controle, sutilmente… já desceu da discussão dos assuntos essenciais para a observação de questões acessórias, aos aspectos pessoais do presumido (!) adversário. depois do ato falho, daqui a pouco vai estar estapeando alguém, como fez o obina…

  19. Robert disse:

    Acho que Lulla acertou nessa.

    FHC parece ter dado a partida na campanha “O PSDB é sangue bom” na entrevista ao AN, não fazendo uma única critica de peso ao governo Lulla.

    Curioso para um partido de oposição, não?

    Suponho é que a intenção seja não criar atrito algum com Lulla, o que passará uma imagem de injusto para Lulla caso ele continue atacando os tucanos. De fato, eu acho que a estratégia é colar essa imagem na Dilma Apagão, com base na discutivel teoria de quem bate, perde.

    Os tucanos seriam os adversários elegantes e Dilma a grosseira, arrogante, injusta, e coisa e tal.

    Daí o acerto de Lulla de querer posicionar Dilma como menos antipática do que Serra. Se for por aí, dá para prever o tipo de disputa eleitoral que nos espera. Ao invés de competência e projetos, beijinhos em crianças e sorrisos de aeromoça.

    Espero estar errado.

    Acho que você deve rever a entrevista, caro Robert. Ele desmonta a essência do discurso do Lula: “nunca antes neste país…”. Fora o resto. abraços, AN

Comentar