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O sumiço dos poderosos poltrões tornou muito mais bonito o domingo no Maracanã

ATUALIZADO ÀS 17:40 Foi um grande domingo. Dispensados de vaiar os farsantes foragidos, livres de discurseiras triunfalistas que tentaram transformar campeonato de futebol em instrumento eleitoreiro, 80 mil torcedores aplaudiram não o triunfo da pátria de chuteiras, mas uma bonita vitória da seleção brasileira sobre a Espanha campeã do mundo. Eles festejaram simultaneamente a conquista […]

ATUALIZADO ÀS 17:40

Foi um grande domingo. Dispensados de vaiar os farsantes foragidos, livres de discurseiras triunfalistas que tentaram transformar campeonato de futebol em instrumento eleitoreiro, 80 mil torcedores aplaudiram não o triunfo da pátria de chuteiras, mas uma bonita vitória da seleção brasileira sobre a Espanha campeã do mundo. Eles festejaram simultaneamente a conquista da Copa das Confederações e o sumiço dos embusteiros que, antes da revolta da rua, estariam sorrindo na tribuna de honra.

Ao cantar o Hino Nacional à capela, e várias vezes, a multidão fez mais do que mostrar que o Brasil não foi nem será privatizado pela seita lulopetista. Também deixou claro que enfim aprendeu que a alegria e a indignação já não são incompatíveis. Neste inverno, o viveiro de conformados descobriu que o grito de gol pode conviver amistosamente com o berro coletivo que exige cadeia para os que enterraram 1,2 bilhão de reais na reforma do estádio. Foi por isso que Lula, Dilma Rousseff, Sérgio Cabral e Eduardo Paes ficaram longe do Maracanã.

Em julho de 2010, assim que terminou a Copa da África do Sul, um jornalista perguntou a Jerôme Walcke como andavam os preparativos para a Copa do Brasil. Falta quase tudo, informou o secretário-geral da Fifa. Ofendido pela constatação, o ainda presidente Lula revidou com o carrinho por trás descrito no post republicado na seção Vale Reprise.

“Já começam aqueles a dizer: ‘Cadê os estádios brasileiros, cadê os  aeroportos brasileiros, cadê os corredores de trem brasileiros, cadê os metrôs brasileiros?’” , esbravejou o palanque ambulante de passagem pela África. “Como se nós fôssemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e não soubéssemos definir as nossas prioridades”. Quem trata os brasileiros como idiotas é o presidente da República, retifiquei.

Tratava, corrijo-me agora. Desde o começo das manifestações de protesto, o gênio da raça anda bem mais cuidadoso. Logo estará fingindo que nem sabe direito o que a Fifa faz. Poderosos poltrões sempre ficam afônicos quando a multidão alforriada ergue a voz.

Comentários
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  1. Comentado por:

    Daniel

    Bastaria esse artigo no JN e teríamos, novamente e com mais participantes (ex-petistas), manifestações nas ruas.

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  2. Comentado por:

    Sonia

    Amo a obra de Paulo Bomfim. O mesmo digo sobre Hilda Hilst Não espero que publiquem, mas já viram algo tão atual e contundente como estes poemas?
    “AI DAQUELES”
    por Paulo Bomfim
    Ai daqueles que brincam com a esperança de um povo!
    Ai daqueles que se banqueteiam junto à fome de seus irmãos!
    Ai daqueles que são fúteis numa hora grave,
    Indiferentes num momento definitivo!
    Ai daqueles que fazem da mentira a verdade de suas vidas!
    Ai daqueles que usam os simples como degraus de sua vaidade
    e instrumento de sua ambição!
    Ai daqueles que fabricam com a violência a trama do medo!
    Ai daqueles que usam o dinheiro para prostituir,
    humilhar e deformar!
    Ai daqueles que se atordoam
    para fugir das próprias responsabilidades!
    Ai daqueles que traficam a terra de seus mortos enxovalham
    tradições e traem compromissos com o presente e com o futuro!
    Ai daqueles que se fazem de fracos no instante da tempestade!
    Ai daqueles que se acomodam a tudo, que se resignam a tudo,
    que se entregam sem lutar!
    Ai daqueles que loteiam seus corações, alugam suas consciências,
    transacionam com a honra,
    especulam com o bem, açambarcam a
    felicidade alheia e erguem virtudes falsas sobre pântanos!
    Ai daqueles que concordam em morrer vivos!
    E mais, de Hilda Hilst:
    Poemas aos Homens do nosso tempo
    Amada vida, minha morte demora.
    Dizer que coisa ao homem,
    Propor que viagem? Reis, ministros
    E todos vós, políticos,
    Que palavra além de ouro e treva
    Fica em vossos ouvidos?
    Além de vossa RAPACIDADE
    O que sabeis
    Da alma dos homens?
    Ouro, conquista, lucro, logro
    E os nossos ossos
    E o sangue das gentes
    E a vida dos homens
    Entre os vossos dentes.

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  3. Comentado por:

    Viviane Queirós

    Bonito é pouco. O Domingo ficou mais lindo, resplandecente e maravilhoso.

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  4. Comentado por:

    Nilton Costa

    Que ótimo. Sem o Mula, sem a neurônio solitário, sem Cabral e sem Eduardo Paes, os presentes ao Maracanã ficaram tranquilos com as suas carteiras.

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  5. Comentado por:

    Nilton Costa

    KKKKKK… A “representante do Mula” pediu ao Felipão para receber os jogadores da seleção em Brasília. Queria faturar em cima do sucesso alheio, como sempre. Está esperando até agora… KKKKKKKKK

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  6. Comentado por:

    GEROLDO ZANON

    Este povo fala demais o LULA não ver o jogo porque foi dar um voltinha com a ROSI do avião que o LULALINHA comprou

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  7. Comentado por:

    Viviane

    Gostei da foto do poeta. Há um grande contraste entre o mineiro brilhante e o poste sem brilho.

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  8. Comentado por:

    Juquinha das Candongas

    O sapo desletrado podia ficar lá na Africa………

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