O plano para libertar Cachoeira falhou

O penúltimo parágrafo do texto que resumiu a aula de ética ministrada pelo advogado Sobral Pinto acionou o sinal amarelo: o desembargador Tourinho Neto, relator do pedido de habeas corpus impetrado por Márcio Thomaz Bastos em favor de Carlinhos Cachoeira, dedicira encampar integralmente os argumentos e reivindicações do especialista em garantir a impunidade de clientes […]

O penúltimo parágrafo do texto que resumiu a aula de ética ministrada pelo advogado Sobral Pinto acionou o sinal amarelo: o desembargador Tourinho Neto, relator do pedido de habeas corpus impetrado por Márcio Thomaz Bastos em favor de Carlinhos Cachoeira, dedicira encampar integralmente os argumentos e reivindicações do especialista em garantir a impunidade de clientes culpados. “Tourinho votou pela soltura do meliante, preso desde 29 de fevereiro e considerou ilegal a escuta telefônica feita por agentes da Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo”, alertou o post. “Falta apenas um voto para a consumação da ignomínia”.

O próprio Tourinho tentou consumá-la nesta sexta-feira. Sem paciência para aguardar a manifestação dos dois desembargadores que completam a trinca incumbida pelo Tribunal Regional Federal de cuidar do caso, votou pela segunda vez a favor de Márcio, agora para aprovar outro recurso apresentado pelo doutor em truques de tribunal. O defensor de Cachoeira solicitou que fosse estendido ao chefe o habeas corpus concedido a um integrante da quadrilha. Muito justo,  acedeu o desembargador já empunhando a caneta para assinar o alvará de soltura.

Restrita à Operação Monte Carlo, a indulgência de Tourinho tropeçou num segundo mandado de prisão expedido em decorrência de outra operação conduzida pela Polícia Federal. Cachoeira terá de esperar na cadeia os votos dos dois desembargadores atropelados pelo relator ansioso. Se um deles concordar com Tourinho, a soltura de um pecador juramentado se somará à anulação das provas resultantes das gravações telefônicas monitoradas pela Polícia Federal para ratificar uma das constatações do post: sempre que Márcio Thomaz Bastos ganha alguma causa, a Justiça é derrotada.

 

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  1. Comentado por:

    Professor Nuno

    O desembargador Tourinho Neto, relator do pedido de habeas corpus impetrado por Márcio Thomaz Bastos em favor de Carlinhos Cachoeira, acaba de ser derrotado por seus colegas, que julgaram válida a escuta telefônica da operação Monte Carlo. Eles ficaram com vergonha de fazer o que Tourinho e Macio Thomaz Bastos estavam pedindo. Soltar Cachoeira ia pegar muito mal!

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  2. Comentado por:

    Nilson

    Estou louco para ver o Cachoeira perder a paciência e entregar todos. Vai ser maravilhoso! Só não o fez até agora, porque seu advogado é petista de carteirinha.

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  3. Comentado por:

    CarmemK

    Só para constar: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1266324&tit=Juiz-que-determinou-prisao-de-Cachoeira-e-transferido
    É o link da Gazeta do Povo, de curitiba, onde aparece a notícia do afastamento do Juiz do caso Cachoeira.
    É brincadeira…

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  4. Comentado por:

    Cil

    Graças a Deus que falhou! Só faltava essa agora! A justiça vai lá autoriza, vem a própria justiça depois e diz que a prova coletada com ordem judicial não é válida.

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  5. Comentado por:

    nelio rodrigues dos santos

    Na realidade, o plano não falhou. Neste caso, a justiça brasileira, encontra-se em pleno equilíbrio com toda a sociedade de bem deste país.

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