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02/07/2011

às 12:26 \ O País quer Saber

As desprotegidas portas do Brasil

Tabatinga, Amazonas: todo tipo de mercadoria passa livremente pela zona portuária

Bruno Abbud

Três cães farejadores da Força Nacional de Segurança descansam num canil em Tabatinga, na Amazônia brasileira ─ que se limita por terra com a cidade colombiana de Letícia e é separada do Peru por um rio ─ enquanto dezenas de carros e caminhões ultrapassam a fronteira livres de vigilância. Sobre as águas turvas do Solimões, uma lancha da Receita Federal avaliada em 4 milhões de reais enferruja estacionada desde 2008. Mais de cem toras de madeira clandestina flutuam à espera de um navio cargueiro que as levará para os Estados Unidos. Um dos afluentes do extenso Solimões alcança Marechal Thaumaturgo, no Acre, onde um agente da Polícia Federal lamenta a falta de um farolete no mesmo instante em que incontáveis canoas peruanas motorizadas esquentam as turbinas para entrar em território brasileiro durante a noite, carregadas com pasta-base de cocaína.

Esses exemplos ilustram a imensa constelação de irregularidades que assolam as fronteiras nacionais e comprometem a segurança dos brasileiros. Durante quatro dias, a reportagem do site de VEJA percorreu 17 municípios do Amazonas e do Acre e fez entrevistas com 31 pessoas. O quadro é perturbador. Bananas, galinhas, refrigerantes, gasolina, cimento, brinquedos, roupas, toras de madeira, drogas, praticamente tudo passa livremente pelas fronteiras do norte. E passa muita gente. (Veja as fotos no infográfico)

Nos 1.644 quilômetros que separam o Brasil da Colômbia, por exemplo, há apenas uma delegacia da Polícia Federal e um posto do Fisco. Ambos ficam em Tabatinga. São 33 agentes da PF, um para cada 49 quilômetros de fronteira. O efetivo da Receita Federal é ainda menor. Apenas uma inspetora está incumbida de fiscalizar toda a divisa com a Colômbia. Nos 2.995 quilômetros que marcam a linha entre o Brasil e o Peru, há três postos da Polícia Federal ─ cada um com dois agentes ─ em Santa Rosa do Purús, Marechal Thaumaturgo e Assis Brasil, três municípios do Acre. Para controlar o contrabando, um deles teria de patrulhar 499 quilômetros de fronteira todos os dias. Nem sequer um metro é fiscalizado.

Crime ambiental: toras de madeira brasileira flutuam na divisa do Amazonas com o Peru

O governo espalha duplas de agentes federais em municípios considerados estratégicos. Em vez de vigiarem a travessia de produtos ilegais, os policiais passam o dia carimbando documentos e regularizando o uso de armas pela população ribeirinha. A mesma disfunção se repete com o quadro de funcionários da Receita Federal. Enquanto sobram fiscais nas capitais, algumas cidades nos confins do país têm um só. Por conta das más condições de trabalho, eles não vêem a hora de transferir-se para cidades maiores, mais movimentadas e menos perigosas. Pelas desprotegidas fronteiras do Amazonas e do Acre, entram 70% da cocaína vendida no Brasil.

Um Brasil esquecido

Tabatinga é um microcosmo das fronteiras na região. É fácil sair do Peru ou da Colômbia e alcançar o solo brasileiro em qualquer dia, com qualquer bagagem de qualquer tamanho. Ninguém é abordado. Não há indício da presença de integrantes da Polícia Federal, Receita Federal, Vigilância Sanitária ou Ibama. A bagagem que vem do Peru e da Colômbia pode percorrer o Solimões a bordo de lanchas alugadas por 370 reais e chegar até Manaus sem sobressaltos. Nesse trajeto, não há um único posto policial. Nenhuma lancha da Polícia Federal ou da Receita Federal costuma aparecer. Existem três cidades ─ Tefé, Fonte Boa e São Paulo de Olivença ─ que comportam aeroportos em que não há revista pessoal, raio x ou a inspeção com cães farejadores. As pistas de pouso são cercadas de mato alto. Um avião carregado com qualquer coisa pode pousar e decolar sem vistorias.

Em Tabatinga, até o que está dentro da lei apresenta riscos para o país. Às 21h19 da quarta-feira, 25 de maio, 80 estivadores descarregavam 15.000 sacos de cimento no principal porto da cidade. Tudo veio do Peru. A carga estava com toda a documentação em dia, garantiu Daniela Sampaio, única inspetora da Receita Federal em Tabatinga. O problema é que, no momento em que descarregavam o gigantesco carregamento, não havia qualquer fiscal. “Se fosse cocaína, por exemplo, nós estaríamos descarregando do mesmo jeito, mas sem saber”, disse Geraldo Daniel Vela, presidente do Sindicato dos Estivadores de Tabatinga. As fronteiras do norte retratam um Brasil esquecido.

Drogas e religião

Às 8h14 no porto da Feira, o segundo mais movimentado da cidade, um grupo de mulheres com véus pretos cobrindo a cabeça começam a descarregar enormes cachos de banana, sacos de batata, tomate e galinhas engaioladas de barcos peruanos. Elas vêm do outro lado do rio, dos municípios peruanos de Isla Santa Rosa e Islândia, ambos na província de Mariscal Ramón Castilla. Pertencem à Associação Evangélica da Missão Israelita do Novo Pacto Universal, uma seita de fanáticos que se vestem como personagens bíblicos e costumam sacrificar animais nos seus templos. Segundo o delegado Mauro Spósito, da PF em Manaus, os chamados “israelitas” também constituem o principal grupo de produtores de folha de coca no Peru. “Em Tabatinga, do outro lado do rio, há pelo menos mil famílias que plantam coca”. Os fanáticos, informa o delegado, colhem as folhas, retiram delas a pasta-base da cocaína e repassam aos traficantes, que atravessam a fronteira e levam às capitais brasileiras o produto que pode ser transformado em pó de cocaína, crack e, ultimamente, oxi.

O véu preto caracteriza as integrantes de uma seita que produz folhas de coca no Peru

Toda manhã ─ e frequentemente também à noite ─ os barcos dos israelitas e de outros traficantes atravessam o Solimões. Toda manhã, uma lancha da Receita Federal avaliada em 4 milhões de reais, blindada e equipada com aparelhos de visão noturna, pode ser vista parada e enferrujando na margem brasileira. Segundo a Receita, não há agentes preparados para pilotá-la nem dinheiro para manutenção. Tais carências também mantêm paralisadas duas embarcações da Polícia Federal. A repressão ao tráfico e contrabando nos rios que dividem a fronteira do Amazonas é zero. Centenas de toras de madeira são derrubadas por peruanos perto do município amazonense de Benjamin Constant. Os criminosos amarram umas às outras e as conduzem por vias fluviais até uma madeireira clandestina no Peru. Também no lado peruano, postos de combustível flutuantes vendem gasolina e diesel a 1,75 real o litro. Um tonel de 240 litros sai por 420 reais. Como no outro lado o preço é duas vezes maior, os municípios amazonenses só consomem a gasolina peruana.

Violência urbana

O contrabando desenfreado está na origem da crescente violência. Logo pela manhã, um velório em curso num dos bares da zona portuária pouco altera os rostos sonolentos. O caixão sobre uma mesa de sinuca abriga um peruano de 48 anos, morto com cinco tiros na cabeça por envolvimento com o tráfico. Só a viúva chora. Os mototaxistas da cidade, muito solicitados por quem procura pasta-base de cocaína, invadem o lugar à caça de clientes interessados em chegar ao cemitério junto com o finado. “Todos os dias matam um”, conta a viúva. “Há muitos pistoleiros em Tabatinga”, revela um mototaxista.

A poucos metros do caixão, algumas lanchas descarregam haitianos que, por 2.000 dólares, contrataram um “coiote” que os conduziu até o Brasil. “Chegam quase 40 haitianos por dia neste porto”, diz Pedro Pereira da Silva, vereador em São Paulo de Olivença, município vizinho a Tabatinga. Alguns haitianos pagam mais dólares para tentarem a sorte como operários na usina de Jirau, em Rondônia. Outros esperam pela documentação emitida pela Polícia Federal, algo que os classifica como refugiados, e partem na direção de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Segundo o delegado Spósito, essa sempre foi a rotina de Tabatinga. “João Figueiredo, Sarney, Collor, Lula. Todos os presidentes estiveram aqui e prometeram fazer algo por Tabatinga”, diz. “Eu estava aqui. Nada fizeram”. A cidade ainda não recepcionou Dilma Rousseff.

Delegado Mauro Spósito mostra, em sua mesa de trabalho, uma muda de folhas de coca

O atalho ideal

O barulho do aparelho de ar condicionado faz vibrar toda a estrutura de madeira do posto da Polícia Federal em Marechal Thaumaturgo, que separa o Acre do Peru. Dois agentes – o pernambucano Alisson Costa e o paranaense George Haikal – ambos com cabelos pretos e óculos de grau, são responsáveis pela fronteira. Para Guilherme Delgado, também agente da Polícia Federal, mas lotado em Rio Branco, esse é “o ponto do Acre onde mais passam drogas”.

“Se vierem do rio metralhando o posto, estamos perdidos”, diz Costa. “Somos só dois. O ideal seria ter mais quatro agentes aqui”, lamenta Haikal. Cada um recebe 177 reais por dia para trabalhar em Marechal Thaumaturgo. Cada temporada dura dois meses, ao fim dos quais outros agentes chegarão. Durante a madrugada, quando os contrabandistas peruanos atravessam o estreito Rio Amônia, que marca a divisa entre o Acre do Peru, Costa e Haikal permanecem imóveis. “Não temos nem farolete, que é uma coisa básica”, diz Costa. “Não há o que fazer”, concorda Haikal. Às vezes, eles têm de dividir a única lancha com os militares do Exército, instalados na área rural do município. Os soldados estão sempre confinados no quartel ou em treinamento militar nas redondezas. São odiados pelos moradores, que os acusam de engravidar as mulheres da cidade e sumir. Haikal e Costa nunca saem do posto.

Quilômetros ao sul, centenas de veículos saem da boliviana Cobija para a acreana Brasiléia com o posto da Receita Federal às escuras. Mais ao norte, em Santa Rosa do Purús, duas funcionárias da Câmara de Vereadores redigem ofícios em máquinas de escrever Olivetti. Outros dois agentes trabalham sozinhos à beira de um rio que, à noite, se transforma num viveiro de contrabandistas. “O movimento é intenso de madrugada”, conta a agente federal Ana Paula. “Não dá para fazermos nada, somos só dois”, reclama seu parceiro Bina. Neste ano, a policial foi infectada por sarna ao dormir no colchão do posto.

Em Epitaciolândia (a mais de 550 quilômetros de Santa Rosa do Purús), para onde Ana Paula voltará daqui a dois meses, colchões semelhantes forram o chão do ginásio municipal. Servem para acomodar quase 300 haitianos, que costumam cantar à noite, utilizar um banheiro de odor insuportável e conferir num mapa cravejado de tachinhas vermelhas qual será o destino a comportar a vida melhor que vieram buscar depois que descobriram a fragilidade das fronteiras brasileiras. Pelas divisas acreanas, chegam mais de cem haitianos por dia, informa o agente Guilherme Delgado, da Polícia Federal em Rio Branco. Poucos tiveram suas vidas abaladas pelo terremoto de janeiro de 2010. A maioria decidiu mudar de país em busca de trabalho, algum dinheiro e mais conforto. Encontraram no Amazonas e no Acre o atalho ideal.

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37 Comentários

  1. Acre

    -

    04/01/2012 às 0:44

    Os policiais federais que estão reclamando tem mais é que procurar uma coisa melhor! Estudem pra passear em outro concurso e não ficar detonando a instituição que já está falida!

  2. Militar

    -

    02/09/2011 às 22:10

    Primeiro: Espero que o chefe de Redação da veja leia.
    Sou um agente de segurança publica desse imenso país chamado Brasil, o qual os senhores jornalistas so vem a conhecer algumas faces dele. Nós somos a ponta da lança que tenta coibir essas ilegalidades, porém nada nos e dado, nem recusros financeiros ; nem efetivo, logistica, nada, os governantes brincam com as nossas vidas,você acha q nao?;colocar dois policias ilhados por centenas de traficantes e querer resposta? Vocês brasilreiros nao tem a noção de como sao as nossas fronteiras,o que entra de drogas, muambas,descaminhos, armas, porem voçês estao batendo nas pessoas erradas, os cupados nao sao os policiasi, seja Federais, da Força Nacional, esses senhores fazem o que podem pra impedir o crime, mais os politicos so fazem POLITICA e mais nada, criticar esses homens e facil,se coloquem nos lugares deles, que todos os dias estao com suas vidas a merce de traficantes, deixam suas familias pra tentar protejer os outros que so fazem bater neles? E mais ainda colocam coisas na Reportagem q nao e verdade,coomo por exemplo cães da Força Nacional parados sem fazer nada, isso nao existe, porq nem caes da Força tem por la.Voç~es fazem pressao por tudo, sensacionalizam tudo, mas nao dao o valor que esses homens merecem, nao falam em condiçoes dignas de trabalho, salarios justos!No caso de tabatinga ha ate um efetivo bom da PF mais ainda e pouco, sem falar as condiçoes que os mesmo tem pra trabalhar sem embarcaçoes e aeronaves. Quanto a Força Nacional, vejo como uma excelente criação do ministerio da Justiça, ja que o Execito nao tem poder de policia, a Força vem desempenhando importante papel nas apreensões de drogas e armas por todo o Brasil e e o motivo do aumento de prisoes,pena q a presidenta tenha cortado verba, ela tem auxiliado e muito a policia Federal que apesar q nao esta muito contente com isso ha de reconhecer isso.Para finalizar te peço que nao maltrate quem so busca de dar segurança com o risco da propria vida , e mais sem esperar nenhum reconhecimento, pois faz isso sabendo o quanto e rejeitado, ai pergunto, será q fazem pelo salario? voçe sabe que nao,e por amor, pelo que corre nas veias, o amor de servir.

  3. Flavio Bill

    -

    15/07/2011 às 17:51

    Parabéns pela Reportagem, morava em Brasiléia à época da última guerra civil, que, parece brincadeira, foi precedida pela usurpação de ativos da PT-Br, e ví outro tipo de refugiado, os póprios bolivianos que fugiam para o Brasil e ficavam no mesmo ginásio malcheiroso. Mas dormiam com medo de serem sequestrados de volta para a Bolívia. Eu trabalhava na Aduana e soube que havia uma ameaça sobre nossos sevidores, reza a lenda que poderíamos ser usados como moeda de troco por refugiados. Mas, apesar de conhecermos e relatarmos tais terriveis possibilidade, só houve resposta efetiva do Exército Brasileiro quatro ou cinco dias depois, quando foi para as vias de acesso e colocou os soldados em postos de guarda. Ainda bem que pude mandar minha família para longe da confusão; graças a Deus não houve nada de mais grave, mesmo assim foi um alívio sair daquela fronteira esquecida pelo Estado.

  4. Barba

    -

    06/07/2011 às 23:24

    VEJA, hoje é para nós, brasileiros indignados, uma baluarte da democracia brasileira. Parabéns ao Bruno.

  5. BRASILEIRO DE LUTO

    -

    05/07/2011 às 21:39

    ” SE TU NÃO SENTES PRAZER NO TEU OFÍCIO, DEIXE-O PARA OUTRO MAIS DIGNO QUE TU E SEGUE O TEU CAMINHO… ”
    =
    -
    ”A verdade nunca pára de caminhar. Por mais longo que seja o percurso, um dia ela chega ao seu destino.” (Shi-Fu Kleber Farache)
    =

    Parece que isso não afeta a presidentaaaaaaaaaaaaa, nem seu ministro fanfarrão…
    -
    -
    Li que o Exército será reformulado e seu efetivo, que já considerado pequeno, para nosso território, será reduzido, ASSIM, dezenas de unidasdes serão extintas, milhares de militares ficarão sem função, mas o governo e a esquerdapatra ficará feliz, certamente.
    -
    -
    QUAL SERÁ O OBJETIVO????
    -
    Desguarnecer o País??
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    Em uma nova tentativa, quem nos defensderá dos esquerdopratas…
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    No Brasil, prostituta se apaixona, traficante cheira, cafetão tem ciúme, cristão é comunista e comunista é democrata, empresário é socialista, e oligarca se emociona, o investigado e o seu juiz, o governo manda em empresas privadas, bandos que inexistem legalmente como entidades recebem verba do governo, fazem greves, invasões e ninguém é preso”.
    -
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    “Mil dias não bastam para aprender o bem; mas para aprender o mal, uma hora é demais. ” Confúncio
    -
    -

  6. Catiane

    -

    05/07/2011 às 13:13

    Super Parabéns ao Bruno pela excelente reportagem.
    Espero que ele saia mais a campo e nos traga outros retratos do Brasil.
    Valeu Bruno!

  7. Paulão

    -

    05/07/2011 às 10:43

    Parabéns pela excelente e esclarecedora reportagem.
    Sugiro ao Bruno que dê seguimento ao assunto, destrinchando outras fronteiras como, por exemplo, do Brasil com o Uruguai. Aqui no sul tem lugares que a PF nem chega perto (tipo Quaraí e Aceguá) e o contrabando corre solto, especialmente de armas, munições e agrotóxicos, além de otras cositas más.

  8. Marcos

    -

    04/07/2011 às 16:23

    Parabéns Bruno pela excelente reportagem da escancaração que é a fronteira do Brasil no norte do país. Acredito que as demais fronteiras estão no mesmo estado, mas eu farei minha parte e vou divulgar esta reportagem e espero que sirva de exemplo do desgoverno que estamos vivendo desde sempre. Mas mais do que isso, é o exemplo de que uma promessa de campanha eleitoral é sempre (e somente) uma promessa de campanha! Um abraço!

    Obrigado, caro Marcos. Um abraço. Bruno Abbud.

  9. Marinho

    -

    04/07/2011 às 13:36

    E o governo brasileiro quer fazer parte do conselho de segurança da ONU,tenham paciencia,cambada de ratos. Não podemos deixar de agradecer os 57% que votaram na presidanta a conselho do apedeuta. Tenho vergonha de ser brasileiro e os mesmos não sabem votar(Pelé).

  10. Ivo

    -

    04/07/2011 às 12:16

    Eu não consegui comprar um soalho de madeira decente para a minha reforma, depois vi na TV que um soalho de madeira brasileira nos USA é quase o mesmo preço dos aglomerados porcaria que vendem aqui. Dá pena ver um tesouro que é a madeira nobre ser vendida a preços irrisórios, mas é a ilusão do lucro fácil que acaba com o país.

  11. reginaldo

    -

    04/07/2011 às 10:36

    Parabéns pela reportagem!
    E onde está a “grande defensora do meio ambiente”, politiqueira de ocasião, e presidenciável Marina Silva, herdeira da floresta, que não se pronuncia a respeito? Só vale criticar o novo Código Floretal?

  12. jgomes

    -

    04/07/2011 às 9:32

    Parabéns ao Bruno Abbud,afinal vocês da imprensa não vendida,são os únicos que parecem ter patriotismo
    suficiente para expor as mazelas de nosso “Braziu”.
    Sei bem do que fala, pois moro perto de umas das fron
    teiras abertas de nosso País, enquanto escutamos os
    “palavrórios” de Brasília como se estivéssemos em marte. Aliás, em marte é onde fica Brasília com seus
    conchavos e trambiques,enquanto o Brasil que trabalha,
    se vira como pode.

  13. LC Albino

    -

    04/07/2011 às 3:09

    - Este assunto é tão importante, que, em um país sério, seria considerado como prioridade estratégica: isto mostra como somos negligenciados pelo estado nas áreas mais importantes e fundamentais. Estão preocupados somente em encherem seus bolsos, fazendo negócios estonteantes, e abandonaram qualquer escrúpulo com a realidade do país. Por isto, viramos um paraíso para traficantes de drogas, de armas e toda espécie de contrabando. É um governo de bandidos para bandidos, estamos vivendo nosso pior momento histórico. Parabéns pela reportagem, Bruno Abbud, precisamos de mais pessoas de coragem…

  14. Angelo

    -

    03/07/2011 às 19:01

    Senhores,parabéns pela reportagem Sr.Bruno e demais
    integrantes de seu grupo.Só lamentamos que tanto
    dinheiro desperdiçado em roubalheiras,8 anos de
    governo lula,e esse itém importante de nosso País
    foi esquecido porquem deveria tomar medidas mais
    sérias e concretas.!!!!

  15. Mari

    -

    03/07/2011 às 18:54

    Incrivel essa matéria! Parabéns!

  16. Mari

    -

    03/07/2011 às 18:49

    Parabéns pela excelente reportagem.

  17. Quaker

    -

    03/07/2011 às 18:16

    Enquanto isto o Nelson Jobim chama os jornalistas de idiotas.
    Pegunto:
    E você Jobim oque acha que pensamos de você?
    Ficaste toda a sua vida, pendurado nas tetas do governo e recebendo um DOCE SALÁRIO as custas do povo brasileiro.

  18. Marco Nunes

    -

    03/07/2011 às 11:04

    Reportagem SENSACIONAL!! Mostra em o quanto estamos “seguros” em nosso país. Vou repassar o link para todos os meus amigos.

    Parabéns aos reporteres e à toda equipe.
    Grande abraço

  19. joyce

    -

    03/07/2011 às 2:18

    A Amazônia é uma artificialidade momentânea.

  20. Pedrão

    -

    03/07/2011 às 0:05

    Para as pessoas que sempre se interessaram pelo País (com P maiúsculo), isso já era do conhecimento, embora não com ricos detalhes. O que mais me enoja, e acho que a maioria dos brasileiros cultos pensam da mesma forma, é que setores apoiados pelo governo só se dediquem “ao meio ambiente”. PÔrra de meio ambiente. É AMBIENTE INTEIRO. Ao invés de procurarem proteger nossas fronteiras, o País, os Brasileiros, estão preocupados em tirar os pequenos colonos, maioria imigrantes que nos deram alimento, em nossas terras, é claro, mas que não sabíamos como utilizá-las. Atenderam ao apelo do governo brasileiro para virem aqui e produzirem, pois as terras eram (e são) férteis. Hoje são tratadas como criminosos por desbravarem a mata e produzirem alimento. Aos bandeirantes que dizimaram milhares de indígenas (verdadeiros brasileiros), erguem-se estátuas.
    Está na hora, brasileiros, de botar a cabeça no lugar, principalmente o SENADO, que tem em suas mãos o Projeto do Novo Código Florestal…

  21. Leandro RJ

    -

    02/07/2011 às 23:37

    Parabéns para Veja!

  22. f tavares

    -

    02/07/2011 às 22:02

    - o bruno abbud oferece ao país a visão concreta da fantasia do governo petista que, na verdade, e sem o saber, é vitoriano. ao cobrir as portas da frente e deixar expostas as de trás, o ministério sem defesa remete-se (êpa!) à célebre foto da rainha vitória com o colo blindado, coberto até o pescoço, mas a bunda de fora, sem proteção… é assim com as fronteiras, porque gastam milhões em equipamentos, aviões de controle remoto, para transformá-los, ao invés de instrumentos de trabalho nas fronteiras, em protótipos apresentados em exposições pelo país afora, como modelo de segurança que gostariam de implantar. conhecem as soluções mas são incompetentes, corruptos – esses aviões-fantasmas custaram os testículos do marajá…- cínicos, quando insistem em tratar o assunto como um projeto que nunca existiu, portanto jamais será transformado em ação… uma reportagem que demonstra a realidade sem adjetivos, objetiva e incontestavelmente.

  23. FM

    -

    02/07/2011 às 21:37

    Estarrecedora a reportagem de Bruno Abbud sobre as fronteiras desguarnecidas, terras brasileiras sem governo, terra de todo mundo. Lembrei das promessas da presidente Dilma em campanha demonstrando tremendo conhecimento de causa quando falava do seu avião sem piloto que seu adversário disse que nunca saiu do solo. Melhor que continue onde está, pois de nada adiantará com essa bem equipada polícia de fronteira e alfandegária, onde até um farolete de 1,99 falta. Bruno Abudd pela sua excelente reportagem é bom que saibam que não basta ser só Presidente do Brasil, é necessário querer governá-lo com seriedade.

  24. Mineiro Caboclo

    -

    02/07/2011 às 19:59

    Parabéns pela reportagem denúncia – Faltou você retartar em paralelo a honestidade do povo brasileiro ao longo da fronteira e de sua impotência diante dos fatos concretos. Sem não houvesse essa honestidade implícita seria pior do que é. Concorda? Conheço a área e sei do que falo e escrevo. Essa falta não tira um milímetro do valor de sua reportagem. Parabéns! Sucessos!

  25. Pedro Erik

    -

    02/07/2011 às 19:37

    Parabéns Bruno,

    Sensacional.
    Eu já tinho lido na página inicial da Veja. Eu ia lhe elogiar na oportunidade, mas não havia como fazer comentários. E não sei por quê, mas quando uma reportagem da Veja pode ser comentada, os comentários nunca são publicados.

    Agora tenha oportunidade de lhe dar os parabéns pelo excelente texto, que mostra o problema em outra tríplice fronteira brasileira (a outra é entre Paraguai, Brasil e Argentina).

    Grande abraço,
    Pedro Erik

  26. carlos nascimento

    -

    02/07/2011 às 19:24

    Ai está um pouco da realidade do “nuncaantesnahistoriadessepaiz”, que o encantador de palanques, durante o seu “lulalato” omitiu, escondeu dos brasileiros, com a cumplicidade criminosa da mídia cooptada, o trabalho realizado pelo jornalista foi brilhante, apenas um pequeno pedaço das desgraças que assolam aquela Região, eu já tive oportunidade de ver in-loco, em viagens de pesquisa por ali, algumas situações vergonhosas que acontecem no baixo amazonas e nas regiões das ilhas do Marajó, álias não só naquela região, no Nordeste, no Centro Oeste, até mesmo no Sudeste e Sul do País, há ocorrências de terceiro mundo, são situações que confirmam estarmos vivendo duas realidades, aquela que a mídia paga publica, e a outra onde se sente na pele o tamanho da desgraça que os politicos estão construindo.
    Bruno, PARABÉNS.

  27. LAMPIAO do NORTE

    -

    02/07/2011 às 19:01

    O Mauro Sposito ‘e um heroi…

  28. LAMPIAO do NORTE

    -

    02/07/2011 às 18:54

    “O quadro é perturbador. Bananas, galinhas, refrigerantes, gasolina, cimento, brinquedos, roupas, toras de madeira, drogas, praticamente tudo passa livremente pelas fronteiras do norte. E passa muita gente. ”
    E isso mesmo, pertubador!
    Essa area e terra de ninguem, comandada pelo Trafico de drogas e madeira. Nao ha presenca do Estado. e disso tudo depende a preservacao da amazonia. E Marina aceitando ser manipulada por esses nojentos Petista que ela tanto teme. A amazonia e bem maior do que Chico Mendes Imaginou, Chico foi um caboclo usado pelos Ptista para chegar aonde chegaram. nao e atoa a cumplicidade com o Acre, bando de carniceiros.
    O Poder do norte em trafico de drogas ‘e imensamente maior do que o poder da amazonia como pulmao do mundo.

  29. Atento

    -

    02/07/2011 às 18:45

    Imaginava que fosse ruim, mas o retrato é muito pior! Excelente reportagem!

    Reitero os comentários do leitor Mauro Pereira – 02/07/2011 às 13:28 – que disse exatamente o que penso. Eu não teria palavras melhores.

  30. Bruno Guerra

    -

    02/07/2011 às 17:49

    Caro Bruno e demais que colaboram neste blog,
    .
    Parabéns. Excelente reportagem.
    .
    Li bem nomes como “Palestina” e “Islandia” ? Curioso !
    .
    Sobre o tema central, da vigilancia nas fronteiras brasileiras, na região amazonica, sinceramente acho que é tarefa para … o Superhomem !
    .
    Compreendo as chamadas de atenção para situações gritantes (falta de pessoal, falta de meios, equipamento sem ser usado, …), mas ultrapassadas estas outras surgirão pois é virtualmente impossivel controlar aquela zona do globo.
    .
    Duas coisas poderiam ser alteradas: (1) o Peru ter sistemas mais adequados de controlo sobre comercialização de madeira ilegal (sem cliente não há negocio) e (2) o Brasil pode bem passar sem a entrada de mais criminosos/desempregados/parasitas que vem do Haiti (acabar com essa politica de porta aberta).
    .
    No mais foi um excelente momento de leitura. Obrigado.
    .
    Abr, BR

  31. tico tico

    -

    02/07/2011 às 17:13

    Com vênia pelo laconismo: e se for para ser assim?

  32. Fabio Tenca

    -

    02/07/2011 às 16:49

    Pois e…Esse e o quadro que temos depois da “presidenta” mentir na campanha eleitoral (alias, eles mentem em qualquer tempo e sobre tudo!). Alem da lancha de 4 milhoes, onde andam aqueles avioezinhos israelenses, nao tripulados, que seriam a salvaçao de nossas fronteiras? Estou certo que algum pilantra petista deva saber…
    Escoria nojenta!

  33. Vânia Cavalcanti

    -

    02/07/2011 às 13:59

    Olá, Bruno!

    Parabéns pelo texto claro, muito bem redigido. Quem não está de parabéns são nossas autoridades, que calamidade! Falta tudo a elas, mas, principalmente, falta-lhes se importar com esse Brasil esquecido, como bem diz o seu texto. A estupidez da política de fronteiras, assumindo que há alguma, é cúmplice do tráfico de drogas e de armas, da prostituição infantil e da miséria e traduz-se, afinal, na ausência do Estado. A barbárie do Brasil esquecido não dá sinais de que será transformada em civilização, antes, parece dar sinais de que continuará ameaçando a precária porção civilizada daquele Brasil que esquece. Enquanto isso, o BNDES está prestes a se tornar sócio de supermercado. Um abraço

  34. Valéria

    -

    02/07/2011 às 13:28

    Maravilhoso, só que isso não é dito e nem publicado em perído eleitoral, ou se for nem toda a população desse país tem o dessernimento e entendimento para tais questões, acredito da necessidade de um encarte de um custo mais popular para que todos os eleitores deste país realmente vivencia-se nossa realidade. Temos que pensar e repensarmos juntos uma forma de realmente concientizar nossos adultos e jovens do nos cercam e os comamdam esse país.

  35. Mauro Pereira

    -

    02/07/2011 às 13:28

    Caro Augusto Nunes, bom dia.
    Inicialmente, gostaria de parabenizar o caro amigo pela excelente equipe de jornalistas que comanda.
    A reportagem do competentíssimo Bruno Abbud é devastadora. Escancara a irresponsabilidade criminosa das autoridades brasileiras que não demonstram a menor preocupação com esse Brasil caótico e abandonado ao próprio azar nas fronteiras do norte. Esse Brasil, com certeza Lula não registrou em cartório.
    O texto é contundente e revela a facilidade com que as drogas ingressam livremente no nosso país, trazendo consigo a desestruturação familiar, a violência urbana e a destruição dos nossos jovens.
    Não existem verbas para garantir o mínimo de segurança aos brasileiros, mas as têm aos bilhões para dar credibilidade a propagandas fraudulentas e mentirosas. Sobram ainda outros bilhões para pagar indenizações indecentes a companheiros imorais elevados a heróis do país do faz de conta, investir em infraestrutura e perdoar dívida de países ideologicamente alinhados, além de quitar compromissos de campanha assumidos com empresários espertalhões.
    O Brasil definha lentamente ante a incompetência administrativa e a corrupção que assola o governo petista e alimenta sua putrefata base alugada. Vergonha!
    O petismo é o último reduto dos canalhas!
    Parabéns, Bruno Abbud!

  36. evandro luiz

    -

    02/07/2011 às 13:10

    COM TANTA INDIFERENÇA,NUM MUNDO DE CONTRASTES,GUERRAS E FOME ANDAM LADO A LADO COM A DOR,A VIDA E SEUS DESIGNIOS,O QUE FAZER NUM QUADRO DESSES,EM QUE A MISERIA E A MOEDA DE TROCA,QUANTOS PELE`S,GARRINCHAS,NAO CHEGARAM A NADA,SE AFUNDARAM NOS VICIOS DA VIDA;QUANTAS GISELE`S SONHARAM DESFILAR NUMA PASSARELA E SUA REALIDADE E A ESCRAVIDAO SEXUAL;E A FLORESTA AMAZONICA QUE NUM CERTO FUTURO SERA UM AGRESTE,DEUS ESTARA DE CAMAROTE((((SEJAIS FEITAS VOSSAS VONTADES,MEUS FILHOS,PASSEM BEM!!!!)))))

  37. Francisco Amado

    -

    02/07/2011 às 12:36

    Assustador!


 

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