O farisaísmo da tropa que disfarça o choro pela perda do terrorista de estimação

As reações à morte de Osama Bin Laden fotografam com penosa nitidez a cabeça e a alma dos enlutados que disfarçam o choro pela perda do terrorista de estimação. Os soldados rasos das milícias em guerra contra o Grande Satã Americano são apenas idiotas. Acham que os atentados do 11 de Setembro foram produzidos pelas […]

As reações à morte de Osama Bin Laden fotografam com penosa nitidez a cabeça e a alma dos enlutados que disfarçam o choro pela perda do terrorista de estimação. Os soldados rasos das milícias em guerra contra o Grande Satã Americano são apenas idiotas. Acham que os atentados do 11 de Setembro foram produzidos pelas vítimas (lideradas por George Bush), que os heróis são os bandidos, que a Al Qaeda é um exército de libertação e que Bin Laden já estava morto ou não morreu. Se prevalecer a segunda alternativa, os inimigos do imperialismo estadunidense terão encontrado seu Elvis Presley.

A idiotia dos milicianos é tão repulsiva quanto o farisaísmo dos que curtem o luto no governo, no PT ou nas redações. Uns e outros torturando o idioma e a lógica, começam a costurar um samba do terrorista doido. A letra diz o seguinte: recolhido ao lar em companhia de amigos e parentes, o aposentado Osama Bin Laden foi vítima de um ataque que violou a soberania do Paquistão, impôs a pena de morte sumária a quem merecia ser julgado por um tribunal, com direito a ampla defesa e recursos a instâncias superiores, matou cinco inocentes que dormiam na residência, negou ao morto um sepultamento digno e, compreensivelmente, despertará a cólera de combatentes islâmicos postos em sossego.

É muito cinismo, sabe até um sócio-atleta do clube dos cafajestes. Não existem terroristas aposentados. Houve um contra-ataque, em resposta à ofensiva traiçoeira que transformou o 11 de Setembro no Dia da Infâmia: foram executados 2.995 civis inocentes. A Al Qaeda é uma organização criminosa que não respeita fronteiras. Violou há 10 anos a soberania americana ao explodir as Torres Gêmeas, violou a soberania do Paquistão ao instalar a fortaleza clandestina em Abbottabad.

Lá não havia paisanos, mas combatentes engajados na Jihad, a guerra santa que só terminará com a morte do último infiel. O julgamento de Bin Laden transformaria qualquer tribunal no alvo perfeito para a reprise do 11 de Setembro, e promoveria a ser humano uma obscenidade especializada em colecionar crimes contra a humanidade. O mar foi a tumba possível. Nenhum parente reclamaria o corpo. Nenhum país cederia sequer uma cova rasa a Osama Bin Laden.

Homicidas patológicos não precisam de pretextos para matar. As tropas da Al Qaeda estavam ansiosas por mais ataques com Bin Laden vivo. Melhor que tentem atacar sem o chefe que teria tornado o mundo melhor se nem tivesse existido.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  1. Comentado por:

    luis renato

    Os EUA dizem que a guerra é contra os terroristas e não com contra os mussulmanos . Nada mais falso . Assim como os alemães depois da segunda guerra. Ninguem era nazista . A grande maioria dos arabes mussulmanos são simpáticos aos terroristas e apoiam suas ações. os EUA sabem disso só tentam reduzir as tensões entre a cultura acidental e a mussulmana, mas sabem que essa tarefa é impossivel.

    Curtir

  2. Comentado por:

    Antonio Palhares

    Concordo com o Carlos Nascimento.Imperio da lei é
    diferente de imperio da força.Os Estados Unidos
    perderam uma grande chance de mostrar ao mundo que realmente são mais civilizados que estes facínoras
    terroristas dementes.Não esqueçamos tambem que como consequencia disto,foi invadido o Iraque e
    200.000 pessoas morreram,quem responde por elas?

    Curtir

  3. Comentado por:

    José Kruzic

    O 11 de setembro foi um ato de guerra, precedido por outros, e assim foi assumido pelos EUA. Osama sabia perfeitamente o que o esperava, inclusive que não devia mais dormir duas vezes na mesma cama. A ação que o matou foi um ato de guerra, em que os combatentes tem poder de vida e morte sobre o inimigo. Se o Paquistão fosse um parceiro confiável dos EUA não teria dado abrigo a bin Laden por tanto tempo. Os EUA sempre deixaram claro que não havia refúgio para bin Laden, e quem o acolhesse estaria sabendo disso. Havia muitos riscos, e os EUA os assumiram, e superou todos, inclusive políticos, como o que fazer com o corpo. Foi uma ação competente, refletida, eficiente; e os ‘progressistas’ tem mais uma frustração a digerir.

    Curtir

  4. Comentado por:

    José Kruzic

    Sr. Carlos Nascimento: Se Hitler ou Stalin tivessem conseguido a Bomba A antes dos EUA, elea a teriam usado? Sim ou Não!
    Se Truman não tivesse usado a bomba contra o Japão depois desse ter ignorado o ultimato de Potsdam, para chegar ao seu objetivo declarado (rendição incondicional do Japão) teria de invadir as ilhas metropolitanas em ações de guerra que teria, segundo as avaliações da época, custado mais de um milhão de vidas, inclusive muitos milhares de vidas americanas. Quando fosse divulgado que Truman sacrificara essas vidas para não usar uma arma que custou anos de trabalho de 500000 pessoas nos EUA, com custo enorme, ele certamente seria cassado, com razão, creio eu.
    Se Stalin tivesse a bomba certamente a teria usado, apesar da sua notória relutância em cometer “CRIMES HUMANITÁRIOS”, e você hoje plausivelmente o estaria justificando, não?

    Curtir