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O amigo de Temer está na gaiola pelo que fez como amigo de Lula

O marco zero dos caminhos trilhados pela fortuna de Geddel é o gabinete no Planalto onde Dilma desgovernava o Brasil

Atordoados com as primeiras confissões de Antonio Palocci, que abreviaram o  sepultamento de Lula na vala comum dos que acrescentaram a desonra à morte política, os órfãos do chefão tentam exumá-lo usando como pás as malas e caixas de dinheiro guardados no apartamento em Salvador por Geddel Vieira Lima. Eis aí mais um sintoma de confusão mental e idiotia eleitoreira.

Preso de novo neste sábado, Geddel é amigão de Michel Temer e foi um de seus ministros mais influentes. Mas está na cadeia pelas roubalheiras que consumou entre 2011 e 2014, quando, nomeado por Dilma Rousseff, mandou e desmandou na Vice-Presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal. Chegou lá com a bênção de Lula, que ordenara a entrega de outra gazua federal ao aliado que comandara durante três anos o Ministério da Integração Nacional e acabara de ser derrotado na disputa pelo governo da Bahia.

Em julho passado, ao decretar a prisão preventiva do gatuno baiano, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira reservou um trecho do despacho aos “fatos e condutas ilícitas praticados por Geddel Quadros Vieira Lima, em conluio com Eduardo Cunha e Lucio Funaro, quando ocupava a vice-presidência de Pessoa Jurídica, atuando na liberação manipulada de empréstimos a determinadas empresas mediante posterior obtenção de vantagem indevida”.

Segundo a denúncia aceita pelo juiz, o bando fora da lei entrou em ação no momento em que Geddel aterrissou na diretoria da instituição indefesa. A folha corrida do colecionador de maços de cédulas informa que as delinquências começaram antes da era lulopetista e, se o camburão não chegasse, só cessariam com a morte física. Mas o amigo de Temer está na gaiola pelo que andou fazendo como servidor de Dilma.

Os caminhos trilhados pela fortuna encontrada em Salvador, se percorridos no sentido inverso, não levam ao Palácio do Jaburu. Desembocam no gabinete no Palácio do Planalto onde um poste e seu fabricante desgovernavam o Brasil.

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  1. Haddammann Veron Sinn-Klyss

    A PF desmoronou o ‘monte do belgedel’; agora por certo vai fulminar os ‘montes báistísta’ (do lado do montão tem um valãozão – de esgoto em negrume pútrido).

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  2. Carla L.S. Lieberman

    Concordo. Infelizmente, também é verdade que Gedel só foi parar no colo de Dilma por conta da “cota Temer” – a que este levou consigo quando chamado pelo chefão da quadrilha para compor a chapa vencedora em 2010 e 2014. Sim, claro, Gedel enfiou a mão na Caixa durante o desgoverno da besta-destrambelhada, mas de que foi indicação de Temer, ninguém tem dúvida. Qualquer coisa que se prove contra um, prova-se contra o outro, o padrinho sempre ciente de tudo. Digo “ciente”, mas se dissesse “mandante” provavelmente não estaria muito longe dessa mesma verdade.

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  3. sabrina leandro da silva tinoco

    É por isso e para isso que os políticos adoram uma estatal.

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  4. O pai do Geggel tinha planos de processar o Lula por ter corrompido seu filho.

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  5. Só bobos acham que toda aquela grana toda era somente do “chorão”.

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