24/09/2009
às 16:12 \ História em ImagensO trunfo do caçador de maracujás
Na noite de 14 de dezembro de 1989, no segundo dos cinco blocos do derradeiro debate da campanha presidencial, Fernando Collor encaixou, no meio de uma resposta sobre casas populares, a informação de que Lula teria “aparelhagens ultramodernas e sofisticadas de som” que ele próprio ”ainda não havia tido oportunidade de ter”.
O comentário pareceu tão absurdo quanto a ausência de respostas ou revides: na réplica, um Lula com expressão mais cansada, confuso e embaraçado, esfregando nervosamente as mãos, não tocou no assunto. Soube-se só mais tarde que Collor começou a explorar o tema na véspera.
Em São Paulo, de volta da visita à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Brasília, Lula recebeu dois telefonemas anônimos. O primeiro avisou que Collor revelaria durante o debate que Lula aproveitou a passagem pela capital para presentear uma amiga jornalista com um aparelho de som. O segundo informava que as provas estariam armazenadas numa pasta verde.
Uma pilha de pastas permaneceu todo o tempo diante de Collor. Terminado o segundo bloco, a verde não estava mais lá. O golpe surtiu efeito. Lula terminou o debate dizendo que Collor, embora se proclamasse ”caçador de marajás”, não passava de um caçador de maracujás. Ninguém entendeu.
(A íntegra do debate pode ser conferida no site do YouTube, dividida em 17 partes)
Tags: aparelhagem de som, Brasília, CNBB, Collor, debate, eleição de 1989, Lula










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16 Comentários
Flavio
-04/09/2010 às 16:08
O Controle Social da Mídia só liberou a foto do milicianoflavio.
Eduardo
-10/11/2009 às 19:15
Pessoal, lembremos: o Collor também não é santo.
Eduardo
-10/11/2009 às 19:12
O João falou aqui:
“Tenho uma modesta sugestão para o “Inimigos Íntimos”. É o seguinte:
Estou lembrado de uma visita do MST ao Planalto , onde o Lula inclusive colocou um boné do movimento na cabeça, e soltou a sua tradicional e conhecida verborragia. Me lembro das fotos e de matérias na tv.
Pois bem, que tal mostrar um pouco dessa matéria com o Lula com o boné na cabeça, e em seguida entra aquele trator derrubando o laranjal?
Não sou cineasta, mas acho que quem é do ramo conseguiria um material sensacional para o ‘Inimigos Íntimos’”.
Acho que ele está sugerindo que peguemos dois vídeos e facemos uma montagem tendencialista.
marcos moraes
-02/11/2009 às 21:06
Rapaz!
Eu soube disso na praia na semana do debate! Não me disseram a profissão ( sem trocadilhos!) dela, mas sim que seriam amantes e que por isso ele amarelou; afinal, já tinha a questão do aborto.
Quer dizer que tanto LULA quanto FHC tem a sua jornalista?
Fantastico!
MAM
balunista
-02/11/2009 às 14:48
Ausência de respostas e revides?? “Mamando nas tetas da ditadura; recebeu a prefeitura de presente dos militares, etc”… Se isto não é revide, o que seria revide: um soco na cara?
Nelson Santana
-12/10/2009 às 19:53
Ninguem sabe quem é a Jornalista que ganhou um Som 3 em 1 do Lula,presente de Natal, em que o molusco carinhos, pois dormia com ela?
Ningeum falou o nome dela aqui…..tá até hoje na Globo….GNT…essa é facil….
João
-09/10/2009 às 21:44
Augusto, boa noite.
Tenho uma modesta sugestão para o “Inimigos Íntimos”. É o seguinte:
Estou lembrado de uma visita do MST ao Planalto , onde o Lula inclusive colocou um boné do movimento na cabeça, e soltou a sua tradicional e conhecida verborragia. Me lembro das fotos e de matérias na tv.
Pois bem, que tal mostrar um pouco dessa matéria com o Lula com o boné na cabeça, e em seguida entra aquele trator derrubando o laranjal?
Não sou cineasta, mas acho que quem é do ramo conseguiria um material sensacional para o “Inimigos Íntimos”.
um abraço,
João
Grande lembrete, João. Vou atrás disso. abração, Augusto
Thuya
-07/10/2009 às 17:49
Adorei lembrar do cinismo do então candidato Fernando CoIIor.
O candidato-operário(operário ?) viveu na maior mordomia durante vinte e tantos anos dava bem pra ter estudado(nem que fosse um pouquinho só), quem sabe hoje nós brasileiros estaríamos livres das pérolas do sr. Luis Inácio. Gente eu tenho vergonha até de ouvir!
Eu começei anotando, depois eu acabei deixando pra lá. Ué pra escrever eu tinha que reproduzir o texto, entre aspas claro, do sujeito. Bobagem né?! Afinal, tá tudo registrado pra posterioridade.
Agora imagina daqui uns vinte anos um jovem historiador resolve pesquisar a vida do ilustre ex-presidente e se depara com a enxovalhada de babozeiras que o Ôme falou…tadinho dele! O historiador, é claro!
Thuya
-07/10/2009 às 17:47
Adorei lembrar do cinismo do então candidato Fernando CoIIor.
O candidato-operário(operário ?) viveu na maior mordomia durante vinte e tantos anos dava bem pra ter estudado(nem que fosse um pouquinho só), quem sabe hoje nós brasileiros estaríamos livres das pérolas do sr. Luis Inácio. Gente eu tenho vergonha até de ouvir!
Eu começei anotando, depois eu acabei deixando pra lá. Ué pra escrever eu tinha que reproduzir o texto, entre aspas claro, do sujeito. Bobagem né?! Afinal, tá tudo registrado pra posterioridade.
Agora imagina daqui uns vinte anos um jovem historiador resolve pesquisar a vida do ilustre ex-presidente e se depara com a enxovalhada de babozeiras que o Ôme falou…tadinho dele! O histroriador, é claro!
Francisca Bedran
-03/10/2009 às 14:24
Mais uma novidade!
E quem diria que hoje eles são os melhores amigos….
Cada cafajestajem!
Clauria Arantes
-01/10/2009 às 9:55
Não sabia dessa história, Augusto!
Que coisa…. o Lula sempre escondendo algum causo mal contado. Por que não percebemos isso antes….
Robert
-25/09/2009 às 9:29
Revelação das mais interessantes.
Sempre tinha achado muito estranho um milionário, como Collor, arriscar a (pouca) credibilidade falando que não tinha um aparelho de som tão bom quanto o de Lulla.
Fiquei curioso em saber quem é a jornalista. Será alguma velha-maracujá ou uma nova-marajá?
ddm
-24/09/2009 às 22:35
Não sei não, mas será que aquele dedinho nao foi cortado de proposito? Ha alguns anos atrás a Previdência Social pagava benefício até mesmo para estes pequenos acidentes, se não me engano até mesmo aposentadoria. Seria bom que algum curioso investigasse este caso.
Elaine Apolonio
-24/09/2009 às 19:35
Até esse dia (que através desse vídeo primoroso eu revivi com emoção) eu só tinha uma certeza, que era a de jamais votar no Lula mesmo que fosse para síndico do meu prédio, pois aqui na minha região os mais escolados já sabiam muito bem que bela bisca ele era (e é até hoje). Ao assistir essa performance irretocável do Collor, ele me ganhou. Pronto, confesso: eu votei nele, pois ver alguém engolir o Lula, não tem preço.
Mário
-24/09/2009 às 18:18
Meu caro Augusto, tu não sabes há quanto tempo eu procuro esse trecho do debate onde Collor acusa Lula de não trabalhar e Lula… silencia!
Obrigado por ter postado esse vídeo, finalmente vou poder esfregar nas fuças de um monte de gente que dizia que isso nunca tinha ocorrido. Eu sempre questiono os petistas a esse respeito: como pode alguém que não trabalha ter tudo o que Lula tem? Quem sustente esse cidadão? Que tipo de homem é esse que vive de favores sabe-se lá de quem e que aceita essa condição numa boa?
Lembro também de outro trecho, onde Lula fala alguma coisa sobre as “fazendas” da família Collor de Mello. Collor responde que a família dele nunca lidou com agropecuária, que o que eles têm é uma empresa de comunicação, onde o pai dele sempre trabalhou, “ao contrário do meu adversário que nunca trabalhou na vida”. Eu era garoto na época, mas pensei, “pronto agora o Lula vai deitar e rolar em cima do Collor. Se eu fosse ele mostrava o dedinho e dizia: como o senhor pode dizer que nunca trabalhei na vida? Esse dedinho aqui eu perdi foi num torno, trabalhando, o trabalho deixou marcas no meu corpo” (hehehe). O operário-mor da nação poderia discorrer sobre suas longas jornadas de trabalho, sobre a dureza do chão da fábrica, poderia fazer declamar sua poesia proletária diante do playboy e oligarca Fernando Collor. No entanto… calou! Ficou lá, de cabeça baixa, aceitou a pecha de vagabundo! Não contestou, não esperneou. Só faltou dizer amém.
Olha, Augusto, eu era garoto na época, mas essa atitude do Lula me impressionou. Percebi na hora que essa conversa de operário era furada. O que me espanta é que até hoje ainda tem gente que acredita nesse mito do operário que mora numa cobertura e que tem chácara na represa Billings onde cria faisões. Valeu pelo vídeo, Augusto! Abraço.
Obrigado, amigo. Vamos divulgar este trecho e os que virão. abração, Augusto