06/07/2012
às 11:01 \ Feira Livre‘Nada a declarar’, por Demétrio Magnoli
PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA QUINTA-FEIRA
DEMÉTRIO MAGNOLI
No inverno de 1077, o imperador Henrique IV fez a peregrinação a Canossa, curvando-se perante o papa Gregório VII, que o excomungara. Quase um milênio depois, Lula conheceu a sua Canossa, peregrinando com Fernando Haddad a tiracolo até o jardim da mansão de Paulo Maluf, que expôs publicamente sua troca de afagos com a dupla petista. O cargo federal entregue por Dilma Rousseff a um protegido de Maluf não foi o preço, mas apenas a parcela de superfaturamento cobrada pelo minuto e meio de tempo de TV que o PP vendeu ao candidato lulista à Prefeitura de São Paulo. Conhecedor do valor das obsessões, Maluf impôs a Lula a quitação da dívida por um gesto de humilhação maior que o experimentado pelo soberano do Sacro Império: o papa, afinal, dispunha de poder incomparavelmente superior ao do fugitivo da Interpol.
Luiza Erundina suportaria a aliança com o PP, mas não tolerou a “forma” ─ a simbologia ─ que cercou o compromisso. Ela se retirou da chapa à prefeitura e acusou Lula de uma traição “a princípios”. É um recurso de autoilusão, tão patético quanto suas declarações anteriores, que invocavam a “luta pelo socialismo” para justificar sua parceria com Haddad. O “princípio” exclusivo de Lula são os interesses de seu sistema de poder. O lulismo já celebrou Jader Barbalho, José Sarney e Fernando Collor: o congraçamento com Maluf se inscreve numa linha de coerência e só pode surpreender observadores que se ausentaram do planeta durante a última década.
Antonio Donato, coordenador da campanha de Haddad, reagiu ao episódio criticando uma suposta incoerência de Erundina, não de Lula: “Quem quer mudar o Brasil se preocupa com o conteúdo, e não com a forma”. O seu “realismo”, difundido entre os dirigentes petistas, vai muito além do “realismo” de José Serra, que queria a aliança com o PP (e se aliou com Valdemar Costa Neto, o réu do mensalão que comanda o PR), mas não se sujeitou à exigência de avalizar publicamente a figura de Maluf. Donato está dizendo que a Canossa de Lula vale a pena, se contribui em algo para um projeto de poder já esvaziado de qualquer sentido substantivo de mudança.
Todo o incidente seria apenas tedioso, não fosse a circunstância de que Erundina ficou só no seu protesto quixotesco. Os intelectuais de esquerda que apoiam Haddad não ergueram a voz para questionar, analisar ou explicar o gesto de Lula. Nos dias seguintes à humilhação do jardim, descortinou-se um resultado de dez anos de poder lulista: a morte da crítica de esquerda.
Antonio Cândido, Gabriel Cohn e Eugênio Bucci preferiram nada declarar. Mario Sergio Cortella sugeriu “tocar em frente”, após uma “fase de reflexão”, mas não ofereceu nenhuma “reflexão”. Paul Singer justificou o silêncio como um dever político: “Não tenho interesse em tornar pública qualquer opinião. Vai ficar entre mim e mim mesmo”. Marilena Chauí optou por emular o antigo ministro da Justiça da ditadura, Armando Falcão, cujo célebre “nada a declarar” veiculava seu rancor contra a imprensa: “Não vou dar entrevista, meu bem. Não acho nada. Nadinha. Até logo”.
Ouvi, informalmente, de uma das “intelectuais tucanas” que se converteram aos encantos da candidatura de Haddad, uma versão da justificativa medíocre posta em circulação por dirigentes petistas: “Maluf por Maluf, Serra também queria”. Emir Sader, que dubla como intelectual, mas opera, efetivamente, como militante, expressou o sentido pragmático do denso silêncio geral: “O fundamental é derrotar a ‘tucanalha’ em São Paulo. Eu posso gostar ou não do Maluf, mas vou fazer campanha para o Haddad do mesmo jeito”.
Não é verdade que os intelectuais de esquerda jamais criticaram Lula ou o PT. A crítica existia, pública e intensa, antes da chegada de Lula ao Planalto. Continuou depois, até o “mensalão”, um pouco mais amena, dirigida contra a escolha de José Alencar para a vice-presidência e as “políticas mercadistas” de Henrique Meirelles no Banco Central. Os intelectuais de esquerda justificaram sua adesão ao governo Lula sob a premissa de que, aos poucos, o lulismo se moveria para a esquerda, rompendo a teia de “alianças pragmáticas” indispensáveis no início do “processo”. A profecia não se cumpriu ─ e, ao contrário, o lulismo se identificou cada vez mais com os aliados conservadores. A crítica, contudo, experimentou progressiva rarefação, até desaparecer.
Quanto mais o lulismo se adapta à ordem tradicional, menos é criticado pelos intelectuais de esquerda. A equação, superficialmente paradoxal, solicita explicação. Uma sedutora hipótese de solução é imaginar que tais intelectuais estão imbuídos pelo nobre sentimento de “patriotismo partidário”. Instado a se subordinar às decisões de um partido comunista que transitava para o controle de Stalin, o dissidente Trotsky invocou a marcha da História rumo ao Futuro: “Certo ou errado, é o meu Partido. Não se pode ter razão contra o Partido ou fora dele”. Singer quase repetiu Trotsky ─ e deve ter pensado na frase do revolucionário russo ao pronunciar a sua, destituída de cores épicas.
A hipótese, porém, não tem sustentação lógica ou histórica. Trotsky não era um intelectual acadêmico, mas um dirigente bolchevique. Na Rússia, desenrolava-se uma revolução social na moldura da crise geral europeia aberta pela Grande Guerra, não uma eleição municipal no quadro da democracia. A explicação prosaica para a renúncia à crítica é que os intelectuais de esquerda brasileiros encontraram seus lugares à sombra da frondosa árvore do poder lulista. Eles se acostumaram com os benefícios profissionais e, sobretudo, com as “rendas de prestígio” auferidas pela proximidade do governo. No terceiro mandato lulista, e diante da perspectiva de um quarto, interiorizaram como hábitos as normas de elogiar os poderosos e sustar, na hora certa, a inclinação à crítica. A evidência disso é obra de Maluf.
Tags: Antônio Cândido, Canossa, eleições municipais, Eugênio Bucci, Fernando Haddad, Gabriel Cohn, Luiza Erundina, Lula, Marilena Chauí, Mario Sergio Cortella, Paulo Maluf, PP, PT, São Paulo, Trotsky











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35 Comentários
Drakko
-10/07/2012 às 17:19
Enquanto a “revolução” sonhada por essa gente ínfima contar apenas com a popularidade de um analfabeto tranbiqueiro como lula estarei tranqüilo. O problema será os admiradores de Pol Pot assumirem as chaves dos tanques. Tirando isso vão continuar tornando seus “sonhos possíveis” apenas depois de quatro ou cinco uísques em Ipanema.
Ninguém é de ferro, né Ziraldo ?!
João Lopes
-08/07/2012 às 16:40
Nessa corrida “vale-tudo” atraz de votos, apoio e minutos na propaganda eleitoral gratuita que de certa forma é até muito bem paga; o Lula e seus gulosos petistas, não se envergonham de negar os horrorres que diziam do seu inimigo Maluf, para agora abraça-lo e traze-lo para o seu balaio, argumentando que nessa luta, o Serra tambem o aceitaría. Mas então aí temos que ver é a quem o Maluf preferiu? Aonde ele sentiu que ele com sua famigerada corrupção pode se adaptar melhor. É claro que o malandro sabe para onde ir e onde se refugiar . Está demonstrado e provado que são farinha do mesmo saco. Não têm caráter, pelo menos ideológico.
Angelo
-08/07/2012 às 12:37
Senhores,esse texto nos trás a incoerência dos
esquerdopatas,que após o encontro humilhante com
Maluf(o, ogro),calam-se,por conveniência.
Os intelectuais esquerdistas,encontraram seus leitos
à sombra da frondosa arvore do poder lulista,que os deixa colher os frutos da politica podre que
compartilham sem cerimônia,sob os auspícios do
manto da impunidade que viceja com toda força
neste imenso País,graças a cooptação de tudo e
de todos os valores,não importando a que caminhos
os levem.
Cesar
-08/07/2012 às 11:04
A chave esta no último parágrafo, que pode ser resumido na marcha do Bola Preta “QUEM NÃO CHORA NÃO MAMA”
Humdia Elles Caem
-07/07/2012 às 21:56
Mais um brilhante artigo do Demétrio Magnoli!
A esquerda, intelectualizada ou não, é irrecuperável! Poderiam se “recolher em sua insignificância”, se fossem mais humildes. Para eles “os fins justificam os meios”, portanto vale tudo, até Malufar! Não ruborizam mais.
———————————————
D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina. Sabe que um D. Helder sem batina, um D. Helder almofadinha, de paletó ou de terno da Ducal, não resistiria um segundo. Nem um cachorro vira-lata o seguiria.
Nelson Rodrigues
————————————————
Virgílio
-07/07/2012 às 20:37
Eu imagino que esse Lula é o índio puro de Russeau, pois ele não teria consciência dos seus erros: juntar-se a pessoas como Maluf, Valdemar Costa Neto, Jader Barbalho, José Sarney e Fernando Collor. Parece que ele até já apoiou FHC para o Senado na década de 70. A crítica de esquerda também não enxerga isso. O Demétrio escreveu muito bem sobre o tema, que é muito instigante.
Carlos fc
-07/07/2012 às 18:35
9 parágrafos para concluir-se o óbvio.Quando Joãozinho Trinta,malandro como era,piscou o olho e afirmou:”quem gosta de pobreza são os intelectuais”,sabia muito o que estava dizendo.Eles continuam amando a pobreza…dos outros.
catson aruak
-07/07/2012 às 11:22
O texto de Demétrio traz uma afirmação que não pode ser avalizada: “Quanto mais o lulismo se adapta à ordem tradicional, menos é criticado pelos intelectuais de esquerda.”
Se formos pensar dessa maneira estaremos achando que o correto, a “ordem tradicional”, é a bandalheira e a corrupção.
Mas a observação fria da realidade nacional nos mostra claramente que quem trouxe, “com vontade”, a corrupção e a bandalheira foi o llulla (o maior vigarista vivo do brasil) e a sua quadrilha de petralhas acólitos, armados de ganância e de arrivismo.
Think tank
-07/07/2012 às 10:56
Seja qual for o discurso ou a justificativa para sustentar a “bandeira” ideológica, tudo desaba quando a impunidade fica clara. Invariavelmente seja na Rússia ou no Brasil o que se vê é a ausência de marco jurídico, um sistema jurídico farsesco que coaduna com os outros poderes, garante a impunidade, admite todo tipo de aberração institucional, isto assegura a estas gangues de saqueadores agirem sem medo nem receio.
Espero que o resultado do julgamento do MENSALÃO-2005 seja o gatilho para um BASTA, basta a este estupro das regras constitucionais e afronta a todos nós imposta principalmente pela inoperância e a inutilidade do Poder Judiciário.
Think tank
-07/07/2012 às 10:54
Seja qual for o discurso ou a justificativa para sustentar a “bandeira” ideológica, tudo desaba quando a impunidade fica clara. Invariavelmente seja na Rússia ou no Brasil o que se vê é a ausência de marco jurídico, um sistema jurídico farsesco que coaduna com os outros poderes, garante a impunidade, admite todo tipo de aberração institucional, isto assegura a estas gangues de saqueadores agirem se medo nem receio.
Espero que o resultado do julgamento do MENSALÃO-2005 seja o gatilho para um BASTA, basta a este estupro e afronta a todos nós imposta principalmente pela inoperância e a inutilidade do Poder Judiciário.
Tereza
-07/07/2012 às 10:31
Grande Demétrio, que magna aula, Professor!
.
Nada como esticar a corda, como Lula tem esticado, para esses fascistóides da academia mostrarem sua verdadeira face. OPS, a deles é “fasce”.
.
FASCISTAS como Chauí, Donato, Cândido rosnam com vigor quando defendem suas causas, mas ficam sempre caladinhos para defender também suas vigarices, contradições, erros, incoerências, tentando esconder as “cacas” que defecam pelo caminho. Fascistas têm afinidades muitas, não importa se nazistas, comunistas, bolivarianos ou petistas. São farinha do mesmo saco.
A prova está aí, clara e evidente no silêncio da antes tão respeitada intelectualidade da esquerda.
Marcos
-07/07/2012 às 10:02
Excelente o texto do professor Magnoli. Esses são os intelectuais que Leonel Brizola, há cerca de 15 anos passados, denominou com incrível precisão de
“intelectualóides”, e eu, modestamente, acrescento, NEFASTOS.
Mari Labbate *44 Milhões*
-07/07/2012 às 8:56
Estamos assistindo aos ÚLTIMOS Dias-de-Pompeii. Finalmente, o implacável Vulcão Vesúvio entrou em erupção, e as ácidas cinzas espalharam-se pelo abandonado País-das-Maravilhas = FIM! Agilidade, agora, pois os comunistas-golpistas estão levando a Nação à falência. ADOREI: “Nos dias seguintes à humilhação do jardim”. Esses intelectuais sem qualquer discernimento, apesar dos títulos universitários, merecem passagens gratuitas ao INFERNO… Boa viagem! Amo Demétrio Magnoli. Grazie tante, Spirito Santo!
fpenin
-07/07/2012 às 7:57
Lula e a “traição a princípios”. Que princípios, Tia Erundina? A senhora é ingênua ou…Tenha a santa paciência! Falar em princípios, num encontro entre Maluf e Lula! Alice precisa despertar…
Maurício Giovani
-07/07/2012 às 1:07
Antonio Donato ao criticar Erundina nada mais de Lula é do que um baba ovo,um chato agarrado nos seus testículos e um baita de um carrapato, ou seja, um ser sem vida própria, na linguagem popular, um “Maria vai com as outras”. Tome jeito de gente, seu Donato Carrapato!
ivan barbosa
-06/07/2012 às 23:38
Este artigo é sem dúvida um dos maiores e melhores artigos que já se apresentaram na imprensa brasileira. Leva-nos de forma definitiva à uma conclusão : O ex presidente Lula representa tudo o que mais retrógado e perniciososo existe na política deste país .
ze do matogrosso
-06/07/2012 às 22:47
..o que dizer? supimpa, arretado…
LUIZ CARLOS TORTIERE FRAZÃO
-06/07/2012 às 22:02
Demétrio Magnoli, sempre brilhante
Lorival
-06/07/2012 às 21:32
É sempre um prazer edificante ler Demétrio Magnoli. Isso é análise crítica fundamentada. Fica claro que os ditos intelequituais se parecem mais, na verdade, com oportunistas para os quais tudo é digerível, desde que o dono do partido decida. Preocupa-me, sobremodo, os efeitos danosos que tais atitudes possam provocar nas mentes em formação das nossas crianças e adolescentes. Estarão eles propensos a assimilarem a “lei de Gérson”? Estariam suas mentes prontas a aceitarem como legítimo o dito “os fins justificam os meios”?
Marcos Conservador
-06/07/2012 às 21:18
Eu iria um pouco mais além nessa ideia, não me restringiria aos citados.
Minha questão é: quem precisa de intelectuais?
Por acaso alguém aqui já aprendeu alguma coisa prodigiosa com esses caras, seja de direita ou esquerda?
Gonçalo Osório
-06/07/2012 às 20:56
Senador,
Não há mais nenhuma produção intelectual séria ou de peso associada de alguma maneira ao PT. É uma piada chamar um safado como o Sader de intelectual. Esse cara ganhou dinheiro dando assessoria ao governo da Bolívia para expropriar propriedade da Petrobrás que também o pagava. Voltando ao fio: os intelectuais do PT acabaram. Acho importante pois eles foram, de certa maneira, essenciais na “luta” de idéias (para dar algum nome ao nosso processo político) que permitiu ao PT assumir um simulacro de “plataforma”, “projeto” ou o que seja. Se a gente pensa hoje em ciências sociais, economia, filosofia política ou o que seja como berços importantes pensando o País que vai ser, nenhum centro relevante está em instituições públicas, dominadas em geral por sindicatos ou aparelhos sindicais comandados sequer mais pelo PT mas, horrivelmente, por sub grupos de “esquerda”. O que existe do pensamento em humanas no Brasil deslocou-se para instituições privadas, algumas delas de excelente reputação, especialmente na área de economia. Ou seja, se a derrota de uma “idéia” começa pela derrota dos intelectuais que a formulam, o PT já perdeu. O País dá, sim, a sensação de estar dominado, subjugado por uma máfia política e sindical interessada apenas na perpetuação de sua permanência (e roubo). Mas a derrota intelectual, profunda e avassalora como é, prenuncia tempos melhores. Não sei quando. Mas sei que o vazio de idéias deles é sintomático e auspicioso.
Concordo com você da primeira palavra ao ponto final, meu velho amigo. Como sempre. abração
Tuco
-06/07/2012 às 20:14
.
DMagnoli, impecável e lúcido, sempre!
E o Maluf – quem diria! – prestando
relevante serviço à Nação! Resta o
tal rebanho acordar – mas demora…
.
Luiz Luca
-06/07/2012 às 19:41
Belo texto, Demétrio mas duvido que teria a mesma energia se o componente dessa união bizarra fosse Serra, que até o último dia, assediou Maluf, oferecendo a mesma coisa: cargos e benfícios. Só perdeu pq Não dá pra SP competir com a União em termos de cargos.
de Saa
-06/07/2012 às 19:32
Bravo Demétrio,continuaremos ombro a ombro no justo combate pela liberdade de expressão e não capitulação aos tiranos de qualquer sigla partidária.
Blumenau
-06/07/2012 às 18:58
Professor Demétrio.
Bem que os intelectuais preguiçosos e inconsequentes poderiam ler seus artigos,se não sabem por alguma dificuldade, e tomar vergonha na cara e não entregar o Brasil para estas hienas,destruidoras de leis ou padrões que façam nosso país andar para frente.
Prof.Demétrio.
O Sr.que circula pelas revistas e tv,tem muita abrangência o seu conhecimento.
Por favor,os melhores,o Prof.,o Reinaldo Azevedo,Augusto Nunes,Marco Villa, deverão se unir e dar um norte pra essa gente que pode mudar a situção.
Tem muita gente boa.Lembra do “Não vamos nos dispersar.”
O Sr. veio para brilhar,iluminar o caminho.Senão o povo estará perdido.
Esta cegueira terá um fim amargo.
FORA pt.Vagabundos.
Muito obrigada.
LIMA
-06/07/2012 às 18:49
AUGUSTO.
O PROF. DEMETRIO É O INTELECTUAL, DE VERDADE, OS OUTROS SÃO PUXAS SACOS E ADORAM A GRANA PUBLICA.
Sandro Ferreira
-06/07/2012 às 18:03
Os intelectuais de esquerda, que sempre se acharam os sabedores de tudo e os donos da verdade, agora silenciam cinica e cretinamente porque são meros fantoches do Lula. Não tem e nunca tiveram um pingo de decência e coragem. São cúmplices da farsa, do embuste, da mentira dita mil vezes.
Renunciaram ao seu ofício e sepultaram as suas biografias.
Parabéns Demétrio, por mais uma vez deixar esses intelectuais de araque todos nus.
NENNO G.
-06/07/2012 às 16:29
Este rei Henrique IV, segundo a história, teria ficado 3 dias e 3 noites sobre a neve, no portão do
castelo do papa, até que foi recebido. O lula não ne-
cessitou passar por tamanha privação, afinal o Maluf
é mais generoso. O apoio do Maluf ao Haddad, custou o
cargo do Leodegar Tiskoski, do PP de Santa Catarina
homem de confiança do Esperidião Amin. Dizem que o
partido esta em pé de guerra por isso.
Agora, das tantas coisas deste mundo e que eu não
compreendo, uma delas é quando falam dos tais inte-
lectuais de esquerda. Eu sempre achei que estes in-
dividuos, eram portadores de grande conhecimento
sobre tudo na vida. Agora aparecem os intelectuais
de esquerda. Oras bolas se sabem quase tudo, como
podem ser enganados por um sujeito que não sabe quase nada como o lula? Acho uma babaquice qualifi-
car certos individuos como intelectual. Dai então o
lula seria tambem um deles?
hestia
-06/07/2012 às 15:05
Essa “intelequitual”nem precisa declarar mais nada. Ela tem q se juntar `aquela outra na “luta pelo socialismo” e ir dancar o xaxado na Paraiba.
Siará Grande
-06/07/2012 às 14:51
Perfeito o artigo do Demétrio Magnoli. E a conclusão botou o dedo na ferida. O que os intellectais petistas querem é grana. Caso contrário elles seriam intelectuais e não seriam petistas.
PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA QUINTA
marco
-06/07/2012 às 14:27
Quando os ‘intelectuais de esquerda’ citados são Bucci, Cohn (nunca ouvi falar), Cortella (!?), Singer (desde 2003 em um cargo de segundo para terceiro escalão no Min. Trabalho), Candido e Chauí, não é preciso muita reflexão para concluir que essa esquerda já perdeu o rumo. E não vai mais encontrá-lo.
Mairalur
-06/07/2012 às 14:26
Caramba, com que classe Demétrio Magnoli chamou a petralhada de vendida!
Razumikhin
-06/07/2012 às 14:15
Os “intelequituais” petistas brasileiros conhecem perfeitamente as circunstâncias da morte de Trotsky, e mais, recentemente, as de Toninho do PT e Celso Daniel.
ana soriano
-06/07/2012 às 12:53
O professor Demétrio sempre coloca as coisas como elas são.
Numa comissão do senado, presidida pelo Collor, que participou, deu uma aula de história que calou ao mesmo tempo o Suplicy o Collor e o embaixador do Irã.
Precisaríamos de mais Demétrios e menos demagogos.
Fernando
-06/07/2012 às 12:32
Para o lulla, os fins justificam os meios.
Este é o único princípio que ele tem e segue.