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19/09/2010

às 17:12 \ Feira Livre

“Acabar com a desigualdade não é tudo”

Entrevista publicada no Estadão deste domingo.

Rui Nogueira

Acabar com a desigualdade não é tudo; os maus exemplos no comportamento político têm um viés de “democracia popular”; os laços com o corporativismo são fortes, significam um retrocesso e “não são um bom manto para a democracia”.

A síntese é acrescida da percepção de que “há abuso de poder político” e foi feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Ele diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma “assombrosa conversão ao passado”.

A seguir, os principais trechos da entrevista concedida no início da semana.

O sr. não acha que os exageros retóricos do presidente Lula vão além da circunstância eleitoral e podem estar desligando da tomada os aparelhos da democracia?

Sinceramente, não acho que o presidente Lula tenha uma estratégia nessa direção. Acho que a democracia tem raízes fortes no País, a sociedade é muito diversificada, a sociedade civil é mais autônoma do que se pensa, as empresas são poderosas, a mídia é poderosa. Não acho que o Lula tenha um projeto para cercear a democracia. O que ele tem é uma prática que, às vezes, excede o limite. E, quando isso acontece, eu me manifesto. A democracia não é um fato dado, é uma constante luta. Se a gente começa a fechar os olhos às pequenas transgressões, se elas vão se acumulando, isso tudo distorce o sentido das coisas.

Há algum problema na origem da nossa cultura política?

Sim, a nossa cultura política não é democrática. Nós aceitamos a transgressão com mais facilidade, nós aceitamos a desigualdade perante a lei, para não falar das outras desigualdades aceitas com mais facilidade ainda. Você tem um arcabouço democrático, mas o espírito da democracia não está consolidado.

E de quem é a culpa?

Não é de ninguém. Mas a responsabilidade para não quebrar esse arcabouço e reforçar o espírito da democracia é de quem tem voz pública. O presidente da República é responsável porque a conduta dele, no bom e no mau sentido, é tomada como exemplar. Portanto, ninguém é culpado, mas há responsáveis.

De que maneira explícita pode então ser atribuída uma cota de responsabilidade nesse processo ao presidente Lula?

Uma das coisas que mais me surpreendeu na trajetória política do presidente Lula foi a absorção por ele do que há de pior na cultura do conservadorismo, do comportamento tradicional. Ele simplesmente não inovou na política.

Dê exemplos.

O Lula adotou o clientelismo. Veja o caso do Amapá, onde o presidente Lula pede voto no fulano e fulano porque é amigo. Depois se descobre que o fulano está envolvido em escândalos, mas aí desenrola-se uma mistificação dizendo que nunca se puniu tanto como no governo dele. Isso é um comportamento absolutamente tradicional. Desde quando passou a mão na cabeça dos aloprados, o critério é sempre esse. No fundo, o Lula regrediu ao Império, aplicando a regra do “aos inimigos a lei, aos amigos a lei”. Ele não inovou do ponto de vista político, mas poderia ter inovado.

O sr. esperava um presidente Lula mais democrático, mas está apontando traços caudilhescos no comportamento dele.

O PT quando foi criado se opunha ao corporativismo herdado do fascismo e de Getúlio Vargas. No poder, o que vemos é que ele ampliou esse corporativismo. O PT trata esse corporativismo como se fosse um movimento da sociedade, quando nós estamos diante da ligação de grupos corporativistas ao Estado e o controle desses grupos pelo Estado.

Responda “sim” ou “não” a esta pergunta: Lula tem alguma tentação a cultivar uma variante para a democracia popular?

Sim.

Explique a resposta.

Lula não tem esse propósito, mas a recorrência do linguajar político e a forma de agir levam à crença de que o que vale é ter maioria. E democracia popular é o quê? A democracia é mais do que ter maioria, o que é conquistado à força pelas ditas democracias populares. Democracia também é respeito à lei, respeito à Constituição, respeito às minorias e à diversidade. Tudo isso é obscurecido nas democracias populares, onde se entende que, se você tem a maioria, você tem tudo e pode tudo. Tem o direito de fazer o que bem entender. O presidente Lula não pensa em fazer isso, mas essas são as consequências do comportamento político que ele tem. Precisa ter limites.

Concretamente, que tipo de limite deveria ser imposto ao presidente Lula?

Não se pode, por exemplo, ver o presidente, todos os dias, jogar o seu peso político na campanha eleitoral. E vem agora uma senhora recém-empossada como ministra-chefe da Casa Civil (N.R.: Erenice Guerra, que caiu na quinta-feira, um dia depois da gravação desta entrevista) acusar o principal candidato da oposição, o José Serra, de “aético”. Acusa por quê? Porque o candidato está protestando contra a violação do sigilo fiscal de sua família. Ela não tem expressão política alguma, mas baseia a acusação no quê? No princípio de que quem pode e quem não pode se sacode.

O sr. foi surpreendido com o discurso do “nunca antes neste País” do presidente Lula?

De alguma maneira, sim, mas nem tanto. O comportamento do Lula, mesmo no tempo de líder da oposição, sempre foi de uma pessoa loquaz, fácil de apreender as circunstâncias políticas, muito mais tático do que estratégico. Ele falou em “metamorfose ambulante” e isso explica bem o seu estilo e caracteriza bem o seu traço de conservadorismo.

Qual foi, então, a sua grande surpresa com Lula?

Achei que ele fosse mais inovador, capaz de deixar uma herança política democrática, mostrando que o sentimento popular, a incorporação da massa à política e a incorporação social podem conviver com a democracia, não pensar que isso só pode ser feito por caudilhos como Perón, Chávez etc. Essa é, aliás, a imagem que o mundo tem do Lula, que ele está incorporando os excluídos – o que já vinha do meu governo, a partir da estabilização econômica, mas é verdade que ele acelerou. Mas Lula está a todo o instante desprezando o componente democrático para ficar na posição de caudilho.

O que está na origem dessa tentação?

Na Europa, já não é mais assim, mas em alguns lugares ainda se acha que acabar com a desigualdade é tudo, que vale tudo para acabar com a desigualdade. Valia até apoiar o regime stalinista, o que Lula nunca foi. O que ele tinha de inovador é que o PT falava de democracia, um lado que está sendo esquecido. Nunca disse uma palavra forte em favor dos direitos humanos. Pode, perfeitamente, dizer que o caso nuclear do Irã não pode servir para atacar o país, lembrar o Iraque, mas, ao mesmo tempo, tem de ter uma palavra forte em defesa de uma mulher que pode morrer apedrejada.

O sr. já disse que o governo Lula tem realizações próprias suficientes para não precisar ser “mesquinho” e usar esse “nunca antes neste País”. Por exemplo?

O governo do presidente Lula atuou bem diante da crise financeira mundial (2008/2009). Isso não é fruto do passado, é fruto do presente. Nas outras áreas, ele deu bem continuidade, mas na crise podíamos ter naufragado e ele não deixou naufragar.

Outro exemplo de bom serviço prestado pelo governo Lula ao País?

Não sei qual a razão, mas o Lula acertou ao não engordar o debate sobre o terceiro mandato. Não sei se está ou não arrependido, mas o certo é que ele não engordou esse debate.

Em compensação, entrou na campanha com se estivesse disputando o terceiro mandato.

E não precisava. Ele podia atuar dentro da regras democráticas, mas está usando o poder político para forçar situações eleitorais. Há até um movimento em que ele se envolve para derrotar senadores da oposição, parece um ato de vingança porque não gostou da atuação deles no parlamento.

A jornalista e colunista do Estado Dora Kramer falou, há dias, de uma “academia inativa por iniciativa própria”. É isso?

A frase pode ser um pouco forte, tem muito intelectual opinando, mas a academia está muito distante da vida, produzindo análises vazias. Lidam mais com conceitos do que com a realidade. Falam muito sobre livros, em vez de falar e escrever sobre o processo da vida. Houve, sim, um afastamento da academia desses desafios. A situação do País é boa, a começar pela situação econômica e social, e isso paralisa muita gente, mas a academia é que tem de manter o senso crítico, alertar, dizer o que está acontecendo e que merece reparos.

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37 Comentários

  1. Carlos

    -

    24/09/2010 às 23:11

    Fernando Henrique sempre lúcido e elegante em suas análises. Sem apelar a termos baixos ou agressivos.
    Um veRdadeiro Estadista.

  2. Charles A.

    -

    23/09/2010 às 22:48

    Ninguém duvida da inteligência e do brilhantismo do ex-presidente;mas como pega leve! Lulla tentou e tenta por todos os meios desmoralizá-lo;sataniza-o a todo momento , mas ele mantém a elegância e pega levinho, levinho.É flagrante que lulla tem negócios com o narcotráfico , com o comunismo internacional,com o terrorismo e com ditadores de toda ordem, e que tem intenções ditatoriais.Mas, o ex-presidente,o melhor que o Brasil teve, desconversa, acha que foi sem querer,como se fosse o “jeitão” dele!Ora,Lulla foi o fundador do Foro de São Paulo! Deus,iluminai-nos!

  3. affonso

    -

    23/09/2010 às 22:46

    a entidade abstrata …

    Cai fora, milicianaffonso. Você exagera na imbecilidade. Vai fazer algum dossiê. Ou estuprar um sigilo. Ou se manifestar contra a liberdade de imprensa no sindicato dos jornalistas. Some daqui.

  4. affonso

    -

    23/09/2010 às 22:45

    é muito ruim, né…?

  5. Vicente

    -

    22/09/2010 às 13:30

    Caro Augusto, com certeza o tempo colocará o nosso
    Presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu devido
    lugar, mas de toda maneira vai o nosso agradecimento pela inestimável contribuição a democracia no Brasil, o homen do REAL, da estabilidade, do ajuste da responsabilidade e pricipalmente da verdadeira destribuição de renda para o povo brasileiro, o exterminador da inflação que nos colocava como cidadãos subdesenvolvidos ao extremo, Obrigado meu Presidente

  6. Marlete Basso

    -

    22/09/2010 às 13:23

    Gostaria que o FHC falasse em horário político sobre as táticas do LULA que usa a democracia popular como escudo para tantas falcatroas, o povo não tem dicernimento suficiente para enxergar, reflexo de um povo que não teve acesso á educação.

  7. Victor

    -

    22/09/2010 às 12:24

    Augusto, será que Freud explica esse fenômeno psiquiátrico que faz essa gente se sentir perseguida por uma entidade abstrata chamada “elite”?

  8. jonas

    -

    22/09/2010 às 11:36

    Elza, post 20:26 horas, mandou muito bem…..aliás como todos abaixo, incluisive o Guilherme quando diz que as x ele é brando….

  9. O Vampiro de Curitiba

    -

    22/09/2010 às 11:00

    Fernando Henrique faz falta, muita falta.

  10. João Souza

    -

    22/09/2010 às 9:23

    Sinto que estamos entrando em uma canoa furada …

  11. Natália Aparecida Souza Lima

    -

    22/09/2010 às 1:34

    Isso é que é classe. Criticar sem se rebaixar. Gostaria muito que FHC mostrasse essa sua faceta de credibilidade e dignidade ao lado do candidato Serra, durante o programa eleitoral e em outros ambientes da campanha… Já passou da hora dele fazer isso junto a seu colega de partido e de história.

  12. Guilherme Macalossi

    -

    21/09/2010 às 23:09

    FHC é exageradamente brando com quem lhe ataca tanto.

  13. Elza

    -

    21/09/2010 às 20:26

    Quanta saudade do Sr. ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O pai do real capitalizou seu sucesso do programa de estabelização nos palanques. O entusiasmo em relação ao real foi subestimado pelo PT. A expectativa o PT era que o plano fracassasse. Lula atacou o programa como sendo apenas eleitoreiro. FHC incentivou a democracia, abriu um grande caminho para exportações, incentivou a agropecuária, implantou o Programa Cartão Alimentação (hoje implementado para o bolsa família), privatizou muitas estatais porque além de dar prejuízos, uma grande maioria de funcionários só mamavam na teta do governo (recebendo salários altíssimos do próprio povo) e ainda prestavam serviços sem qualidade. Enfim, o grande FHC preparou a terra, jogou a semente, para alguns anos depois chegar um analfabeto colher os frutos e somente criticar ou subestimar o grande feito de um homem culto e capaz como foi o FHC. Sou grata a Deus pela vida e trajetória desse homem que só deixou saudades. FHC, um grande abraço com carinho… sou eternamente grata por tudo.

  14. Gilmar Fernandes

    -

    21/09/2010 às 19:51

    Esse é que é “o” cara! A História (com agá maiúsculo) há de reconhecê-lo como tal. Muito além das efemeridades; quem viver verá.

  15. Jáder Ribeiro

    -

    21/09/2010 às 19:00

    Pessoal. Recomendo a todos o livro do presidente Fernando Henrique “A Arte da Política. A História que Vivi”. Além de ser uma baita aula de História, é tocante quando se vê como foi o procedimento de estabilização da moeda. lembrar de grandes nomes como Malan, Fraga, Gustavo Franco, Sergio Mota, Mario Covas, etc. E olhem que ainda não cheguei à metade do livro.
    FHC é sempre um alento para as pessoas de bom senso.

  16. Cristiano

    -

    21/09/2010 às 17:32

    Graças a deus tivemos a sorte de tê-lo como presidente por oito anos com sua equipe de craques. Pedro Malam e cia.
    Hoje dei muitas gargalhadas ao ler no ¨Le figaro ¨ Uma matéria em que diziam que Lula modernizou o Brasil. É pra rir muito … KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK . Como esse idiotas falam bobagens sobre o Brasil . Como modernizou ? Quem modernizou o Brasil e o mundo foi a fibra ótica e a digitalização dos sitemas. Todo o salto dos últimos 20 anos se deve à ciência, coisa que o Lula nunca ouviu falar. Esse papo cabeça, fibra ótica, nanotecnologia, partículas sub atômicas, não rolava nos butiquins ao redor das fábricas do ABC. Futebol e cachaça não prepara ninguém para ser presidente da répública.
    Que tipo de correspondente ele enviam pra cá ? Logo esses correspondentes estrangeiros pedirão a canonização do beato ainda em vida, ou uma indicação para um nobel… de que mesmo hein ? Ah !! Já sei ! De física !!! Foi o Lula quem inventou a fibra ótica .

  17. Jerson

    -

    21/09/2010 às 16:15

    Dai vem minha simpatia pelo PSDB, grande FHC que alinhou nosso pais, com grandes conquistas; grande e saudoso Dante de Oliveira, autor da emenda “diretas já” fez com que meu querido Mato Grosso passase ao estado que mais crescia na época… até hj o atual gov (Maggi) se vangloria de frutos semeados na ocasião colhidos hoje… assim acabei gostando de política e do PSDB!!

  18. Rodolpho Varella Souza

    -

    21/09/2010 às 15:34

    As manifestações do Presidente Fernando Henrique são sempre oportunas e, sobretudo, honestas, agregando-nos conhecimentos; há, contudo, na postura recente do Lula, indisfarçável prepotência no uso do poder, valendo-se da máquina do Estado para usá-la eleitoralmente, qual prática ditatorial. O Presidente Fernando Henrique diz não temer essa intenção no Presidente Lula, mas a cada dia temos na imprensa manifestações dele não próprias de um democrata convícto. Há o que temer, sem dúvida!

  19. Leonardo X

    -

    21/09/2010 às 13:07

    Se nós quisermos mesmo que o Brasil seja um país adiantado e respeitado pelo mundo afora, precisamos ter maior disposição para contrastar o atraso representado pelo conluio de sindicalistas pelegos, agitadores mercenários e empresários parasitas do erário. Precisamos de líderes políticos que mirem a estatura do estadista Fernando Henrique Cardoso e queiram elevar-se a ela, em vez de se acovardarem na sombra de um pigmeu moral e intelectual que nos arrasta para um caudilhismo recidivo.

  20. Oswaldo

    -

    21/09/2010 às 11:39

    FHC, esta se transformando no farol da nossa democracia… visitem o blog
    http://eugostodofhc.blogspot.com/
    abcs,
    Oswaldo

  21. adina

    -

    21/09/2010 às 8:25

    Que saudades do FHC!!!!

  22. Maria Helena

    -

    21/09/2010 às 7:39

    Quando FHC minimiza, com tanta gentileza, as intenções escusas de lula, afirmando que “ele não pensa em fazer isso..” talvez esteja tentando se desculpar, diante da nação, por ter permitido – e até mesmo incentivado – a entrada desse sujeito esquisito no poder.

  23. PAULO SHIGUENORI KANAZAWA

    -

    21/09/2010 às 4:19

    Brilhante entrevista. Do ponto de vista da academia imagino que pelo menos 30% da população tem codições de compreendê-la e, sobretudo, praticá-la nas próximas eleições. É preocupante que por várias razões outra 70 % da população não estão em condições de entendê-la e sejam iludidos por um marketing bem preparado. Tudo bem que isso faz parte da democracia…Onde está a “educação moral e cívica”? A “ficha limpa” não pode se tornar inócua. A imprensa séria está acordando e o “tudo pode” poderá ser barrado. O Brasil precisa estadistas e intectuais com a estatura de um FHC. A sua carência tem retardado o país a atingir a sua maturidade política e institcioal em sua plenitude. Pior ainda, tem permitido o triunfo da mediocridade populista “terceiro mandato”. Além de expor o país ao ridículo é capaz de forjar leis imprópriaos. Admiro e respeito o homem que tomou atitudes impopulares em benefício do pais. No entanto, lamento que o populismo dos “aloprados” tenha feito com que os louros recaissem para pessoas despreparadas. Todos somos responsáveis nessa empreitada. Cabe, no entanto, aos intelectuais encontrar formas de decodificar numa linguagem mais siples e popular para que a maioria de 70% da população possa também pratica-la no execício do voto de outubro. Um provérbio chinês diz: Se você tiver um balde cheio de agua turva basta colocá-lo em baixo de uma torneira de água limpa para purificá-lo”

  24. RICARDO BRETAS

    -

    20/09/2010 às 22:35

    FHC eu sou se fã!!!!!!

  25. jacques

    -

    20/09/2010 às 21:39

    É uma pena que o PSDB fechou os olhos para as conquistas da era FHC. Me sinto sozinho, sem apoio, tentano explicar o quanto foram importantes as conquistas da época. Nunca ví nas mensagens publicitárias do PSDB uma defeza ao governo FHC. A imagem de FHC deveria ter sido presevada desde a época que ainda estava no poder. A ruptura adotada pelo PSDB não foi compreendida pelos eleitores em geral e muito menos por quem apoiava o partido.Espero que ainda exista tempo para corrigir isto. Por favor, FHC, insista com o PSDB para se unir, pois já está provado que nenhuma figura do partido conseguirá vitória em eleições sem um apoio mais amplo. O PT cuida da sua publicidade o tempo todo, se uma figura se queima em um escândolo, ele tentam preservá-la, se não conseguem, já trabalham para elevação da popularidade de outro do partido. O PSDB, me desculpe, parece que dorme e só acorda no horário político obrigatório.Precisamos de vocês.

  26. Liz Cintra

    -

    20/09/2010 às 17:49

    É sempre um prazer ler Fernando Henrique Cardoso. Sua fala é elegante sem ser afetada, refletindo a pessoa que ele é: culto, educado, generoso, justo, um grande estadista. Por mais polêmico que seja o assunto e o contexto ele consegue passar suas idéias sem paixões descabidas. Ele tem uma capacidade fantástica de dar aos fatos a importância que eles realmente têm. É uma pena que ele não esteja mais tão presente na vida pública. Tivéssemos mais políticos com sua visão certamente o país estaria muito melhor. Parabéns, Augusto, pela iniciativa de nos brindar com essa entrevista.

  27. Glorinha de Nantes

    -

    20/09/2010 às 15:01

    Em nobre estadista,leia-se FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.Em sucessor, subentenda-se: esse herdeiro (lulla) de uma nação no rumo certo, sobretudo política e economicamente, como democracia saudável, respeitando os princípios de
    alternância no poder e eleições livres, sem voto de cabresto.
    Os fatos, citados por FHC como bons resultados deste governo, algumas táticas, só foram possíveis dado o solo firme e os alicerces de qualidade superlativa da tal economia de mercado ainda imberbe entre nós.
    Os rumos já desenhados exigiram, apenas e tão somente, uma leitura correta, sem desdém. O caminho mais fácil, portanto. Ainda bem!
    Evitou-se naquele momento o naufrágio. Agora, salve-nos quem puder!

  28. Luis R N Ferreira

    -

    20/09/2010 às 13:35

    O PSDB não pode continuar sendo sómente um agrupamento de políticos, alguns muito competentes, outros nem tanto, sem uma identidade própria e uma doutrina comum. É um partido novo e se quizer se fortalecer em substância, vai precisar muito ainda deste brasileiro brilhante de quem, quanto mais se afasta no tempo o período da sua presidência, mais percebemos a sua importância.

  29. Reynaldo-BH

    -

    20/09/2010 às 13:28

    Um off topic:
    Apesar de tudo (Dilma, PT, Casa Vil, futuro…) vamos dançar?
    http://www.youtube.com/watch?v=zlfKdbWwruY&feature=player_embedded#!
    ABRAÇOS
    Reynaldo.

  30. flavio

    -

    20/09/2010 às 12:41

    Que falta faz neste pais uma cabeca pensante, uma inteligencia que nao olhe somente a ponta do nariz. Uma inteligencia que nao viva em palanque achando inimigos pra todos os lados. Os inimigos do pt estao dentro da propria trincheira deles.
    Mas falta pouco, pois a cada dia mais acredito na vitoria de Serra.
    Se o povao nao assimilou direito a questao da quebra do sigilo fiscal, pois boa parte sequer declara imposto de renda, mas a questao da erenice e os beneficios aos filhos dela, caiu como uma ducha de agua fria, pois o povao nao gosta deste tipo de coisa.
    O que mais vejo aqui no nordeste e eleitor de dilma mudando pra marina e serra.

  31. Glorinha de Nantes

    -

    20/09/2010 às 10:38

    É próprio de um nobre estadista o reconhecimento dos bons feitos de seu sucessor. Entretanto, o bem sucedido tem alicerces firmes na histórica obra de saneamento da vida econômica-financeira-fiscal e que tais. Os rumos projetados foram aproveitados, pois afinal, caso contrário, com a proximidade das eleições, todo o projeto de poder político naufragaria. Ah! Bendita herança!

  32. Dulce Toledo / BH

    -

    20/09/2010 às 8:50

    Este é o príncipe! Faz-nos muita falta este discurso lúcido, coerente e bem dito! Quanta falta nos faz a cultura deste homem para nos representar perante o mundo. Com ele não tivemos vexame a ser espalhado aos quatro ventos por jornais estrangeiros e não tivemos nossa auto-estima em tão baixo patamar. Não fomos enxovalhados no mundo enquanto ele foi nosso representante maior. E, de quebra, tivemos uma primeira dama realmente primeira e atuante, inteligente e capaz, discreta e forte. Éramos respeitados mas muitos não quiseram ver. Ficamos com o rebotalho por culpa destes.

  33. Kátia Bacana Bahia Oliveira - a Estrangeira

    -

    20/09/2010 às 8:14

    brasileirissima – RJ
    Permita-me, brrasileiríssima, no governo lula é assim: aos amigos, TUDO, aos indiferentes, o rigor da lei, aos amigos ATÉ A CALÚNIA.
    Toda vez que leio o Presidente Fernando Henrique, me pergunto: Por que alguns brasileiros estão querendo afundar o Brasil, quando demonstram intenção de votar em algupem tão sem preparo, competência, inteligência, ética, dignidade, honradez, brio???????

  34. f tavares

    -

    20/09/2010 às 4:49

    amanhã a cachorrada vai acusar o presidente fhc de ser contra acabar com a desigualdade… é sempre bom ler o que pensa o presidente, nesse momento de apoogeu do reducionismo petista, as instituições banalizadas e as conquistas que não foram do governo lula, desvalorizadas. a fala do presidente é um alento, oportuna diante de tanta mediocridade, e faz a canalhada cair na real… daqui a pouco tempo o lula terá virado uma entidade, a parceria duda paes/segio cabral vai mandar colocar um bronze do macunaíma sentado num boteco, – ainda estão selecionando onde será a homenagem. o conversa fiada é o mais provável…- uma escola de samba vai tentar tomar um dinheiro dapetobrais pra homenageá-lo no enredo, o zédosarney indicará seu nome para a academia brasileira de letras, vai ao programa do jô, no da luciana jimenez, e aos poucos vai se apagar… nunca vai esquecer dele, mas pelo menos não vai ter platéia pra assacar suas burrices contra o presidente fhc…

  35. barbarah.net

    -

    20/09/2010 às 2:22

    FHC é o máximo!

  36. brasileirissima - RJ

    -

    19/09/2010 às 19:32

    Prezado Augusto, como sempre brilhante a entrevista do nosso ESTADISTA FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.
    Só quero registrar uma pequena correção: na 3a. pergunta feita a FHC, uma frase no final da resposta tem um pequeno engano: “AOS INIMIGOS A LEI, AOS AMIGOS TUDO.”

  37. melliacas

    -

    19/09/2010 às 19:17

    Já havia lido no Estadão de hoje e só posso dizer, que falta me faz FHC.


 

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