Carlos Brickmann liquida a conversa fiada sobre símbolos religiosos com 246 palavras

Sempre brilhante, o jornalista Carlos Brickmann precisou de apenas 246 palavras, publicadas em seu site, para resolver o falso problema dos símbolos religiosos. Confiram: Há religiões; também há a tradição, há também a história. A Inglaterra é um estado onde há plena liberdade religiosa e a rainha é a chefe da Igreja. A Suécia tem […]

Sempre brilhante, o jornalista Carlos Brickmann precisou de apenas 246 palavras, publicadas em seu site, para resolver o falso problema dos símbolos religiosos. Confiram:

Há religiões; também há a tradição, há também a história. A Inglaterra é um estado onde há plena liberdade religiosa e a rainha é a chefe da Igreja. A Suécia tem plena liberdade religiosa e uma igreja oficial, a Luterana Sueca. A bandeira de nove países europeus onde há plena liberdade religiosa exibe a cruz.

O Brasil tem formação cristã; a tradição do país é cristã. Mexer com cruzes e crucifixos vai contra esta formação, vai contra a tradição. A propósito, este colunista não é religioso; e é judeu, não cristão. Mas vive numa cidade que tem nome de santo, fundada por padres, numa região em que boa parte das cidades tem nomes de santos, num país que já foi a Terra de Santa Cruz. Será que não há nada mais a fazer no Brasil exceto combater símbolos religiosos e tradicionais?

Se não há, vamos começar. Temos de mudar o nome de alguns Estados e cidades como Natal, Belém, São Luís e tantas outras. E declarar que a Constituição do País, promulgada ‘sob a proteção de Deus’, é inconstitucional.

Há vários símbolos da Justiça, sendo os mais conhecidos a balança e a moça de olhos vendados. A balança vem de antigas religiões caldeias. Simboliza a equivalência entre crime e castigo. A moça é Themis, uma titã grega, sempre ao lado de Zeus, o maior dos deuses. Personifica a Ordem e o Direito.

Como ambos os símbolos são religiosos, deveriam desaparecer também, como o crucifixo?”

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  1. Comentado por:

    lucas

    e tambem temos o cristo redentor, o que sera feito com ele??? sera que devemos destruir uma das maravilhas do mundo????

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  2. Comentado por:

    Márcio

    É verdade, Maria Thereza. A história muda em uma dinâmica que, tudo somado, é própria (ou “natural”). Por isso, fique tranquila: ninguém está nos forçando a ter a opinião de que repartições públicas não devam ostentar símbolos religiosos (o que fortaleceria a ideia de que nosso Estado é laico). Nós realmente acreditamos nisso (aliás, este é um processo, que na Europa, dura mais de 200; ele também é retrato da história caminhando).
    E, mais uma vez, convido-a a pensar de maneira não binária: defender o laicismo do Estado não impede o Brasil de resolver seus problemas sociais mais prementes. É não é uma posição autoritária. Seria autoritária se ela simplesmente tivesse sido imposta, a despeito da diversidade de orientações sobre o tema (tal como acontece com a imagem do crucifixo em repartições públicas, que se sobrepõe à diversidade religiosa do nosso país e ao laicismo do nosso Estado).

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  3. Comentado por:

    roberto quintas

    a presença da cruz não é um simples simbolo religioso, é o simbolo de uma instituição, a Igreja, que continua a manter sua intromissão e influencia na nossa sociedade e em nossas leis, querendo a todo custo impor a doutrina catolica a uma sociedade de direito. o brasil tem outras tradições,

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  4. Comentado por:

    Renato

    Então façamos o seguinte: …
    Tente a esgotosfera. Aqui vigarista não entra.

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  5. Comentado por:

    Paulo Garcia

    É o cumulo do absurdo um Estado dito laico explorar a fe em um unica direçao, a do catolico. Se não tem poder para premiar todas, não ostente nunhuma, melhor assim…

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