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25/08/2011

às 19:11 \ Baú de Presidentes

O dia em que o presidente sumiu

TEXTO PUBLICADO NA EDIÇÃO DE VEJA DESTA SEMANA

Augusto Nunes

Sete anos depois do suicídio de Getúlio Vargas, sete meses depois da posse, o presidente Jânio Quadros precipitou, com sete linhas manuscritas, a sequência de crises que desembocaria, sete anos mais tarde, no Ato Institucional n° 5 – e na instauração da ditadura sem camuflagens. Na manhã de 25 de agosto de 1961, a democracia ainda em sua infância viu-se forçada a renunciar à maturidade, que só seria alcançada caso fossem cumpridos integralmente dois mandatos  consecutivos. O Brasil civilizado pareceu mais distante que nunca no dia em que o presidente sumiu.

Abrupto e inesperado, o último ato foi um fecho coerente para a ópera do absurdo composta desde o primeiro dia de governo, quando Jânio foi ameaçado pela maioria oposicionista no Congresso: se ele continuasse a hostilizar o antecessor Juscelino Kubitschek, uma sessão especial da Câmara e do Senado seria convocada para tratar do assunto. Ainda em 1º de fevereiro, o novo presidente revidou com a criação de comissões de sindicância, chefiadas por militares e incumbidas de investigar “focos de corrupção” que dizia ter herdado de JK.

Nos 204 dias seguintes, o Brasil viajou numa montanha-russa monitorada por um homem de 44 anos que obedecia exclusivamente ao instinto. Tangenciando o penhasco com perturbadora frequên­cia, alternando freadas bruscas com arrancadas vertiginosas, ele aumentou o expediente dos servidores públicos, exonerou meio mundo, suspendeu nomeações por um ano, reduziu o orçamento das Forças Armadas e os quadros funcionais de todas as embaixadas, tabelou o preço do arroz e do feijão, condenou a invasão de Cuba financiada pelos Estados Unidos, planejou a anexação da Guiana Francesa, baixou medidas de combate ao monopólio, desvalorizou a moeda, determinou ao Itamaraty que restabelecesse relações diplomáticas com a União Soviética, proibiu maiô em concurso de miss, lança-perfume, briga de galo, corridas de cavalo em dias úteis e veiculação de comerciais no cinema, mobilizou o Exército para reprimir uma greve de estudantes no Recife, brigou com a maioria dos parlamentares aliados, regulamentou a remessa de juros para o exterior, enviou o vice João Goulart à China, condecorou Che Guevara e rompeu com Carlos Lacerda. No 207° dia de governo, renunciou à Presidência.

Insatisfeito com o Congresso, infeliz com a vida numa cidade que odiava, colérico com o discurso em que Carlos Lacerda o acusou de tramar um golpe de gabinete, Jânio pouco dormiu na madrugada de 25 de agosto de 1961. Saiu da cama antes que o sol nascesse disposto a tirar o sono dos demais brasileiros. Depois do café da manhã ao lado da piscina do Palácio da Alvorada, sobressaltou a mulher, Eloá, com outra frase de novela mexicana: “A conspiração está em marcha, mas vergar eu não vergo!”.

Às 6 horas, já no Planalto, chamou a seu gabinete alguns assessores de confiança e, alisando o bigode de dono de botequim, antecipou a manchete da próxima edição de todos os jornais: “Comunico aos senhores que renuncio, hoje, à Presidência da República”. Durante o desfile do Dia do Soldado, convocou os três ministros militares para uma audiência – e para deixá-los atônitos com a notícia. Rejeitou os apelos para ficar com outro palavrório solene que terminava com a identificação do culpado: “Ajustem o novo Brasil às exigências do Brasil novo. Com esse Congresso eu não posso governar”.

SURTO DE SINCERIDADE
Sem pausas, ordenou ao ministro da Justiça, Oscar Pedroso Horta, que entregasse ao presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, a carta que redigira no dia 19, depois de  condecorar Che Guevara. Na hora do almoço, embarcou rumo à base aérea de Cumbica, para a demorada escala que precedeu a partida para a Europa a bordo de um navio cargueiro. No dia 26, o país, imerso na perplexidade, pareceu afundar na crise provocada pelo veto dos chefes das Forças Armadas à posse do vice João Goulart.

“Ele foi a UDN de porre no governo”, resumiu Afonso Arinos de Mello Franco, ministro das Relações Exteriores. “Faltou alguém trancá-lo no banheiro”, lastimou. Só se fosse para sempre, sabe-se hoje. Algumas horas de cárcere privado só adiariam a tentativa de instituir o presidencialismo autoritário que o deixaria livre para agir. Na carta da renúncia, o signatário informou que deixara com o ministro da Justiça as razões do seu gesto. O segundo texto confiado a Pedroso Horta é um amontoado de queixas difusas, alusões a “forças terríveis”, declarações de amor ao Brasil e juras de apreço ao Povo (com maiúscula). Ele só contou a verdade alguns meses antes de morrer, em 16 de fevereiro de 1992, numa conversa com Jânio John Quadros Mulcahy, o único filho homem de Tutu Quadros.

Em 25 de agosto de 1991, trinta anos depois da renúncia, o paciente internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, foi acometido por um surto de sinceridade provocado pela curiosidade do neto. “Foi o maior erro que cometi”, lamentou. “Ao renunciar, eu quis pedir um voto de confiança à minha permanência no poder.” Foi para acentuar a sensação de vazio que despachara o vice, João Goulart, para a China. “Jango era uma espécie de Lula, completamente inaceitável para a elite”, comparou. “Imaginei que o povo iria às ruas, seguido dos militares, e que eu seria chamado de volta.”

O intuitivo genial só esqueceu de combinar com os adversários. Auro de Moura Andrade comunicou ao plenário do Congresso que a renúncia era “um ato de vontade unilateral”, e empossou o presidente da Câmara, o deputado Ranieri Mazzilli. Preocupados com o vice que voltava da China, os militares esqueceram o homem que desertara. E o povo só poderia ser mobilizado por um partido janista que o líder jamais deixou nascer. “Fiquei com a faixa presidencial até o dia 26″, contou ao neto. “Deu tudo errado. O país pagou um preço muito alto.” Jango acabaria engolido pelos quartéis. Mas seria expelido três anos mais tarde.

A tentativa de implantação de uma ditadura civil que resultou no advento de uma ditadura militar ortodoxa seria a peça mais vistosa do acervo de singularidades e paradoxos colecionados desde o berço. Jânio João Quadros segundo a certidão de batismo, o filho do médico Gabriel Nogueira Quadros e da dona de casa Leonor Silva Quadros resolveu ainda menino trocar o “João” por um “da Silva” e juntar o mais comum dos sobrenomes ao prenome inspirado em Janus, o deus bifronte. Virou Jânio da Silva Quadros – ou apenas J. Quadros, na assinatura dos bilhetinhos ou de decretos oficiais.

A CAVALGADA DAS VASSOURAS
Nascido em Campo Grande (hoje Mato Grosso do Sul), inventou quando estudante em Curitiba um estranhíssimo sotaque sem parentesco com Mato Grosso, com o Paraná ou com qualquer região. O acento personalíssimo só pode ser encontrado na voz dos imitadores. O estudante de direito da Faculdade do Largo São Francisco já exibia trajes desleixados e cabelos em desalinho, parecia pouco asseado, bebia com muita competência e apreciava frases empoladas. Tinha na cabeça (além de um dicionário alojado em algum desvão do cérebro) ideias vagamente nacionalistas e a certeza de que fora enviado pela Divina Providência para salvar o Brasil.

Em 1947, os alunos do Colégio Dante Alighieri decidiram conseguir uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo para o professor de geografia que não fizera sucesso como advogado criminalista e não ingressara na carreira diplomática “por não corresponder aos padrões estéticos”. Foi o começo da impressionante cavalgada das vassouras, anabolizada pelo discurso que celebrava a luta do tostão contra o milhão, prometia varrer a bandalheira, punir os desonestos, enquadrar os ineptos e engaiolar os corruptos – a começar pelo inimigo preferido, Adhemar de Barros, uma espécie de Paulo Maluf sem disfarces.

Em apenas treze anos, Jânio foi deputado estadual, prefeito da capital, governador, deputado federal e presidente da República. Só ficou do começo ao fim no governo de São Paulo. Ao completar o mandato em janeiro de 1959, o líder carismático havia incorporado a imagem de administrador incorruptível. O Brasil fora feliz com JK, um mineiro risonho, generoso, tolerante, afeito ao convívio dos contrários. Mas decidiu em 1960 que o sucessor seria o mato-grossense genioso, instável, ególatra, autoritário.

Como o país, Jânio pagou caro pela renúncia ao mandato conferido por mais de 5,6 milhões de eleitores. Transformado numa caricatura de si próprio, tentou a ressurreição impossível antes e depois da cassação, em 1964. Fracassou em 1962 e em 1982 na tentativa de voltar ao governo paulista, elegeu-se prefeito de São Paulo em 1985. Aos 75 anos, morreu pensando na Presidência. E sem revelar o número da conta no banco suíço.

Cinquenta anos depois da renúncia, o Brasil parece bem menos primitivo, a democracia tem mais consistência e Jânio figura na galeria presidencial como outro ponto fora da curva. Mas tampouco parece suficientemente moderno para considerar-se livre de reprises da farsa. Países exauridos pela corrupção endêmica serão sempre vulneráveis a algum populista que, com um discurso sedutoramente agressivo, prometa varrer a bandalheira.

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16 Comentários

  1. Vera

    -

    31/10/2011 às 21:01

    Vera
    Essa estória de muitos anos depois dizer ao neto que foi uma jogada para testar a reação do povo… ora, isso só reforça o desequilíbrio emocional permanente na vida de J. Quadros. A verdade é essa mesmo: faltou equilíbrio, controle das emoções para lidar com as pressões naturais de um governo e principalmente se lembrarmos que vivíamos sob uma guerra fria de ideologias, a comunista fazia também, a sua pressão. Instável, não soube lidar com nehuma delas.

  2. Dagoberto

    -

    18/09/2011 às 17:20

    Conta na Suica, muito interessante o perfil dos politicos brasileiros. Hoje em dia temos a agilidade da internet em espalhar a informacao, os portais de transparencia do governo, uma parcela maior de cidadaos instruidos e uma parte da midia que ainda parece divulgar os fatos com certa imparcialidade. Contudo, nem mesmo assim deixamos de ver casos e mais casos de desvio de dinheiro e corrupcao no servico publico.
    Agora imaginem os senhores o que faziam os politicos numa epoca quando nao havia metade dos recursos que dispomos hoje! Por isso que, atraves de geracoes, vemos os mesmos discursos politicos e a mesma miseria entre o povo.

  3. joao alberto bueno de abreu

    -

    15/09/2011 às 12:12

    Augusto, ao ler este seu novo texto voltou-me a indagação que me acompanha a muito tempo: porque ninguem ate hoje fez uma resenha sobre as barbaridades que o Apedeuta proferiu ao longo de seus interminaveis oito anos de (des)governo.E’ claro que seria um texto quilome’trico,pois foram oito anos e não alguns meses como o caso do Doidão da Vassoura.

    seria longo mas duvido que se tornasse cansativo, e talvez ajudasse a desmistificar esta “coisa ruim” que insiste em não desencarnar da presidência. Fica no ar a sugestão.

  4. Eduardo

    -

    08/09/2011 às 7:40

    E fez carreira… em outro Silva. Esse um infeliz que entrará para a história do Brasil como o maior mistificador gerado pelo peleguismo de ideias, pela imoralidade pessoal e pelo espírito ególatra capaz de vender a mãe e entrega-la em domicílio.

  5. Ari Quadros

    -

    06/09/2011 às 22:11

    Excelente o texto. Aliás, sendo de Augusto Nunes, não poderia se diferente. Quanto à foto que o acampanha, me é bem familiar, ou seja, encontrava-me em Brasília e, no dia da posse do Jânio, lá estava eu, um jovem, em meio ao povo, em frente ao Palácio do Planalto, testemunhando o acontecimento histórico. De tudo um pouco se poderia imaginar, jamais que o novo presidente da República viria a renunciar poucos meses depois. Parabéns, grande Augusto. Um dos textos mais qualificados que leio sobre Jânio Quadros, ou, quem sabe, o mais qualificado de todos.

    Grato, amigo Ari Quadros. abração

  6. Valentina de Botas

    -

    04/09/2011 às 2:39

    Bom dia, Augusto!
    Volto de um jantar com amigos, entre eles um professor de história universitário que elogiou este seu texto sobre o Jânio e, então, falei a ele sobre a ótima resenha sua a respeito da biografia do Jango, publicada na Veja da semana. Ele conhece o trabalho do autor e é de opinião de que as biografias bem elaboradas são excelente fonte de estudo, embora os professores, de forma geral, tenham reservas em incluí-las entre indicações bibliográficas para trabalhos acadêmicos. Este amigo é uma exceção. Parabéns pela resenha, ela nos faz querer ir à livraria mais próxima. Com um abraço, Valentina

  7. Tião bento, rj

    -

    31/08/2011 às 11:14

    Sempre gostei de política, no pouco tempo que tinha assistia pogramas de televisão, daqueles tarde da noite, em 78 tinha 18 anos, vinha do interior, já sabia dos desmandos da ditadura, mas só tinha vivido rapas, e odesmandos dos donos da terra, não eram todos não, mas eram de falsa bondade procurando manter seus trabalhadores na ignrância, mas ninguém para o mundo. A educação do povo acaba se tornando por pressão externa,exigência. Assisti programas, como já mencionei, poi me interassava, queria recuperar o tempo perdido. Quem se lembra de Henri Macksoud, era na Band, lá passaram Brizola disposto a carregar as malas de Collor se aquele menino, expressão dele, conseguisse resolver os problemas do Brasil, foi um tempo de intensa emoção, todos, prometiam o paraíso, cada qual á sua maneira. Todos que falavam bonito e se apresentaram como um messias, se elegeram. Já a mídia e a mensagem forte e otimista de um herói esperado pelo povo funcionava. Não foi como prometeram e veio crise e hiperinfação, tentam transformar isso hoje em super inflação, esquecem da correção monetária criada por Robero Campos que chamava a petrobrás de petrossauro. Pois bem terminando, só um candidato que não prometeu nenhuma magia e sim diminuir o estado e que o cinto terria que ser apertado venceu. Cumpriu o que prometeu, sem vergonha de ter sido derrotado por Jânio, sabia o que queria e o que era preciso fazer. Seus ministros mais importantes não eram políticos com atividade partidária. Isso só foi possível, por que o o mundo parecia ter chegado ao fim, vai acontecer de novo, vai ser diferente, por que o mundo e o país avançou mais um pouco e o nº de pessoas que pensam hoje aumentou mais um pouco, demora, mas é uma luta perdida para esta gente.

  8. Think tank

    -

    30/08/2011 às 11:28

    Como se vê, já tivemos vassourinha o Gari dos corruptos, Caçador de Marajás, o Torneiro dono da ética e verde, o primeiro com conta no banco suíço, o segundo sofreu impeachment por não compartilha o assalto com outras gangues, e o ultimo se mostro que não passa de mais um Lularápio, sem mencionar o dono do Sarneykistão e seus vassalos.
    Enquanto não houver uma guinada do tipo que aconteceu na China do corrupto Mao para meritocracia de Deng, o exterminador de corruptos, continuaremos de geração em geração sustentando estes saqueadores do erário e de quebra sustentamos dejetos de todo tipo como Ronald Biggs (trem pagador), Batistti (assassino Italiano), Cadena, Medina, etc. (FARC)

  9. Angelo

    -

    27/08/2011 às 11:40

    Senhores,esse maluco,foi da minha geração,com sua
    falta de visão e sonhos amalucados,preparou a cama
    para os militares,que deitaram e rolaram,atrasando
    ainda mais o desenvolvimento destePaíz.!!!!!

  10. AEduardo

    -

    27/08/2011 às 1:24

    Augusto
    Extraordinario texto!
    Este homem foi o responsavel por um dos momentos tristes de minha infancia. Observei garoto meu saudoso pai, udenista de filiacao e militante aguerrido, entristecido e decepcionado com o ato deste maluco!
    Gostei da lembranca da conta bancaria na Suica.
    Mais uma decepcao na biografia deste artista.
    Aguardando o “Irene”,espero continuar participando de seu time.
    Caso suma,e porque o bruto me levou. Mesmo assim em espirito estarei aqui. E o vicio,meu irmao!
    Abraco grande.

    Você está proibido de sumir, grande AEduardo. abração

  11. Natal

    -

    26/08/2011 às 8:32

    Jânio foi o Lula dos anos 60!

  12. pyxis

    -

    26/08/2011 às 5:32

    Essas fotos – que loucura – irresistíveis.
    Fotografia de um filme parece. Cena daqueles clássicos em p&b – tudo – o ator e a paisagem : letras dispostas como um jogo de forca com um pres incompleto e o som necessitando de uma dublagem mais sincronizada .
    Fotografia de quatro aparecem. JK sempre elegante e olha para baixo e se despede. O Jânio com faixa, braço erguido acena com cara de despedida e meio general – com um quase quepe e um ouvido – cheio de medalhas com uma faixa também .
    Jango rindo sozinho – só aparece o tronco – olha para baixo no meio.

  13. Dilcéa T. Coelho

    -

    26/08/2011 às 0:18

    Pena que História, especialmente a nossa, não seja o ‘ponto forte’ dos brasileiros….
    As mazelas se tornam cíclicas…

  14. Silvinho

    -

    25/08/2011 às 22:38

    Como eu sou ‘bem antigo’, posso me vangloriar de ter tomado uns tragos da cachaça ‘FORÇAS OCULTAS’, cujo nome surgiu em funções das desculpas esfarrapadas dadas pelo EX. Daí dá prá ver que, também, naquele tempo, se tocava flauta sobre desgraças alheias.
    Augusto, no Rodaviva passado falaram tanto em ‘alcoolista’(acho que é êsse o nome). Seria Jânio um ‘alcoolista’?
    Naquela época ainda não havia o crack, né…

  15. Luis R N Ferreira

    -

    25/08/2011 às 22:18

    Jânio Quadros é um personagem controverso, mas sem dúvida importante e que merece ser analisado em profundidade. Acredito que muitos, como eu, gostaria de conhecer mais de sua trajetória, sua personalidade e do momento histórico que possibilitou a eleição desta figura extravagante que contribuiu de maneira decisiva com os rumos que o país veio a tomar e que tanto afetou a minha geração. Conhecendo melhor a nossa História, facilita o nosso entendimento do presente e até por onde poderemos ir.

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