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31/10/2011

às 15:01 \ Baú de Presidentes

A falta que um Tancredo faz

Nas cenas finais de Tancredo, a Travessia, quem conhece razoavelmente o personagem acha que ficou faltando alguma coisa. Tal sensação poderia ser dissolvida, ou pelo menos abrandada, por uma tarja que, sublinhando as comoventes imagens de abertura, exibisse a advertência necessária: Tancredo Neves não cabe em 105 minutos. Essa é a duração do documentário que estreou nesta quinta-feira nas salas de cinema. Enquanto acompanha passo a passo a caminhada de um PhD em política que viveu como protagonista os episódios mais dramáticos ocorridos entre 1954 e 1985, o diretor Sílvio Tendler procura capturar-lhe a essência do pensamento e as características que forjaram o estilo incomparável. É muito assunto para pouco mais de uma hora e meia.

E é muita história para uma vida só. Ministro da Justiça em agosto de 1954, Tancredo primeiro usou o talento de conciliador para tentar conter a cólera dos inimigos de Getúlio Vargas. Na última reunião do ministério, mostrou a valentia que nunca lhe faltou ao defender a resistência armada aos militares sublevados. Consumada a tragédia, pronunciou um discurso feroz à beira da sepultura do grande suicida. Em 1961, depois da renúncia de Jânio Quadros, o candidato derrotado ao governo de Minas Gerais negociou o acordo entre o vice João Goulart e os generais conservadores que instituiu o parlamentarismo. Emergiu da crise como primeiro-ministro do novo regime.

Em 1964, líder do governo de Jango na Câmara, Tancredo fez o que pôde para evitar o golpe de Estado. Derrotado, ajudou a fundar o MDB oposicionista e seguiu demonstrando que a prudência e a coragem podem e devem andar de mãos dadas. Amigo de Juscelino Kubitschek, cassado em junho, acompanhou o ex-presidente nos humilhantes depoimentos em tribunais militares. Em 1976, voltou ao cemitério de São Borja para despedir-se de Jango, que não pôde ser sepultado com honras de chefe de Estado, com ataques frontais ao governo autoritário.

Em 1983, engajou-se sem ilusões na campanha pela volta das eleições presidenciais diretas, que qualificou de “lírica”  não por desconhecer a importânica da mobilização popular, mas por conhecer bem demais o Congresso. Convencido de que a sucessão do general João Figueireido não seria decidida nas urnas, tratou de tecer desde o começo de 1984 as complicadas alianças que, em janeiro do ano seguinte, garantiram  a vitória sobre o candidato governista  Paulo Maluf  no Colégio Eleitoral. Entre o início das operações de bastidores e o triunfo, Tancredo colocou em prática as lições que resumia numa metáfora fluvial: “Não se tira o sapato antes de chegar à margem do rio. Mas não se vai ao Rubicão para pescar”.

Esperou até a 25ª hora para formalizar a candidatura e deixar o governo de Minas. Chegara à margem do rio. E então partiu para a travessia do seu Rubicão — o rio que todo guerreiro tinha de cruzar para lançar-se à conquista de Roma. Conseguiu o apoio de todas as vertentes da oposição, com exceção do PT. (O detentor do monopólio da ética se negou a votar no candidato da nação e expulsou os três deputados que descumpriram a ordem. Lula achou que Tancredo não merecia confiança também por ter como vice um José Sarney. Hoje amigos de infância, Sarney e Lula são reduzidos a uma dupla de pigmeus oportunistas pela grandeza do presidente que poderia ter sido e não foi).

Na etapa seguinte, Tancredo atraiu dois terços do PDS e isolou Maluf. Como se disputasse uma eleição direta, liderou comícios monumentais em várias cidades brasileiras. Já era um campeão de popularidade quando pronunciou o belo discurso da vitória. Surpreendido pela cirurgia inadiável na véspera da posse em 15 de março, agonizou até 21 de abril, quando deixou a vida para entrar no imaginário popular como herói nacional.

Cada uma das tantas versões de Tancredo vale um livro, cada episódio que protagonizou vale um filme. Como foram todos agrupados num único documentário, é inevitável que certos trechos pareçam rasos demais, incompletos ou de difícil compreensão. A memória nacional sairia ganhando se, por exemplo, fossem incorporadas mais informações ao trecho reservado às restrições feitas por chefes militares ao candidato do MDB. Até render-se aos fatos, o presidente Figueiredo vivia recitando a expressão  “Tancredo never”. Preocupado com as reações da linha dura, o candidato montou em segredo um plano para reagir a um eventual golpe fardado. O excesso de cautela aconselhou Tancredo a ocultar as dores que prenuciaram o drama. Ele achava que os quartéis não admitiriam a posse do vice José Sarney.

Feitas as ressalvas, convém deixar claro que o que parece pouco aos olhos de cinquentões bem informados é mais que suficiente para permitir a quem tem menos de 30 uma pedagógica viagem, conduzida por Tancredo, pelo turbulento Brasil da segunda metade do século 20. No grande viveiro de desmemoriados vocacionais e amnésicos por conveniência, que a cada 15 anos esquecem o que aconteceu nos 15 anteriores, merece ser saudado com tambores e clarins um documentário que trata a verdade com gentileza e conta o caso como o caso foi.

É irrelevante saber se será anexado aos trunfos eleitorais do senador Aécio Neves. Se fosse neto de um avô assim, Tancredo Neves agiria da mesma forma. E pouco importa constatar que a câmera não esconde a admiração pelo personagem. Esse mineiro de São João del Rei que fez da conciliação política uma forma de arte, esteve sempre do lado certo e só depois de morto subiu a rampa do Palácio do Planalto é, decididamente, um estadista admirável.

Outros documentários completarão o painel esboçado pelo retrato pintado por Tendler ─ e concluído na hora certa. Milhões de brasileiros poderão constatar que, há apenas 25 anos, sobrava gente que debatia ideias, defendia programas e não estava à venda. Os corruptos não chegavam tão facilmente ao ministério. A Era da Mediocridade ainda era só um brilho no olhar guloso de Lula e seus devotos. As imagens mostram um José Sarney constrangido, deslocado, consciente da condição de intruso. Virou presidente graças aos micróbios do Hospital de Base de Brasília e à incompetência dos médicos, que se uniram para castigar o Brasil com a perversidade brilhantemente condensada na frase do jornalista Carlos Brickmann: “Sair de Tancredo para cair em Sarney é, definitivamente, encontrar um túnel no fim da luz”.

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82 Comentários

  1. fpenin

    -

    23/05/2012 às 8:58

    Tancredo sabia usar os remédios na hora certa: quando não era para doer, vaselina.Para evacuar o material purulento, bisturi.Já o neto…uma libélula que vai ao encontro do globo de luz!

  2. fpenin

    -

    23/05/2012 às 8:51

    Que texto, Augusto! Quaisquer comentários não teriam sentido, tal a clareza da exposição.Deleitando-me com o assunto, percebi o grande perigo de que o Brasil escapou: você já parou para pensar o que seria de nós se Maluf tivesse levado a presidência,Augusto? Foi por um triz..

  3. Matheus

    -

    14/04/2012 às 10:40

    Amigo A. Nunes: É o Marco, hoje é um dia muito triste para mim, perdi meu grande amigo, não sei se tu conheceu, Claúdio Quintana Cabral, o Mestre Cabral, trabalhava na Band de Poa. Com certeza um dos dia mais triste da crônica Esportiva Gaúcha. Cabral estava para a torcida do Inter, como Santanna está para a do Grêmio.E o mais importante um liberal.
    Abs. Marco.

    É uma pena. Lamento, amigo. abração

  4. Lampiao do Norte

    -

    10/03/2012 às 21:52

    Tancredo X Jefferson = ??????

  5. Lampiao do Norte

    -

    10/03/2012 às 21:43

    O Aecio tera a resposta que merece dos ” indios”que sabe o que fala!…. Tudo demora pelas bandas de ca querido Nunes… Mais quando falamos, o Mundo ouve!..Acredie!

  6. carlos nascimento

    -

    11/12/2011 às 0:17

    Atualmente os sábados costumam ser apavorantes para determinada classe política.
    O sábado presente (10/12/11), vários mineiros estão perdendo o sono, certas “alianças mineiras” vão acabar gerando muitas capas de jornais e revistas, os fios encapados começam a soltar faíscas, tráfico de influência é só uma questão da falta de gás do ETA, que queria ficar PORRETA, não deu, 130.000 pimentões deram o toque errado, azedou.
    O julgamento do primeiro mensalão está sendo cozinhado, Marcos Valério já está preso, por outra razão, o caldeirão está fervendo, as novas denúncias não vão deixar o sapo barbudo pular do vapor, vai derreter junto, torradinho, torradinho.
    Sinto muito por Juscelino, Tancredo e Itamar, ilustres mineiros, devem estar decepcionados, a atual geração é apavorante, rasgaram todo o patrimônio construído ao longo de décadas.
    Pergunto ao AN, quando teremos o aguardado post sobre Aécio Neves.

    Tenho registrado aqui que o Aécio está conseguindo errar todas, grande Carlos Nascimento. E não serão poucos os posts sobre ele (e sobre a oposição oficial, que tem tido um desempenho desastroso). Mas não me perco nas prioridades. Com tantos ladrões no governo debochando do Brasil decente, não vou gastar munição agora. abração

  7. carlos nascimento

    -

    03/12/2011 às 20:53

    Mestre Augusto,

    Sei que vc conhecia muito bem o estilo e a personalidade de Tancredo,sendo assim resolvi indagar :
    - O avô de Aécio estaria satisfeito – se vivo estivesse – com o atual comportamento político de seu neto ?
    - Gostaria de saber sua opinião também – respeitadíssima – se Aécio está honrando o sobrenome que herdou, ou está léguas de distância da altivez do avô ?
    - Como vc avalia a total omissão, sumiço, fuga dos debates políticos e pontos de vista do Senador mineiro sobre os atuais ilícitos corruptos que assolam o nosso País. A atitude do Senador é digna de quem deseja tornar-se candidato à Presidência do Brasil ?
    - Como vc avalia a parceria que o Senador mineiro mantém em seu Estado(MG) com a turma do PT ?
    Finalmente uma última solicitação, alguns amigos me falam que a alcunha de “vaselina” que costumo chamar o Aécio não é adequada, já “garoto do leblon” tudo bem, vc acha que eu exagero ?
    abraços
    Carlos Nascimento.

    Estou devendo um post de bom tamanho sobre o Aécio, amigo Carlos Nascimento. Mas antecipo duas constatações. Primeira: como toda a oposição, ele não tem perdido nenhuma chance de errar. Segunda: o Tancredo sempre soube a hora de bater e a hora de esquivar-se. O Aécio se esquiva o tempo todo. abração

  8. Enesi

    -

    03/12/2011 às 20:33

    Que falta faz Tancredo Neves. Para mim, apesar do pouco tempo no governo, foi o melhor governo o que ele iria nos deixar.Eu era adolescente, e vivi a época mais feliz de minha vida, cheia de esperança, quando os estudos fazia a diferença na vida, quando o trabalho valorizava o trabalhador, valia a pena trabalhar. Hoje somos escravos, trabalhamos cada vez mais e metade do nosso salario vai para o governo que o distribui em quatro partes: duas para eles, uma para programas sociais e ongs(compra votos) e uma para pagar os financiadores de sua campanha.

  9. 100destino

    -

    26/11/2011 às 9:26

    Este era um otimo equilibrista , estava sempre equilibrando em cima do muro sem cair. Como brasileiro , era um exelente politico.rsrs

  10. Zuleika Amaral

    -

    20/11/2011 às 15:52

    Augusto:não vou abusar,agora,apenas citar um dos
    maiores sucessos entre os muitos “SLOGANS” que fiz,
    na campanha das “DIRETAS”:
    “DESTA VEZ O BRASIL VAI
    NAS MÃOS DE TANCREDO,UAI!”
    Zuleika

  11. Zuleika Amaral

    -

    20/11/2011 às 15:36

    Augusto,querido amigo:ontem já abusei,de novo,de sua bondade e paciência postando coisas antigas e,´
    talvez,sem nenhum valor real para você.Às vezes me perco em devaneios,SIM,mas é por estar sempre ligada demais ao que acontece por aqui e no mundo
    e,também,por ter a certeza do quanto o passado foi
    importante,tendo em vista este Brasil de hoje!!!
    Quando parei para pensar no que postei,ontem,perce-
    bí que tinha sido “ABUSADA”,de novo.Perdõe-me,AMIGO
    MUITO QUERIDO,RESPEITADO,ADMIRADO,TUDO DE BOM!!!

    Zuleika

  12. Zuleika Amaral

    -

    20/11/2011 às 15:10

    Augusto:que falta nos faz o TANCREDO!!!Quem sabe se
    de lá,onde se encontra-no céu!-ele pôde ver à que
    ponto chegamos aqui em baixo,indefesos,nas mãos de
    “incrível bandidagem” que ele,em sua grandeza moral,jamais poderia ter imaginado!!!Com aquele seu “jeitinho especial” e pacífico,teria feito deste País aquele BRASIL GIGANTE,MESMO,COMO MERECE
    SER…E É!!!COM DEUS E TANCREDO DO NOSSO LADO NINGUÉM MAIS PODERÁ NOS OFENDER,ATÉ COM “BEIJO INDECENTE” E LADROEIRA EXPLÍCITA SEM PUNIÇÃO.AMÉM!!!

    Zuleika

  13. Falcao

    -

    20/11/2011 às 9:36

    Simplesmente não corresponde a realidade. Político é político e não acredito que viverei para ver um único que mereça minha admiração e isto inclui o Sr. Tancredo.

  14. Isabel

    -

    16/11/2011 às 19:01

    Eu assisti ao filme, é realmente emocionante!

  15. Zuleika Amaral

    -

    09/11/2011 às 14:35

    AUGUSTO:obrigada pela atenção dispensada à minha pergunta,mas é que fico,sempre,preocupada e insegura quando muda algo no meu blog.Você sabe que.sendo semi-analfabeta no uso deste “miserável”
    aparelhinho que vicia a gente-e este é o meu único vício!-nem quero pensar se não pudesse mais me
    comunicar com a VEJA e seus “meninos” queridos!!!
    Então,por favor,se me perco em devaneios-de vez em
    quando-que nada têm a ver com nossos assuntos,é e
    sempre será,por amor,afinidades,carinho,ternura,
    tudo de bom que mora no meu coração,inspirando esta
    abusada confiança de que serei entendida e perdoada!!!CARINHOSAMENTE,

    Zuleika

  16. Valentina de Botas

    -

    08/11/2011 às 10:15

    Oi, Augusto!
    As portas sempre abertas deste espaço radioso, onde os indignados vimos bater bumbo (segundo a ótima expressão do nosso grande Oliver), me fazem lembrar daqueles maravilhosos, tradicionais e ecléticos bares de bairro. Os de melhor estirpe, evidentemente. Frequentado por gente que sabe entrar e sair. Cujo dono é referência para aquele papo rápido sobre um caso de amor enrolado, o pênalti perdido na última rodada, a filha aprovada no vestibular, a falta de trabalho, um emprego novo, eleições, amenidades, dramas grandes e pequenos. Realidades em fragmentos. Para as quais, o presidente do boteco sempre tem a palavra ou o silêncio em doses certas. É uma terapia, também para o presidente. Não sendo sua Coluna um boteco real, o assunto predominante é a política nacional. Li seu texto na edição impressa da Veja. Excelente, meu caro, sem surpresas. Agora, vendo-o aqui, sob outro título, sinto um travo de melancolia. E vim buscar (ou deixar) minha dose do dia. Neste Brasil em desconstrução, de sentidos embotados, de moral invertida, que se deixa esculhambar por uma rataiada em tudo ordinária, Tancredo e outros de sua qualidade de homem público restariam no limbo em companhia de, por exemplo, FHC. A eles faltaria um país. É esta a minha melancolia: sinto a falta que um país faz. É isso. Presidente, pode mandar uma dose dupla. Com um beijo, Valentina

    Um beijo, Valentina.

  17. Zuleika Amaral

    -

    08/11/2011 às 4:25

    Augusto:sem nada a ver,mas houve uma mudança nos
    meus dados,e no meu nome,aqui no blog de hoje:posso
    perguntar à você o que está havendo?Ficou parecido com o meu FACEBOOK:será sempre assim agora?!?
    Aguardo a sua resposta,por favor,AMIGO!!!

    Vou saber o que há, querida Zuleika. Um beijo.

  18. Zuleika Amaral

    -

    08/11/2011 às 4:17

    O Brasil chorou por TANCREDO NEVES:o grande e ilustre brasileiro,inesquecível para os que o conheceram e incomparável com qualquer outro de ontem,de hoje e de amanhã!!!Os micróbios que o mataram não eram do “HOSPITAL DE BASE”,não,e sim
    “plantados” em seu abdomem pelos competentíssimos
    médicos do governo.Este fato foi comentado no País
    inteiro,já que se tratava do político mais querido e respeitado pelo povo.Já na semana seguinte-se não
    me engano-o próprio Aécio disse à VEJA que ele já
    estava morto antes do anúncio,porém ELES TINHAM PROGRAMADO A MORTE PARA O DIA 21 DE ABRIL.E assim foi feito!TANCREDO NÃO MORREU:ELE FOI “MORRIDO”
    PORQUE REPRESENTAVA O MAIOR PERIGO PARA O GOVERNO,
    QUE QUERIA O MALUF.E este fato me fez lembrar de
    quando TANCREDO fez seu discurso de vitória,foi a
    primeira e única vez que vi MALUF CHORAR,JÁ QUE ELE
    ESTAVA COM TODA A CERTEZA-garantida pelos “homens”
    -de que seria o PRESIDENTE…mas o povo não deixou!
    E porque o povo não deixou,LEVARAM TANCREDO!!!
    Depois,o prazo do castigo de LACERDA,JANGO E JUSCELINO estava vencendo e eles já estavam se organizando para uma ALIANÇA PODEROSA,COM APOIO DO POVO.Então,foram morrendo “convenientemente” antes de ficarem livres.E até DEZEMBRO OS TRÊS ESTAVAM MORTOS!!!Não estou inventando nada e,SIM,contando
    a verdade como aconteceu:estas mortes foram contestadas no País inteiro.O médico de LACERDA até escreveu um livro contando a sua revolta pela
    morte “suspeitíssima” de seu cliente,já que ele e
    LACERDA tinham estado juntos naquele dia:quando LACERDA estava ótimo de saúde e,de repente,o médico
    foi avisado de que ele tinha morrido de pneumonía no começo daquela mesma noite!
    Não sei se você já sabia destes fatos,mas aconteceram,SIM,e,talvez,possam ajudá-lo em seu livro,tá?!?Um beijo,carinhosamente,

    Zuleika

  19. Rosa

    -

    07/11/2011 às 21:04

    Augusto, um homem digno do quilate de Tancredo teria perdido muito se tivesse aceito, ao seu lado, a presença do partido que hoje governa este País. A história teria sido outra: ou Tancredo teria conseguido mudar a índole bandidesca do CHEFE e de seus seguidores, e hoje o Brasil não estaria envergonhado de tantas roubalheiras, mensalões e petralhagem??? Eis a pergunta que não quer calar. Tancredo faz falta! O homem que disse: “Um país se faz com teto, pão e letras, jamais poderia aceitar o analfabetismo como marca de poder. O analfabetismo por preguiça, indolência. O analfabetismo oportunista para angariar glórias de outros sem instrução ou de instruídos também oportunistas, que engordaram (am) suas burras à custa dos impostos suados do povo brasileiro. Tancredo faz falta, porque se vivo e jovem fosse, estaria gritando aos quatro ventos por justiça e cadeia para esses que recebem o beneplácito do partido e de seu chefe maior: àquele que defende todo e qualquer infrator. Iria gritar, espernear sendo uma oposição forte e incansável contra todo e qualquer governo ladrão e petralhista.

  20. Maldoror

    -

    07/11/2011 às 16:36

    a sorte do tancredo foi não governar este país…se tivesse governado, hoje seria massacrado..pois governar depois dos militares destruirem o Brasil ia ser muito difícil…acho que talvez saísse melhor do que o sarney…mas isso é fácil…

  21. Tião Aragão

    -

    05/11/2011 às 23:27

    Estou fora a 18 anos mas vou lá sempre em janeiro e continuo sabendo de muita coisa recente, que nem dá para informar.
    Vc. viu como defenestraram o prefeito petista?
    Sabem porque? Porque Cabral e PT o colocaram lá.
    Bom mas aí é uma outra história.
    Pesquisem o material, é bom e a Globo usou de forma a eleger o prefeito e tirá-lo do cargo.
    Bom aí é uma dedução que faço por aqui no sul vendo e ouvindo o noticiário e depois colho as informações nos janeiros na Praça Santa Tereza, de muitos cafézinhos com os falecidos Geisel e Heleno Nunes.

  22. Tião Aragão

    -

    05/11/2011 às 23:21

    Tem informação tb de como os sequestradores do Embaixador Americano seriam fuzilados, mas os militares não oquiseram.
    Dois dos que foram trocados seriam os informantes dos militares.Isso seria interessante além, do fato positivo do sequestro à nível internacional. A fonte não disse claro quem era, mas vc. tem dúvida que um deles é um grande ” amigo”seu?
    Me refresque a memória, a Dilma não estava naquela casa da Glória, Junto com Franklin Martins? Observe que todos, literalmente todos deram-se muito bem. Não foi de graça.

  23. Tião Aragão

    -

    05/11/2011 às 23:16

    Amigo o candidato governista era o Sarney.Teria sido melhor o Maluf. Dos males o menor. Pelo menos o turco faria a máquina andar. Sou de Teresópolis ( correspondente na ocasião de O GLOBO, na cidade, que não quis nem saber de matéria a respeito) e o Geisel, não recebia Maluf na sua casa. Destestava o turco, que chegou a alugar um helicóptero para ir à Teresópolis e falar com o Prefeito Pedro Jahara ( falecido), como desculpa, mas queria mesmo era falar com o General, como era chamado Geisel pela tia de minha ex-esposa, ajaudante de cosinheira dele.O marido dela foi o construtor de casa do presidente. Fui o primeiro a publicar que o Figueiredo seria o Presidente, informação da cozinha do presidente.O pessoal do Globo não acreditou. Teresópolis era palco de muitas personalidades. Lá eu soube quem foi Lula, através um paulista. Procure saber sobre o CLUBE 150, AÍ EM SAMPA, E VC SABERÁ MAIS SOBRE SETUBAL, ERMIRIO, PAULO VILARES, ETC.ETC e Lula.Amigos do barbudo.

  24. Alerta Brasil

    -

    04/11/2011 às 21:51

    Parabéns Augusto você nos fez retornar a uma época em que ao ouvir o Hino Nacional nos orgulhávamos de sermos Brasileiros. Falar em Tancredo é como se desde sua morte tenhamos ficado órfãos. Hoje infelizmente vivemos em uma Republica das Bananas em que os políticos em sua maioria são pessoas inescrupulosas pelegos do poder.Faço votos para que encontremos o mais rápido possível a luz no fim do túnel.

  25. rildo

    -

    03/11/2011 às 18:10

    Brilhante sua avaliação sobre o tema do filme de Tender. Irresponsavel sua avaliação sobre a competencia dos médicos que o atenderam. Tancredo se RECUSOU a ser operado quando foi feito o diagnóstico inicial de diverticulite. Depois com fezes na cavidade abdominal e sepsemia fica dificil em qualquer hospital.

    Acompanhei a história de perto. Mantenho o que disse. A teimosia do Tancredo e a lambança dos médicos não são coisas excludentes. Você sabia que a primeira cirurgia foi acompanhada por políticos que entraram na sala com a roupa que estavam usando na rua?

  26. Gustavo

    -

    03/11/2011 às 17:44

    Acabei de ver o filme. As cenas das galerias da Câmara de Deputados ao fim da sessão que não vingou a emenda Dante de Oliveira são de arrepiar. Por que a população brasileira se tornou tão avessa aos fatos políticos? Por que não enchemos mais as galerias exigindo mais compostura dos nossos políticos? Sinceramente não entendo…

  27. ethan edwards

    -

    03/11/2011 às 13:43

    “A Era da Mediocridade ainda era só um brilho no olhar guloso de Lula e seus devotos.”

    Obrigado, Augusto, por nos lembrar que é possível tratar o idioma com elegância mesmo quando se escreve sobre os admiradores da barbárie. Seus pais foram clarividentes ao lhe escolher o nome.

    Quem agradece sou eu, grande Ethan. abração

  28. Gamal

    -

    03/11/2011 às 2:34

    PERFEITO O COMENTÁRIO.
    TANCREDO, O GRANDE!

  29. Getúlio

    -

    02/11/2011 às 17:23

    APOSENTADOS A CAMINHO DA EXTREMA POBREZA

    I. Bons tempos aqueles para os trabalhadores que iniciaram seus empregos com registro em Carteira Profissional em um Ministério do Trabalho voltado à defesa dos Direitos dos Trabalhadores; Direitos dos Aposentados e Direitos Sagrados considerados o maior Programa de Efeito Social até hoje alcançados através de uma Ditadura que remonta unicamente da Época de Getúlio Vargas em 1954;

    II. No Período Imperial; Ditadura Vargas e Ditadura Militar em 1964 aqui no Brasil foram épocas de crescimentos em infra-estruturas, realizações em áreas nunca revogadas;

    III. Nos períodos de presidentes democraticamente eleitos após a idade média (Ditadura Vargas) exceção parcial feita ao governo de Juscelino Kubistchek que implantou a nível nacional o maior programa de Rodovias Federais no seu Programa de Governo (50 anos em 5) e não ampliando revitalizações no projeto, programas em Redes Ferroviárias e Portuárias que foram implantadas na época do Brasil Império.

    IV. Que eleito Juscelino Kubistchek ou no Período da Ditadura Militar de 1964, com Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Medido e João Batista Figueiredo os militares nunca confiscaram nem mesmo através de Atos Institucionais; Publicações Secretas ou Medidas Provisórias os Direitos Sagrados dos Aposentados por seus pagamentos de Contribuições Previdenciárias e Direitos Adquiridos que já a partir da Constituição de 1988, confiscados e usurpados nas instalações da Câmara e Senado da República como a maior falcatrua contra do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS).

    V. Confiscos que servem ainda hoje de modelo contábil e financeiro às Cias de Seguros e empresas de Planos de Saúde em alterações contratuais a revelia, restando aos segurados reclamarem ao PROCON e aos Aposentados por tempo de Contribuições Previdenciárias reclamarem aos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na Secretaria de Direitos Humanos da Maria do Rosário.

    VI. Atos Institucionais; Nos Períodos Ditatoriais para implantar Direitos e Deveres que ensinavam nas escolas do meu tempo = Educação Moral e Cívica e (OSPB) Organização Social e Política do Brasil no Brasil e haver crescimento educacional com respeito aos Direitos Adquiridos dos Aposentados e às Instituições públicas ou Privadas;

    VII. Atos Institucionais reclamados após a Anistia, largamente alardeadas por Cassados, Refugiados e Militantes aparentando glorificação pertencer à categoria de Exilados ou Anistiados para conseguirem nomeações em Empresas Estatais. Cargos Comissionados em Ministérios ou Autarquias Federais Estatais; reintegrando-se aos seus cargos ou funções com indenizações corrigidas, integrais em suas categorias com aposentadorias atualizadas sem quaisquer Índices de Fator de Correção ou Redutor Previdenciário.

    VIII. Continuando com desmanche financeiro que começou com Presidentes eleitos que não sabem honrar promessas de campanha com trabalhadores brasileiros; souberam com seus aloprados iniciar coniventes maracutaias e desvios com o erário público, efetuando doações a imperialistas eleitos democraticamente com alterações em Contratos de Participações da Petrobras, Itaipu – Binacional enquanto esquecem-se do Fim do Fator Previdenciário governam a revelia do Legislativo e do Judiciário, e daí. Será que grandes decisões somente com anuência do Grande Oriente, ou que acima de todos ainda está o Grão Mestre mencionado no Livro Honorável Bandidos?

  30. LAMPIAO do NORTE

    -

    02/11/2011 às 3:18

    Augusto voce resgatou um Brasil lindo que poucos irao recordar.. o Brasil de “dias Gomes, viuva Porcina, Renato Villar e etc… Tenho ate medo d realidade homi que gente mAIS NOJNETA….. “PROFUNDIDADE DE UM PIRES…..”
    http://www.youtube.com/watch?v=0lx5o2iNswI&feature=autoplay&list=FLQAUo7yszOBaDdHlCnW08jg&lf=mh_lolz&playnext=11

  31. Diogo

    -

    02/11/2011 às 2:30

    Tenho menos de 30, não tive o prazer de conhecer a figura de Tancredo Neves. Mas, sempre ouço só elogios a seu respeito. É pura ironia, Tancredo nos fez um bem e nos livrou de Paulo Maluf, porém, pelos acasos da vida, caímos em Sarney. Não sei qual seria pior para o Brasil. E pensar que se Tancredo tivesse vivido, teríamos hoje um Brasil muito melhor, teríamos uma história muito mais bonita, história que não teria Sarney em suas páginas. Belo texto Augusto, como sempre.

  32. LAMPIAO do NORTE

    -

    02/11/2011 às 1:29

    Meu Pai, minha Mae e meu avo choraram com a morte de Dr. Tancredo…. E Eu na minha inocencia nao entendia o porque….Voce veio com a resposta que meus queridos nunca conseguiram me explicar…

  33. Eduardo Lima

    -

    01/11/2011 às 18:58

    Ah ! Caro Augusto, de augusta figura e augusto texto!
    Acabo de ler seu post, e não pude conter a emoção e as lagrimas. Vivi este momento ímpar, e ao ler me deu uma vontade enorme de ver

  34. CarmemK

    -

    01/11/2011 às 16:35

    Augusto,
    Como sempre, lucidez impecável. Minha geração, hoje na casa do meio século, vislumbrou, pela primeira vez com a campanha das Diretas Já, a oportunidade de cidadania plena. Lembro até hoje da tristeza com o anúncio da morte de Tancredo, com as homenagens vistas pela TV – e da cara do “Gato Félix” (como minha mãe se referia ao vice), tentando não demonstrar a satisfação que o acometia. Não assisti ainda ao documentário, mas quero fazê-lo com meus filhos, para mostrar a eles que eventualmente se encontram pessoas decentes no Brasil. Isto é muito necessário para esta geração de céticos – está difícil encontrar um jovem bem informado que leve política brasileira a sério, e que consiga perceber que boa política é o motor do desenvolvimento. Como não temos mais oposição relevante, talvez ainda tenhamos de aturar esta situação por algumas décadas…

  35. Carlos Silva

    -

    01/11/2011 às 14:54

    Brilhante… dá até vontade de chorar (de novo) o segundo melhor presidente que o Brasil NÃO teve (o primeiro foi Rui Barbosa).
    E olha que eu só tinha 5 anos quando Tancredo morreu…

  36. Ana V.

    -

    01/11/2011 às 14:03

    Mais uma vez, seu texto me emocionou. O grande desafio de um homem realmente é conseguir fazer com que a sua própria história seja maior do que os 30 minutos ou 105 nos quais possa resumi-la. Tancredo foi grande, um brasileiro que me orgulha muito por ter adotado este país como minha pátria. E senti-lo vivo, real, humano e imenso nas suas palavras é também uma grande honra. Eu agradeço por poder absorver e admirar os seus textos, tão refinados, que refletem também um jornalista espetacular que não cabe em 105 minutos. Um abraço!

  37. João

    -

    01/11/2011 às 13:55

    Realmente um grande político.
    Infelizmente o neto, Aécio Neves, não está à altura do avô, tendo sido pego na blitz da Lei Seca ano passado no RJ, e travando uma luta desleal pelo poder dentro do próprio PSDB.

  38. Rafael

    -

    01/11/2011 às 13:42

    Só um comentário: Talvez, por conta dos acontecimentos políticos, tenham retartado demais o diagnóstico. Mas não houve erro depois da internação. É injusto avaliar o que aconteceu há quase 30 anos à luz dos conhecimentos atuais. Eles mal desconfiavam do que viriam a ser as bactérias multi-resistentes e as infecções hospitalares.

  39. anna

    -

    01/11/2011 às 13:40

    perfeito seu artigo, como sempre. brilhante sua constatação de que “há apenas 25 anos os corruptos não chegavam tão facilmente ao ministério. A Era da Mediocridade ainda era só um brilho no olhar guloso de Lula e seus devotos.” Hoje somos obrigados a ouvir o presidente do PC do B dizer que seu partido sai engrandecido depois de Orlando!?!? Dizem as más línguas que saiu enriquecido. Enfim, em meio a tanta vergonha, ainda existe quem defende idéias e valores como você, luz no final do túnel – ao inverso de Sarney.

  40. or

    -

    01/11/2011 às 13:04

    Logo os dois estarão juntos, milicianor.

  41. Think tank

    -

    01/11/2011 às 12:50

    Desconfio que pelo perfil do Tancredo, aquele que sempre “surfou” antes dos militares, durante e quase depois como faz hoje o Sir Ney, seria amostras idênticas, a probabilidade é grande que caso estivesse vivo seria o rei de Minaskistão como é o Sarneykistão.

  42. claudia pollatto

    -

    01/11/2011 às 12:28

    Nun tempo em que o túnel parece não ter fim ,concordo com você antes mesmo de ler o que vai escrever.Parabéns

  43. maria-maria

    -

    01/11/2011 às 11:51

    sarney e asseclas prostituíram o partido original; quanto à ascensão de sarney ao trono, foi golpe talvez explicado porque, na época, a opção parecia ainda pior.Quem pode ser vice, antes da diplomação do titular?Só nesta sbórnia!

  44. Max Suel

    -

    01/11/2011 às 10:33

    Excelente texto. Como sempre concordo 100% com o jornalista Augusto Nunes.

  45. Ida Moritz Cavalcanti

    -

    01/11/2011 às 10:31

    Magnífico! Aliás como tudo – ou quase tudo – o que você escreve. Mas, com todo respeito, sugiro que você revise “…lançar-se para à conquista de Roma.” Desculpe, mas é ‘deformação profissional: uma vez professora…

    Obrigado, cara Ida. Esse “para” entrou de gaiato. Vou corrigir imediatamente. Um abraço.

  46. zé fábio

    -

    01/11/2011 às 9:46

    Augusto, ia cumprimentá-lo, mas resolvi ler os comentários de até agora. Cumprimento primeiramente seus leitores, estirpe diferenciada, como diferenciado você é como jornalista.
    ZF

    Abração, Zé Fábio.

  47. Renato

    -

    01/11/2011 às 9:37

    Caro Augusto,

    Como sempre o texto é, por si só, uma aula. Mas, a leitura dos fatos confinados apenas ao seu período de vida é insuficiente.

    Vivemos e não podemos negar isto: somos produto de um modelo que quis apenas reconhecer erros onde havia acertos espetaculares. Os interesses que moviam este reconhecimento podem ser ditos ingênuos ou maldosos… para se dizer o mínimo.
    Tancredo jamais foi ingênuo…. produto de seu “ideal” político são Sarnery, Collor, Itamar(salvação), FHC, Lulla 1 e lulla 2.

    Belo trabalho de Tancredo. Grande Tancredo…. Putz!

  48. nena

    -

    01/11/2011 às 9:10

    A morte de Tancredo naquela hora tão esperançosa foi aterradora para quem esperava a volta da democracia. Se pelo menos seu vice fosse outro talvez os rumos do país tivessem tomado outra direção, embora estivessem de tocaia Brizola, Lulla, Maluf, esperando para dar o bote. Juscelino já tinha partido, depois foram Montoro, Ulisses, Covas e nosso Basil caiu nas mãos dos aproveitadores que sequer sabem o que é a Política e ser político. Triste destino o nosso.

  49. mineiro lembra

    -

    01/11/2011 às 8:41

    Parabéns pela lembrança do mineiro que foi morto porque queria tirar o povo brasileiro das mãos do famigerado FMI.Quando falou nos discursos “que não pagaria a dívida externa com o suor dos brasileiros”, fez crescer a ira dos ditadores do mundo.E para calar sua boca deram um nó nas tripas do mineiro para matá-lo. O canalhão do PT quiz copiar mas não conseguiu nada porque não era honesto.Então mudou o discurso dizendo que o brasil maravilha ia pagar sua dívida.Ganhou a eleição e hoje o país está no que está:Corrupção saindo pelos canos da política.

  50. freetibet

    -

    01/11/2011 às 1:34

    Quando a “Era da Mediocridade ainda era só um brilho no olhar guloso de Lula e seus devotos” E o quanto ainda nesta Era da Luz Bruxoleante devemos resistir em encontrar um túnel trevoso com a cara do Zédirceu, acabo de assistir estupefato, um documentário na TV Escola sobre o advento do nazismo, arrepiado (mesmo!) constatei a tremenda similaridade e métodos, com os gorilas de hoje sem o bigodinho, porém o mesmo cinismo estúpido e canalha!…Socooorro! Não temos nenhum Tancredo…

  51. Luiz Pereira

    -

    01/11/2011 às 0:20

    Augusto, boa noite,

    Afinal, nessa vida houve um momento de lucidez de Lula: quando ele achava que sarney não merecia confiança alguma.
    sarney continua não merecendo. Mas quem mudou não foi ele, sarney. Foi Lula. Ou será que ambos nunca mudaram?
    Abs.,
    Luiz Pereira

  52. giovanni tortieri

    -

    01/11/2011 às 0:09

    Senhor Augusto Nunes, concordo com 95% do seu texto. Como morador de Sao Joao del Rei e fã inconteste do Dr. Tancredo – isso mesmo, aqui até hoje ele é chamado de Dr. Tancredo – conheço um pouco de sua trajetória política. Embora tenha apenas 34 anos, possuo uma quantidade razoavel de literatura sobre Tancredo (recortes de jornais, revistas, livros) que abrangem desde sua ida para a Assembléia Legislativa de MG (este lugar hoje tambem um antro de ratazanas – do mesmo naipe q ocupam brasilia, são paulo, rio de janeiro, espirito santo, bahia, etc.. a corrupção não tem cara nem matiz politica ou ideologica)até o seu enterro no cemitério do cemitério da (belissima) Igreja de São Francisco de Assis. Não tive a oportunidade de acompanhar in loco a atuação do Dr Tancredo, mas desde aquele tempo, ele via-se cercado de ratos (tão inescrupulosos quanto aos q estão hj aqui em volta do poder)… é uma injustiça querer atribuir toda a corrupção q acontece hj EXCLUSIVAMENTE ao PT. Vale lembrar q em São Paulo, um deputado que apóia o Governo eleito denunciou um esquema em que 30% dos parlamentares recebiam propinas de empreiteiras – inclusive com a corroboração do secretário BRUNO COVAS (q depois “desdisse” o q havia dito) e eu não vi nenhum movimento no sentido de apurar essas GRAVES denúncias. é a mesmíssima prática q ocorre em Brasilia, mas o tratamento dado a este fato é diferente… me pergunto, POR QUE?

    Escrevi sobre esse escândalo. Não tenho corruptos de estimação, Giovanni.

  53. alvaro

    -

    01/11/2011 às 0:00

    Tancredo Neves mostrou aos brasileiros de bem que política se faz com entendimento, com paciência e diálogo. Não há espaço para radicalismos na democracia, de um lado ou de outro.
    O PT quando radicalizou jamais chegou a lugar algum. Teve que adotar a política conciliatória de FHC para governar, só que sem o talento do sociólogo estadista.
    O partido de Lula só continuou radical em um aspecto: na corrupção.

  54. Law

    -

    31/10/2011 às 23:35

    Muito bem lembrado e muito bem escrito, como todos os seus textos. E em hora muito própria para nos lembrarmos de políticos como Tancredo e Covas, gente cuja falta sentimos profundamente. Esses não mereceram o golpe recebido da vida. Congratulations!

  55. fontana

    -

    31/10/2011 às 21:45

    Tínhamos um timaço de políticos. Hoje existe um timeco oposicionista de pernas pau pançudos e gagas. Já o time adversário, alem de dono da bola, é patrocinado pelas empresas dos juízes e dos bandeirinhas.

  56. Leandro

    -

    31/10/2011 às 21:37

    Caro Augusto, você mantém a maravilhosa verve literária que acompanho e admiro desde os tempos do JB.
    Graças a Deus podemos continuar a ser presenteados por seus pontos de vista, vivazes e lúcidos, traduzidos em textos irrepreensíveis.

    Obrigado pela força, caro Leandro. abração

  57. Sebastião Silveira-BH

    -

    31/10/2011 às 20:35

    Prezado Augusto,
    Infelizmente o legado de escroques como Sarney, Lula, Quercia, Maluf, Garotinho, Newton Cardoso, Jader Barbalho, Renan Calheiros e tantos outros largamente conhecidos, manjados e fichados, desestimulam jovens de bem, brilhantes e amantes da Pátria, como Tancredo foi um dia, a se meterem nesse lamaçal da política brasileira atual.
    Tenho ainda alguma esperança no neto dele e de Tristão da Cunha, que tenho o privilégio de conhecer pessoalmente. Não acredito, como mineiro e filho de pecuarista que, apostando nessa linhagem genética já testada aqui em Minas, minha última esperança esmaeça e morra.
    Um abraço.

  58. Atento

    -

    31/10/2011 às 19:57

    Caro AN,

    Brilhante crônica!

    Ao relatar os méritos de Tancredo, conseguiu resumir a essência de toda uma era. Época em que havia políticos de grandeza; em que havia um país a ser construído no horizonte; em que havia esperança.

    A era de mediocridade vai passar! Certamente passará, como tudo na vida e na história. Mas quando? E a que custo em vidas desperdiçadas e sonhos desfeitos?

  59. Laudelino Marcos Silva

    -

    31/10/2011 às 19:43

    Primavera no Sarneyquistão
    Sarney reuniu a família imperial do Sarneyquistão e informou sobre duas decisões surpreendentes. Primeiro: vai renunciar à sua imortalidade, nomeando para sua cadeira na ABL, Luis Ignóreo da Silva, motivo: calado ele é o melhor poeta da atualidade. Segundo: se, e quando, Luís Ignóreo deixar a imortalidade, São Luís deverá mudar de nome para São Lula, em retribuição a tudo que o futuro santo concedeu à família imperial.

  60. João Menezes

    -

    31/10/2011 às 19:04

    Meu Caro Augusto.
    Se ao menos uma infinitesimal parte dessa imprensa comprada, vilipendiada e amestrada agissem feito você, com certeza terímamos um Brasil melhor. Lamentavelmente, os cães amestrados que comem na mão do governo não tem a integridade e a grandeza moral de um Augusto Nunes. Continue irmão e mostre a esses canalhas o valor de um jornalista dígno e merecedor da nossa admiração e respeito.
    Abs.

  61. Anônimo

    -

    31/10/2011 às 18:29

    Brilhante texto, AN.
    Parabéns!
    Jornalismo maiúsculo, histórico, brasileiro!
    Obra de arte de um mestre!

  62. Oliver

    -

    31/10/2011 às 18:18

    AUGUSTO
    Querido amigo. Ainda não tive o prazer de assistir tão oportuno documentário, mas fico muito feliz de ler sua brilhante sinopse por aqui. Pena que o mocinho, já nem tão mocinho assim, morre no final. Fui criado por meu padrasto, que tinha muita semelhança física com o Doutor Tancredo. Confesso que chorei mais em sua morte que na de meu próprio pai biológico, com quem convivi bastante e conheci pouco. Lembro-me do quanto o defendi para aqueles que simplesmente não viam a diferença entre ele ou um Ribamar subindo aquela rampa. Era um estadista e uma figura admirável. Um conciliador, em todos os sentidos. Não tenho dúvidas que nossa democracia estaria 50 anos à frente com ele e mais 50 anos ainda sem a quadrilha petralha no poder. O Brasil é um país de idiotas. Sem uma memória para reverenciar, segue de mortadela em mortadela, fazendo as escolhas mais oportunistas que lhes apresentam, sem conseguir aprender nada com políticos como ele, Mário Covas e Ulysses Guimarães, que não dão em cachos de bananas, nem se parecem com tiriricas. E assim seguimos, entre o relincho dos neo socialistas de botequim e fogo dos marimbondos de um coronelato que se furunfa na esbórnia, mantendo um país de sem dentes sem moral, sem bons costumes e sem um mínimo de decoro. Os pústulas de hoje não estão sob o risco de serem tratados pelos mesmos médicos que impediram na época o país de ir de encontro ao seu destino e a uma democracia plena e vigorosa. Pelo contrário. Podem curtir seus “cânceres” e fazerem deles instrumento de suas estratégias de poder baseados na mitologia torpe e no endeusamento mercadológico rasteiro. Não precisam ir ao SUS. Não precisam padecer em filas. Podem pagar suas tapiocas com cartões corporativos que um dia custaram a vida de homens e homens de bem, fazendo a história com suas próprias trajetórias políticas. Pois que se fartem de suas próprias mediocridades. E quando se fartarem, lembrem-se de DEVOLVEREM MEUS 80 BILHÕES, VIGARISTAS. O grande cretino de hoje nunca valeu um “documentário” porque sempre pensou que documentário era um mentário que saia de um lugar que ele nunca quis mostrar para o público. Agora que ele viu um, vai querer um também, mas não de menta. Cachaça, talvez ? Que tal ” O grande filho da luta” – um docucachaçário com aquele que não larga o torno nem os anéis, mas perde os dedos pelo caminho. – Aquele que não morreu porque sempre soube se tratar, he he he. Por aí vai. A caravana passa e os petralhas ladroam.

  63. Suzana

    -

    31/10/2011 às 18:05

    Excelente como sempre. Dá só uma olhadinha: “o rio que todo guerreiro tinha de cruzar para lançar-se para à conquista de Roma.” Abraço.

  64. Luiz Galo

    -

    31/10/2011 às 17:43

    o tancredo foi um traidor…

    O milicianoluizgalo prefere o Sarney.

  65. Olgadisse

    -

    31/10/2011 às 17:37

    Augusto, seu texto me fez chorar: de vergonha, de saudade, de melancolia, de pena de nós todos que quase chegamos lá e caímos nessa esparrela, onde o civismo, o patriotismo, o respeito, a coragem viraram tema de chacota…. triste destino o nosso.

  66. Petista arrependido

    -

    31/10/2011 às 17:27

    Augusto,
    Político como Tancredo Neves é muito difícil encontrar.
    Mas iguais às ratazanas que hoje infelizmente dominam o cenário político nacional,encontramos centenas nos esgotos de Brasília!!!

  67. Ingo Baims

    -

    31/10/2011 às 17:27

    Não partilho da opinião de que Tancredo foi um estadista.
    Como bom mineiro, foi oportunista, aproveitou as oportunidades de se promover.
    Mas foi também um azarado. Em todas as grandes missões e cargos, Tancredo fracassou.
    Basta ver sua biografia. Teve muito mais reveses políticos do que vitórias ou realizações.
    E agora, oportunistas outros, inclusive Aécinho exploram seu espólio político.

  68. Laudelino Marcos Silva

    -

    31/10/2011 às 17:21

    Primavera no Sarneyquistão
    Sarney reuniu a família imperial do Sarneyquistão e informou sobre duas decisões surpreendentes. Primeiro: vai renunciar à sua imortalidade, nomeando para sua cadeira na ABL, Luis Ignóreo da Silva, motivo: calado ele é o melhor poeta da atualidade. Segundo: se, e quando, Luís Ignóreo deixar a imortalidade, São Luís deverá mudar de nome para São Lula, em retribuição a tudo que o futuro santo concedeu à família imperial.

  69. ana mara

    -

    31/10/2011 às 17:21

    Temos muitos Tancredos. Homens de caráter e civismo.
    Mas realmente foi uma pena não vê-lo exercendo o cargo tão merecido.
    O Brasil perdeu mas não tanto quanto nesta era de mediocridade ímpar.

  70. fred

    -

    31/10/2011 às 17:08

    Lula estava junto com Tancredo na campanha das diretas. Onde estava Augusto Nunes na campanha das diretas? No comícios ele não estava.

    Cobrindo comícios, animal. É o que faz um jornalista. E relatando a verdade. Por exemplo: Lula proibiu o voto em Tancredo no Colégio Eleitoral. Vocês vão morrer com essa marca na testa.

  71. je

    -

    31/10/2011 às 16:54

    “Virou presidente graças aos micróbios do Hospital de Base de Brasília e à incompetência dos médicos, que se uniram para castigar o Brasil com a perversidade brilhantemente condensada na frase do jornalista Carlos Brickmann: “Sair de Tancredo para cair em Sarney é, definitivamente, encontrar um túnel no fim da luz”.
    PARABÉNS!!! SIMPLESMENTE MARAVILHOSO!!!!!!

  72. Mako

    -

    31/10/2011 às 16:50

    Caro Augusto, obrigado por nos recordar que já houve tempos que tivemos políticos que honravam a profissão. Guardo até hoje a edição histórica de veja informando ao Brasil da sua morte. Sempre me pergunto o que o Brasil poderia ser hoje se Tancredo tivesse cumprido seu mandato. Infelizmente países precisam de grandes tragédias para amadurecer. Tancredo se foi e ficou Sarney, a primeira grande tragédia pós-ditadura, depois veio Collor – a segunda tragédia, apenas um breve período de esperança e competência com FHC que mais uma vez nos permitiu ter esperanças, seguido agora da terceira tragédia, a do molusco, que destruiu o que é o nosso bem mais precioso, que é a ética, a argamassa que mantém coesa a construção da sociedade do futuro. Seguindo a lógica anterior, já está em tempo de passar a quarta etapa que deveria nos trazer um líder que nos ponha definitivamente na direção do nosso destino de grande nação bem apoiada em sólidos valores éticos e na regra da lei. O problema é que ainda não o vemos no horizonte… onde estará?

  73. sueli

    -

    31/10/2011 às 16:46

    ai nê, o pobre BRASIL teve que encarar um lula_mentiroso compulsivo, e uma dilma fantoche, fazer o que?

  74. Carlos RM

    -

    31/10/2011 às 16:38

    Não se mede um DECENTE pela régua petralha. Mas a história tem suas ironias. Por uma questão humanitária não lhe desejo mal. Mas ele é, sem dúvida, o pior de todos que têem ou tiveram importancia nos destinos do país nos últimos anos.
    Sua amoralidade ( ou imoralidade ) extrapolou os limites da política. Se refletem diuturnamente e de forma extremamente negativa no esgarçamento moral das instituições e dos costumes políticos. Curiosamente, apesar da minha formação cristã e meu senso humanitário, alguma coisa se perdeu. A inocencia talvez. Como alguém que não se comove com o sofrimento alheio, o que não é meu caso, fico me perguntando, por que será que não ocorre um pensamento de solidariedade e de compaixão como em outras situações da mesma natureza ? Talvez Freud, se fôsse vivo, me clasificasse como mórbido insensível. Mas não sou assim. Nunca deixei que simpatias ou eventuais antipatias interferissem ou contaminassem meu senso humanitário. Fica a pergunta, mais para mim do que para o mundo. Onde eu perdi e porque perdi assim minha sensibilidade ao sofrimento de uma única pessoa ? Talvez tenha ficado seletivo. Mas espero que esse sentimento recue e eu possa voltar a ser, naturalmente, o que sempre fui : um cristão piedoso.

  75. Octávio

    -

    31/10/2011 às 16:07

    AN – Magnífico este artigo sobre o Dr. Tancredo. Mais admirável ainda é a sua postura de Mestre Jornalista que conseguiu, no dia de hoje, escrever algo tão interessante e cativante sem se deixar levar pelo “assunto” do momento. Parabéns!

  76. Razumikhin

    -

    31/10/2011 às 15:43

    Lembrando que Mario Covas, já com câncer foi agredido pela petralhada bandida e covarde, quando foi falar com os professores – de comunismo – em greve.

  77. Maria C Senna

    -

    31/10/2011 às 15:33

    Estive em São João del Rei no mes passado. Nada mais emocionante do que visitar o Memorial Tancredo Neves. É impactante o que se vê lá. Ler as cartas trocadas entre os Presidentes Juscelino e Tancredo Neves, reviver toda a alegria das Diretas e depois todo o drama que culminou com a tragédia da morte do Dr. Tancredo, nos deixa sem palavras. Ao sair do Memorial, nos sentimos mais brasileiros, orgulhosos da nossa democracia construída a duras penas. E percebemos que Minas é mesmo a terra da Liberdade.

  78. carlos

    -

    31/10/2011 às 15:23

    Mais duas pessoas que fazem falta. MARIO COVAS E ULYSSES GUIMARÃES.

  79. Acir Vidal

    -

    31/10/2011 às 15:20

    Amigo Augusto Nunes.
    Se compararmos nossos dias com o período da ditadura militar de 64, notaremos que houve uma mudança apenas na aparência. A essência permanece a mesma. Enquanto, durante a ditadura, esse clima era imposto pelos generais (“Ame-o ou deixe-o”), hoje essa imposição ocorre por meio da “Era da Mediocridade” e da ditadura do pensamento único do lulopetismo. Pobre país!
    Abs,

  80. jose afonso

    -

    31/10/2011 às 15:19

    Insuperavel, ate que voce prove o contrario.


 

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