As 6 mil casas prometidas por Dilma agora são 4.702 e nenhuma saiu do papel

Em 27 de janeiro de 2011, 15 dias depois das chuvas que devastaram a Região Serrana do Rio, a presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral convocaram uma entrevista coletiva para informar que tudo seria diferente no verão seguinte. “Posto que os empresários estão colocando duas mil casas para atender a emergência”, desandou a […]

Em 27 de janeiro de 2011, 15 dias depois das chuvas que devastaram a Região Serrana do Rio, a presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral convocaram uma entrevista coletiva para informar que tudo seria diferente no verão seguinte. “Posto que os empresários estão colocando duas mil casas para atender a emergência”, desandou a gerente de país, “nós fizemos um cálculo e estamos colocando mais seis mil casas para as famílias da Região Serrana para atender a emergência, fora, obviamente, do conjunto do Minha Casa, Minha Vida, que aqui para a região do Rio de Janeiro é bem mais do que isso”.

Sempre em dilmês de palanque, a chefe de governo seguiu em frente: “Então, para esse momento de emergência, nós acrescentamos seis mil casas, moradias, que assuma a forma ou de casa ou de apartamento para que essa população que perdeu o seu lar, que perdeu o seu lugar de morar, tenha acesso o mais rápido possível ao seu lar”. Neste 19 de março, 781 dias depois da tragédia de 2011 e dois dias depois da tragédia de 2013, não foi entregue uma única casa, uma só residência, um escasso apartamento, qualquer coisa que se assemelhe a um lar. Nada.

Sem que nenhuma tenha saído do papel, as 6 mil casas agora viraram 4.702 moradias ─ nem mais, nem menos. Também os prazos foram reajustados. As primeiras unidades, garantem os numerólogos oficiais, começarão a ser entregues no segundo trimestre deste ano. Ainda que a promessa se materialize, o número de casas é insuficiente para abrigar as 7.479 famílias que atualmente recebem o aluguel social (entre R$ 400 e R$ 500 reais). O relatório da Comissão de Acompanhamento da Recuperação da Região Serrana do Rio de Janeiro, produzido pela Assembleia Legislativa e publicado em dezembro de 2012, informa que o pagamento do benefício consome 3,6 milhões de reais por mês.

Somado o que se gastou desde 12 de janeiro de 2011, o montante ultrapassou a casa dos 86,4 milhões de reais. Esse dinheiro é suficiente para a construção de mais de 1.515 casas populares.

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  1. Comentado por:

    luiz

    Ainda não esqueci as promessas da PRESIDENTA, as 6.0000 creches ( Ela teria que construir 4 creches por dia ), e as escolas técnicas em cidades com mais de 50.000 habitantes ( Segundo o IBGE temos 589 municípios com mais de 50.0000 habitantes ), ela teria que contruir uma escola a cada dois dias e meio, neste caso onde ela iria conseguir corpo docente para tantas escolas. Ela aprendeu a tática do EX-SAPOBARBUDO, mentir, mentir, mentir, mentir…… FORA LULA, FORA DILMA, FORA PT.

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  2. Comentado por:

    Maria Margarete Flores

    Caro Augusto,
    Esta criatura é uma soma de burrice + safadeza + absoluta incompetência=desastre total!
    abraço
    Margarete

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  3. Comentado por:

    ByeByeBrasil

    Lula disse 1 milhao de casas. Mas nao vem ao caso agora. O que vem o caso agora e’ que depois da inflacao causada por elementos de uma salada, primeiro o tomate e depois a cebola, que serao retirados da lista de produtos que se utilizam para calculo da infllacao, voltando ao ponto, depois da inflacao, sao dois calados, Lula & Dilma.

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