A presidente inventou que o Papa consegue entender até dilmês com sotaque cucaracha

Pelo que disse Dilma Rousseff na entrevista coletiva em Roma, a conversa de meia hora com o Papa Francisco foi tão cordial que só não o chamou de Chico para não matar Lula de inveja. Confira  os melhores-piores momentos do palavrório em dilmês castiço, extraídos do vídeo de cinco minutos (sem dublagem nem legendas) e […]

Pelo que disse Dilma Rousseff na entrevista coletiva em Roma, a conversa de meia hora com o Papa Francisco foi tão cordial que só não o chamou de Chico para não matar Lula de inveja. Confira  os melhores-piores momentos do palavrório em dilmês castiço, extraídos do vídeo de cinco minutos (sem dublagem nem legendas) e publicados sem correções nem retoques:

O PAPA E O BRASIL MARAVILHA
“Ele é uma pessoa extremamente carismática e, ao mesmo tempo, cum grande compromisso com os pobres, o que torna a relação com o Brasil uma relação muito importante para nós porque o governo brasileiro vem aos últimos 10 anos, a partir do Lula, focando a questão da superação da pobreza. E é uma política de Estado, eu inclusive, expliquei para ele como é que nós estamos, e ele conhecia bastante bem, não é, não houve nenhuma surpresa da parte dele, ele sabia o que nós estávamos fazeno”

O PAPA E O PAPELEIRO
“Uma coisa que para mim foi muito interessante, ele falou que teve um papeleiro, vestido de papeleiro. Papeleiro é o nosso catador de papel. Ele trabalhava com o papeleiro e teve um papeleiro aqui no dia da entronização representando os papeleiros argentinos e eu falei para ele que nós geralmente fazemos, como vocês sabem, o nosso Natal, nós fazemos uma missa sempre na época do Natal com os papeleiros”

O PAPA E OS JOVENS
“No que se refere à nossa Jornada Mundial da Juventude, a importância da juventude na construção do futuro da humanidade, e a Igreja como uma instituição secular tem no jovem, né, uma… um  foco muito grande e ele estava me dizeno que ele espera uma presença grande dos jovens na medida em que ele é o primeiro papa, ele é várias coisas primeiro: ele é o primeiro Francisco, o primeiro jesuíta, o primeiro latino-americano, o primeiro argentino, e ele espera a presença massiva de jovens. Nós conversamos …  muito entusiasmado … nós conversamos sobre a questão dos jovens, sobre essa questão das drogas, do crack, do reforço de valores, de princípios e de símbolos para a juventude”

O PAPA EM APARECIDA DO NORTE
“Ele me disse que ele vai a… vai comparecer a Aparecida, ele vai, logo depois da grande participação dele ir em Aparecida e até me lembrou que em 2007 ele esteve em Aparecida e me deu, inclusive, um livro que é a síntese do que eles fizeram em Aparecida em 2007, que foi uma conferência de bispos latino-americanos. E me disse assim: “Você não lê tudo, porque você pode se aborrecê. Então ocê pegue o índice e olhe os assuntos que te interessá vai lendo aos poucos”

O QUE DILMA ESPERA DO PAPA
“Eu acho que ele será um papa muito importante para o momento em que todos nós vivemos”

O QUE O PAPA ESPERA DO BRASIL
“Olha, eu tenho a impressão que ele, em vez de fazer um pedido, ele mais disse que tava com o Brasil, que estava com a América Latina, a forma dele falar é mais nesse sentido”

OS CONSELHOS DO PAPA A DILMA
Ele disse que tinha de evitá orgulho, o papa é muito, eu diria assim, muito modesto. Ele comentou que não se pode ter orgulho, nem pretensões, você tem que lutá para fazê as coisas direito, e lembrar sempre que tem um peso nas costas. Ele é um papa muito normal, viu?

O comboio de fantasias desandou no fim da entrevista, quando uma jornalista quis saber em qual idioma Dilma e Francisco viraram amigos de infância. Resposta:

“Ele fala em portunhol igual à gente”, respondeu a entrevistada,. “Ele entende português bem, ele não tem tradução”. 

Poliglota e argentino, o Papa decerto entende o que é dito em português. Quem não domina o idioma oficial do Brasil é presidente que se expressa em dilmês. Trata-se de uma ramificação degenerada do português, caracterizada por frases sem pé nem cabeça, metáforas amalucadas, raciocínios sem começo ou sem fim, torturas gramaticais, assassinatos ortográficos, platitudes lancinantes, brigas de foice entre sujeito e verbo e outras perversidades.

Caprichando na expressão beatífica de quem jamais cometeu um único e escasso pecado venial, a chefe de governo resolveu espalhar que o novo chefe da Igreja Católica entende esse espanto linguístico. Entende  tão bem que nem chamou um intérprete para tentar decifrar o que ela disse em dilmês com sotaque cucaracha. Ou o neurônio solitário mentiu de novo ou Francisco é muito mais que Papa. É o próprio Espírito Santo.

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  1. Comentado por:

    Angelo

    Senhores,Bom dia,nessa entrevista com Dilmixta( de
    Português x Dilmês),o Papa cumpriu sua penitência.
    Foi mais uma vêz abençoado pelo Espirito Santo.

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  2. Comentado por:

    Paulão

    Prezado Augusto,
    ……………………
    ……………………
    Qe vergonha sinto, por ser natural e residir no país que escolhe uma ANTA como presidAnta!!!!
    ……………………
    Tendo governantes como essa “coisa” e como o chefe de quadrilha “nove-dedos”, o Brasil ainda vai progredir ao nível da Venezuela.
    E se os EUA nos fizessem o favor de estabelecer um bloqueio econômico contra o Brasil, logo subiríamos ao nível sócio-econõmico de Cuba.
    …………..
    Afinal, este é um país que vai prá frente!
    Hôu, hôu, hôu, hôu, hôu!!!
    ………
    PQnosP!!!!!

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  3. Comentado por:

    pctinoco

    Ué, intérprete para quê? O Papa já sabia que ninguém entende o que ela diz! E essa coisa ainda de 18090% de aprovação. Meu Deus estamos fritos.

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  4. Comentado por:

    Ivo Leo Hammes

    Pois é, vendo-a falar deste jeito estas coisas e vendo ao seu redor toda esta comitiva de áulicos radiantes, eu pergunto “quem são os 58% que nela votariam novamente”? Os sociólogos têm aí um “prato cheio”. Eu, da minha parte, só posso afirmar que estou entre os 42% que não votariam nela.

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  5. Comentado por:

    Kitty

    Caro Augusto,
    Na data que este texto foi publicado, eu estava na Argentina, e não sempre tinha como entrar na internet, então alguns textos ficaram sem comentar.
    Navegando um pouco daqui e acolá, entrei no blog de J.a.Mellow, que sinceramente, não conhecia até Hoje. Gratamente surpresa vi seu nome e junto, esta pérola de diálogo entre a presidente brasileira e o papa Francisco! Novamente não resisti à tentação de lhe contar. Não deixei meu comentário no blog do colega porque preferi fazê-lo aqui, na sua coluna.
    Que mais poderia dizer deste jornalista genial que sempre nos surpreende e encanta os seus leitores com temas sérios mas, também divertidos como este, que eu considero fora de serie, pelo tom bem-humorado, com uma finíssima e sutil ironia que deixa vislumbrar um vocabulário hilário, com palavras ou frases originais que, já estão incorporadas nos comentários dos leitores. Quem não conhece e, muitas vezes, usa quando escreve estas palavras como, por exemplo: Era da mediocridade; Lhama de franja; conquistador cucaracha; neurônio solitário; Dilmês com sotaque castiço; camelô das empreiteiras e muitas outras que a memória falha em lembrar.
    O encontro do papa Francisco com Dilma foi hilário demais. O palavrório desconexo e rudimentário do neurônio solitário superou si mesma. Meus parabéns mais uma vez, Augusto!!! Um abraço/Kitty

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