Blogs e Colunistas

Arquivo de 3 de setembro de 2012

03/09/2012

às 23:27 \ Sanatório Geral

Geleia geral

“O prefeito que vai cuidar dos pobres é Fernando Haddad”.

Trecho do programa eleitoral do PT veiculado numa rádio de Belo Horizonte, avisando que, embora o candidato à prefeitura seja Patrus Ananias, é Fernando Haddad quem vai cuidar na capital mineira dos pobres que, segundo o chefe Lula, foram erradicados em 2009.

03/09/2012

às 21:49 \ Vídeos: Entrevista

Debatendo o julgamento do mensalão (11)

No 11º encontro, Augusto Nunes, Marco Antônio Villa e Reinaldo Azevedo conversam sobre o sumiço da oposição, os votos de Joaquim Barbosa e Lewandowski sobre os executivos do Banco Rural e o substituto de Cezar Peluso.

 

03/09/2012

às 21:14 \ Sanatório Geral

Fez e herdou

“Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita”.

Dilma Rousseff, nesta segunda-feira, em resposta ao artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado na seção Feira Livre com o título “Herança pesada”, deixando muito claro que ajudou a plantar e colher o abacaxi que não consegue descascar.

03/09/2012

às 19:41 \ Direto ao Ponto

A oposição oficial finge ignorar que falta alguém no banco dos réus do mensalão

No mundo inteiro, partidos procuram eleitores. No País do Carnaval, milhões de eleitores engajados na resistência democrática procuram um partido. Inconformada com a inépcia administrativa, a vigarice política, a ideologia liberticida e outras marcas de nascença dos donos do PT, essa imensidão de órfãos busca desde 2003 alguma sigla que desfralde as bandeiras da resistência democrática. Se depender do PSDB, do DEM e do PPS, continuarão sem representantes, avisa o estridente silêncio da oposição oficial sobre o julgamento do mensalão.

Reanimados pela condenação do primeiro lote de culpados, redimidos pelas lições de decência e honradez contidas nos votos de nove ministros do Supremo Tribunal Federal, incontáveis brasileiros honestos vêm repetindo a expressão destacada na capa da mais recente edição de VEJA: “Até que enfim”. Estão fora desse coro todos os governadores, parlamentares e candidatos a prefeitos supostamente oposicionistas. Nem Lula tem ousado repetir que o mensalão não existiu. A julgar pelo silêncio obsequioso, seus adversários ainda estão em dúvida.

As urnas que elegeram Dilma Rousseff também formalizaram o nascimento de uma oposição real sem parentesco com a oficial, constatou um post aqui publicado em novembro de 2010. Tinha um ânimo combatente infinitamente maior, príncipios claramente definidos, objetivos a perseguir e um patrimônio eleitoral superior a 40 milhões de votos. Só lhe faltavam partidos e líderes dispostos a livrar-se de delinquentes de estimação e, em vez de perder tempo com picuinhas domésticas, opor-se ao inimigo verdadeiro o tempo todo.

Faltavam e faltam. A oposição está em greve no Brasil há sete anos, constatou nesta segunda-feira, num texto especialmente brilhante, meu vizinho Reinaldo Azevedo. Os oposicionistas oficiais sumiram, concordou o comentário de 1 minuto para o site de VEJA. Não aprenderam nada com as derrotas. Os líderes logo descobrirão que não tem ninguém a liderar, e serão substituídos por gente capaz de compreender que a prudência não é incompatível com a bravura, que impostura tem limite e que quem vive morto de medo acaba morrendo de solidão.

O país que tem o governo com que sonha qualquer oposição tem também a oposição com que todo governo sonha. Livre de críticas, réplicas e cobranças, Lula mostrou já na estreia da turnê do palanque ambulante que vai distribuir insultos entre todos os que seguem fora do rebanho de devotos. Vai falar sobre qualquer tema, principalmente os que desconhece. Mas não dará um pio sobre o julgamento da quadrilha companheira.

Até agora, nenhum político oposicionista revidou no mesmo tom usado pelo embusteiro vocacional. E todos fingem ignorar que falta alguém no banco dos réus do mensalão.

03/09/2012

às 18:45 \ Direto ao Ponto

A condenação dos diretores do Banco Rural e o silêncio da oposição estão entre os temas do 11° debate sobre o processo do mensalão

No 11° debate sobre o julgamento do mensalão, conversei com Reinaldo Azevedo e Marco Antonio Villa sobre a condenação dos diretores do Banco Rural pelo relator Joaquim Barbosa, o começo do voto do revisor Ricardo Lewandowski, o silêncio da oposição oficial, o preenchimento da vaga aberta pela aposentadoria do ministro Cezar Peluso e outros temas. Quem não acompanhou a transmissão ao vivo pelo site de VEJA pode conferir o vídeo na seção Entrevista.

03/09/2012

às 17:32 \ Sanatório Geral

Marta & Maluf

“Vou entrar com tudo”.

Marta Suplicy, senadora pelo PT de São Paulo, avisando que, em troca de alguma coisa que só será divulgada depois da eleição, resolveu esquecer que Lula a aposentou por limite de idade e apoiar Fernando Haddad de mãos dadas com Paulo Maluf.

03/09/2012

às 15:48 \ Sanatório Geral

Oposição a favor

“Essa questão não entrou na disputa”.

Rui Falcão, presidente do PT, em entrevista ao Estadão, ao lhe perguntarem se o julgamento do  mensalão pode influenciar as eleições municipais, aliviado com a confirmação de que a oposição oficial brasileira é a mais incompetente do planeta.

03/09/2012

às 15:45 \ Feira Livre

‘Data venia…’, por Ricardo Noblat

PUBLICADO NO BLOG DE RICARDO NOBLAT NESTA SEGUNDA-FEIRA

Chico do PT

RICARDO NOBLAT

É com gosto de jiló no céu da boca, de mandioca-roxa e de beringela crua que passo a contar a história nada edificante de um prefeito do PT cassado pela Justiça Eleitoral do seu Estado.

E de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que por omissão, palavras e obras contribuíram até aqui para que o prefeito permanecesse no cargo, dando-se até ao luxo de concorrer a novo mandato em outubro próximo.

O prefeito atende pelo nome de Francisco Antônio de Souza Filho, o Chico do PT. E a cidade que ele governa se chama Esperantina.

Com menos de 40 mil habitantes, ela existe há 90 anos e fica no norte do Piauí, a 174 quilômetros de Teresina. Seu orçamento anual é de quase R$ 56 milhões, sendo que R$ 36,5 milhões são repassados pelo governo federal.

Quando o atual senador Wellington Dias (PT) se reelegeu governador do Piauí em 2006, Chico foi nomeado Secretário de Articulação e Gestão.

De longe era o secretário mais poderoso. Ambicionava governar Esperantina a partir de 2008. E para facilitar sua eleição, arrancou de Dias dinheiro e obras para a cidade.

Esperantina ganhou pontes, poços artesianos e ruas asfaltadas.

Os programas de assistência social do governo estadual foram ampliados ali para atender ao maior número possível de pessoas ─ de preferência eleitores.

Chico derrotou meia dúzia de adversários ─ entre eles o prefeito da época, candidato à reeleição.

A porta do inferno se abriu para Chico assim que ele tomou posse.

O Ministério Público Eleitoral pediu sua cassação por “abuso do poder político” e de “prática de conduta vedada”. As obras feitas às pressas na cidade configuraram “abuso de poder político”. E o fato de Chico ter alardeado que era o pai das obras, “prática de conduta vedada”.

No dia 28 de fevereiro de 2011, por quatro votos contra três, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí cassou os diplomas de Chico e do seu vice.

Afastado do cargo de imediato, Chico entrou com ação cautelar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pediu a concessão de liminar para reocupar o cargo enquanto recorresse da decisão do TRE.

A liminar foi concedida pela ministra Nancy Andrighi no dia 30 de junho daquele ano. Quase seis meses depois, o TSE começou a julgar o recurso especial impetrado por Chico contra a decisão do TRE.

Nancy “proveu” o recurso. Em linguagem de leigo, acatou-o. Um a zero para Chico. O ministro Gilson Dipp, não. Um a um. O ministro Marcelo Ribeiro pediu vista do processo.

Em 28 de fevereiro deste ano, ao devolver o processo, Marcelo acatou o recurso. Os ministros Carmem Lúcia e Arnaldo Versiani, não.

Placar no fim da sessão daquele dia: três votos contra a pretensão de Chico de reaver o mandato cassado um ano antes pelo TRE do Piauí; dois votos a favor.

Aí foi a vez do ministro Marco Aurélio Mello pedir vista do processo.

São sete os ministros titulares do TSE. Com quatro votos se decide qualquer parada.

Um mês depois, Marco Aurélio devolveu o processo e “desproveu” (rejeitou) o recurso, cassando Chico.

O voto que faltava ser dado não faria a menor diferença. O placar final seria 5 x 2 ou 4 x 3.

O dono do voto que faltava, ministro Ricardo Lewandowski, era o então presidente do TSE.

O que ele fez?

Pediu vista do processo no dia em que Marco Aurélio o devolveu ─ 29 de março.

No dia 18 de abril esgotou-se o mandato de Lewandowski à frente do TSE. Ele passou o cargo para a ministra Carmem Lúcia. E foi embora sem votar o recurso de Chico. O julgamento ficou inconcluso.

Reunido no dia oito de maio, o TSE despachou o recurso para o ministro que ocuparia a vaga de Lewandowski.

Quem mesmo?

José Antonio Dias Toffoli, ministro substituto no TSE, que costumava votar na ausência de algum titular.

Toffoli estava familiarizado com os assuntos tratados ali. O recurso de Chico lhe foi entregue no dia 11 de maio. E esquecido por Toffoli até hoje no fundo de alguma gaveta.

É o que os advogados chamam, por gozação, de “embargo de gaveta”.

Enquanto isso…

Enquanto isso Chico lidera as pesquisas de intenção de voto para prefeito. Garante a seus eleitores que vencerá a batalha no TSE.

Só haveria uma chance de isso acontecer: se algum ministro que rejeitou o recurso mudasse de lado – difícil. E se Toffoli acatasse o recurso. Bem…

03/09/2012

às 15:40 \ Direto ao Ponto

Lula sempre se imaginou um Pelé da política. Pelo andar da carruagem, vai encerrar a carreira no time dos malufs

Um post publicado em 11 de outubro de 2009 avisou que Lula, que sempre se considerou o Pelé da política, poderia encerrar a carreira nos times dos malufs. Menos de três anos depois, o texto  reproduzido na seção Vale Reprise começa a ficar com cara de profecia. Não, nunca fui vidente. Lula é que é previsível demais.

03/09/2012

às 13:22 \ Sanatório Geral

Quadrilha sem chefe

“Acho assustador que um chefe do Ministério Público Federal defenda uma acusação desprovida de provas nos autos”.

José Luís Oliveira Lima, advogado de José Dirceu, sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, repetindo a mesma lengalenga dos advogados de João Paulo Cunha antes do assustador 9 a 2 que colocou o deputado corrupto na rota da cadeia para convencer os ministros do STF de que a quadrilha do mensalão foi a única da história que não teve chefe.

 

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