Blogs e Colunistas

Arquivo de 19 de julho de 2012

19/07/2012

às 22:55 \ Sanatório Geral

A serviço da quadrilha

“Chinaglia pediu que eu não revelasse o mensalão”.

Roberto Jefferson, revelando com sete anos de atraso que Arlindo Chinaglia, deputado federal do PT paulista que hoje é líder do governo na Câmara dos Deputados, sempre colocou acima dos superiores interesses da pátria os inferiores  interesses do partido.

19/07/2012

às 22:15 \ Direto ao Ponto

A Casa do Espanto expulsou a parte boa

A demissão de Denise Rocha, assessora do senador Ciro Nogueira (PP-PI), deixa claro que até no clube dirigido por Madre Superiora tolerância tem limite. A Casa do Espanto, como o país está cansado de saber, não vê nada de mais em cenas de roubalheira explícita, assaltos a cofres públicos, desvios de verbas do Orçamento, ladroagem hedionda, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha, corrupção ativa ou passaiva, atentados ao decoro parlamentar e aos bons costumes, compra e venda de votos, cabides de empregos onde se penduram parentes, amigos, vizinhos, agregados ou desconhecidos de confiança, pagamento das despesas da amante com donativos de empreiteiras, aluguel de partidos, arrendamento de bancadas, funcionários fantasmas, atos secretos, corporativismo endêmico, alianças obscenas, acertos cafajestes e outros atropelamentos do Código Penal.

Tão compassiva quanto a Casa do Espanto, a Câmara aceita tudo isso e mais um pouco ─ mensalões, mensalinhos, sequestro, homicídio e tráfico de drogas, por exemplo. Os deputados federais não conseguiram enxergar nada de errado sequer no pornopolicial de verdade em que a colega Jaqueline Roriz desempenha com brilho e aplicação o papel de corrupta. Veja o vídeo abaixo. Isso pode. O que não pode no Congresso é uma funcionária protagonizar um vídeo de sexo ao lado de um colega de trabalho. Veja as fotos abaixo. Isso não pode de jeito nenhum. Prejudica a imagem do Legislativo. Compromete a credibilidade de Suas Excelências. É coisa gravíssima. Dispensa o devido processo legal, É caso para demissão por justa causa, sem direito a recurso nem direito a defesa, como acaba de saber a jovem que se atreveu a violar o primeiro e único artigo do código moral do Congresso.

Denise Rocha saiu, Jaqueline Roriz ficou. Coerentemente, a Casa do Espanto eliminou a parte boa da chanchada.

 

 

 

19/07/2012

às 20:54 \ Sanatório Geral

Tudo explicado (239)

“O dinheiro no paraíso fiscal se refere a comissões pagas a Paulo Maluf em relação à aquisição da Enterpa Ambiental por uma subsidiária do grupo argentino Macri no final de 1997″.

Trecho da nota divulgada pelos advogados de Paulo Maluf, reafirmando que não tem dinheiro depositado no exterior, que os verdadeiros donos das contas em paraísos fiscais usam o codinome “Paulo Maluf” para denegrir a imagem de um homem de bem e que a inclusão do seu nome na lista dos procurados pela Interpol é coisa de inimigos políticos que invejam a aliança que o transformou em amigo de infância de Lula.

19/07/2012

às 11:56 \ Feira Livre

A resposta de Reynaldo-BH à tentativa de intimidação feita pelas criaturas do esgoto

REYNALDO ROCHA

Um dia eu quase desisti. Não por desacreditar na justeza da luta pela decência e pela ética. Por cansaço.

Não tenho mais a saúde que tinha quando fui às ruas pelas diretas ou pela anistia. E a certeza de estar fazendo história, como cidadão.

As dores de hoje são físicas. São menores do que as outras. As que são fruto da indignação e do receio de não ver o que plantamos dê frutos.

O incentivo sincero de tantos amigos do timaço de comentaristas me fez vencer o desânimo e cansaço. E acreditar que, como disse um dos amigos, se lutamos por 20 anos para derrubar uma ditadura, o que dizer de uma luta de 10 anos? É só a metade do tempo…

Meu nome é Reynaldo Rocha. Moro em Belo Horizonte. Não sou jornalista. Conheço Augusto Nunes e o admiro. Vivo de meu trabalho. Não tenho bens materiais relevantes. Tenho 52 anos. Conheço o grupo que se apoderou do poder no Brasil. Cheguei a trabalhar com eles, quando ainda acreditava no projeto de mudanças. Morei em Brasília por dois anos. Recebia salário. Pedi demissão quando vi o monstro que ajudei a gestar. Não me arrependo. Homens erram. Bestas feras vivem no erro. Sou homem.

Assim não precisam se dar ao trabalho ─ os milicianos ─ de procurarem muito. Facilitei o trabalho.

Um telefonema anônimo (número sigiloso) me despertou as 1:20 hora de uma madrugada. No telefone fixo de minha residência.

Uma voz que se imaginava intimidativa me perguntou se eu era o Reynaldo do Augusto. Não sou. Só demonstra a pequenez de quem não existe por si. Depende da quadrilha para ser mais um bandido. Decididamente, não é o caso!

Não foi a primeira vez que este questionamento (elogioso para mim) foi feito. Já havia ouvido antes de um secretário de Estado que solicitou, a uma instituição com a qual trabalho, a minha substituição no projeto. Ou seja, é mais do mesmo.

Respondi que eu era Reynaldo que escreve ─ por permissão e benevolência de amigo ─ na coluna do Augusto Nunes. Já sabia o que viria. Ameaças cretinas. Português vulgar. Erros de concordância nas frases vomitadas. Exaltação dos incomodados. E a imbecilidade de dizer que sabiam (quem?) onde morava e até o meu telefone.

Disse que, quanto a isso, empatamos: também sabia onde eles se escondem. Nos esgotos onde convivem com as ratazanas, comendo merda!

E ratos ainda não têm telefones…

Não sou herói e nem divulgo esta canalhice como salvaguarda. Longe disto. Sei muito bem a quem temer. Aprendi quando nas ruas exigia, em plena ditadura militar, o retorno do Estado de Direito. O mesmo que me move a continuar sendo quem sou.

Agora mais intensamente. Em meu nome e de minha filha.

Sei que eles jamais entenderiam isto. Faz parte da natureza dos sectários e dos bandidos. Dos psicopatas.

Temo acima de tudo a mim mesmo. O olhar-me no espelho. E o como minha filha me vê. Me vejo nela. E por mim ─ e por ela ─ estou hoje mais revigorado que ontem!

E em nome de antepassados que me ensinaram o caminho. Jamais o atalho!

Continuemos, pois!

Sei que eles jamais entenderão. Não possuem discernimento para tanto, mas encerro com uma frase de Arthur Admov, que sei que se aplica a todos nós. Nunca a eles.

“A única coragem é falarmos na primeira pessoa”.

19/07/2012

às 11:55 \ Feira Livre

O país sobrevive a qualquer governo

Seguem-se três notas publicadas pelo jornalista Carlos Brickmann em sua coluna desta terça-feira: 

A ilha de prosperidade
A General Motors acaba de suspender a construção de sua fábrica de transmissões em Joinville, SC, um investimento (já esquecido) de US$ 710 milhões. A exportação de peças para a Europa caiu por causa da crise; o uso de peças no Brasil deve diminuir, já que a economia está quase parada. Não se trata de pessimismo: se houvesse perspectiva de lucro, a GM estaria tocando a fábrica.

A marolinha
Lembra daquele investimento de US$12 bilhões da Foxconn, que criaria no Brasil 100 mil empregos e permitiria a produção de telas sensíveis ao toque para Ipad, já no final de 2011? Foi o ministro Aloízio Mercadante quem fez o anúncio, durante a visita da presidente Dilma à China. Bom, o investimento não criaria cem mil empregos de jeito nenhum, nem que os brasileiros passassem a comer Ipads. Segundo, a Foxconn informou que os recursos não seriam dela, mas do velho e bom BNDES – em resumo, dinheiro nosso (deles, só o lucro). Terceiro, até agora não apareceu produto nenhum. A Foxconn quer produzir telas iluminadas por lâmpadas, de tecnologia antiga. As mais modernas, com LEDs, ou com Oleds, nem pensar.

E que diz o ministro Mercadante? Nada: já nem é mais ministro do Desenvolvimento, hoje é da Educação (onde também faz promessas logo revogadas). Comentam que vai substituir o ministro Patriota no Itamaraty.

O homem certo
Não, não estranhem: há alguém mais bem talhado para substituir o ministro Antônio Patriota do que o ministro Aloízio Mercadante?

Segundo Guido Mantega, vem aí o reaquecimento da economia. Segundo Dilma Rousseff, o importante é cuidar das crianças e dos adolescentes. Decididamente, o Brasil sobrevive a qualquer governo. (AN)

19/07/2012

às 5:49 \ Sanatório Geral

Ausentes presentes

“Ele tem o apoio da Erundina e da Marta”.

Enio Tatto, deputado estadual do PT paulista e coordenador da campanha de Fernando Haddad, lembrando duas companheiras que estão fora do palanque do candidato a prefeito para esquecer que Paulo Maluf está dentro.

19/07/2012

às 0:46 \ Sanatório Geral

Raciocínio rápido

“Se o assunto é a Delta, a investigação tem que ser feita no Rio, que é o centro de operações da construtora”.

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, começando a desconfiar que o governador Sérgio Cabral e o empreiteiro Fernando Cavendish não são apenas bons amigos, mas ainda convencido de que a Delta é a construtora que mais lucrou com o PAC por ser eficiente, pontual e muito séria.

 

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