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Arquivo de 17 de junho de 2012

17/06/2012

às 18:11 \ Sanatório Geral

Erundina é Erundina

“Eu sou eu, Marta é Marta. Eu sou o povo, minha origem é nordestina, família pobre. Não sou de família tradicional, nem de sobrenome”.

Luiza Erundina, deputada federal pelo PSB paulista e candidata a vice de Fernando Haddad, na entrevista à Folha deste domingo, oferecendo mais motivos para que a companheira Marta Teresa Smith de Vasconcelos Suplicy participe com muita animação da campanha eleitoral do PT.

17/06/2012

às 14:35 \ Sanatório Geral

Hora do pesadelo

“Acho que seria pesadelo com Kassab, imagine agora com Maluf”.

Marta Suplicy, neste sábado, na primeira fila da plateia da São Paulo Fashion Week, sobre as chances de participar da campanha de Fernando Haddad, candidato a prefeito do PT por ordem de Lula.

17/06/2012

às 12:32 \ Sanatório Geral

Clareza & profundidade

“É um moço idealista, que tem potencial”.

Luiza Erundina, deputada federal pelo PSB e candidata a vice de Fernando Haddad, na entrevista à Folha deste domingo, explicando com muita clareza e profundidade analítica por que São Paulo merece ter como prefeito o Terror dos Estudantes.

17/06/2012

às 9:56 \ Direto ao Ponto

Para eleger o novo, Lula junta no palanque do PT a ex-prefeita que expulsou no século passado e um velho conhecido da Interpol

“Luiz Inácio Lula da Silva tem como princípio não ter princípio, tanto moral, ético ou político”, começa o brilhante artigo de Marco Antonio Villa reproduzido na seção Feira Livre. Homens assim se dispensam de compromissos com o que dizem, berram as estrondosas colisões entre a prática e o discurso da metamorfose malandra. Villa demonstra que tem sido assim desde 1975. Não poderia ser diferente na temporada eleitoral deste ano.

No Programa do Ratinho, por exemplo, Lula invocou o critério da certidão de nascimento para justificar a escolha do candidato do PT à prefeitura de São Paulo. “Por que o Fernando Haddad?”, levantou a bola o apresentador. Decidido a acentuar a suposta vantagem dos 49 anos do ex-ministro da Educação sobre os 70 do adversário tucano José Serra, o palanqueiro oportunista aposentou cirurgicamente, sem anestesia, a  companheira Marta Suplicy.

“Convivi com a Marta durante trinta anos”, informou. “Era o momento da gente apresentá uma coisa nova pra São Paulo. A população vai votá no novo porque quer mudança em São Paulo”. Convidado a subir ao palco, o candidato recitou com muita aplicação o palavrório recomendado pelo principal slogan da campanha: “Um homem novo para um tempo novo”. E concordou com o chefe: o eleitorado de São Paulo quer ver pelas costas quem já administrou a cidade.

Nesta sexta-feira, Haddad teve de fingir que nunca esteve no Programa de Ratinho, nem sabe direito quem é o marqueteiro da campanha, para comunicar oficialmente (sem ficar ruborizado) que a candidata a vice é a deputada federal Luiza Erundina. Indicada pelo PSB, Erundina foi prefeita de 1989 a 1992. Vai completar 78 anos em novembro. Ela e Haddad se enfiaram na mesma saia justa quando os jornalistas perguntaram se estão satisfeitos com a aliança, costurada por Lula e Dilma Rousseff, que colocou no colo da dupla Paulo Maluf e seu PP.

Hoje com 80 anos, o novo aliado foi prefeito entre 1969 e 1971, nomeado pelo governo militar, e voltou a ocupar o cargo de 1993 a 1996. Quase conseguiu quebrar São Paulo. Escolheu Celso Pitta para completar a obra de destruição e nunca mais conseguiu vencer uma disputa majoritária. Em troca do apoio a Haddad e Erundina, Dilma cumpriu a ordem de Lula e e doou ao parceiro um cofre (disfarçado de “Secretaria”) no Ministério das Cidades. Maluf terá de gastar o lucro por aqui: a Interpol mantém seu nome na lista dos mais procurados em todo o mundo. A partir de segunda-feira, poderá encontrá-lo no palanque do PT.

Como só sabe falar do novo, Haddad perturbou-se quando instado a explicar o súbito apreço pelo antigo pesadelo. Um repórter quis saber como se sentirá ao lado de Maluf. Resposta transcrita do vídeo gravado pelo UOL: “Olha…veja bem…quando você faz uma composição política, você tem que ter o princípio. Se você olhar cada partido individualmente, você vai fazer…é…a tua avaliação sobre… é… A, B, ou C”. Nem Dilma Rousseff chegou a tanto.

Lula não compareceu à festa que juntou duas gerações do PT. Uma é a que expulsou Erundina porque aceitou ser ministra do presidente Itamar Franco. Outra é a que topa qualquer negócio, até com Maluf. O que parecia um partido virou rebanho. Lula continua o mesmo. O repertório de vigarices é que ficou maior. Quando não sabe o que dizer, ele agora se recolhe ao Sírio Libanês, perde a voz por dois dias e reaparece com cara de quem não tem nada com isso. Nunca teve.

17/06/2012

às 7:04 \ Sanatório Geral

Doutor em grampo

“Não pode haver a banalização da interceptação telefônica para combater o crime”.

Tourinho Neto, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao defender a soltura de Carlinhos Cachoeira e pedir a anulação dos grampos feitos pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, revelando que prefere a banalização do crime para combater a interceptação telefônica.

17/06/2012

às 0:11 \ Sanatório Geral

Parceiro fiel

“Isso revela uma tropa do cheque”.

Miro Teixeira, deputado federal pelo PDT do Rio, inconformado com a decisão da CPI de não convocar Fernando Cavendish para depor.

“Não assaque acusações genéricas. Se Vossa Excelência acha que tem um deputado  que é da bancada do cheque, vire para o deputado e diga ‘é fulano’. Eu não sou da bancada do cheque.

Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT paulista, deixando claro que, como informou o famoso “você é nosso, nós somos teu”, ele continua pertencendo a Sérgio Cabral.

 

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