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Arquivo de 14 de junho de 2012

14/06/2012

às 22:22 \ Sanatório Geral

Milagre goiano

“Não tem propina no meu Estado”.

Marconi Perillo, durante o depoimento na CPI do Cachoeira, revelando que Goiás fica longe do Brasil.

14/06/2012

às 20:15 \ Sanatório Geral

Vida mansa

“Não sou corretor de imóvel para saber o preço da casa. Tenho mais o que fazer”.

Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal, durante o depoimento na CPI do Cachoeira, confessando que, depois que ficou rico, primeiro compra uma casa e só depois pergunta quanto vale a algum corretor de imóveis.

14/06/2012

às 17:12 \ Sanatório Geral

Ele merece

“O povo do Distrito Federal deve ter orgulho do seu governo e da sua família”.

Jilmar Tatto, líder do PT na Câmara dos Deputados, durante o depoimento de Agnelo Queiroz na CPI do Cachoeira, lembrando ao povo do Distrito Federal que, como os Jogos Olímpicos do Rio vêm aí, é preciso tratar com mais carinho quem ameaça o recorde estabelecido por Antonio Palocci na modalidade multiplicação do patrimônio.

14/06/2012

às 16:00 \ Direto ao Ponto

Uma dose de FHC abranda qualquer surto do portador da Síndrome de Deus

Portadores da Síndrome de Deus não têm cura, confirma o comportamento de Lula desde a invenção do Brasil Maravilha. Mas mesmo surtos agudos podem ser abrandados com o sossega-leão adequado. No caso do Conselheiro do Mundo, por exemplo, nada melhor que uma dose de FHC. A sigla está para o SuperLula como a kriptonita verde para o Super-Homem. Nunca falha.

Excitado com o início da temporada eleitoral, o chefe da seita acha que pode eleger qualquer um, em qualquer cidade, com meio comício, duas aparições na TV e um retrato ao lado do candidato. Antes que comece a intrometer-se em eleições na Europa em crise, convém ministrar-lhe a dose de FHC receitada pela seção História em Imagens. A lembrança das duas derrotas retumbantes, ambas no 1º turno, costuma emudecer o palanque ambulante por algumas horas. Não é pouca coisa.

14/06/2012

às 15:56 \ Feira Livre

‘Volta a farsa do ‘golpe do mensalão”, editorial do Globo

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUARTA-FEIRA

A proximidade do julgamento do mensalão agita os espíritos militantes e passionais, mesmo aqueles mais sofisticados, revestidos de uma camada de educação e fineza.

Já houve a atrapalhada intervenção do ex-presidente Lula no encontro indevido com o ministro do Supremo Gilmar Mendes, um dos juízes do processo, intermediado pelo também ex-presidente da Corte Nelson Jobim. Artilharia no próprio pé, pois a iniciativa deve ter levado o STF a acelerar o calendário do julgamento. Passou, também, o gesto infanto-juvenil do mensaleiro José Dirceu de conclamar estudantes a ir às ruas, no estilo “Cinelândia 1968″, para defendê-lo perante os 11 magistrados do Supremo. Teatral e inócuo, por óbvio.

No fim de semana, foi a vez do ex-ministro da Justiça no primeiro governo Lula, Marcio Thomaz Bastos, no programa “Ponto a Ponto”, da TV Bandeirantes, entrar em ação, de forma mais sutil, ao seu estilo. Ministro quando explodiu o escândalo, em 2005, e hoje advogado de um dos réus, José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural, instituição acusada de participar da operação de lavagem daquele dinheiro, Thomaz Bastos explora um tema caro a certos petistas: a suposta interferência da imprensa profissional no caso.

Teme o advogado o que chama de “publicidade opressiva” dos meios de comunicação independentes contra os réus. De forma elegante, até oblíqua, o advogado repõe em circulação a tese surrada e risível de que uma “imprensa golpista” inventara o mensalão e, em seguida, tratara de prejulgar os denunciados pelo Ministério Público. A tese até recebeu a unção de uma certa intelligentzia petista. Agora, na visão de Thomaz Bastos, influenciáveis ministros do STF, sufocados por uma “publicidade opressiva”, se preparam para executar a condenação orquestrada.

Ora, quem denunciou o mensalão foi um dos participantes dele, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), da base do governo. O esquema de desvio de dinheiro público e privado para comprar apoio parlamentar ao governo não surgiu de qualquer laboratório de maquiavelismos oculto em alguma redação. Foi escancarado numa entrevista de Jefferson à “Folha de S.Paulo”. Lula não iria fazer um pedido público de desculpas à população por algo inexistente (embora tenha aderido depois à tese conspiratória). Tanto que os maiores desdobramentos políticos do caso foram a cassação dos mandatos de Roberto Jefferson e do principal denunciado, José Dirceu, deputado pelo PT paulista.

Impossível mascarar a verdade de que a imprensa profissional é movida por fatos. Já a opinião sobre eles é exposta de maneira translúcida no espaço dos editoriais. E é fato, por exemplo, que, em 2006, o então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, ofereceu denúncia contra os mensaleiros ao Supremo. Outro fato: no ano seguinte, os ministros consideraram consistentes os argumentos do MP para abrir o processo, no qual Dirceu é tachado de chefe de uma “organização criminosa”.

E serão fatos condenações e absolvições a serem decididas no julgamento que se inicia em agosto. Nada mais nem menos do que isto.

14/06/2012

às 14:22 \ Sanatório Geral

É o Brasil

“Eu tenho certeza de que os membros da imprensa que aqui estão, se não estão aplaudindo fisicamente, estão aplaudindo internamente”.

Vanessa Grazziotin, senadora pelo PCdoB do Amazonas, durante o depoimento de Agnelo Queiroz na CPI do Cachoeira, informando que os jornalistas presentes estavam eufóricos com a notícia de que o governador do Distrito Federal decidira quebrar o sigilo telefônico, bancário e fiscal que o Supremo Tribunal Federal já havia quebrado.

14/06/2012

às 12:38 \ Sanatório Geral

Coragem é isso

“O PSDB agora acabou, o governador Marconi Perillo tem medo. O Agnelo, não”.

Silvio Costa, deputado federal pelo PTB de Pernambuco, garantindo que só um político corajoso como Agnelo Queiroz ousaria autorizar a quebra do sigilo já quebrado pelo Supremo Tribunal Federal.

14/06/2012

às 11:54 \ Feira Livre

Funk do Mensalão, uma desmoralizante homenagem à bancada dos sem-vergonha

Inspirado na imortal declaração de afeto por Sérgio Cabral produzida pelo companheiro Cândido Vaccarezza ─ “Você é nosso, nós somos teu” ─, o compositor Paixão criou o Funk do Mensalão. A desmoralizante homenagem à bancada dos sem-vergonha dura cinco minutos. Para os brasileiros decentes, é pouco. Para os homenageados, é uma eternidade. Confira:

14/06/2012

às 1:02 \ Sanatório Geral

Coisa de macho

“Eu sou macho!”

Mário Couto, senador pelo PSDB do Pará, olhando feio para adversários petistas durante a sessão da CPI do Cachoeira.

“Normalmente, os que gritam que são machos…”

Luiz Sérgio, deputado federal pelo PT do Rio, engrossando a voz para deixar claro que só quem é muito macho tem coragem para, depois de ser demitido com humilhação de dois ministérios, continuar prestando vassalagem ao governo.

 

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