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Arquivo de 12 de junho de 2012

12/06/2012

às 22:43 \ Sanatório Geral

Doutor em jornalismo

“A vigilância da imprensa é fundamental. Mas algumas vezes ela erra”.

Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça e advogado de Carlinhos Cachoeira do mensaleiro José Roberto Salgado, em entrevista à BandNews, ensinando que a imprensa erra quando não consegue enxergar a inocência dos bandidos que defende.

12/06/2012

às 21:49 \ Direto ao Ponto

Para mostrar a força da tropa, Dirceu planeja a Marcha pela Impunidade dos Bandidos

Vencido pelo padeiro de Ibiúna em 1968, paralisado pelo medo nos anos 70, debilitado pela arrogância crescente nas décadas seguintes, José Dirceu foi definitivamente derrotado pelo tamanho do prontuário em 2005, quando se descobriu que o chefe da Casa Civil do governo Lula também chefiava a quadrilha do mensalão. Mas o revolucionário de araque está sempre pronto para perder mais uma, constatou o post publicado neste espaço em junho de 2010.

Continua o mesmo, avisa a discurseira beligerante no congresso nacional de uma certa União da Juventude Socialista. Assustado com a aproximação de 1° de agosto, quando o Supremo Tribunal Federal começará a decidir o destino dos mensaleiros, Dirceu pediu à plateia, como Fernando Collor às vésperas da queda, que não o deixe só. “Todos sabem que este julgamento é uma batalha política”, fantasiou o réu soterrado por provas que permitem condená-lo por corrupção ativa e formação de quadrilha.

Depois de tirar do armário o trabuco imaginário, declarou-se pronto para a guerra. “Essa batalha deve ser travada nas ruas também, porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas”, caprichou Dirceu na pose de inocente injustiçado. “É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês”. O combatente que nunca lidou com balas de chumbo não se emenda.  Ele vive reprisando o blefe que inaugurou em 2005, logo depois de perder o emprego por excesso de patifarias.

”Vou percorrer o país para mobilizar militantes do PT, dos sindicatos e dos movimentos sociais”, preveniu o então deputado federal num encontro do partido em São Paulo. ”Temos de defender o governo de esquerda do presidente Lula do golpe branco tramado pela elite e por conservadores do PSDB e do PFL”. Passou as semanas seguintes mendigando socorro até aos contínuos da Câmara, teve o mandato cassado em dezembro e deixou o Congresso chamando o porteiro de “Vossa Excelência”.

Passados sete anos, o sessentão que finge perseguir o socialismo enquanto caça capitalistas com negócios a facilitar assumiu formalmente o comando do regimento de mensaleiros que luta para livrar-se da cadeia. Sempre dedilhando a lira do delírio, promete liderar mais uma ofensiva do que chama de “forças progressistas e movimentos populares”, expressões da novilíngua lulista que abrangem os pelegos da União Nacional dos Estudantes Amestrados, os vigaristas das centrais sindicais, os blogueiros estatizados e outras aberrações que só esbanjam competência no assalto aos cofres públicos.

E que ninguém se atreva a acionar os instrumentos de defesa do Estado de Direito, determina o manual do stalinismo farofeiro. Usar a polícia para conter badernas é “repressão política”. Lembrar que, por determinação constitucional, figura entre as atribuições das Forças Armadas a neutralização de ameaças à ordem democrática é coisa de golpista. No país que Lula inventou, a corrupção institucionalizada só existe na imaginação da mídia golpista.

Nesse Brasil Maravilha, Erenice Guerra é uma dama de reputação ilibada, Antonio Palocci prosperou honestamente, Dilma Rousseff é uma pensadora, Lula é o gênio da raça e o partido segue honrando a frase que Dirceu declamava fantasiado de vestal: “O PT não róba nem deixa robá”. O  mensalão, claro, é uma farsa montada pela imprensa. E os que ousam defender o Código Penal não sabem com quem estão falando.

“Como se trata de uma batalha política, mostraremos nossa força”, avisou aos velhacos da Juventude Socialista. O mais recente surto reafirma que, para o mitômano sem cura, o País do Carnaval não consegue enxergar diferenças entre fato e fantasia. Como Dirceu não para de repetir-se, faço questão de repetir-me: um ataque de tropas comandadas pelo guerrilheiro de festim só consegue matar de rir.

Qualquer torcida organizada de time de futebol mobiliza mais militantes que o PT. As assembleias sindicais são tão concorridas quanto uma reunião de condomínio. Sem as duplas sertanejas, os brindes e a comida de graça, as comemorações do 1° de Maio juntariam menos gente que quermesse de lugarejo. Os movimentos sociais morreriam de inanição uma semana depois de suprimida a mesada federal.

“Dirceu, guerreiro do povo brasileiro!”, berram os milicianos durante os palavrórios do general da banda podre. Estão todos convidados a exibir seu poder de fogo com um desfile paramilitar na Avenida Paulista. Puxada pelo revolucionário de festim e engrossada por todos os alistados no exército fora-da-lei, seria a primeira Marcha pela Impunidade dos Bandidos desde a chegada das caravelas em 1500.

12/06/2012

às 20:43 \ Sanatório Geral

Time incompleto

“Aqui estou novamente, em nome da pátria, inscrevendo minha candidatura. Venceremos por nocaute para que respeitem a pátria os esquálidos, burgueses e imperialistas”.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela, ao oficializar mais uma candidatura à reeleição, confirmando que o time de médicos cubanos que tenta salvá-lo do câncer precisa recrutar urgentemente dois ou três psiquiatras.

12/06/2012

às 20:01 \ Direto ao Ponto

O que Perillo deixou de dizer é muito mais importante do que tudo o que disse

Depois de 10 horas de depoimento na CPI do Cachoeira, nem os parlamentares governistas enxergaram provas capazes de transformar suspeitas em certezas nem a bancada da oposição reuniram argumentos suficientemente conclusivos para absolver de vez o tucano Marconi Perillo. O governador de Goiás teria vencido o jogo se aceitasse a quebra do sigilo bancário, telefônico e fiscal. Quem não fez nada de errado nada tem a esconder.

Como registrou meu amigo e vizinho Ricardo Setti em sua coluna, muito mais importante do que tudo o que Perillo disse foi o que deixou de dizer. Alegando que são “águas passadas”, ele se negou a detalhar a conversa com Lula em que revelou ao então presidente a existência do mensalão. Várias perguntas depois, o depoente insinuou que nunca poderia imaginar que o recado lhe custaria a eterna inimizade do destinatário. Mais um motivo para contar o que ocultou.

Se existem explicações para o estranho silêncio, é improvável que Perillo se anime a dizer quais são.

12/06/2012

às 19:38 \ Vídeos: Entrevista

Alexandre Sayad, jornalista e educador

Foi para dar voz aos alunos de colégios paulistanos que o jornalista e educador Alexandre Sayad desenvolveu um projeto bem-sucedido que resultou no livro Idade Mídia ─ A Comunicação Reinventada na Escola. Nesta entrevista, dividida em três blocos, Sayad conta que a experiência começou a tomar forma em 2002, quando reuniu nove estudantes para produzir conteúdo e modernizar o formato das disciplinas incluídas no currículo. Deu certo: hoje, 60 jovens disputam as 20 vagas disponíveis. Na conversa, Sayad também trata, entre outros temas, da questão dos direitos autorais na internet.

 

 

12/06/2012

às 18:54 \ Sanatório Geral

BBB da Bandidagem

“Esse negócio do mensalão vai sair na mídia todo dia: ‘Dirceu é ladrão, Delúbio é ladrão’”.

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e da quadrilha do mensalão, durante uma reunião do PT em Morrinhos, interior de Goiás, avisando que, embora existam outros craques no banco dos réus, o maior destaque no BBB da Bandidagem, transmitido pela TV Justiça, será a dupla Delúbio e Dirceu.

12/06/2012

às 16:34 \ Sanatório Geral

É outra coisa

“Estamos condenados pela imprensa, mas não podemos baixar a cabeça”.

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e da quadrilha do mensalão, absolvido por ex-jornalistas em ação nas revistas alugadas, nas emissoras de TV arrendadas, nos blogs da esgotosfera e outras abjeções que até os bandidos de estimação se recusam a chamar de imprensa.

12/06/2012

às 14:12 \ Sanatório Geral

Exemplo a seguir

“A imprensa tomou um pouco de partido nessa questão”.

Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, ao comentar o julgamento do mensalão durante o palavrório na BandNews, sugerindo à imprensa independente, que pelo menos de vez em quando, faça o que ele fez a vida inteira e finja que os culpados são inocentes.

12/06/2012

às 7:30 \ Sanatório Geral

Acusação gravíssima

“Não podemos deixar que este processo do mensalão se transforme no julgamento da nossa geração. Por isso, peço a vocês, hoje aqui, fiquem vigilantes. Não permitam julgamento político. Não permitam julgamentos fora dos autos do processo. A única coisa que nós pedimos é o julgamento nos autos e que a Justiça cumpra o seu papel”.

José Dirceu, durante a discurseira no congresso nacional de uma certa União da Juventude Socialista (UJS), acusando de quadrilheiros todos os companheiros de geração.

12/06/2012

às 4:29 \ Sanatório Geral

Missão impossível

“Quero olhar nos olhos daqueles que me acusaram e me lincharam esses anos todos”.

José Dirceu, durante a discurseira no congresso nacional de uma certa União da Juventude Socialista (UJS), prometendo que, durante o julgamento da quadrilha do mensalão, vai ficar olho no olho com dezenas de milhões de brasileiros.

 

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