Pecadores solidários
“Ideli não fez licitação, não assinou contrato, pagou uma das prestações a que estava obrigada e foi inteiramente excluída das indagações do Tribunal de Contas da União. Não é possível pedir a cada ministro que faça, antes de tomar posse, a folha corrida do seu ministério para saber se no passado houve alguma irregularidade”.
Sepúlveda Pertence, presidente da Comissão de Ética Pública do governo federal, ao explicar por que a ministra Ideli Salvatti foi absolvida de quaisquer pecados na história da frota de lanchas inúteis comprada pelo Ministério da Pesca, ensinando que quem assume um cargo no primeiro escalão está obrigado a esquecer, ignorar ou endossar todas as lambanças criminosas feitas por antecessores.
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