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Arquivo de 9 de maio de 2012

09/05/2012

às 23:40 \ Sanatório Geral

Coi$a $éria

“Não há in$ati$fação, o que há é um de$ejo de cada um de participar mai$ da$ deci$õe$”.

Renan Calheiro$, em 8 de março, $obre a briga de compadre$ entre o governo e $enadore$ aliado$, explicando que, no dicionário da ba$e alugada, “participar mai$ da$ deci$õe$” é a expre$$ão u$ada para e$conder uma coi$a que, em paí$e$ $ério$, dá cadeia.

09/05/2012

às 21:55 \ Direto ao Ponto

Voltei, amigos

Voltei, amigos. Devo um abraço muito especial a cada um de vocês: de novo, os leitores e o timaço de comentaristas ajudaram o pessoal da coluna a preservar este espaço que é de todos nós. Estou lendo todos os comentários e colocando as informações em dia. Mas, como avisa a enquete que acabou de entrar no ar, a briga já vai retomando o ritmo de sempre. AN

09/05/2012

às 20:40 \ Sanatório Geral

Chute perfeito

“O grande problema que temos no Brasil é que quase nada avança. Temos de dar um chute no traseiro e entregar a Copa de 2014. E é isso o que faremos”.

Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, constatando, em março, o que o governo finge não enxergar.

“O governo brasileiro não pode receber essas ofensas sem declarar inaceitáveis e não aceitará mais o secretário-geral como interlocutor da Fifa nesses assuntos”.

Aldo Rebelo, ministro do Esporte, identificando com mais precisão o traseiro atingido pelo chute.

 

09/05/2012

às 17:40 \ Sanatório Geral

Governar é escolher

“Não sei colocar uma minhoca no anzol”.

Marcelo Crivella, ministro da Pesca, em 2 de março, confirmando que, para continuar fingindo que entende de tudo, Dilma Rousseff só recruta para o primeiro escalão quem não sabe rigorosamente nada da área que vai administrar.

 

 

09/05/2012

às 14:40 \ Sanatório Geral

Ministro da Cretinice

“O MEC não tem culpa de o Brasil ser tão grande e diverso”.

Aloízio Mercadante, ministro da Educação, em 1º de março, durante audiência no Senado, ao atribuir os naufrágios do Enem ao tamanho do Brasil, infinitamente menor que a incompetência, o cinismo e a cretinice dos integrantes do primeiro escalão de Dilma Rousseff.

09/05/2012

às 11:40 \ Sanatório Geral

Acusação gravíssima

“Infelizmente, o STF tirou o direito dos eleitores de, soberanamente, escolher o melhor nome para governá-los em 2014″.

Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato de senador pelo Distrito Federal em 2007 para escapar da cassação, marido de Weslian Roriz, que se candidatou em 2010 ao governo do DF no lugar do marido e pai de Jaqueline Roriz, deputada federal pelo PMN do Distrito Federal, flagrada recebendo propina, acusando, em 17 de fevereiro, todos os demais concorrentes ao cargo de governador de serem piores que ele.

09/05/2012

às 11:37 \ Feira Livre

‘Melhor assim’, de J.R. Guzzo

TEXTO PUBLICADO NA EDIÇÃO DE VEJA DESTA SEMANA

J.R. GUZZO

O presidente Nicolas Sarkozy assumiu em 2007 seu cargo, do qual pode estar se despedindo neste fim de semana, com a promessa de construir nada menos do que uma “nova França” ─ tarefa realmente ambiciosa, num país que está aí há uns 2000 anos e já viu mais ou menos tudo o que poderia ter visto.

O resultado final de todos os seus esforços é que a França de hoje continua muito parecida, no bom e no ruim, com a de cinco anos atrás ─ e, pelo que tem ensinado a experiência, a França de daqui a cinco anos será muito parecida com a de hoje.

Não é, naturalmente, o que dizem os políticos, a mídia e quem se dedica a explicar como o mundo funciona; anunciam graves consequências para a França, a Europa e o alinhamento dos planetas no sistema solar caso neste segundo e decisivo turno das eleições presidenciais Sarkozy consiga se segurar em sua cadeira ─ ou se, ao contrário, tiver de passá-la para o candidato da oposição e favorito, François Hollande.

O primeiro é o campeão da “direita”, o segundo o campeão da “esquerda” e ambos pregam programas opostos entre si. Um garante que se o outro ganhar a França se transformará numa ruína praticamente imediata. Mas no mundo das realidades, seja quem for o vencedor, a França acordará nesta segunda-feira com a mesma cara que tinha na véspera.

É uma boa notícia. A França de hoje tem muito mais do bom do que do ruim ─ e nesses casos o melhor que pode lhe acontecer é ir se segurando mais ou menos onde está.

O fato que realmente interessa, e do qual bem pouco se fala, é o seguinte: a França é um dos países mais bem-sucedidos do mundo. Tem problemas, claro, e alguns deles são até reais. Mas é um país de verdade, com 65 milhões de habitantes, e não um parque de diversões ─ e tem uma situação admirável para quem chegou a esse porte.

Não há um único buraco em seus 11 000 quilômetros de autoestradas de primeiríssima classe. O trem-bala existe; está sempre no horário, mantém velocidade média de 300 quilômetros por hora e sua rede já é cinco vezes maior que o trajeto entre Rio de Janeiro e São Paulo. A França tem um PIB per capita acima dos 42 mil dólares anuais.

Soube aproveitar com inteligência, rapidez e eficácia todo o avanço tecnológico das últimas décadas. Produz mais que o Brasil, num território equivalente a 6% do nosso e com um terço da nossa população. O salário mínimo é cinco vezes superior ao brasileiro, a saúde pública é impecável e a classe C já emergiu 100 anos atrás.

O cidadão francês não sabe o que é um assalto a mão armada, e não tem a menor ideia do que possa ser um arrastão em prédios de apartamento. Nunca ouviu falar em firma reconhecida, nem em desabamento de morros. Desconhece a existência de filas de ônibus. Rouba-se pouco, e jamais com prejuízo para os serviços públicos.

Os fiscais não extorquem: apenas fiscalizam. A soma de todas as suas dificuldades, considerando-se a vida como ela é, parece uma brincadeira quando comparada à de certos Brics, a começar pelo que é representado na letra B.

A França, certamente, tem complicações sérias, como o desemprego e a invasão de seu território pelos pobres do mundo que, por bem ou por mal, querem emigrar para lá. Também tem uma paixão mal resolvida, e provavelmente sem solução, pelo “Estado forte”, a quem se atribui poderes comparáveis aos de Nossa Senhora de Lourdes. Já conseguiu ter um Ministério da Educação e outro do Ensino Público, e mantém curiosidades como o Ministério da Coesão Social ou o da Ruralidade.

Sarkozy, com o seu estilo MMA de governar, não conseguiu diminuir nenhum desses problemas; também não os tornou piores do que eram ao assumir. Hollande, que carrega o malvado apelido de “Pudim” e tem como principal destaque de sua carreira o fato de nunca ter se destacado em nada, parece o homem certo para repetir o mesmo trajeto.

Melhor para a França. Ela tem a sorte de não precisar dos seus políticos para conservar tudo aquilo que já soube construir.

Era costume dizer que um dos primeiros sinais da velhice aparece quando o indivíduo começa a ser chamado de “senhor” pelo médico (ou, pior ainda, pelo padre), e já trata um e outro de “você”.

François Hollande acaba de dar uma nova contribuição para as práticas populares de contagem do tempo. Em sua juventude, foi um fã entusiasmado de Jimi Hendrix ─ e, quando alguém que pode tornar-se presidente da França tem no seu álbum de ídolos alguém como Jimi Hendrix, ficamos avisados, mais uma vez, de que a vida está passando depressa.

09/05/2012

às 8:40 \ Sanatório Geral

Ladroagem suprapartidária

“No cafezinho do Congresso Nacional, todo mundo sabe quem tá roubando aonde (sic) e em favor de quem. E quem é que paga mensalão, mensalinho e mensamédio”.

Ciro Gomes, na entrevista à Rede TV, em 15 de fevereiro, revelando que sempre achou muito natural conviver amistosamente com grandes, pequenos e médios ladrões .

 

09/05/2012

às 5:40 \ Sanatório Geral

Nós pega os peixe

“Boa noite. Vou dormir çedo, porque saio çedinho para São Paulo”.

André Vargas, secretário nacional de Comunicação do PT, em 18 de janeiro, no Twitter, caprichando no c com cedilha para confirmar que a idiotia está no poder.

 

 

09/05/2012

às 2:40 \ Sanatório Geral

Erotismo & pornografia

“Só vou lançar minha candidatura quando estiver preparada”.

Monique Evans, atriz e modelo, em 14 de janeiro, ao confirmar que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, explicando que mesmo um símbolo erótico brasileiro precisa de muito treino para encarar a pornografia política que orienta as atividades da Casa do Horror.

 

 

 

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