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Arquivo de 5 de maio de 2012

05/05/2012

às 23:00 \ Sanatório Geral

Madre lúbrica

“Nós, brasileiros, acostumados com nosso calor suarento, sempre louvamos termos sido preservados por Deus dos violentos fenômenos da natureza: vulcões, furacões, terremotos ─ mas não nos livramos das secas nem das enchentes. E a miscigenação nos deu a mulata!”

José Sarney, vulgo Madre Superiora, ao discorrer na Folha de 23 de abril de 2010 sobre as cinzas do vulcão Eyjafjallajokull, explicando que um par de mulatas vale meia dúzia de enchentes no Rio e uma centena de secas no Nordeste.

05/05/2012

às 20:00 \ Sanatório Geral

Quase igual

“É com satisfação que nos reunimos aqui na quadra da Mangueira”.

Luiz Sérgio, então presidente do PT do Rio, em 26 de abril de 2010, ao saudar a comitiva de Dilma Rousseff na quadra da Portela.

05/05/2012

às 17:00 \ Sanatório Geral

Vagas no céu

“Por isso que a gente tem que perguntar ao fiel: você crê mais na crise ou você crê em Deus? Porque, se você crê na crise, então você vai guardar para ela, ela vai pegar o que você tem. Sem que você saiba, quando você acordar, já era. Mas se você crê em Deus, você vai pegar o que a crise pode pegar e você vai colocar onde?… Vai semear no altar”.

Romualdo Panceiro, bispo da Igreja Universal, apontado como sucessor do superbispo Edir Macedo, em 13 de abril de 2010, na videoconferência em que ensina aos pregadores da seita o que deveriam dizer durante a crise econômica para que os fiéis usassem o dinheiro da poupança na compra de uma vaga no céu.

05/05/2012

às 13:00 \ Sanatório Geral

Guevara de chanchada (2)

“Mensalão para mim não é corrupção, é financiamento de campanha com caixa 2″.

José Dirceu, em 19 de fevereiro de 2010, oferecendo uma preciosa contribuição ao Breve Dicionário da Novilíngua Petista ao explicar que chefiou não uma organização criminosa sofisticada, como acreditam a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal,  mas um grupo de voluntários da pátria tão ocupados em coletar doações desinteressadas que nem tiveram tempo para preencher recibos.

05/05/2012

às 10:00 \ Sanatório Geral

Mais um no elenco

“A ministra Dilma Rousseff é o crânio deste Brasil. O tempo em que um candidato, para vencer as eleições, precisava ser bonito já passou. Isso é coisa do passado. Hoje, não é preciso ser bonito nem simpático, é preciso ser inteligente. Por isso, o povo de Maceió elegeu este prefeito feio aqui”.

Cícero Almeida, prefeito de Maceió, em 8 de fevereiro de 2010, incorporado ao elenco do filme de terror depois de informar que Dilma Rousseff seria lanterninha em qualquer concurso de miss, mas merece ser presidente porque tem o neurônio mais inteligente do Brasil.

05/05/2012

às 7:00 \ Sanatório Geral

Sabujo internacional

“Por que tem que ser um Plano Marshall? Pode ser Plano Lula. Não é só quem dá dinheiro, é quem está mais empenhado”.

Celso Amorim, em 24 de janeiro de 2010, ao saber que o FMI sugeriu que a reconstrução do Haiti obedeça a uma versão do Plano Marshall, concebido pelos americanos no pós-guerra, mostrando que aproveita até terremoto para lustrar a imagem de sabujo profissional.

05/05/2012

às 4:00 \ Sanatório Geral

O espetáculo da cafajestagem

“A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido. Acho que de tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo. O africano em si tem uma maldição. Todo o lugar que tem africano tá foda”.

George Samuel Antoine, cônsul do Haiti em São Paulo, antes do começo de uma entrevista ao SBT gravada em janeiro de 2010, sem saber que o que dizia estava sendo gravado.

“Esse terço nós usamos porque dá energia positiva, acalma as pessoas. Como eu estou muito tenso de deprimido com o negócio do Haiti, nós mexemos com vários para nos acalmar”.

George Samuel Antoine, cônsul do Haiti em São Paulo, durante a entrevista ao SBT gravada em janeiro de 2010, sabendo que o que dizia estava sendo gravado.

05/05/2012

às 1:00 \ Sanatório Geral

Bandido bondoso

“Devo também ter cometido erros. Quero dizer, de coração mesmo, que eu já perdoei todos os que me agrediram”.

José Roberto Arruda, em 11 de janeiro de 2010, ensinando que no Brasil reinventado por Lula são os assaltantes que perdoam os assaltados.

 

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