Blogs e Colunistas

Arquivo de 4 de maio de 2012

04/05/2012

às 22:00 \ Sanatório Geral

Jogo bruto

“O meio ambiente é sem dúvida nenhuma uma ameaça ao desenvolvimento sustentável. Isso significa que é uma ameaça pro futuro do nosso planeta e do nosso país”.

Dilma Rousseff, eleita Homem sem Visão de Agosto de 2009, no discurso durante a Conferência do Clima em dezembro daquele ano, jogando pesadíssimo na luta pelo título de Homem sem Visão da Década.

04/05/2012

às 19:00 \ Sanatório Geral

Cofre pedestre

“Eu não uso pasta. Por isso guardei o dinheiro dentro das minhas vestimentas”.

Leonardo Prudente, então presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 30 de novembro de 2009, filmado enquanto escondia dinheiro dentro das meias, explicando como inventou o esconderijo que lhe pareceu mais seguro que a cueca-cofre do assessor do irmão de José Genoíno.

04/05/2012

às 16:17 \ Feira Livre

‘As chances de ser uma CPI verdadeira’

EDITORIAL PUBLICADO NO GLOBO DESTA SEXTA-FEIRA

Consideradas um instrumento da minoria, as comissões parlamentares de inquérito, demonstra a já longa experiência brasileira no ramo, costumam ser instaladas sob controle cerrado da maioria. Se as rédeas palacianas serão sempre firmes, vai depender das revelações. Munição de alto poder de destruição na luta político-partidária, CPI tanto pode dar contribuições efetivas a aperfeiçoamentos para evitar os problemas que justificaram sua criação, como corre o risco de nada fazer, paralisada pelos interesses do governo.

A CPI do Cachoeira, cujo plano de trabalho para os 180 dias de funcionamento foi apresentado quarta-feira, precisará esquivar-se de muitos interesses para poder de fato ser uma radiografia fiel, e identificar os respectivos responsáveis, do avanço do grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira em delinquências de colarinho branco para muito além das fronteiras do estado de Goiás. O crucial é que a comissão aproveite o vasto material levantado por operações da PF em torno do grupo do Cachoeira, para mapear a infiltração do crime organizado nos poderes da República. A CPI precisa aproveitar a vantagem de pouco ou nada ter de investigar, pois tudo parece já ter sido levantado.

Ela começa com os interesses de varejo de sempre. Há tentativas de acerto de contas pessoais de políticos com veículos de imprensa, pressões sobre a mídia profissional por motivos ideológicos, brigas políticas regionais, oposição em choque com situação em ano eleitoral etc. O fato de a base parlamentar do governo ser fluída, mudar de consistência em função da agenda do momento, pode ajudar a CPI a ir adiante no levantamento das articulações de Cachoeira, ajudado, entre outros, pelo seu representante VIP em Brasília, o senador Demóstenes Torres, ex-DEM.

O relator da comissão, Odair Cunha (PT-MG), já não conseguiu teleguiar a agenda de trabalho. Se dependesse dele, seria tratada apenas a atuação de Cachoeira no Centro-Oeste. Dessa forma, poderia ficar de fora um tema importante: a forma de a empreiteira Delta, ligada ao bicheiro, agir dentro do PAC, no qual é a maior dona de contratos. Ou era até surgir o escândalo.

A área de atuação do grupo goiano é muito ampla, demonstram os constantes vazamentos de grampos legais feitos pela PF. Tudo gira em torno de negócios de interesse do bicheiro. Há de manobras para a aprovação do jogo à disputa de concorrências públicas, até mesmo com o encaminhamento de demandas junto ao Poder Judiciário e MP. Os subterrâneos financeiros da política parecem estar presentes o tempo todo.

A CPI do Cachoeira reúne ingredientes que a tornam, em potencial, a mais abrangente de todas as já realizadas. A dos Anões jogou luz nos esquemas no Congresso de manipulação do Orçamento; a do PC/Collor serviu para fundamentar o histórico impeachment do atual senador com assento na CPI; e duas outras (Mensalão/Correios) ajudaram a embasar o encaminhamento do processo do mensalão ao STF pelo MP, o maior esquema de corrupção de compra de apoio parlamentar, efetuado pelo PT, de que se tem notícia. Caso a CPI escape da armadilha de ser apenas instrumento de guerra política, há chance de dar grande impulso à faxina na vida pública. A Lei da Ficha Limpa terá sido apenas o início.

04/05/2012

às 16:00 \ Sanatório Geral

Tudo esclarecido

“O Rio de Janeiro não é violento. O Rio de Janeiro tem núcleos de violência”.

José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 2009, explicando que nos metros que separam um e outro “núcleo de violência” no Rio é possível até andar a pé.

04/05/2012

às 13:00 \ Sanatório Geral

Se almoçar, não dirija (112)

“Na próxima conversa que tiver com o Obama, falarei: faça o SUS, custa mais barato e é de qualidade”.

Lula, em 4 de novembro de 2009, depois de um almoço no Recife, fingindo que dá conselhos ao presidente americano que só conseguiu um acordo em Honduras por não dar a menor importância ao que dizem o brasileiro megalomaníaco e seu mentor Hugo Chávez.

04/05/2012

às 10:00 \ Sanatório Geral

Mensaleiro revoltado

“Essa iniciativa é reacionária, conservadora e filosoficamente violenta”.

José Genoino, uma das estrelas do mensalão, em 30 de setembro de 2009, revoltado com o projeto de lei que proíbe a candidatura a cargos públicos de políticos com a ficha suja.

04/05/2012

às 7:00 \ Sanatório Geral

Aliados em guerra (1)

“É veado e fuma maconha. Se ele viesse a Mato Grosso do Sul eu ia correr atrás dele e estuprá-lo em praça pública”.

André Puccinelli, governador de Mato Grosso do Sul, em 23 de setembro de 2009, referindo-se com elegância e civilidade ao companheiro de aliança governista Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente.

04/05/2012

às 4:00 \ Sanatório Geral

Nota 10 em geografia

“Esse país está mudando. E Rondônia está mudando mais depressa”.

Dilma Rousseff, em 15 de setembro de 2009, em Roraima, a 1.500 quilômetros do Estado que homenageou por estar mudando, confirmando que é a melhor aluna do cursinho de geografia do professor Lula.

 

04/05/2012

às 2:00 \ Sanatório Geral

O ponto e a vírgula

“Eu não matei, não furtei, não cometi nenhum ilícito”.

José Sarney, numa conversa com o senador José Agripino em 5 de agosto de 2009, colocando a primeira vírgula onde deveria haver um ponto final.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados