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Arquivo de 13 de janeiro de 2012

13/01/2012

às 18:17 \ Direto ao Ponto

A grande descoberta do Implicante: autor do livro de cabeceira dos petistas também escreveu a letra de ‘Marli Meu Travesti’

Por que vocês não comentam a obra do Amaury Ribeiro Jr.?, choramingam desde dezembro milicianos que transformaram  A Privataria Tucana no livro de cabeceira do PT.. Comovido com  o desconsolo dos pedintes, o portal Implicante tratou de pesquisar a produção do autor desde as origens. E divulgou nesta sexta-feira a descoberta sensacional: Ribeiro Jr. persegue a fama e a fortuna desde o lançamento de “Precoce”, disco de estreia do então jovem cantor e compositor. Entre outros espantos, destaca-se a letra de Marli Meu Travesti (a amputação da vírgula também é obra do artista). A seção  O País quer Saber reproduz o furo de reportagem, que inclui o áudio histórico: Ribeiro Jr. canta os primeiros versos da história de amor que começou no banheiro de um cinema.

13/01/2012

às 17:43 \ Sanatório Geral

Paz de cemitério

“Temos nossas divergências em período eleitoral, mas elas acabam quando terminam as eleições”.

Dilma Rousseff, ao lado do governador Geraldo Alckmin, avisando que até 2014, quando tratará o candidato presidencial da oposição a socos e pontapés, pretende aceitar sem retaliações os elogios, homenagens, mesuras e rapapés dos líderes do PSDB.

13/01/2012

às 15:04 \ O País quer Saber

Autor do livro de cabeceira do PT também escreveu a letra de ‘Marli Meu Travesti’

PUBLICADO NO PORTAL IMPLICANTE

Exclusivo: trazemos a todos vocês a obra de Amaury Ribeiro Jr. que foi censurada pela grande, pequena e até pela média mídia.

Não é nenhum documento secreto escondido no armário, mas sim uma bela canção que consta do álbum “Precoce” (e “precoce” nesse sentido mesmo que você pensou…) de Amaury Ribeiro Jr. Infelizmente, a mídia não deu o destaque necessário a esse talento. Vale dizer que todas as músicas são muito bem escritas e executadas; então escolhemos a esmo a bela cantiga “MARLI, MINHA TRAVESTI”.

Ouçam clicando em “play” (conseguimos localizar a música na web, em mais uma prova de que a arte e a cultura devem ser compartilhadas), a letra está abaixo (foto do encarte, pois obviamente compramos disco tão belo). Depois disso tudo, nossa análise desse clássico.

Melodia muito parecida com “São Paulo, São Paulo”, do Premê. Com uma letra tão genial dessas, sejamos justos, não é lícito cobrar uma melodia 100% original. Vejam só que epopéia:

Alguns trechos PRECISAM ser comentados, pois são simplesmente excepcionais e mostram o talento inequívoco do compositor além da interpretação simplesmente perfeita e crível:

E a meio outros pares
Marli, meu travesti
Cruzamos as pernas
Grudamos as pintas
Cresceu a sua mão

Cresceu a mão! Essa metáfora já mostra que o autor pertence às mais sofisticadas escolas da poesia moderna. O que poderia crescer? Ora, muita coisa! Ou apenas uma, enfim… Mas ele escolheu as mãos, logo após unir as “pintas”. A pinta de cada um? O autor e Marli tem cada qual sua pinta, e as uniram. Uma paulada lírica, definitivamente.

Em vez de “em meio a” sai um “a meio”. Ele está certo, ora! Poetas, vocês sabem, têm licença para cometer um ou outro pecadilho, mesmo se for pecado capital para a gramática. Mas o que gramáticos normativos entendem de amor? E de Marli? Pois é… O importante é prevalecer o lirismo. Assim, o leitor/ouvinte recebe uma verdadeira paulada poética.

Fazemos façanhas, inventamos mil transas
Nos damos sem pudor
Somos românticos, apaixonados
O maior dos casais
Adotamos uns filhos
Deixamos os tiros
Em nome do nosso amor

É preciso parabenizar o autor por não estar filiado a escolas e sistemas retrógrados. Suas rimas não são como aquelas conservadoras, que possuem a tal “identidade fonética”. Ele prefere rimar “façanhas” com “transas”, “roupas” com “bocas”, “guardas” e “quebrava”, e a praticamente parnasiana “eróticos” com “simbiótico”.

Também fascina a parte do “deixamos os tiros” cuja motivação (de tê-los deixado) seria “em nome do amor”. Mas o que significam esses “tiros”? Que tipo de “tiro” alguém abandona em nome do amor? Pode ser bangue-bangue ou alguma outra carreira – as dúvidas ensejadas pela canção só a enriquecem.

Trocamos as roupas
Juntamos as bocas
Pra não se separar (…)
Que sonhos eróticos
Que amor simbiótico
Marli, não vivo sem ti

A parte “trocamos as roupas” pode levar a várias interpretações, afinal, quais as de Marli e quais da personagem da composição (que ninguém faz a menor idéia de quem seja)? E é trocar entre si ou cada qual substitui o que veste por outra peça de roupa, talvez mais confortável? Mais uma vez, portanto, o poeta apresenta questões existenciais intrigantes.

O trecho “pra não se separar” é simplesmente uma poesia dentro do poema, pois, se são as pessoas, seria “separarmo-nos”, mas provavelmente diz respeito às bocas e o autor – sabiamente – optou por não flexionar o infinitivo. Ao mesmo tempo, transgrediu ao usar a próclise em vez da ênclise obrigatória. Cumpre uma regra da norma culta e transgride uma mais basilar. Isso é raro e só há uma explicação para isso: talento poético.

Por fim, o nome: “Meu Travesti”.

Os linguistas ainda debatem de forma árdua para consolidar uma determinação gramatical do gênero do substantivo. Por enquanto, vale tanto “a” quanto “o” travesti. Mas como usar uma ou outra forma? O que difere “a” de “o” travesti? O autor optou por “o”, deixando no título, de maneira talentosíssima, a principal dúvida acerca de Marli.

Conclusão
A música só não perdeu esse gênio para a literatura porque, como sabem os que têm polegares opositores e já se puseram a ler de fato o quanto escrito, ele não é exatamente um literato. Mas, no campo da canção popular, é imbatível.

Merece um TRIVIAL, seguramente.

De mais a mais, pedimos ENCARECIDAMENTE que NINGUÉM seja preconceituoso ou agressivo nos comentários. Mesmo os leitores “da antiga” acabarão levando cortes (se bem que, nossos queridos leitores sabem fazer a coisa direito sem ensejar a facada censória).

Ah, sim! Já ia esquecendo… Amaury trabalha na RECORD, emissora do…

Pedimos clemência episcopal (sem cacófato) de Edir Macedo. A poesia acima de tudo, Edir! Contamos contigo: não exorcize a beleza dessa canção.

13/01/2012

às 9:33 \ Sanatório Geral

Faltou gente

“É impossível, no Brasil, um governante achar que governa sem o governo estadual e os prefeitos. Não governa.”

Dilma Rousseff, revelando que 2011 foi um fiasco administrativo porque governou com apenas 38 ministros.

13/01/2012

às 7:11 \ Sanatório Geral

Inversão de prioridades

“Nós não queremos um país de bilionários e de pobres e miseráveis, como existe em muitas grandes nações do mundo afora. Nós queremos um país, obviamente, de pessoas ricas e prósperas, mas queremos, sobretudo, um país de classe média. Ninguém é classe média se não tiver sua casa”.

Dilma Rousseff, tirando o sono de Eike Batista ao informar que, antes de tocar em frente o programa Brasil sem Miséria, vai concluir o programa Brasil sem Bilionários.

13/01/2012

às 3:33 \ Sanatório Geral

Pátria em perigo

“Continuo aguardando que a Justiça se manifeste sobre o golpe político dado contra mim e contra a democracia em Campinas”.

Demétrio Vilagra, ex-prefeito de Campinas e chefe da ala municipal do PT obediente a José Dirceu, explicando que, ao cassar seu mandato por envolvimento em maracutaias, a Câmara de Vereadores  deu a senha para o movimento golpista concebido para cabar com a democracia na cidade, depois no restante do território paulista e finalmente em todo o Brasil.

 

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