Blogs e Colunistas

Arquivo de 31 de março de 2010

31/03/2010

às 22:30 \ Sanatório Geral

Surto de modéstia

” Quem quiser me derrotar, vai ter que trabalhar mais que eu”.

Lula, num surto de modéstia antes do almoço, avisando que até a turma engaiolada por vadiagem tem chances de chegar à presidência da República.

31/03/2010

às 21:05 \ Sanatório Geral

Madre no céu

“Nem o céu é melhor do que o Senado”.

Lula, ao despedir-se dos ministros que deixaram de incomodar o país para assediar o eleitorado, revelando que lutou tanto para manter na presidência do Senado o amigo de infância José Sarney porque um céu daqueles merece ser administrado por uma Madre Superiora dessas.

31/03/2010

às 20:48 \ Homem sem Visão

Chanceler de bolso leva o ouro, dedica o troféu a Celso Amorim e ouve canção-homenagem de Ideli

celso-amorim-6hsv

“Dedico o troféu a mim mesmo! Mais do que eu mesmo”, balbuciou um emocionado Celso Amorim ao saber que acabara de ser eleito Homem sem Visão de Março. “Fui ministro de Itamar Franco, sou ministro de Lula e estou pronto para ser ministro, inteiro ou de bolso, de qualquer um que virar presidente. Fui HSV em maio do ano passado e consegui o bi agora. Também devo ser considerado um homem incomum”, continuou com voz menos fina, fingindo não ter enxergado as mãos estendidas de Franklin Martins, medalha de prata, e o sorriso dengoso e oferecido de Salvatti, morta na praia de novo, mas desta vez agarrada ao bronze.

Com a espetaculares 1.144 votos (47% do total de 2.448), o Pintassilgo de Pijama garantiu presença na finalíssima de dezembro. Franklin Martins teve 350 votos (14%) e Ideli (297 votos (12%) completou o pódio. Em seguida vieram João Vaccari (275 votos, 11%), José Dirceu (242 votos, 10%), José Antonio Toffoli (68 votos, 3%) e Serys Slhessarenko (42 votos, 2%). A lanterninha ficou com Nilcéa Freire (31 votos, 1%).

Acostumada a morrer na praia no segundo turno, Ideli, a eterna musa do HSV, estava esfuziante na cerimônia de premiação. “Estou pronta para concorrer ao governo do estado que me acolheu como filha”, repetiu o berreiro à procura de uma ideia, não se sabe se seduzindo ou provocando o eleitorado catarinense.

Repentinamente, Ideli desceu do pódio, escalou o palco e começou a cantar o refrão que decorou para homeagear Altos Companheiros: “Deixa o Celso me levá, Celso leva eu. Deixa a Celso me levá, Celso leva eu”. Constrangido, um segurança da candidata (turno de 24 horas por dia) confidenciou à coluna: “Agora que ela encarou a máquina de propaganda do companheiro Franklin, vai cantar essa coisa aí até pro Bispo Lugo”.

Ainda comovido com o posto de orador da turma do mensalão, José Dirceu declarou-se conformado com o quinto lugar. “O chefe acha que uns 500 candidatos vão querer contratar a consultoria do Jay Dee para fazer relatórios sobre a América Latina e organizar a campanha”, contou um assessor.

Em março, mais uma vez, venceu o pior! A eleição de abril já começou! Quem levará o troféu que todo concorrente prefere não ganhar? Que vença o pior!

31/03/2010

às 19:38 \ Sanatório Geral

Sempre pode piorar (44)

“Sua saída é um prejuízo para o país, mas a perspectiva é que você seja mais que a chefe da Casa Civil. A esperança é a motivação de sua saída”.

Lula, na festa de despedida de Dilma Rousseff, assustando o Brasil com o aviso de que, se alguém não gostou do que fez a Tia do Pré-Sal na Casa Civil, convém preparar-se para o que pode fazer se virar presidenta.

31/03/2010

às 18:21 \ Sanatório Geral

Anta também pensa

“Os países demasiadamente armados pretendem desarmar os desarmados totalmente, até o último estilingue”.

Samuel Pinheiro Guimarães, ministro de Assuntos Estratégicos, cargo que ganhou de presente pelo bom trabalho que fez no Itamaraty em favor de bufões cucarachas e ditadores africanos, propondo que todos os integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) adotem oficialmente o estilingue como única arma de ataque e defesa e entreguem ainda nesta semana as bombas nucleares já prontas à guarda do quinteto formado por Cuba, Coréia do Norte, Brasil, Venezuela e Irã.

31/03/2010

às 18:09 \ Direto ao Ponto

O pensador de festa de batizado só refundou a história da Itália

Em fevereiro de 2009, de saída do Jornal do Brasil, publiquei um texto inspirado em trapalhadas recentes do então ministro Tarso Genro, pai da palavra “refundação” e padrinho do homicida italiano Cesare Battisti. Como o príncipe da poesia onanista ameaça o Rio Grande do Sul com outra tentativa de ocupação do Palácio Piratini, como a expressão infeliz que ele inventou está na moda no verão companheiro, como Lula logo decidirá o destino do terrorista de estimação, o artigo que a Thuya acabou de resgatar continua atual. Confira:

Se não padecesse de prolixidade incurável, se não sofresse de admiração aguda por si próprio, se não contemplasse a catarata de ideias que lhe despenca da cabeça com o deslumbramento de turista na primeira vez em Foz do Iguaçu, o companheiro Tarso Genro poderia ter livrado da cadeia o assassino de estimação sem reforçar a suspeita de que o Brasil não é sério. Mas quem o conhece sabe que Tarso derrapa na tentação de defender alguma tese delirante até em festa de batizado.

Se não lhe faltasse a sensatez que deveria sobrar a um ministro da Justiça, o magistrado acidental teria comprimido em cinco ou seis linhas a sentença que absolveu Cesare Battisti de todos os pecados. Era só alegar que a legislação brasileira é meio confusa, tanto que manda promover a refugiado político um terrorista condenado à prisão perpétua na Itália, mas nem por isso a nação amiga deve sentir-se injuriada, essas coisas ─ e afastar o amigo da cadeia. Encerrada a concisa exposição de motivos, o ministro da Justiça capricharia na pose de constrangido, sairia à francesa e ficaria alguns dias na muda.

Em vez disso, Tarso Genro resolveu redimir-se do fiasco da refundação do PT com um parecer que refundaria, além do caso Battisti, a história recente da Itália. Acabou produzindo um samba do crioulo doido de deixar pálido de espanto o mais delirante compositor da Sapucaí. Bandidos viraram mocinhos, heróis viraram vilões. E uma democracia suficientemente musculosa para erradicar a praga do terrorismo sem recorrer a qualquer medida de exceção transformou-se numa tirania dissimulada, “que usou leis que reduziram as prerrogativas da defesa para coibir organizações revolucionárias”. Para libertar o companheiro, Tarso matou a verdade e humilhou a Itália.

O que o gaúcho sem siso qualifica de “guerra civil” foi o duelo que opôs a governos eleitos pelo povo grupos de liberticidas tão despovoados quanto ferozes, decididos a implantar a ditadura comunista. Tarso rebaixou a perseguidores perversos autoridades que defenderam o estado de direito sem quaisquer concessões ao autoritarismo.

Se representavam efetivamente a vontade do povo, as “organizações revolucionárias” poderiam liquidar a tirania com uma única disputa eleitoral. Ou porque não tinham votos para eleger um síndico, ou por acharem pouco heróica a luta nas urnas, os patriotas de Tarso resolveram, em 1975, que seria mais emocionante chegar ao poder pela trilha da violência. E então começaram os assaltos, atentados, seqüestros e assassinatos. Os terroristas capitularam na década seguinte. A procissão de horrores se estendeu até o fim do século, prolongada pelo primitivismo brutal dos mafiosos.

Os jovens generais da guerra sem sentido revogaram os limites da fúria. A nação ainda convalesce da perplexidade dolorosa provocada pela explosão da estação ferroviária de Bolonha, pela execução do primeiro-ministro Aldo Moro, pelo assassinato do general Carlo Alberto Dalla Chiesa, pelo extermínio de juízes engajados na Operação Mãos Limpas. Para Tarso, nada disso é importante. Guerras são assim mesmo. E nenhuma é mais justa que a guerra pela refundação do paraíso socialista.

31/03/2010

às 17:05 \ Sanatório Geral

O mato e a capoeira

“Não temos nada contra a aliança nacional do PT com o PMDB. Só não queremos ver a Dilma de braço dado com o Sarney aqui no Maranhão”.

Domingos Dutra, deputado do PT maranhense, explicando que, em vez de castigar o Estado com mais quatro anos de Roseana Sarney, os companheiros preferem supliciá-lo com a promoção a governador de Flávio Dino, O Flagelo do PCdoB, pai da ideia de propor à Câmara o “controle social” de todos os portais, sites e blogs da internet.

31/03/2010

às 15:34 \ Sanatório Geral

Chanceler de bolso (25)

“Tenho a convicção de que, com a contribuição adequada da comunidade internacional, o povo haitiano, com sua coragem e resistência invejáveis, será capaz de refundar seu país”.

Celso Amorim, ensinando que o verbo do outono é o velho “refundar”, inventado por Tarso Genro entre um poema onanista e uma declaração a favor de Cesare Battista para fazer de conta que o PT dos companheiros mensaleiros não continuaria sob o controle dos mensaleiros companheiros.

31/03/2010

às 12:06 \ Sanatório Geral

Madre indignada

“Isso não se faz comigo! Tenho apoiado o governo Lula pra valer!”.

José Sarney, num leito VIP do hospital Sírio Libanês, indignado com a decisão do PT do Maranhão de negar apoio à reeleição da governadora Roseana Sarney, deixando claro que a companheirada não pode violar uma cláusula do contrato de aluguel com o mesmo desembaraço exibido nos sucessivos atropelamentos do  Código Penal.

31/03/2010

às 9:14 \ Sanatório Geral

Cretinice fundamentalista

“A liberdade de imprensa não é liberdade privada”.

Arthur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores, na tentativa de explicar por que defende o controle social da mídia, mostrando que no grupo de generais da revolução socialista que conduzirá à ditadura do proletariado sempre existe vaga para uma perfeita besta quadrada.


 

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