Blogs e Colunistas

Arquivo de 3 de março de 2010

03/03/2010

às 23:16 \ Sanatório Geral

Censora sem norte

“A mulher não pode ser tratada como um produto”.

Ana Paula Gonçalves, ouvidora da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, ao explicar por que o Conar foi acionado para censurar o comercial da cerveja Devassa estrelado por Paris Hilton, induzindo o país a acreditar que, em todos os outros anúncios de marcas concorrentes, as mulheres foram tratadas como mulheres.

03/03/2010

às 20:47 \ Sanatório Geral

Conversão na gaiola

“Ele prioriza a volta ao lar, a volta a sua família e a reconstrução de sua vida. Ele reafirma o compromisso de permanecer fora do governo”.

Nélio Machado, advogado de José Roberto Arruda, depois de encaminhar ao Supremo Tribunal Federal um documento em que o governador engaiolado promete respeitar a lei caso seja libertado, revelando que, pelo andar da carruagem, seu cliente anda pensando em candidatar-se a uma cela de convento.

03/03/2010

às 19:45 \ Sanatório Geral

Bravata campeã

“Nós estamos mudando a infraestrutura do Brasil. Em 2014 nós vamos sediar a Copa do Mundo, em 2016 nós seremos o maior pólo esportivo do planeta com os Jogos Olímpicos”.

Dilma Rousseff, que não jogou nem ping-pong durante a adolescência, anunciando que daqui a seis anos, sempre seguindo o caminho que Lula nos ensinou, o Brasil será uma potência olímpica superior aos Estados Unidos e um pólo esportivo muito mais importante que a China, a Rússia, a Itália ou a Alemanha.

03/03/2010

às 19:05 \ Direto ao Ponto

O que diria Dirceu se o caso da Eletronet fosse parar na polícia

Cientificado das suspeitas e desconfianças geradas pelo noticiário sobre os vínculos negociais que o associam ao empresário Nelson dos Santos, o senhor José Dirceu de Oliveira compareceu a esta repartição policial para declarar que desde dezembro de 2005, quando teve o mandato de deputado cassado por seus pares poucos meses depois de despejado do gabinete de chefe da Casa Civil, vem garantindo a própria subsistência e a de seus dependentes com os proventos auferidos como consultor de empresas; que no mês e ano supracitados constituiu a Consultoria JD, da qual é presidente e acionista majoritário; que a referida empresa hoje administra uma carteira de clientes que não torna pública porque assim determina a cláusula de confidencialidade que consta do contrato-padrão, podendo apenas informar que a carteira é de bom tamanho, os clientes pagam em dia e alguns o tratam por Jay Dee; que tem conseguido prosperar como consultor de empresas, e não como facilitador de negócios, como insinua maldosamente a mídia golpista, sem  renunciar à militância política e à vida pública, pois desde a infância resolveu colocar-se a serviço da nação; que não vê nada de errado em, num único dia, almoçar com o presidente Lula, reunir-se à tarde com Dilma Rousseff e jantar com um cliente interessado em fechar negócios com o governo porque sempre soube separar as coisas, o que consegue evitando tanto conversar sobre política com um empresário quanto conversar sobre negócios com um político; que jamais se valeu das informações amealhadas durante a passagem pela chefia da Casa Civil, muito menos dos laços de amizade com companheiros situados nas mais altas instâncias administrativas, para favorecer negócios que aumentem a fortuna dos clientes; que se manteve fiel a esse código de conduta ao estabelecer relações profissionais com o empresário Nelson dos Santos, que procurou o depoente em março de 2007 para declarar-se interessado na contratação dos serviços da Consultoria JD, ficando acertado que pagaria R$ 20 mil por mês, pelo prazo de dois anos, pelo fornecimento de análises periódicas sobre o quadro político-econômico nacional e internacional; que não sabe explicar por que o senhor Nelson se dispôs a pagar uma quantia considerável por análises que podem ser lidas de graça no blog do depoente, limitando-se a supor que o contratante quis garantir-se para, eventualmente, encomendar análises sobre temas que raramente são examinados no blog, como, por exemplo, estudos sobre as eleições parlamentares em Botswana; que, por mera coincidência, o depoente, sem saber que o senhor Nelson dos Santos, dois anos antes, pagara R$ 1 para tornar-se o maior acionista privado da Eletronet, escreveu em seu blog, no mesmo mês em que foi contratado, que ”do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet”;  que, como jamais tratou do assunto com o contratante, o contratado achou desnecessário informar que , no momento da publicação do artigo, já prestava serviços ao sócio da Eletronet; que ficou sabendo só mais tarde que o que o senhor Nelson mais deseja na vida é vender ao governo por R$ 200 milhões a parte da Eletronet que lhe pertence, o que beneficiaria o Plano Nacional de Banda Larga e a Telebrás com a incorporação da rede de 16 mil quilômetros de fios de fibras ópticas de propriedade da Eletronet; que, como nunca conversou sobre a Eletronet também com o presidente Lula, o depoente ficou surpreso ao saber que, oito meses depois da assinatura do contrato com o senhor Nelson, o governo resolveu comprar a Eletronet; que voltou a surpreender-se em 22 de janeiro deste ano, quando soube que a retomada da Eletronet pelo governo, reivindicada pelo depoente em dezenas de artigos, sempre desinteressadamente, também fora defendida nos meses anteriores por Dilma Rousseff, que confessou ter enfrentado uma briga tremenda com adversários não-identificados para que o governo recuperasse ”um patrimônio tão importante quanto o pré-sal”; que atribui as frequentes aparições no noticiário político-policial a tramas forjadas pela mídia golpista para prejudicar a candidatura de Dilma Rousseff, da qual o depoente é um dos coordenadores; que, embora nunca tenha sido condenado em última instância, é tratado pela mesma imprensa reacionária como “chefe de uma organização criminosa sofisticada”, expressão que o ex-procurador geral da República Antônio Fernando de Souza não teria utilizado se não fosse influenciado por reportagens tendenciosas; que, apesar de tudo, continua a guiar-se pelo respeito à ética, à moral e aos bons costumes; que continua confiante no Poder Judiciário em geral, no Supremo Tribunal Federal em particular e no delegado incumbido da condução do presente inquérito.

(Confrontado com o que disse e com o que deixou de dizer o depoente, o delegado decerto acharia muito mal contada essa história que juntou o empresário espertalhão e o facilitador de negócios. Dirceu seria convocado para um segundo interrogatório sobre o caso de polícia. E não escaparia da voz de prisão.)

03/03/2010

às 18:30 \ Sanatório Geral

Credibilidade é tudo

“Candidatura é futurologia. Isso é coisa dos amigos que estão dizendo: ‘Agaciel, não esmoreça’”.

Agaciel Maia, gerente das catacumbas do Senado que abrigaram centenas de atos secretos, ao negar que pretende candidatar-se a deputado, embora tenha distribuído milhares de “santinhos” eleitorais, mostrando que mente mais que Dilma Rousseff.

03/03/2010

às 16:17 \ Sanatório Geral

Segredo revelado

“O programa de financiamento de tratores do governo Lula não deixou que a crise nos abatesse e beneficiou de uma forma especial São Paulo”.

Dilma Rousseff, durante a inauguração da fábrica de máquinas agrícolas da Case New Holland, em Sorocaba, revelando que, se todos os países tivessem montado um programa de financiamento de tratores, o mundo inteiro se livraria da crise econômica de 2009.

03/03/2010

às 15:05 \ Sanatório Geral

Berro sem rumo

“Não consigo entender o motivo esdrúxulo e cruel. Isso vai provocar uma pressão sobre a criança, que passa a ser responsável pela renda maior da família. É uma contradição social, pedagógica e um contrassenso político”.

Ideli Salvatti, um berreiro à procura de uma ideia, ao comentar a proposta de Tasso Jereissati que aumenta o benefício do Bolsa Família para famílias com crianças que tenham um bom desempenho escolar, caçando algum argumento para rejeitar uma inovação que apoiaria aos gritos se fosse sugerida pelo seu mestre Renan Calheiros.

03/03/2010

às 6:26 \ Sanatório Geral

Se almoçar, não dirija (1.284)

“Eu digo sempre o seguinte: eu acordo todo dia pedindo a Deus que cada dia mais apareça chinês comendo, indiano comendo, africano comendo, latino-americano comendo, porque quanto mais o povo comê, mais o Brasil vai ter que produzir, porque não tem nenhum país no mundo que tenha a quantidade de terras agricultáveis que tem o Brasil, nem tão pouca quantidade de sol e chuva na combinação perfeita para formar a fotossíntese que a agricultura mundial precisa”.

Lula, em entrevista a TV Tem, de São Paulo, depois de um almoço da pesada.

03/03/2010

às 2:46 \ Sanatório Geral

Pecadores redimidos

“O senador Fernando Collor estará, sim, no palanque da candidata Dilma Rousseff à presidência da República. Seria um incoerência tê-lo como parceiro no plano nacional e alijá-lo no plano local”.

Joaquim Britto, presidente do diretório do PT de Maceió, feliz por dividir o mesmo palanque com o companheiro que, em 1989, qualificou o adversário Luiz Inácio Lula da Silva de ”despreparado”, “ignorante” e “analfabeto”.

03/03/2010

às 1:00 \ Sanatório Geral

Dinheiro na mão

“Política se faz com dinheiro vivo”.

Eurides Brito, integrante do elenco da Turma do Panetone, na entrevista coletiva concedida nesta terça-feira, deixando claro que topa qualquer negócio, mas não aceita cheque nem cartão de crédito.


 

Serviços

 

Assinaturas

Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados