Blogs e Colunistas

Arquivo de 8 de fevereiro de 2010

08/02/2010

às 21:20 \ Sanatório Geral

Bolívar de hospício

“Que seja expropriado”.

Hugo Chávez, durante o programa “Alô Presidente” deste domingo, apresentado excepcionalmente na Praça Bolívar, depois de saber que um prédio antigo ali ao lado é ocupado por comerciantes e empresários.

08/02/2010

às 20:15 \ Sanatório Geral

Gente fina

“O PMDB é absolutamente confiável”.

Dilma Rousseff, ao comentar o parecer de Ciro Gomes (“Acho a moral dessa aliança frouxa, um roçado de escândalos já semeados”), deixando claro que não tem motivos para desconfiar de um partido liderado por José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá.

08/02/2010

às 19:17 \ Direto ao Ponto

O eleitorado brasileiro merece ver um debate entre Lula e FHC

Nos comícios agora diários, além de aprenderem que demissão por abandono de emprego não vale para presidente da República, os brasileiros ficam sabendo que o Dia da Criação só deu as caras por aqui bilhões de anos mais tarde. Mais precisamente em 1º de janeiro de 2003, quando o maior governante desde o tempo das cavernas começou a cumprir a missão que a Divina Providência lhe confiou: construir um país.

Antes de Fernando Henrique Cardoso, recita o pregador, o que havia era pouco. Depois, restou o nada. Foi Lula quem fez o Brasil. Teria feito em sete dias se não existissem o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e o IBAMA. Só por isso a mais grandiosa das obras do PAC demorou sete anos. O atraso foi compensado pelo resultado.

O Brasil do Terceiro Milênio é uma beleza, deslumbram-se os ministros de Estado e a base alugada. Até frequenta o Clube das Potências como sócio-convidado, celebram os Altos Companheiros. E o que está bom demais vai ficar ainda melhor no governo de Dilma Rousseff, berra o resto do rebanho. Com a vitória da Mãe do PAC, berra o palanqueiro compulsivo, o milagre brasileiro vai deixar boquiabertos até chineses e americanos. Sem Dilma na gerência, o país irá submergir no buraco negro de onde Lula o tirou.

Neste domingo, com 968 palavras, Fernando Henrique enterrou no jazigo das malandragens eleitoreiras a fantasia costurada durante sete anos. O artigo ensina que o Brasil existia antes de Lula e existirá depois dele, seja quem for o sucessor. Incisivo, contundente e veraz, o texto exibe o legado de um estadista onde Lula finge enxergar a herança maldita.

“Gostaria que a eleição fosse no estilo nós contra eles, pão-pão-queijo-queijo”, repete o presidente desde outubro. Quem o conhece sabe que “nós” quer dizer Lula e que “eles” é o codinome de FHC no código do Planalto. No último parágrafo do artigo, Fernando Henrique primeiro reitera uma lição elementar (“Eleições não se ganham com o retrovisor: o eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças” para em seguida  apanhar a luva atirada pelo sucessor: “Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer”.

Não é difícil descobrir quem tem razão, avisou Sebastião Silveira num comentário aqui publicado. Basta promover um debate público entre os dois. Encampada pela coluna e por VEJA.com, que cuidarão de convidar os contendores, a ideia não tem contra-indicações ─ e os possíveis efeitos colaterais são todos positivos. Um foi presidente, outro logo deixará o cargo. Nenhum deles é candidato. O embate ajudará o eleitorado a escolher com mais segurança o próximo chefe de governo.

O fecho do artigo informa que FHC está pronto para o duelo. Lula vive dizendo que sonha com o debate que não pôde travar em 1994 e 1998. Duas vezes derrotado por FHC, o atual presidente não deve perder a chance de provar que o desfecho de um terceiro confronto seria diferente.

O Brasil merece conhecer a  verdade. E precisa saber quem está mentindo.

08/02/2010

às 19:15 \ Sanatório Geral

Neurônio traumatizado

“É aquela história de colocar o carro à frente dos bois. Eu não sou nem pré-candidata”.

Dilma Rousseff, recorrendo outra vez à imagem que criou depois daquele dia em que o Fusca que deixou estacionado na estrada de terra foi destruído por um estouro da boiada.

08/02/2010

às 18:02 \ História em Imagens

Ciro solto na praça é um perigo

Como Ciro Gomes está novamente solto na praça, a coluna convida os leitores a conferir, no vídeo, o que pode acontecer quando os enfermeiros do Sanatório liberam um interno antes da hora:

08/02/2010

às 18:00 \ Sanatório Geral

Mais um no elenco

“A ministra Dilma Rousseff é o crânio deste Brasil. O tempo em que um candidato, para vencer as eleições, precisava ser bonito já passou. Isso é coisa do passado. Hoje, não é preciso ser bonito nem simpático, é preciso ser inteligente. Por isso, o povo de Maceió elegeu este prefeito feio aqui”.

Cícero Almeida, prefeito de Maceió, incorporado ao elenco do filme de terror depois de informar que Dilma Rousseff seria lanterninha em qualquer concurso de miss, mas merece ser presidente porque tem o neurônio mais inteligente do Brasil.

08/02/2010

às 16:34 \ Sanatório Geral

Chama o enfermeiro

“Quantas eleições a Dilma já disputou? Lamento, e pouco importa se parece com o que o Serra diz ou não. Às vezes, o Serra fala a verdade também”.

Ciro Gomes, criticando Dilma e elogiando Serra um dia depois de elogiar Dilma e criticar Serra e um dia antes de criticar Serra e elogiar Dilma.

08/02/2010

às 12:42 \ Sanatório Geral

Neurônio estressado

“Comparar não é ficar olhando para o retrovisor. Pelo contrário. É discutir que caminho eu vou seguir. Para que lado eu vou. E por que o povo tem que discutir isso? Porque é importante saber se nós vamos fazer obras de saneamento ou não”.

Dilma Rousseff, ainda sem saber se ela é “eu” (“eu vou seguir”, “pra que lado eu vou“) ou se ela é “nós” (“nós vamos fazer obras”), ao replicar com a clareza e a sabedoria de sempre ao artigo de Fernando Henrique Cardoso, enfiando no meio do falatório obras de saneamento porque tratamento de esgoto é uma coisa que não lhe sai da cabeça.

08/02/2010

às 2:46 \ Sanatório Geral

Neurônio desembestado

“O PAC 1 não tinha capacidade estrutural, essa coisa estruturante que tem o PAC 2 por não termos dinheiro”.

Dilma Rousseff, numa reunião com prefeitos do Paraná, ao explicar a diferença entre o PAC 1 e o PAC 2 a 170 convidados que continuam reunidos até agora tentando descobrir o que é que ela quis dizer.


 

Serviços

 

Assinaturas

Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados