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01/06/2010

às 7:44 \ Tragédias

Furacões: as tragédias na América Central e EUA

Começa nesta terça-feira a temporada de furacões no Atlântico – e ela promete ser uma das mais turbulentas desde 2005. São esperadas entre 14 e 23 tempestades e pelo menos oito furacões nos Estados Unidos, Caribe, América Central e no Golfo do México. Os ventos já causam estragos na Guatemala, em El Salvador e Honduras: até segunda-feira, a tempestade tropical Agatha havia deixado ao menos 100 mortos em sua passagem por esses países.

Não é a primeira vez que a fúria da natureza provoca tragédias na região. Em 1998, o furacão Mitch – com ventos de 290 quilômetros horários – arrasou Honduras, Nicarágua e fez vítimas na Guatemala e no México. O número de mortos foi estimado em mais de 11.000. O furacão foi o mais devastador em dois séculos.

Chuvas torrenciais, inundações e deslizamentos de terra causados pelo fenômeno (e na Nicarágua agravados pela erupção de um vulcão) colocaram de joelhos as frágeis economias centro-americanas. O desastre foi completo, com destruição de colheitas e infra-estrutura. Na ocasião, a ONU estimou que a tragédia afetaria o desenvolvimento da região pelos próximos vinte anos.

Em 1996, o furacão Fran avançou sobre a costa leste dos Estados Unidos, onde ceifou 21 vidas e causou prejuízos estimados em 1 bilhão de dólares. Mas foi em 2005 que o país sofreu como nunca com a força destruidora dos ventos. O furacão Katrina inundou 80% da cidade de Nova Orleans e obrigou a evacuação de meio milhão de moradores. Pelo menos 1.000 pessoas morreram. A tragédia abalou a popularidade do presidente dos EUA na ocasião, George W. Bush, que chegou a ser acusado de racismo pela demora na ajuda às vítimas.

O ano de 2005, aliás,  ficou marcado pelas tragédias naturais no Atlântico. Além do Katrina, o furacão Rita se aproximou da costa sul dos Estados Unidos com ventos de mais de 250 quilômetros por hora. Meses antes, o Dennis matou 60 pessoas em Cuba e no Haiti. Dez dias depois, o Emily provocou enchentes que geraram um prejuízo de 200 milhões de dólares no México. Para os especialistas, a sequência de tragédias foi um efeito do aquecimento global.

Estudos revelados na ocasião mostram que os furacões estão mais fortes e acontecem com mais frequência devido às mudanças climáticas causadas pelo homem, através da emissão de gases poluentes que impedem a dispersão do calor da superfície terrestre. Dados da Administração Nacional do Oceano e Atmosfera, dos Estados Unidos, indicam que, enquanto na década de 70 ocorriam cinco furacões por ano no Oceano Atlântico, nos últimos dez anos essa média subiu para 7,8.

Para que os furacões se formem é preciso que em determinada região dos oceanos as águas atinjam 26 graus até uma profundidade de pelo menos 45 metros. Como nos últimos trinta anos a temperatura média dos oceanos aumentou 0,5 grau, é natural que essas condições sejam alcançadas com mais freqeência e os furacões se tornem mais comuns, já que a evaporação da água alimenta as tempestades que vão se transformar em ciclones. Com as águas mais quentes, mais vapor d’água se forma, dando energia adicional aos furacões.

Em 18/9/1996: No olho do furacão

Em 11/11/1998:  O pai de todos os furacões

Em 14/9/2005: Katrina: incompetência, não racismo

Em 28/2/2005: Aquecimento global: ameaça concreta

Em 21/9/2005: Seis provas do aquecimento global

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4 Comentários

  1. Roberta

    -

    01/09/2012 às 15:14

    Gente valeu esta matéria me ajudou bastante no trabalho da escola!

  2. luan

    -

    25/06/2012 às 11:08

    eu sou lindo s2s2

  3. Vitória Preto

    -

    08/04/2012 às 12:01

    ficou muito boa a matéria que vai me ajudar bastante no trabalho da escola
    valeu

  4. Juliana

    -

    12/02/2011 às 16:02

    gostei mto desta pagina , me ajudou a tirar 20 pts na escola , obrigado

 

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