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senhora do destino

19/10/2012

às 8:00 \ Variedades

Em VEJA, ‘Avenida Brasil’ e as novelas que marcaram época

Chega ao fim nesta sexta-feira a trama que tem mobilizado o país nos últimos meses: Avenida Brasil. Na teledramaturgia brasileira, nunca houve uma criatura tão obcecada por vingança quanto Nina – aliás, Rita. Para todos os efeitos heroína de Avenida Brasil, a personagem revelou-se de uma monstruosa criatividade para bolar as mais diversas humilhações à mulher que fizera sua infelicidade na infância. Tratou-a por “vaca” e “vadia”, entre outros epítetos, fez com que ela lavasse roupa e esfregasse o chão e, suprema degradação, obrigou-a a comer o intragável macarrão com salsicha que Carminha adota como ração básica para os empregados da casa. Nina/Rita parece confirmar uma daquelas geniais tiradas misóginas do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900): “Na vingança e no amor, a mulher é mais bárbara que o homem”. Fazer o personagem “do bem” cruzar de forma tão ostensiva a linha que separa a equilibrada justiça da mais bárbara vingança foi uma das ousadias do autor João Emanuel Carneiro. O público aprovou essa novidade perversa: a novela tem batido sucessivos recordes de audiência. A mocinha vilanesca e a vilã carola da novela atestam: ousadia e êxito não são excludentes nos folhetins.

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