Ricardo Teixeira: 23 anos de poder e polêmicas no futebol
Depois de 23 anos, a bola mudou de dono no futebol brasileiro. A controversa e turbulenta gestão de Ricardo Teixeira na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terminou na segunda-feira, quando seu sucessor no comando da entidade, José Maria Marin, divulgou a renúncia do cartola que estava no poder desde 1989. Durante mais de duas décadas, Teixeira acumulou vitórias e vexames com a seleção (ganhou duas Copas do Mundo, mas perdeu quatro, três delas com campanhas muito fracas) e foi alvo de numerosas acusações de corrupção. Também foi apontado como grande responsável pelas falhas na administração do esporte mais popular do país – Teixeira estimulou a manutenção de um sistema quase amador na gestão dos clubes, onde a troca de favores e o jogo político ainda têm peso maior que a gestão profissional da modalidade. Ao longo de mais de duas décadas, VEJA registrou os percalços da trajetória do cartola mais poderoso do país, desde a chegada ao poder pelas mãos do ex-sogro João Havelange até as mais recentes denúncias de fraude.
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