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19/03/2010

às 7:28 \ Internacional

Oriente Médio: principais acordos de paz na região

Rabin e Araf selam a paz sob a tutela de Clinton

No encerramento de sua viagem ao Oriente Médio, na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a posição de que o Brasil deve servir como mediador em futuras negociações de paz entre israelenses e árabes da região. A empreitada será trabalhosa. O que não faltou no Oriente Médio foram apertos de mão, planos de paz e promessas de cessar-fogo. É um conceito falso, porém, pensar que todos os entendimentos terminaram em fiasco.

O primeiro compromisso de sucesso entre árabes e judeus aconteceu em 1979, quando Egito e Israel assinaram um acordo de paz. Em Washington, sob a chancela do presidente Jimmy Carter, o primeiro-ministro Menahem Begin e o presidente egípcio Anuar Sadat, colocaram fim a 30 anos de hostilidades entre os dois países. O acordo teve êxito e ainda hoje está em vigor. No entanto, Sadat pagou com a vida por ter feito a paz com os israelenses. Em 1981, foi assassinado por um membro da Jihad Islâmica Egípcia, que se opunha às suas negociações com Israel.

Outro acordo dessa magnitude só aconteceria 14 anos mais tarde. Em 1993, no chamado Acordo de Oslo, Israel concordou em transferir gradualmente partes dos territórios ocupados para as mãos dos palestinos, na esperança de que isso geraria confiança mútua entre os dois povos. Em contrapartida, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) abandonou o sonho impossível de aniquilar o Estado judeu. Nos meses seguintes, atentados terroristas cometidos por palestinos e as pesadas retaliações israelenses puseram tudo a perder.

Um ano mais tarde, o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin estava de volta à Casa Branca para assinar outro acordo memorável entre árabes e judeus. Em 1994, sob a tutela de Bill Clinton, Israel e Jordânia decretaram o fim de uma guerra que vigorava desde a fundação de Israel, 46 anos antes. “Sua majestade, todo o Estado de Israel lhe aperta a mão”, declarou Rabin, solene e emocionado. “Seremos parceiros”, retribuiu o rei Hussein, da Jordânia. Depois do aperto de mãos, os dois líderes confessaram que se haviam encontrado diversas vezes, sempre em segredo, para discutir a paz. Ainda hoje, o acordo está em vigor. Em 1995, o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin,  foi assassinado por um fanático judeu que era contra as negociações de paz.

Apesar dos avanços com outros vizinhos, Israel nunca encontrou um saída eficiente para o conflito com os palestinos. Em 2000, houve uma nova tentativa de paz. O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak propôs ao líder palestino Yasser Arafat que queimassem etapas e resolvessem de uma vez por todas os conflito. Arafat rejeitou os termos propostos e, em lugar de um avanço nas negociações, explodiu a intifada, a revolta palestina nos territórios ocupados, que matou mais de 4.000 pessoas.

Três anos mais tarde, o presidente americano George W. Bush patrocinou o histórico aperto de mãos do líder israelense, Ariel Sharon, e do primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, simbolizando o início de um processo de paz entre os dois povos. Batizado de “mapa do caminho”, contava com a ajuda da União Europeia, Rússia e Organização das Nações Unidas. Tratava-se de um processo longo, dividido em três fases, todas pontilhadas de compromissos que cada parte deveria cumprir à risca até 2005. Os esforços caíram por terra. Quatro dias depois do solene início do acordo de paz, israelenses e palestinos mergulharam outra vez no banho de sangue.

Em 4/4/1979:  Enfim, de mãos dadas
Em 22/9/1993: Um aperto de mão, uma nova história
Em 03/8/1994: A paz mora ao lado
Em 26/7/2000: Quem fica com o quê
Em 11/6/2003: Um momento histórico

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3 Comentários

  1. jennifer

    -

    31/10/2012 às 9:14

    gostei muito de saber sobre a historia deles pois nao é tao facil conviver entre si a anos eu adorei tudo e achei muito interessante

  2. Gilmar

    -

    01/04/2010 às 17:41

    Muito interessante a história dos judeus pra quem deseja entender este conflito.
    É sabido que se trata da descendência de Abraão os dois povos, israelenses e palestinos.
    Segundo os relatos bíblicos não existem previsões para terminar o conflito vai até o fim.

  3. Victor Belaciano

    -

    19/03/2010 às 13:57

    ISRAEL está certíssimo … até quando vai encenar o jogo da paz ?
    Toda vez que entra para conversações de paz … há uma palhaçada qualquer da parte dos Árabes … e terminam os diálogos sem acordo !
    Vamos pensar bem … Os Árabes não precisam de NADA !
    Os Árabes não estão sendo ameaçados …
    Os Árabes não precisam de território nenhum … o que mais eles tem é TERRA !
    Os Árabes querem somente tirar o sossego dos Israelenses … pois esses não tem para onde ir …
    JÁ É HORA DA COMUNIDADE INTERNACIONAL SE MANCAR ! !

 

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