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04/02/2010

às 7:54 \ Gente

Escândalos sexuais: quando a infidelidade é notícia

A história é tão antiga quanto a humanidade, mas continua surpreendendo todo mundo. Quando a traição dos astros se torna pública, vira escândalo sexual e abala a opinião pública. Desta vez, o traidor é John Terry, capitão da seleção inglesa de futebol e astro do Chelsea que corre para salvar a união com Tobi Poole depois que sua relação extraconjugal com a modelo de lingerie Vanessa Perroncel veio à tona. Para piorar a situação, na época em que se envolveram, Vanessa era mulher de Wayne Bridge, ex-companheiro de Terry no Chelsea.

Outro ídolo do esporte com cara de bom moço que surpreendeu foi o americano Tiger Woods, o atleta mais bem pago do mundo. Em questão de uma semana, Woods, prodígio do golfe, negro campeoníssimo num esporte de brancos, bilionário, marido exemplar de mulher esplendorosa e pai amoroso,  se enfiou no mais profundo dos buracos. Primeiro, um acidente suspeito. Depois, a briga com a mulher e o surgimento de três supostas amantes. Por fim, a declaração: “Eu sou um ser humano. Decepcionei minha família e me arrependo de todo o coração das minhas transgressões. Prometo me esforçar para ser uma pessoa melhor, o marido e o pai que minha família merece”.

Aqui no Brasil, outro escândalo sexual arranhou a imagem de um fenômeno do esporte. Em 2008, Ronaldo estampou os noticiários de todo o mundo por um motivo nada nobre. Pelo contrário: o episódio que o levou às manchetes incluía três travestis cariocas, um quarto de motel de terceira categoria, gritaria e acusações de calote, extorsão e uso de drogas. A noitada foi parar na delegacia e dela para as páginas policias de todos os jornais. Na época, o relacionamento do jogador com Bia Anthony chegou a estremecer, mas superou a crise e o segundo filho do casal deve nascer em abril.

Do esporte para a política, nem o presidente da maior economia do mundo está livre da infidelidade conjugal. Em 1998, o caso de Bill Clinton com a ex-estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky, quase lhe custou o cargo mais importante do mundo. Num clima de furor da imprensa que não se via desde os momentos que precederam a renúncia de Richard Nixon, há mais de trinta anos, Clinton gaguejou, pigarreou, mordeu os lábios, piscou nervosamente diante das câmaras como um ator iniciante. Negou, negou e acabou admitindo a escapada. No entanto, antes de assumir o romance e pedir “desculpas à família e ao povo americano”, Clinton chegou a mentir sob juramento na Justiça. Isso resultou em um processo de impeachment, que acabou não ocorrendo. Hillary terminou por perdoar o marido.

Cenários de diversos escândalos sexuais, a política americana viu o governador de Nova York deixar o cargo por envolver-se com prostitutas. Eliot Spitzer, cliente assíduo da empresa Emperor’s Club VIP, que agenciava garotas de primeira linha, ainda tentou manter-se no cargo, mas desequilibrou-se na corda bamba. Spitzer não era apenas casado, pai de três filhas e governador de Nova York. Ele também era a mais inflexível e implacável encarnação da ética, da moral e da lei. Por oito anos, foi procurador-geral do estado e agiu como um rolo compressor esmagando os antiéticos, os imorais, os corruptos, os que violam a confiança do público. Mas o herói revelou-se um hipócrita – e caiu.

Como na política, as infidelidades não são coisa rara entre as celebridades. Numa tragédia recente, Susana Vieira foi o personagem principal da história e Marcelo Vieira da Silva, aquele coadjuvante de caráter duvidoso e comportamento inconveniente que todo mundo desconfia que não vai acabar bem no final. Após trair Susana por duas vezes – em uma delas foi acusado de agredir uma mulher num motel – o ex-soldado da PM e atriz se separaram. Marcelo morreria pouco tempo depois de overdose de cocaína na companhia da ex-amante e então namorada. Os capítulos dessa tragédia davam um livro, um filme – e, claro, uma novela.

Em 28/1/1998: Um caso de Estado
Em 19/3/2008: Cliente 9, no 801 por 4.300
Em 7/5/2008: Um escorregada fenomenal
Em 17/12/2008: Vida e morte de novela
Em 9/12/2009: Espanto geral: até tu, Tiger?

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2 Comentários

  1. Paulo

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    05/02/2010 às 3:59

    O Clinto quase perde o cargo por uma pequena “escapada”. Fico imaginando o que aconteceria se ele tivesse engravidado a empregada domestica de sua casa e uma jornalista? Com certeza a imprensa americana nao lhe daria sossego, provavelmente perderia o cargo. A Hillary ou dava um basta ou engulia sua dor, provavelmente optaria pela segunda opcao, ela parece ser vingativa.
    Um certo amigo de Clinto teve mais sorte, a imprensa protegeu suas orgias e a .esposa levou sua dor e seu “segredo” para o tumulo.

  2. Roque Ronald

    -

    04/02/2010 às 16:47

    Essas pessoas também são de carne e osso. O problema é que por serem pessoas publicas, fica muito mais dificil esconder a traição.


 

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