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	<title>Acervo Digital - VEJA.com</title>
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	<description>Os fatos e personagens mais importantes do país e do mundo nas páginas de VEJA</description>
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		<title>Nos 60 anos das novelas, os folhetins que marcaram época</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 09:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolinafarina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira novela brasileira foi ao ar há exatamente  60 anos, em 21 de dezembro de 1951, pela TV Tupi: "Sua Vida me Pertence" marcou não apenas a estreia deste gênero de entretenimento no país, como também o primeiro beijo transmitido em um programa de TV no Brasil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2010/11/Em-Fina-Estampa-Griselda-ataca-vilã-Teresa-Cristina-em-festa-do-condomínio.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9561" src="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2010/11/Em-Fina-Estampa-Griselda-ataca-vilã-Teresa-Cristina-em-festa-do-condomínio.jpg" alt="" width="620" height="400" /></a></p>
<p>A primeira novela brasileira foi ao ar há exatamente  60 anos, em 21 de dezembro de 1951, pela TV Tupi: &#8220;Sua Vida me Pertence&#8221; marcou não apenas a estreia deste gênero de entretenimento no país, como também o primeiro beijo transmitido em um programa de TV no Brasil. O folhetim foi protagonizado por Vida Alves e Walter Forster e estendeu-se até fevereiro do ano seguinte. Em setembro de 1975, VEJA mostrou como esse tipo de atração na TV se tornara parte do cotidiano dos brasileiros. <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=366&amp;pg=70"><strong>Sob o título &#8220;O país das telenovelas&#8221;</strong></a>, a reportagem descreve a história do gênero, que havia chegado ao país muitos anos antes. No início da década de 70 existiam 3,5 milhões de televisores no Brasil. Em 1974, esse número já ultrapassava os 10 milhões de equipamentos. Na época, Globo e Tupi eram os canais que investiam cada vez mais no setor.</p>
<p><span id="more-1374"></span></p>
<p>Um dos primeiros grandes sucessos de audiência do país foi <strong><a href="http://%20http//veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=35&amp;pg=26">a novela do cafajeste bicão Beto Rockefeller</a></strong>, que atraiu um público até então distantes dos folhetins: os homens. &#8220;Por ser fraco e humano, Beto seduziu novos espectadores, muitos jovens e maridos que só pressionavam os botões da tevê para os vídeotapes do futebol ou noticiosos&#8221;. Assim VEJA descrevia o sucesso da trama, em maio de 1969. Como destacou a reportagem, as novelas já haviam se tornado uma “epidemia nacional”. Naquele ano, no horário nobre da televisão brasileira (das 18h30 às 22h), 80% dos televisores do país estavam sintonizados em novelas.</p>
<p>Em 1972, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=215&amp;pg=68">Selva de Pedra conseguiu um dos primeiros marcos na história das novelas no país</a></strong>. O último capítulo da trama de Janete Clair obteve audiência total em uma cidade, o Rio de Janeiro. Naquele dia, 77% das 1,158 milhões TVs cariocas estavam sintonizadas na Globo, enquanto as concorrentes, Tupi e Rio, tinham 0% de audiência. Apesar do crescente domínio da TV Globo na teledramaturgia, em 1973 a Tupi conseguiu retomar seu espaço. Com o mistério envolvendo as gêmeas Ruth e Raquel, personagens de Eva Wilma, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=245&amp;pg=75">Mulheres de Areia voltou conquistar 20% da audiência no horário das oito</a></strong>.</p>
<p>Já sem a concorrência da Tupi, a Globo emplacou, em 1985, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=891&amp;pg=132">sua novela de maior audiência até então: Roque Santeiro</a></strong>, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. A trama atraiu a curiosidade de 60 milhões de pessoas, que diariamente acompanhavam as peripécias de personagens como a viúva Porcina (Regina Duarte) e Sinhozinho Malta (Lima Duarte).</p>
<p>Em 1990, foi a vez da TV Manchete dar dor de cabeça à concorrência. Apoiada na sensualidade da personagem Juma, interpretada por Cristiana Oliveira, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1129&amp;pg=54">Pantanal tornou-se um fenômeno avassalador</a></strong>. Um ano depois, foi o SBT que atingiu índices superiores a 20 pontos de Ibope ao colocar no ar uma novela mexicana para o público infantil. <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1186&amp;pg=78">Carrossel fez com que os pais cedessem o controle remoto para os filhos </a></strong>e deixassem um pouco de lado <em>O Dono do Mundo</em>, exibida pela Globo, para acompanharem com toda a família os discursos da professora Helena e as travessuras de seus pupilos.</p>
<p>Em 1995, apostadores de todo o Brasil deram seu palpite sobre <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1416&amp;pg=116">a identidade do assassino da novela A Próxima Vítima</a></strong>. Depois de 150 horas de mistério, a trama global conseguiu sustentar o suspense e a audiência – que atingia até 60 pontos – e chegou ao fim sem que os espectadores tivessem alguma prova concreta contra o responsável pela morte de onze pessoas. Nomes de suspeitos como o de Carmela, Alfredo, Juca, Nina e até a &#8220;bonitona do Morumbi&#8221; eram ouvidos em supermercados, restaurantes e rodas de conversas. Num procedimento inédito, o nome do assassino foi soprado pelo diretor Jorge Fernando no ouvido do detetive exatamente na hora de solucionar o grande mistério.</p>
<p>Os anos 2000 também tiveram tramas marcantes – embora tenham sido marcados por uma queda geral na audiência das novelas. <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1810&amp;pg=68">Os temas polêmicos tratados em Mulheres Apaixonadas</a></strong> fizeram com que a novela batesse o recorde de 35 milhões de espectadores. Em julho de 2003, VEJA mostra como assuntos como violência doméstica, lesbianismo e alcoolismo garantiram à novela de Manoel Carlos uma média de 50 pontos de ibope (com picos de 58). A <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1891&amp;pg=58">marca seria batida dois anos depois, por Senhora do Destino</a></strong>. As intrigas entre a mocinha Maria do Carmo (Suzana Vieira) e a vilã Nazaré (Renata Sorrah) foram assistidas por 45 milhões de pessoas.</p>
<p>Com <em>Passione</em>, em 2010, o autor Silvio de Abreu conseguiu emplacar mais uma novela de sucesso na TV – e a rede Globo recuperou os bons índices de audiência de suas novelas das oito. Em novembro do mesmo ano, o canal pafo Viva reexibiu um grande sucesso dos anos 80: a novela Vale Tudo. O folhetim logo virou um fenômeno de comentários nas redes sociais e garantiu à emissora a liderança de audiência na TV por assinatura. Vinte e dois anos depois de achincalhar o país em grande estilo e <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1059&amp;pg=124">ser vítima do assassinato mais célebre das telenovelas</a></strong>, a vilã Odete Roitman, interpretada por Beatriz Segall, voltou a divertir &#8211; e horrorizar &#8211; os brasileiros. Escrita por Gilberto Braga em colaboração com Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, <em>Vale Tudo</em> alimenta a nostalgia dos antigos fãs e desperta o interesse de uma nova geração. A novela foi pioneira ao colocar em pauta a discussão de assuntos polêmicos como o alcoolismo, os direitos dos homossexuais e a exploração de crianças &#8211; temas que seriam explorados por muitos outros folhetins de sucesso.</p>
<p>Em 2011, a novela <em>Fina Estampa</em>, de Agnaldo Silva, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=2243&amp;pg=146">arrancou o horário das 9 de um longo período de estagnação</a></strong>, no qual a Globo, ainda que mantendo sempre a liderança diante das concorrentes, patinava em audiências tíbias. No seu primeiro terço, a média do folhetim foi de 38 pontos, e os episódios mais recentes têm ficado acima dos 40. Parece pouco na comparação com os mais de 90 pontos que Roque Santeiro chegou a alcançar na década de 80. Mas a realidade hoje é outra: a concorrência entre emissoras está mais pulverizada, a televisão a cabo está se disseminando e há novas formas de informação e entretenimento &#8211; especialmente através da internet.</p>
<p>A capacidade que as novelas da Globo sempre tiveram de influenciar nas mudanças de comportamento e lançar modas &#8211; basta lembrar os brincos gigantes popularizados pela viúva Porcina de <em>Roque Santeiro</em>, ou a voga de adereços &#8220;orientais&#8221; na trilha de <em>O Clone</em> &#8211; hoje parece bem mais limitada. Nessas condições, é tanto mais impressionante o feito de <em>Fina Estampa</em>: a novela incorporou a heroína Griselda, interpretada por Lília Cabral, ao imaginário dos brasileiros. Trata-se de uma figura que ao mesmo tempo encarna a novidade &#8211; os valores do expressivo contingente de brasileiros que nos últimos anos ingressou na sociedade de consumo &#8211; e representa tradições que muitos teriam por antiquadas: a retidão moral, a autoridade (amorosa, mas inabalável) que se impõe na educação dos filhos.</p>
<p><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=2243&amp;pg=146">Em 16/11/2011: Pereirão, esse mulherão </a></em><br />
<em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=35&amp;pg=26">Em 7/5/1969: Beto Rockefeller<br />
</a></em><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=215&amp;pg=68">Em 18/10/1972: Selva de Pedra<br />
</a></em><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=245&amp;pg=75">Em 16/5/1973: Mulheres de Areia<br />
</a></em><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=891&amp;pg=132">Em 2/10/1985: Roque Santeiro<br />
</a></em><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1059&amp;pg=124">Em 21/12/1988: Vale Tudo<br />
</a></em><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1129&amp;pg=54">Em 9/5/1990: Pantanal<br />
</a></em><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1186&amp;pg=78">Em 6/6/1991: Carrossel<br />
</a></em><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1416&amp;pg=116">Em 1/11/1995: A Próxima Vítima<br />
</a></em><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1682&amp;pg=86">Em 10/1/2001: Laços de Família<br />
</a></em><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1810&amp;pg=68">Em 9/7/2003: Mulheres Apaixonadas<br />
</a></em><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1891&amp;pg=58">Em 9/2/2005: Senhora do Destino</a></em></p>
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		<title>Em Dia: 30 anos depois, futebol atrai patrocínios milionários</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 11:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giancarlo Lepiani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há exatos 30 anos, em 13 de dezembro de 1981, o melhor time da história do Flamengo conquistava o principal título da galeria de troféus do clube: o Mundial de Clubes. A vitória por 3 a 0 contra o Liverpool, da Inglaterra, consagrou a geração comandada por Zico. Isso não quer dizer, no entanto, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/12/zico-ronaldinho.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9511" title="zico-ronaldinho" src="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/12/zico-ronaldinho.jpg" alt="" width="620" height="348" /></a><br />
Há exatos 30 anos, em 13 de dezembro de 1981, o melhor time da história do Flamengo conquistava o principal título da galeria de troféus do clube: o Mundial de Clubes. A vitória por 3 a 0 contra o Liverpool, da Inglaterra, consagrou a geração comandada por Zico. Isso não quer dizer, no entanto, que o clube tenha conseguido fazer fortuna com essa façanha. Por causa da legislação da época, o Flamengo perdeu a chance de ganhar muito dinheiro com uma proposta que surgiu ainda na viagem ao Japão, onde a decisão aconteceu.</p>
<p><span id="more-9471"></span></p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=694&amp;pg=74" target="_blank">Em VEJA de 23 de dezembro de 1981: Campeão tolhido</a></strong><br />
Enquanto Zico levantava o troféu, diretores do clube carioca eram abordados por representantes da Toyota, patrocinadora da final contra o Liverpool, com uma proposta irresistível: a de que o Flamengo passasse a usar um símbolo da empresa em seu uniforme contra o pagamento de 100.000 dólares por mês, durante o ano de 1982. Se o Flamengo pudesse aceitar a proposta da Toyota, teria garantido um terço do orçamento que pretende gastar com o time no ano que vem. Mas a Toyota começa a se desinteressar do negócio. O Conselho Nacional de Desportos (CND) decidiu revogar a proibição para o uso de propaganda nas camisetas dos jogadores brasileiros em jogos internacionais amistosos. Mas o CND ainda faz estudos para liberar a propaganda nas camisas também nos jogos domésticos, o que, por enquanto, não é permitido. &#8220;Haverá uma regulamentação&#8221;, explica o advogado paulista Henri Aidar, conselheiro do CND, &#8220;proibindo publicidade de produtos como cigarros e bebidas, e limitando a 100 centímetros quadrados a área que ela pode ocupar nos uniformes&#8221;.</p>
<p><strong>O que aconteceu depois</strong><br />
Três décadas depois, a publicidade nas camisas não apenas está liberada como também é uma das principais fontes de receita dos clubes, que fecham contratos milionários com grandes empresas multinacionais para exibir suas marcas nos uniformes dos jogadores. Se em 1982 o Flamengo ganharia 1,2 milhão de dólares pelo ano todo exibindo o logotipo da Toyota, neste ano o clube lucrou 6,6 milhões de reais por poucos meses estampando marcas da Procter &amp; Gamble &#8211; e esse foi apenas um dos contratos fechados pelo clube. Agora, os times brasileiros costumam negociar pelo menos três espaços para patrocínio (sem contar os contratos de fornecimento de material esportivo, que também rendem milhões). Além do peito, das costas, do ombro e da barra da camisa, alguns vendem até o espaço logo abaixo das axilas (caso do Corinthians, patrocinado pelo desodorante Avanço) ou a parte traseira dos calções (que muitos clubes já cederam a fabricantes de cuecas). Se em 1981 as autoridades ainda estudavam se permitiriam ou não o uso das camisas pela publicidade, hoje só restou uma das proibições da época: ainda não se pode colocar uma marca de cerveja ou cigarro num uniforme de time de futebol.</p>
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		<title>Sócrates: o brilho na Copa-1982 e a briga pela democracia</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 11:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giancarlo Lepiani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos maiores craques da história do futebol brasileiro, Sócrates se destacou dentro e fora do campo. O ex-jogador, que comandou a seleção numa de suas Copas mais marcantes e liderou um movimento inovador no esporte nacional, morreu na madrugada de domingo, em São Paulo, aos 57 anos, deixando para trás uma trajetória cheia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/12/socrates-brasil-argentina-copa-1982.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9441" title="socrates-brasil-argentina-copa-1982" src="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/12/socrates-brasil-argentina-copa-1982.jpg" alt="" width="620" height="349" /></a></p>
<p>Um dos maiores craques da história do futebol brasileiro, Sócrates se destacou dentro e fora do campo. O ex-jogador, que comandou a seleção numa de suas Copas mais marcantes e liderou um movimento inovador no esporte nacional, morreu na madrugada de domingo, em São Paulo, aos 57 anos, deixando para trás uma trajetória cheia de grandes momentos &#8211; muitos deles, contados em reportagens de VEJA.<span id="more-9431"></span>A primeira vez que Sócrates apareceu na revista foi <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=518&amp;pg=102">em sua contratação pelo Corinthians, em 1978</a></strong>. O jogador revelado pelo Botafogo de Ribeirão Preto era recebido pelo então presidente do clube, Vicente Matheus. Depois de despontar como craque e ídolo no clube paulista, assumiu papel de destaque na seleção brasileira. A campanha na Copa de 1982 foi brilhante <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=723&amp;pg=52">até a eliminação na partida contra a Itália</a></strong>. Apesar da derrota, o time treinado por Telê Santana entrou para a história como uma das melhores seleções de todos os Mundiais. No ano seguinte, Sócrates voltou a escrever seu nome na história &#8211; desta vez, fora dos gramados, como um dos líderes do movimento que ficou conhecido como Democracia Corintiana. Em março de 1983, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=758&amp;pg=130">o craque redigiu um artigo para VEJA</a></strong>, explicando como funcionava a participação dos jogadores na tomada de decisões no clube. &#8220;Ainda falta muito, mas pretendemos chegar lá&#8221;, escreveu. Participante da campanha das Diretas Já, Sócrates ficou desiludido com a derrota da emenda que pretendia devolver aos brasileiros o direito de votar para presidente. <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=821&amp;pg=76">Decidiu se transferir para a Itália</a></strong>, onde defendeu a Fiorentina por apenas uma temporada. Seu futebol, porém, decepcionou os torcedores italianos &#8211; <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=845&amp;pg=90">Sócrates não se adaptou ao campeonato local</a></strong>. De volta ao Brasil, o meia defendeu o Flamengo, mas também não chegou a brilhar como antes &#8211; problemas físicos impediram que ele tivesse uma boa sequência de jogos. Ainda assim, Sócrates voltou a ser um dos destaques da seleção brasileira na Copa de 1986, de novo sob o comando de Telê Santana. Mais uma vez, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=929&amp;pg=58">o Brasil jogou bem mas não alcançou a final</a></strong>. No ano seguinte, VEJA mostrava Sócrates sofrendo com as contusões &#8211; <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=73&amp;pg=968">e já falando em parar de jogar</a></strong>. O Doutor esticaria a carreira até 1989, antes de se despedir de vez.</p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=518&amp;pg=102">Em 9/8/1978: Apenas lenda</a></em></strong><br />
<strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=723&amp;pg=52">Em 14/7/1982: A morte na praia<br />
</a><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=758&amp;pg=130">Em 16/3/1983: A democracia funciona<br />
</a><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=821&amp;pg=76">Em 30/5/1984: O novo Medici</a></em></strong><br />
<strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=845&amp;pg=90">Em 14/11/1984: Bagagem errada<br />
</a><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=929&amp;pg=58">Em 25/6/1986: Uma nobre despedida<br />
</a><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=73&amp;pg=968">Em 25/3/1987: Malas prontas para parar</a></em></strong></p>
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		<title>Muamar Kadafi: 42 anos de uma ditadura com mão de ferro</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 11:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Fuentes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após seis meses de revoltas populares, iniciadas em fevereiro de 2011, o mundo finalmente vê o velho coronel, agora com 68 anos, perder o comando de um país que comandou com mão de ferro (e uma interminável coleção de excentricidades).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/08/kadafi-protestos-20110223.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9151" src="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/08/kadafi-protestos-20110223.jpg" alt="" width="620" height="350" /></a></p>
<p>Em 1969, aos 27 anos, o jovem militar Muamar Kadafi deu início a um golpe de estado contra o rei Idris I, na Líbia. O monarca foi deposto, e ao assumir o poder, em 1º de setembro daquele ano, <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=100&amp;pg=42"><strong>Kadafi colocou em prática uma ditadura</strong></a> que perduraria por mais de quatro décadas, batendo todos os recordes de duração de uma tirania, tanto na África como no mundo islâmico. Após oito meses de revoltas populares, iniciadas em fevereiro de 2011, o mundo finalmente vê o velho coronel, agora com 68 anos, ser capturado pelos seus opositores em um país que comandou com mão de ferro (e uma interminável coleção de excentricidades).</p>
<p><span id="more-9111"></span></p>
<p>No início da década de 1970, o governo militar líbio &#8211; que se definia como socialista, e não marxista -, <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=121&amp;pg=32"><strong>nacionalizou todas as companhias de seguro e bancos</strong></a>, inclusive os estrangeiros. As <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=175&amp;pg=29">posições em política interna e externa de Kadafi</a></strong>, além de seu comportamento religioso, já se mostraram extravagantes desde o início. O chefe de estado <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=194&amp;pg=34">prometeu, por exemplo, reformar a legislação líbia</a> </strong>e<strong> </strong>implantar uma Constituição baseada exclusivamente nos preceitos do islamismo.</p>
<p>Em <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=234&amp;pg=3">entrevista concedida a VEJA em fevereiro de 1973</a></strong>, Kadafi falou sobre a revolução na Líbia, os preceitos do Corão e as polêmicas questões diplomáticas que envolviam o país. Para esclarecer sua própria filosofia política à ocasião, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=254&amp;pg=14">Kadafi escreve seu Livro Verde</a></strong>, apresentando uma alternativa nacional ao socialismo e ao capitalismo, combinada com aspectos do islamismo. Em 1986, VEJA traçou um <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=917&amp;pg=38">perfil do &#8220;vilão do deserto&#8221;</a></strong>, na qual descreve a personalidade do dirigente líbio e sua forma de governar.</p>
<p><strong>Imperialismo -</strong> Em 1970, Kadafi, ao lado dos presidentes do Egito e do Sudão, realiza o último sonho de Gamal Abdel Nasser, o adorado líder egípcio e nacionalista árabe. O trio anuncia a <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=115&amp;pg=53">formação de uma confederação entre os três países</a></strong>. No ano seguinte, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=138&amp;pg=41">a Líbia se une ao Egito e à Síria</a></strong> para constituir a Federação das Repúblicas Árabes. Devido à ofensiva diplomática da Líbia, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=228&amp;pg=38">países da África negra também rompem relações com Israel</a></strong>, aumentando o peso do bloco árabe nas votações da ONU.</p>
<p>Já em 1973, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=255&amp;pg=39">Kadafi chegou a promover uma marcha popular de Trípoli ao Cairo</a> </strong>para convencer o Egito da necessidade de fusão entre ambos os países, mas o governo egípcio fechou a fronteira e deteve a marcha. O presidente egípcio se sentiu <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=261&amp;pg=33">pressionado a assinar o acordo</a></strong>, mas tentou adiar o compromisso ao máximo. A disputa pela liderança entre os países árabes só <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=262&amp;pg=52">ressaltou a importância do petróleo como forma de pressão</a></strong> nas relações exteriores. A Líbia também <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=281&amp;pg=36">tentou se fundir com a Tunísia</a> </strong>e a <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=627&amp;pg=50">Síria</a></strong>, para formar a República Árabe Islâmica. E as <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=677&amp;pg=44">ambições expansionistas de Kadafi continuaram</a>.</strong></p>
<p>A <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=286&amp;pg=36">Líbia se &#8220;reconciliou&#8221; com o Egito e a Arábia Saudita</a> </strong>somente em 1974. Mas em 1976, a aliança entre os governos do Egito, do Sudão e da Arábia Saudita <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=413&amp;pg=36">tentou promover a derrubada de Kadafi</a></strong>. No mesmo ano, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=420&amp;pg=45">Kadafi falou a VEJA sobre a situação de seu governo</a></strong>, sua relação com os países árabes e seu apoio de movimentos revolucionários de outros países. Em 1979, o ditador também discorreu sobre um possível <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=564&amp;pg=3">embargo às exportações de petróleo aos EUA</a></strong> pela Líbia.</p>
<p><strong>Terrorismo &#8211; </strong>Em 1972, Kadafi anunciou sua <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=198&amp;pg=35">disposição de apoiar a luta dos terroristas do Exército Republicano Irlandês (IRA)</a></strong> contra a Inglaterra e dos negros americanos. Mais tarde, foi acusado de <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=664&amp;pg=42">incentivar o terrorismo internacional ao apoiar a URSS</a> </strong>e <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=688&amp;pg=34">preparar planos terroristas contra embaixadas americanas</a></strong>, em 1981. Nesse período, <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=690&amp;pg=47"><strong>Kadafi reforça sua segurança pessoal</strong></a>.</p>
<p>No fim do ano, os americanos também denunciaram um <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=693&amp;pg=36">plano da Líbia para assassinar o então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan</a></strong>, que adotou medidas segurança e fez ameaças à Kadafi. O serviço secreto americano detectou e impediu ainda a concretização de um <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=755&amp;pg=32">golpe de estado arquitetado pelo governo líbio</a></strong>. Em 1984, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=819&amp;pg=32">Kadafi escapou de um ataque de terroristas</a></strong> ao quartel em que residia. O atentado teve sua autoria assumida pela Frente Nacional de Salvação da Líbia.</p>
<p>As <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=905&amp;pg=28">relações de Kadafi deterioram-se ainda mais</a></strong> com o ataque aos aeroportos de Roma e Viena. E a situação se intensificou quando uma <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=918&amp;pg=38">bomba explodiu num Boeing 727 da TWA em pleno ar</a></strong>, matando quatro americanos &#8211; Células Revolucionárias Árabes assumiram o atentado. Como vingança, os <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=920&amp;pg=36">EUA atacaram a Líbia na tentativa de eliminar Kadafi</a></strong>, uma operação denominada Eldorado Canyon.</p>
<p>Em 1992, <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1500&amp;pg=38">Kadafi se recusou a extraditar dois terroristas</a></strong>, foi punido com embargo pela ONU e reagiu com vandalismo contra embaixadas no país. Em 1999, após três décadas de financiamento a revoluções e terroristas, o <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1610&amp;pg=58">ditador líbio finalmente tentou romper o isolamento de seu país</a></strong>. E a <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1876&amp;pg=118">aceitação de Kadafi pela Europa como um bom companheiro</a></strong> culmina num cenário em que ele foi <strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=2207&amp;pg=58">adulado pelos esquerdistas ingleses e tido na ONU como defensor dos direitos humanos</a></strong>. A reabilitação de Kadafi, porém, foi por terra no momento em que começou a revolta que conseguiria, enfim, derrubá-lo.</p>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=100&amp;pg=42"><strong><em>Em 5/8/1970: Tensão na Líbia</em></strong></a></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=115&amp;pg=53">Em 18/11/1970: União a três</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=121&amp;pg=32">Em 30/12/1970: Socialismo fardado</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=138&amp;pg=41">Em 28/4/1971: Tríplice ameaça</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=175&amp;pg=29">Em 12/1/1972: O estilo Kadafi</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=194&amp;pg=34">Em 24/5/1972: Volta à lei de Alá</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=198&amp;pg=35">Em 21/6/1972: Sede da revolução</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=205&amp;pg=36">Em 9/8/1972: Miragem política</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=228&amp;pg=38">Em 17/1/1973: O ouro de Kadafi</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=234&amp;pg=3">Em 28/2/1973: Diplomacia é hipocrisia</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=254&amp;pg=14">Em 18/7/1973: Trechos do Livro Verde</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=255&amp;pg=39">Em 25/7/1973: Marcha e dinamite</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=261&amp;pg=33">Em 5/9/1973: País sem nome</a></em></strong></p>
<p><em><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=262&amp;pg=52">Em 12/9/1973: Todos ameaçam</a></strong></em></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=274&amp;pg=39">Em 5/12/1973: Um intelectual</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=281&amp;pg=36">Em 23/1/1974: O país difícil</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=286&amp;pg=36">Em 27/2/1974: A penitência</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=564&amp;pg=3">Em 27/6/1979: Viveremos sem petróleo</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=920&amp;pg=36">Em 23/4/1986: Guerra ao tirano do terror</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1500&amp;pg=38">Em 8/4/1992: Na cola de Kadafi</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1610&amp;pg=58">Em 11/8/1999: A reabilitação de Kadafi</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1876&amp;pg=118">Em 20/10/2004: Kadafi é bom companheiro</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=2207&amp;pg=58">Em 9/3/2011: O xodó da esquerda ocidental</a></em></strong></p>
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		<title>Nas raízes do 11 de Setembro, o radicalismo no Islã</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 12:52:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giancarlo Lepiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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		<description><![CDATA[O fanatismo de uma parte dos muçulmanos serviu de base para o surgimento da rede terrorista Al Qaeda &#8211; e foi o combustível que alimentou a missão suicida dos sequestradores dos aviões do 11 de Setembro. VEJA dedicou várias reportagens marcantes à análise do fenômeno do radicalismo muçulmano: Em 19 de setembro de 2001: Assassinato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/09/apoiadores-hamas-protesto-acordo-paz-efe-20101001-original.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9371" title="Faixa de Gaza" src="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/09/apoiadores-hamas-protesto-acordo-paz-efe-20101001-original.jpg" alt="" width="620" height="349" /></a></p>
<p>O fanatismo de uma parte dos muçulmanos serviu de base para o surgimento da rede terrorista Al Qaeda &#8211; e foi o combustível que alimentou a missão suicida dos sequestradores dos aviões do 11 de Setembro. VEJA dedicou várias reportagens marcantes à análise do fenômeno do radicalismo muçulmano:</p>
<p><span id="more-9361"></span></p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1718&amp;pg=80" target="_blank">Em 19 de setembro de 2001: Assassinato em nome de Alá</a></strong><br />
Com o surgimento dos primeiros indícios de que a onda de terror nos Estados Unidos foi obra de radicais islâmicos, uma questão tornou-se inevitável: quem é essa gente que se suicida jogando aviões contra edifícios? Que se veste de bombas e se explode em supermercados e pizzarias de Israel? Que estoura carros recheados de explosivos contra muros de quartéis? Quem é, enfim, essa gente que se mata em nome de Alá? Atualmente, calcula-se que exista em torno de 1,3 bilhão de muçulmanos no mundo, divididos em diversas correntes religiosas &#8211; e apenas uma parcela pequena está disposta a entregar a vida pela causa. São muçulmanos que integram ramificações extremistas da religião, como os sunitas do Afeganistão e os xiitas do Líbano, para os quais o suicídio em nome de Alá, normalmente cometido aos gritos de &#8220;Deus é grande&#8221;, é uma forma suprema de entrega ao amor divino. A maioria dos muçulmanos, no entanto, repudia os ataques suicidas e os considera pecado extremo, uma ofensa contra Alá, na medida em que atenta contra o dom da vida &#8211; um dom divino. &#8220;O primeiro equívoco comum entre ocidentais e cristãos é considerar todo islâmico um extremista suicida e, por extensão, um terrorista em potencial&#8221;, adverte a historiadora Maria Aparecida de Aquino, da Universidade de São Paulo. O segundo equívoco, e até mais frequente que o primeiro, é julgar que todos os muçulmanos são árabes, quando a maioria, na verdade, é formada por povos não-árabes. Somando-se um erro ao outro, produz-se uma generalização tão deformada quanto a de alguém que supõe que todos os católicos são irlandeses e, portanto, todos são radicais.</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1721&amp;pg=50" target="_blank">Em 10 de outubro de 2001: O que querem os fundamentalistas</a></strong><br />
Osama bin Laden e sua corte de fanáticos vivem na clandestinidade, enfurnados em cavernas do Afeganistão, envoltos numa aura de mistério, mas seus objetivos são bem claros. Basta consultar os escritos do milionário que virou o mais exaltado dos radicais islâmicos. Primeiro, ele pretende expulsar os militares americanos das bases que eles mantêm na Arábia Saudita, onde a mera presença de não-muçulmanos é vista pelos fanáticos como uma profanação do solo santo onde nasceu o Islã. &#8220;Todos os esforços devem ser concentrados em combater, destruir e matar o inimigo até que, pela graça de Alá, esteja completamente aniquilado&#8221;, esclarece Laden, em documento datado de 1996. Realizada a primeira missão divina, ele pretende partir para a segunda, de alcance mais amplo: unir todos os muçulmanos numa mesma comunidade, governada de acordo com a interpretação mais literal e estrita dos preceitos do Corão. 	Para isso, os governos dos países muçulmanos considerados corrompidos pela influência ocidental &#8211; ou seja, todos, com exceção do Afeganistão, onde já reina o fundamentalismo mais radical &#8211; devem ser varridos do mapa. Sem fronteiras nacionais, unificados sob esse governo ideal, chamado califado, os verdadeiros crentes se lançariam então rumo à etapa final &#8211; arrebatar o resto do planeta. &#8220;Chegará o tempo em que vocês desempenharão papel decisivo no mundo, de forma que a palavra de Alá seja suprema e as palavras dos infiéis sejam subjugadas&#8221;, prometeu ele a seus seguidores. Em qualquer uma dessas etapas, o dever dos muçulmanos é empregar todas as armas possíveis para atacar os inimigos de Alá. O título do documento em que faz essa afirmação diz tudo: &#8220;A Bomba Nuclear do Islã&#8221;.</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1722&amp;pg=70" target="_blank">Em 17 de outubro de 2001: Os pobres de Alá</a></strong><br />
Neste hiato politicamente incorreto que o mundo vive, há uma pergunta que finalmente pode ser feita: seria o Islã uma barreira intransponível para o surgimento de uma sociedade rica, moderna e democrática? As estatísticas, se não respondem a tal questão, oferecem ao menos uma constatação: não há nenhuma nação com maioria muçulmana que se situe entre as mais avançadas do mundo. Ao contrário, a esmagadora maioria delas ocupa posições vexaminosas nas categorias que aferem o desenvolvimento humano e os graus de instrução e de liberdade da população. Ao contrário, a esmagadora maioria delas ocupa posições vexaminosas nas categorias que aferem o desenvolvimento humano e os graus de instrução e de liberdade da população. Nem mesmo os países do Golfo Pérsico, que embolsaram centenas de bilhões de dólares nos últimos 25 anos, por meio da exportação de petróleo, conseguiram (ou souberam, ou quiseram) melhorar o estado geral das coisas de maneira a incluir-se no clube dos desenvolvidos. Os petrodólares, na verdade, só serviram para aumentar a concentração de renda e criar simulacros de modernidade em meio às areias escaldantes do deserto. Para se ter uma idéia, a família real saudita detém 40% de toda a renda nacional.</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1723&amp;pg=77" target="_blank">Em 24 de outubro de 2001: Nada pode. Nem música</a></strong><br />
Wali Jan, chefe da tribo Nurzai, é um dos homens mais importantes da cidade de Kandahar, quartel-general do Talibã. Dono do mercado público, com 1.200 barracas e três séculos de existência, ele é também um dos comerciantes mais infelizes do planeta. Isso porque as restrições impostas pela milícia fundamentalista são tantas que o comércio se vê privado das mercadorias mais valiosas. &#8220;Os mulás não param de proibir: televisão, vídeos, pinturas e até mesmo relógios com fotografias&#8221;, queixou-se Wali Jan a um repórter europeu que visitou a cidade em agosto, pouco antes de o Afeganistão se transformar no campo de batalha da guerra ao terrorismo islâmico. &#8220;Não podemos mais vender fitas nem CDs, a não ser as Dez Mais do Talibã, que são terríveis.&#8221; Desolado, o comerciante procurou o mulá Mohamed Omar, o chefe do Talibã, e perguntou-lhe como, com tantas proibições, o povo podia divertir-se. &#8220;Olhem as flores&#8221;, aconselhou Omar, responsável por algumas das mais bizarras proibições religiosas. O regime do Talibã proíbe soltar pipa e criar passarinho, por exemplo. Em nome de Alá, evidentemente. Há uma explicação mais comezinha para tal absurdo: na opinião de Omar, caçar passarinho ou empinar pipa poderia ser um pretexto para espiar mulheres sem véu no quintal do vizinho. O Ministério para a Propagação da Virtude e Prevenção do Vício, cujo trabalho é erradicar o pecado da forma como é definido pelo Talibã, dedica especial aversão à música e aos instrumentos musicais. Não é permitido ouvir canções no rádio, em aparelho de som em casa ou no toca-fitas do carro nem tocar instrumentos. A posse de fitas e CDs é punida com chibatadas e prisão. A única exceção são os cânticos religiosos sem acompanhamento de instrumentos e as marchas patrióticas transmitidas pela rádio estatal. O mulá Omar sustenta que a música &#8220;corrompe a todos, distraindo as pessoas de suas verdadeiras obrigações, que são reverenciar e rezar para Alá&#8221;.</p>
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		<title>11 de Setembro: como foi o dia que transformou os EUA</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 11:49:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giancarlo Lepiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[11 de Setembro]]></category>
		<category><![CDATA[Al Qaeda]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[O maior atentado terrorista da história aconteceu numa manhã de terça-feira, um dia de céu aberto e temperatura amena em Nova York. A ilha de Manhattan, porém, transformou-se num inferno depois que um grupo de integrantes da rede Al Qaeda explodiu dois aviões contra as torres do World Trade Center. O 11 de setembro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/09/wtc-11-setembro-33-20010911-original.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9301" title="11 de setembro" src="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/09/wtc-11-setembro-33-20010911-original.jpg" alt="" width="620" height="349" /></a></p>
<p>O maior atentado terrorista da história aconteceu numa manhã de terça-feira, um dia de céu aberto e temperatura amena em Nova York. A ilha de Manhattan, porém, transformou-se num inferno depois que um grupo de integrantes da rede Al Qaeda explodiu dois aviões contra as torres do World Trade Center. O 11 de setembro de 2001 foi contado da seguinte forma por VEJA, na sua edição número 1.718:</p>
<p><span id="more-9291"></span></p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1718&amp;pg=46" target="_blank">Em 19 de setembro de 2001: Este mundo nunca mais será o mesmo</a></strong><br />
Durante a maior parte da terça-feira passada, os assessores do presidente dos Estados Unidos acharam que ele não deveria retornar a Washington. Era perigoso demais. George W. Bush seria depois criticado por ter ziguezagueado entre bases militares em vez de retomar logo sua cadeira no coração do poder americano, a Casa Branca. O fato é que se temia outro ataque terrorista bem-sucedido, dessa vez à sede da Presidência. As implicações contidas na hesitação de Bush são tremendas. Mostram até que ponto o mundo mudou depois dos ataques às torres do World Trade Center e ao Pentágono. A alteração mais imediata diz respeito ao fim do mito da invulnerabilidade do território americano. O país mais poderoso do mundo viu ícones de sua identidade nacional ser alvejados com desconcertante facilidade. Por volta das 9 horas da manhã, dois aviões de passageiros seqüestrados puseram abaixo as torres gêmeas do World Trade Center, cujo destaque no horizonte de arranha-céus de Nova York simbolizava a supremacia econômica da superpotência. Um terceiro aparelho despencou sobre o Pentágono, sede do poder militar do império, nos arredores de Washington. Um quarto avião tomado por terroristas espatifou-se no solo em campo aberto, depois que passageiros enfrentaram os seqüestradores. &#8220;Foi um ato de guerra&#8221;, definiu o presidente Bush. Tratou-se, de fato, de uma ofensiva terrorista em larga escala, sem similar na história, com milhares de mortos inocentes. Uma das primeiras coisas que se ouviram foi o clamor por revanche. Os americanos acham que é preciso dar o troco &#8211; mas contra quem?</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1718&amp;pg=60" target="_blank">Em 19 de setembro de 2001: A morte no fogo, num salto ou no desabamento</a></strong><br />
As torres gêmeas do World Trade Center foram construídas para resistir ao impacto de um Boeing. E resistiram. Não caíram quando os aviões entraram pelas janelas, numa manobra que revelou a enorme perícia de quem os pilotava. O modo como os terroristas acertaram os prédios dá indícios de um planejamento milimétrico. Na velocidade máxima, acima dos 800 quilômetros por hora, um grande avião empurra tamanha quantidade de ar a sua frente que é virtualmente impossível que acerte um paredão numa colisão frontal. Por isso eles voaram mais lentamente &#8211; calcula-se que a 450 quilômetros por hora &#8211; e optaram pela trajetória curva para chegar ao objetivo. No caso do Pentágono, em que não há imagens do momento do impacto, o problema é parecido. Descer uma aeronave de 115 toneladas numa pista de aeroporto exige combinar velocidade e aerodinâmica com equipamentos de precisão. Pousar sobre um alvo específico é quase uma loteria. Em todos os momentos, os extremistas mostraram o conhecimento de quem passou muito tempo num simulador de vôo, além de prática efetiva. Desligaram, por exemplo, os transponders que emitem sinais eletrônicos sobre a localização das aeronaves. Passaram também a voar em baixa altitude, fora do alcance dos radares. E, pelo menos num caso, foram eles que mandaram os passageiros ligar por celular para avisar do sequestro. Queriam publicidade máxima de seus atos e agiram como se tivessem antecipado o cenário que construiriam.</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1718&amp;pg=88" target="_blank">Em 19 de setembro de 2001: A morte pelo celular</a></strong><br />
Para um público sedento de notícias confortantes em meio à catástrofe, eles já estavam sendo chamados de ¿os heróis do vôo 93¿. Eram no mínimo três, homens altos e fortes, que decidiram atracar-se com os seqüestradores do Boeing 757 da United Airlines que havia decolado de Newark rumo a San Francisco. Não se sabe se conseguiram. Mas o avião foi o único que não chegou ao destino traçado pelos terroristas. Caiu em campo aberto, perto de Pittsburgh. O que aconteceu lá dentro, entre o início do seqüestro e a decisão desesperada de reagir, foi narrado num punhado de telefonemas dados por passageiros munidos de celular. As ligações choveram dos vários palcos da tragédia. Tanto a bordo dos aviões seqüestrados quanto nos prédios do World Trade Center e, mais tarde, de seus escombros, o telefone celular foi o elo possível, para um grupo de pessoas aterrorizadas, feridas, à espera da morte certa, com o mundo como ele era antes que mergulhassem no pesadelo. Alguns desses telefonemas forneceram o primeiro e dramático esboço do modo de agir dos terroristas. Na maior parte das vezes, porém, o celular foi unicamente o instrumento da despedida.</p>
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<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1718&amp;pg=91" target="_blank">Em 19 de setembro de 2001: Brasileiros no topo do mundo</a></strong><br />
O paulistano Ivan Kyrillos Barbosa, administrador de empresas, 30 anos, estava no topo do mundo. Funcionário de uma corretora de valores no coração de Manhattan, morava num apartamento dentro de um belo condomínio do outro lado do Rio Hudson. Adorava o trabalho, que lhe rendia 10 000 dólares por mês, entre salário e bônus. Sua colega Anne Marie Sallerin Ferreira, engenheira química de formação, 29 anos, também estava realizando um sonho ao trabalhar com a elite globalizada do mundo financeiro. Com trajetórias tão bem-sucedidas, tinham pouco a ver com a maioria dos 300 000 brasileiros que buscam uma vida melhor em Nova York, geralmente em ocupações bem menos qualificadas. Ivan dava expediente no 105º andar da torre norte do World Trade Center, quase no topo do edifício. Anne Marie era uma de suas companheiras de trabalho na corretora Cantor Fitzgerald. Desde terça-feira, os dois, junto com a contadora Sandra Fajardo Smith, eram os brasileiros mais ansiosamente procurados por parentes e amigos numa lista que começou com cerca de trinta pessoas.</p>
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		<title>O terror de Osama Bin Laden, o inimigo número 1 dos EUA</title>
		<link>http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/internacional/osama-bin-laden-o-terrorista-numero-1/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 07:04:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giancarlo Lepiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[11 de Setembro]]></category>
		<category><![CDATA[Al Qaeda]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[A doutrina do ódio pregada por Osama bin Laden marcou o mundo na virada dos anos 1990 para a década de 2000. Em 2001, com o maior atentado terrorista da história, ele escreveu com sangue seu nome na história. VEJA publicou dezenas de reportagens que contaram sua trajetória, analisaram seu impacto no mundo e mostraram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/05/osama-bin-laden-video.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7261" title="osama-bin-laden-video" src="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/05/osama-bin-laden-video.jpg" alt="" width="600" height="401" /></a></p>
<p>A doutrina do ódio pregada por Osama bin Laden marcou o mundo na virada dos anos 1990 para a década de 2000. Em 2001, com o maior atentado terrorista da história, ele escreveu com sangue seu nome na história. VEJA publicou dezenas de reportagens que contaram sua trajetória, analisaram seu impacto no mundo e mostraram os tentáculos da Al Qaeda &#8211; inclusive no Brasil. A seguir, uma seleção das principais reportagens sobre o inimigo número um da América.</p>
<p><span id="more-7211"></span></p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1587&amp;pg=50" target="_blank">Em 3 de março de 1999: Bin Laden, o terrorista número 1</a></strong><br />
Prisões, extradições, telefonemas interceptados, espionagem por satélite, investigação de contas bancárias. Os Estados Unidos armaram uma operação de guerra invisível de proporções mundiais contra o milionário saudita Osama bin Laden, que ganhou nos últimos meses o título de terrorista mais perigoso do mundo. A incessante atividade de bastidores, segundo informações divulgadas na semana passada, impediu sete atentados contra embaixadas americanas desde agosto do ano passado, quando Laden emergiu como o cérebro por trás das explosões no Quênia e na Tanzânia, que deixaram 224 mortos. Um dos ataques abortados irromperia em Montevidéu, a 350 quilômetros do território brasileiro. Os serviços secretos americanos têm um trabalho semelhante ao dos cientistas que procuram controlar epidemias recém-descobertas: não se tem idéia exata de como os microrganismos funcionam nem onde vão atacar, mas sabe-se que sua ação é ininterrupta e potencialmente letal.</p>
<h5>&#8230;</h5>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1718&amp;pg=68" target="_blank"><strong>Em 19 de setembro de 2001: O inimigo número 1 da América</strong></a><br />
Ao longo da história, o mal exibiu várias feições. Ele já teve os traços de Átila, o Huno, do mongol Gêngis Khan, do austríaco Adolf Hitler, do soviético Josef Stalin, do cambojano Pol Pot e do ugandense Idi Amin Dada. Hoje, o mal não comanda um exército, não mora em um palácio, não discursa a multidões. Seu rosto é o do saudita Osama bin Laden. Ele está sendo apontado como o provável cérebro por trás do ataque ao coração do império americano. Laden seria o responsável pelos atentados simultâneos às embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia, em 1998, que causaram a morte de 224 pessoas. Ele também teria perpetrado a explosão de um navio americano na costa do Iêmen, em outubro do ano passado, que resultou em dezessete marinheiros mortos. Credita-se a Laden, ainda, o suporte técnico, por assim dizer, ao primeiro atentado ao World Trade Center, em 1993, que contou seis vítimas fatais. O terrorista é tão mais assustador porque está sempre associado a um verbo no condicional — ele seria, ele teria. Laden jamais reivindicou a autoria das brutalidades que levam a sua marca. Assassina, massacra e amedronta, mas se mantém na sombra, renunciando ao narcisismo que costuma caracterizar as ações terroristas.</p>
<h5>&#8230;</h5>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1719&amp;pg=60" target="_blank"><strong>Em 26 de setembro de 2001: O Che Guevara do Islã</strong></a><br />
Milhões de pessoas ficaram chocadas com as imagens de alguns grupos muçulmanos comemorando os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono. Outro espanto foi verificar que, em diversos países do Oriente Médio e adjacências, Laden é considerado um herói. O Che Guevara do Islã. Assim como o revolucionário comunista, o terrorista tem seu rosto e frases estampados em pôsteres e camisetas. Sua fama e popularidade, porém, não surgiram da noite para o dia. Laden foi ampliando sem parar seu círculo de veneradores desde 1979. Naquele ano, ele deixou a Arábia Saudita, onde gozava de confortos nababescos como integrante de uma das famílias mais ricas do país, para lutar no Afeganistão ao lado dos mujahidin, os guerrilheiros muçulmanos que combatiam os invasores soviéticos. ¿Osama não apenas deu seu dinheiro, como doou a si próprio. Saiu do palácio onde morava para viver com camponeses afegãos e guerreiros árabes. Cozinhava com eles, comia com eles, cavava trincheiras com eles. Esse é o seu jeito de ser¿, conta um ex-companheiro de batalhas do terrorista. Dono de uma fortuna pessoal hoje estimada em 270 milhões de dólares, Laden também seduzia por outros motivos. Pagava 200 dólares a cada homem que se dispusesse a lutar a seu lado, segundo disse um ex-general russo ao jornal <em>Washington Post</em>, na semana passada.</p>
<h5>&#8230;</h5>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1721&amp;pg=42" target="_blank"><strong>Em 10 de outubro de 2001: Os tentáculos de Bin Laden</strong></a><br />
Encontrar a toca de Osama bin Laden e aprisioná-lo significará uma vitória revestida de simbolismo para os Estados Unidos e seus aliados. Mas o trabalho não deve terminar por aí. É preciso destruir a Al Qaeda (&#8220;a base&#8221;, em árabe), que tem ramificações em mais de quarenta países e controla ou apóia de 3.000 a 5.000 terroristas, entre pessoal próprio ou pertencente a organizações associadas. Os objetivos dessa multinacional sinistra são, num primeiro instante, a derrubada, nos países muçulmanos, de todos os governos considerados pró-ocidentais. Depois, todas essas nações se uniriam num grande império governado exclusivamente pelos dogmas do Corão, o livro sagrado do Islã. Essas idéias fazem de Osama bin Laden, idealizador e chefão da Al Qaeda, uma personalidade tão delirante quanto o ditador nazista Adolf Hitler ou o ratinho Cérebro do desenho animado, aquele que acorda todas as manhãs com a obsessão de dominar o mundo.</p>
<h6>&#8230;</h6>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1722&amp;pg=48" target="_blank"><strong>Em 17 de outubro de 2001: O míssil e o barbudo</strong></a><br />
O que se deve esperar do futuro depois de os bombardeios americanos terem esfarelado o aparato militar do Talibã? Na semana passada, com o poderio bélico da superpotência rugindo sobre o Afeganistão, o que se ouvia das hostes do terrorismo era o desafio de uma guerra prolongada e sem fronteiras. Poucas horas depois de caírem as primeiras bombas, no domingo 7, Osama bin Laden conclamou todos os muçulmanos à Jihad, uma guerra santa. O cenário dessa batalha foi antecipado pelas palavras de Suleiman Abu Ghaith, o kuwaitiano barbudo que é o porta-voz da Al Qaeda, a organização de Laden. Depois de elogiar como &#8220;boa façanha&#8221; os atentados de 11 de setembro, Abu Ghaith profetizou: &#8220;A chuva de aviões não vai parar. Há milhares de jovens nas nações islâmicas ansiosos por morrer, enquanto os americanos estão ansiosos por viver&#8221;.</p>
<h6>&#8230;</h6>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1729&amp;pg=52" target="_blank">Em 5 de dezembro de 2001: Procura-se o DNA dos Laden</a></strong><br />
Nunca se pode ter certeza sobre o paradeiro de um chefão do terrorismo, como Osama bin Laden. Na sexta-feira passada o Pentágono estava convicto de que o tinha encurralado num complexo de cavernas fortificadas de Tora Bora, quase na fronteira com o Paquistão. O líder da Al Qaeda estaria acompanhado de uns 1 000 homens, mas praticamente sem meios de se comunicar com o restante da organização ou com seus amigos do Talibã. Com a aviação concentrando os bombardeios nas cavernas e as tropas da Aliança do Norte prontas para avançar sobre Tora Bora, os Estados Unidos já se preocupavam em elaborar planos para a rendição ou, mais provavelmente, para a morte do terrorista. Um dos guarda-costas de Laden é seu filho mais velho, que tem ordem de matar o pai para evitar sua captura. Um problema técnico será como identificar sem sombra de dúvida o corpo do líder da Al Qaeda. A fisionomia dele é conhecida e há também sua altura incomum, de quase 2 metros. Mas é difícil identificar uma pessoa morta por bomba, e qualquer cadáver fica com as feições comprometidas depois de alguns dias. Além disso, chegou-se a espalhar que Laden teria reunido vários homens parecidos com ele para eventualmente enganar seus perseguidores. Certeza mesmo só com um exame de DNA. A dificuldade é que não há um exemplar conhecido de seu material genético. A solução imaginada pela CIA, o serviço secreto americano, é coletar pedaços de tecido de seus parentes próximos, se possível de sua mãe, que vivem na Arábia Saudita.</p>
<h6>&#8230;</h6>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1730&amp;pg=38" target="_blank">Em 12 de dezembro de 2001: A derrota do terror</a></strong><br />
O mulá Mohamed Omar, chefe do Talibã, convocou seus seguidores a lutar até a morte em Kandahar, capital espiritual e última fortaleza da milícia afegã. Pessoalmente, o Comandante dos Fiéis, como o barbudo de um só olho é chamado, adotou outra estratégia. Negociou com o inimigo a rendição e fugiu da cidade no meio da noite, para evitar a inevitável punição pelo barbarismo do regime que comandou. Ninguém sabe quantos homens o acompanharam nessa jornada final &#8211; mas isso não preocupa ninguém, pois Omar é um personagem cuja importância se esvai junto com seu regime. O que se viu foram bandos talibãs aproveitando para saquear a cidade e escapar carregados de mercadorias roubadas. Terminou assim, sem os propalados atos de martírio ou heroísmo, o reinado da milícia que durante cinco anos impôs um regime de pesadelo fanático à maioria dos afegãos. A derrota do Talibã, agora reduzido a uns poucos bolsões recalcitrantes, não é o fim da guerra no Afeganistão, que continua dilacerado pelas rixas entre tribos e facções guerreiras. Mas, no que diz respeito à campanha movida naquele país pelos Estados Unidos, na sexta-feira passada só restava completar um objetivo essencial: a captura ou morte de Osama bin Laden, o homem que orquestrou os atentados contra Nova York e Washington em setembro.</p>
<h6>&#8230;</h6>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1731&amp;pg=54" target="_self">Em 19 de dezembro de 2001: Bin Laden confessa</a></strong><br />
O mundo conheceu a violência do fanatismo islâmico com a transmissão ao vivo dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. Na semana passada, graças a um vídeo amador, conheceu também o escárnio, a ironia e a perversidade do líder mais feroz entre os terroristas. O que se vê é Osama bin Laden relaxado, numa conversa franca com um visitante saudita. O terrorista se apresenta tão à vontade que, mesmo sabendo que o encontro está sendo gravado, assume sem subterfúgios sua responsabilidade nos atentados. Cercado de amigos barbudos, Laden debocha dos civis americanos e até de seus amigos extremistas mortos no ataque. Animado com a lembrança da matança, ainda recita versos. Também se mostra iludido quanto à verdadeira conseqüência da violência para o mundo dos fanáticos. &#8220;Nossos irmãos ficaram eufóricos&#8221;, diz na fita.</p>
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<p><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1748&amp;pg=53" target="_blank"><strong>Em 24 de abril de 2002: O terrorista de sete vidas</strong></a><br />
É difícil acreditar que os homens na foto acima continuem vivos, livres e ainda mandando os videoteipes deletérios que se habituaram a usar na guerra da propaganda. Em outubro do ano passado, os soldados americanos chegaram ao Afeganistão com a missão de acabar com os terroristas da Al Qaeda e capturar, vivo ou morto, seu chefe, Osama bin Laden. Para isso, primeiro precisavam eliminar o regime dos talibãs, aliados carnais dos fundamentalistas. Essa parte da tarefa foi um sucesso: rápida, rasteira e bem menos dolorosa para os americanos do que as previsões mais otimistas imaginavam. A fase seguinte está sendo o oposto: um fracasso muito maior do que se prognosticava. Cerca de 500 membros da organização terrorista estão presos, na esmagadora maioria gente sem nenhum papel de liderança. Laden e parte de sua corte de radicais graduados continuam à solta, provavelmente em algum lugar das montanhas do Afeganistão, não obstante o formidável aparato bélico e tecnológico colocado em sua caçada. Segundo fontes dos serviços de inteligência dos Estados Unidos deixaram vazar na semana passada, ele escapou, nas barbas dos americanos, da batalha travada no fim do ano nas montanhas de Tora Bora, na parte leste do Afeganistão, a poucos quilômetros da fronteira com o Paquistão.</p>
<h6>&#8230;</h6>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1778&amp;pg=50" target="_blank">Em 20 de novembro de 2002: &#8220;Nós vamos matar você&#8221;</a></strong><br />
Na última vez em que o serviço secreto americano obteve uma pista confiável sobre o paradeiro do saudita Osama bin Laden, há quase um ano, o chefe da Al Qaeda e seu alto comando estavam cercados nas montanhas de Tora Bora, no leste afegão. Depois disso, o terrorista sumiu sem deixar rastros &#8211; o que levou à suspeita de que teria morrido durante os pesados bombardeios americanos na região. Na semana passada surgiu um indício forte de que Laden continua vivo e no comando da guerra santa contra os Estados Unidos e todos os cristãos e judeus. A rede de TV Al Jazira divulgou uma fita de áudio atribuída ao saudita na qual ele enumera e elogia os atentados cometidos em nome de Alá nos últimos meses e faz ameaças de novas chacinas. &#8220;Como você nos mata, nós vamos matar você&#8221;, diz, textualmente. Especialistas que analisaram a gravação asseguram que a voz é mesmo de Laden. Cauteloso, o governo americano preferiu aguardar o resultado de uma perícia ¿ mas admite que o presidente George W. Bush encara a mensagem da Al Qaeda &#8220;muito seriamente&#8221;. A Al Jazira, com sede no Catar, é o veículo preferido de Bin Laden para seus pronunciamentos. E esse vídeo tem bem o seu estilo, recheado de bravatas. Como cita fatos recentes, não poderia ter sido preparado antes do cerco de Tora Bora.</p>
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<p><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1794&amp;pg=58" target="_blank"><strong>Em 19 de março de 2003: Ele esteve no Brasi</strong>l</a><br />
Quem diria: Osama bin Laden, o terrorista mais procurado do mundo, andou perambulando pelo Brasil no ano de 1995. Vindo da Argentina, entrou clandestinamente no país, passou três dias agradáveis em Foz do Iguaçu e reuniu-se com alguns membros da comunidade árabe na mesquita sunita da cidade, um imponente prédio erguido há vinte anos. Na mesquita, Bin Laden contou a seus companheiros de fé as agruras que enfrentou no Afeganistão quando lutava contra a ocupação soviética, conflito que durou dez anos e se encerrou no fim da década de 80. Na época de sua passagem pelo Brasil, Bin Laden ainda não era a estrela mundial do terrorismo, mas recebia as honras de um festejado líder islâmico. Seu encontro com os muçulmanos de Foz do Iguaçu, em nome da posteridade, chegou a ser filmado. O vídeo, preservado até hoje, tem 28 minutos de duração. Quem viu as imagens conta que Osama bin Laden aparece com um discreto cavanhaque, contrastando com a caudalosa barba que o celebrizou depois dos atentados a Washington e Nova York.</p>
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<p><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1850&amp;pg=80" target="_blank"><strong>Em 21 de abril de 2004: Bin Laden propõe uma trégua a Europa diz não</strong></a><br />
O mundo só tem a lamentar o dia em que George W. Bush, o presidente dos Estados Unidos, erra e Osama bin Laden, o terrorista, acerta. Foi o que ocorreu na semana passada, com um intervalo de algumas horas, num campo de batalha específico, o da guerra de propaganda. Em um dia, Bush deu apoio a planos do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que os palestinos consideram inaceitáveis. Com isso, cometeu uma imprudência diplomática que serviu para alimentar a desconfiança do mundo árabe com relação à política da Casa Branca. No dia seguinte, dois canais de TV árabes divulgaram uma gravação com a voz de Bin Laden &#8211; cuja autenticidade foi confirmada pelos peritos da CIA &#8211; propondo uma trégua nos ataques à Europa. Uma proposta de paz vinda de um sujeito que manda matar milhares de inocentes motivado por fanatismo religioso não deve ser levada a sério. Os principais líderes da Europa reagiram às declarações do saudita com vários e sonoros nãos: &#8220;Não, não vamos negociar com terroristas&#8221;, disseram os governos da Itália, da Alemanha, da França, da Inglaterra e da Espanha. Apesar do conteúdo enganador da mensagem, ela demostra que Bin Laden sabe usar a propaganda, e no momento certo.</p>
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		<title>Muro de Berlim: há 50 anos, nascia o símbolo da guerra fria</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 03:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolinafarina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra Fria]]></category>
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		<description><![CDATA[Este sábado é marcado pelo aniversário de 50 anos da construção da Muro de Berlim. A obra, que começou a ser erguida em 13 de agosto de 1961, era a representação física da Cortina de Ferro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/08/Derrubada-do-muro-de-Berlim.jpg"><img class="size-full wp-image-8921 aligncenter" src="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/08/Derrubada-do-muro-de-Berlim.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Este sábado é marcado pelo aniversário de 50 anos da construção da Muro de Berlim. A obra, que começou a ser erguida em 13 de agosto de 1961, era a representação física da Cortina de Ferro &#8211; expressão cunhada pelo primeiro-ministro inglês Winston Churchill para designar a divisão entre as democracias ocidentais e os países comunistas da Europa Oriental. Naturalmente, sua queda se tornou o marco simbólico do fim do comunismo.</p>
<p><span id="more-8911"></span></p>
<p>O muro infame que dividia a capital da Alemanha veio abaixo na noite de 9 de novembro de 1989, sem que um só tiro fosse disparado. &#8220;A Europa criada após o fim da II Guerra Mundial terminou com um enorme carnaval. Flores, lágrimas, aplausos, gritos de alegria, uma montanha de garrafas de champanhe e a inebriante sensação de participar de um daqueles momentos que levam décadas ou até séculos para acontecer, quando a História dá um salto rumo ao novo, selaram o porre de liberdade tomado dos dois lados de Berlim&#8221;, descreveu a <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1105&amp;pg=130"><strong>reportagem de VEJA no dia 15 de novembro</strong></a> daquele ano.</p>
<p>Enquanto os berlinenses de ambos os lados comemoravam o fim de quatro décadas de opressão, Mikhail Gorbachev, o último premiê soviético, dormia em Moscou. Com seu histórico de milhões de mortos, a União Soviética desmanchou-se no ar dois anos depois. Quinze anos após a derrocada, documentos secretos revelaram que <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1983&amp;pg=110"><strong>os soviéticos – e alguns líderes mundiais &#8211; temiam a Alemanha unificada</strong></a>. Em uma reunião de janeiro de 1990, o premiê Nicolai Rizhkov expressa a preocupação soviética: &#8220;Se permitirmos isso, a Alemanha será capaz de começar a III Guerra Mundial daqui a 20 ou 30 anos&#8221;. Em uma conversa com Gorbachev, Margaret Thatcher (primeira-ministra inglesa) pediu, de supetão: “não anote o que vou dizer agora – sou completamente contra a reunificação da Alemanha, mas não posso dizer isso publicamente em casa ou na Otan&#8221;.</p>
<p>O grande muro foi construído para acabar com o êxodo dos alemães do lado oriental para o ocidente. À época, o governo comunista justificou a decisão dizendo que esta era uma forma de acabar com &#8220;o contrabando de divisas e a atividade dos espiões&#8221;. Para se conseguir atravessar de um lado a outro, era preciso passar por 18 operações de controle alfandegário, incluindo a revista das malas e bagagem, da carteira de dinheiro, do carro, além de um estudo minucioso do passaporte – <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=24&amp;pg=28"><strong>tudo sob a mira de um guarda com o dedo no gatilho da metralhadora</strong></a>. De tempos em tempos, o governo comunista fechava a única porta entre os dois territórios, juntamente com todas as ferrovias, rodovias e linhas fluviais que ligavam as duas capitais.</p>
<p>Nos 28 anos de existência do Muro de Berlim, <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1713&amp;pg=56"><strong>809 pessoas foram mortas enquanto tentavam transpô-lo para fugir do comunismo</strong></a>. Em 1984, o governo comunista chegou, inclusive, a erguer uma segunda muralha na capital alemã. Mas nem isso conseguia impedir as pessoas de arriscarem a vida pela liberdade. Documentos dos arquivos da polícia secreta da Alemanha comunista, a Stasi, revelaram, em 2001, que mais de 75 000 alemães foram presos tentando escapar entre 1961 e 1989. Dos mortos, 250 foram baleados junto ao muro, 370 ao longo do que então era a fronteira entre as duas Alemanhas e 189 na região do Mar Báltico.</p>
<p>O Muro marcou não somente o território, mas a mente dos alemães. Um levantamento feito 15 anos após sua derrubada mostrou que <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1881&amp;pg=135"><strong>os berlinenses não conseguiam se unir totalmente</strong></a> &#8211; nem como povo nem como casais. Apenas 2% dos casamentos celebrados em Berlim no ano de 2004 eram entre alemães do Leste e do Oeste. A separação era tão grande que os berlinenses se apaixonavam mais por pessoas de fora do país do que por seus conterrâneos do outro lado da cidade: 24% dos casamentos em Berlim foram, naquele ano, entre alemães e estrangeiros.</p>
<p>As diferenças entre as Alemanhas Oriental e Ocidental iam mais além: o lado comunista encerrou a separação extremamente<strong> <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1745&amp;pg=60">mais pobre do que o capitalista</a></strong>. Mesmo depois da queda do Muro de Berlim, os alemães do lado oriental continuavam utilizando a mesma rota para a prosperidade dos tempos do comunismo: viver no lado ocidental da Alemanha, muito mais próspero. Nos anos que se seguiram à queda do Muro, o governo alemão chegou a injetar mais de 1 trilhão de dólares na economia do que antes era a Alemanha Oriental. Os incentivos fiscais e os subsídios oferecidos, porém, não foram suficientes para atrair a iniciativa privada no volume necessário. Com a conclusão das obras maiores e urgentes, no fim dos anos 90, restaram o desemprego e a certeza de que um muro invisível continuava separando os dois lados.</p>
<p>Com o passar dos anos, porém, a fronteira imaginária de que tanto se falou nos anos subsequentes à abolição da fronteira geográfica entre as duas Alemanhas torna-se cada vez mais tênue. <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1624&amp;pg=50"><strong>São raros hoje, no lado oriental, os sinais de precariedade tecnológica e má qualidade de vida</strong></a>. Em toda Berlim fica difícil encontrar vestígios da divisão da capital, a não ser pelos que se tornaram atrativos turísticos. A capital alemã voltou a ser, como um todo, uma metrópole aberta política e economicamente. <a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1149&amp;pg=56"><strong>Como descreveu VEJA ainda em setembro de 1990</strong></a>, &#8220;unida e com mais força do que nunca, a Alemanha recuperou o lugar que sua insânia guerreira lhe tirou no passado: o de grande potência da Europa e do mundo&#8221;.</p>
<p><em><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=24&amp;pg=28"> Em 19/2/1969: Um bloqueio para Berlim</a><br />
<a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=811&amp;pg=62"> Em 21/03/1984: Novo muro em Berlim</a><br />
<a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1105&amp;pg=130"> Em 15/11/1989: O muro de Berlim cai com festa</a><br />
<a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1106&amp;pg=106"> Em 22/11/1989: Primavera em Berlim</a><br />
<a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1149&amp;pg=56"> Em 26/9/1990: A unificação alemã</a><br />
<a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1624&amp;pg=50"> Em 17/11/1999: 10º aniversário da queda do Muro</a><br />
<a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1713&amp;pg=56"> Em 15/8/2001: Os mortos de Berlim</a><br />
<a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1745&amp;pg=60"> Em 03/04/2002: Orientais continuam fugindo</a><br />
<a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1881&amp;pg=135"> Em 24/11/2004: Alemães continuam separados</a><br />
<a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1983&amp;pg=110"> Em 22/11/2006: Temor da Alemanha unificada</a></em></p>
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		<title>Em Dia: O que houve com envolvidos no escândalo do TRT</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 22:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolinafarina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>

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		<description><![CDATA[A reportagem de VEJA revelou os bastidores do maior escândalo de corrupção do país. Na construção da nova sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, desapareceram dos cofres públicos quase 170 milhões de reais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/07/LALAU-620.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8581" src="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/07/LALAU-620.jpg" alt="" width="620" height="350" /></a></p>
<p>A Justiça do Distrito Federal determinou, em 14 de julho de 2011, a devolução de 55 milhões de reais desviados dos cofres públicos no escândalo do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, em 1999. É o maior valor desviado por corrupção já recuperado pelos cofres públicos no Brasil. Entenda a segui, como se deu o desvio de verbas para a construção da nova sede do TRT &#8211; esquema desvendado por VEJA em reportagem de 2000 &#8211; e o que ocorreu aos envolvidos no escândalo:</p>
<p><span id="more-8551"></span></p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1660&amp;pg=38">Em VEJA de 2/8/2000: A anatomia de um crime</a></strong><br />
A reportagem de VEJA revelou os bastidores do maior escândalo de corrupção do país. Na construção da nova sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, desapareceram dos cofres públicos quase 170 milhões de reais. Os principais responsáveis pelo desvio milionário foram os empresários Fábio Monteiro de Barros Filho e José Eduardo Teixeira Ferraz , o senador cassado Luiz Estevão e o juiz Nicolau dos Santos Neto. Quando a reportagem foi feita, calculava-se que Lalau, como ficou conhecido, levou sozinho 26 milhões de reais. Hoje já se fala em uma cifra muito maior, mais de 30 milhões. Todo o esquema de corrupção foi desvendado na CPI do Judiciário, aberta no Senado, em 1999. O mais incrível é que a farra aconteceu com o aval de várias autoridades, como o Tribunal de Contas da União (TCU), o Legislativo, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o próprio presidente Fernando Henrique Cardoso, que liberou 52 milhões de reais para a obra, mas afirmou não ter lido o que assinou.</p>
<h6>&#8230;</h6>
<p><strong>O que aconteceu depois</strong><br />
O Tribunal de Contas da União havia ordenado que os envolvidos no escândalo do TRT devolvessem os 169 milhões de reais aos cofres públicos até 26 de julho de 2001. Caso contrário teriam seus bens apreendidos. Na mesma decisão, Nicolau dos Santos Neto e as empresas do ex-senador Luiz Estevão e Fábio Monteiro de Barros foram multadas em 10 milhões de reais cada. Luiz Estevão foi cassado em junho de 2000 e preso, por pouquíssimo tempo, duas vezes &#8211; também foi detido por desacato a autoridade em Brasília. Em março de 2001, passou apenas três noites na prisão, onde se deixou fotografar tomando sol e lendo livros do escritor português José Saramago.</p>
<p>O juiz Nicolau se entregou à polícia em dezembro de 2000, depois de passar 226 dias foragido. Durante um ano e sete meses, Lalau foi transferido diversas vezes da sede da Polícia Federal, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, para sua casa e vice-versa. Os advogados de defesa entravam com recurso alegando que a saúde do juiz era frágil e, logo depois, a decisão era cassada. Finalmente, em junho de 2002, a Justiça declarou Lalau culpado pelos crimes de tráfico de influência e evasão de divisas e o condenou a oito anos de prisão, com transferência imediata para uma colônia agrícola. O juiz, que teve os bens bloqueados (exceto o imóvel que havia comprado antes do golpe), teria de pagar multa de 1,92 milhão de reais.</p>
<p>Monteiro de Barros e José Eduardo Teixeira Ferraz, donos da Incal, empresa responsável pela obra do TRT, foram presos. Em agosto de 2001, o governo brasileiro obteve sua primeira vitória na batalha judicial para reaver os recursos desviados. A União garantiu na Justiça americana a posse de um apartamento de Lalau, avaliado em 1 milhão de dólares. Em maio de 2002, a Advocacia Geral da União determinou o arresto dos bens do Grupo OK Construtores e Incorporações S.A., de propriedade de Luiz Estevão, para garantir a devolução de pelo menos parte do dinheiro desviado.</p>
<p>Na metade de 2004 foi concluída a obra do TRT, que consumiu do Erário mais 60 milhões de reais &#8211; além dos 169 milhões iniciais e do por fora do ex-juiz, chegando à soma de 295 milhões. É o custo Lalau</p>
<p>Depois de vários recursos, no início de maio de 2006, o ex-juiz Nicolau foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região a 26 anos e seis meses de prisão e multa de 1,2 milhão de reais por peculato, estelionato e corrupção passiva. No processo que apurou o desvio dos 169 milhões de reais também foram condenados Luiz Estevão e Monteiro de Barros e Ferraz, da Incal. O ex-parlamentar e Monteiro de Barros receberam pena de 31 anos e multa de cerca de 3 milhões de reais cada um. Ferraz foi condenado a 27 anos e oito meses de prisão, mais multa de 1,2 milhão.</p>
<p>Na primeira semana de outubro do mesmo ano, o primeiro senador cassado na história do Brasil foi preso, mais uma vez, em São Paulo para cumprir três anos e meio de detenção em regime fechado por condenação de fraude em livros contábeis do Grupo OK, para justificar as contas com as obras superfaturadas do TRT. Porém, Luiz Estevão ficou apenas dois dias detido e conseguiu habeas corpus. Atualmente, o ex-senador tem como atividade principal o cargo de presidente do Brasiliense Futebol Clube, fundado por ele em 2000.</p>
<p>Nicolau, que desde julho de 2003 cumpria prisão preventiva em sua casa, foi ordenado pela Justiça a deixar seu domicílio e começar a cumprir sua pena na cadeia em janeiro de 2007. Não durou uma semana. O ex-juiz conseguiu autorização para voltar para casa, e saiu do cárcere de maca, olhos fechados, vestindo uma bermuda amarela e uma camisa xadrez.</p>
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		<title>Diana: a morte transformou em mito a &#8216;princesa do povo&#8217;</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jul 2011 15:21:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolinafarina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Realeza]]></category>
		<category><![CDATA[Diana]]></category>
		<category><![CDATA[lady Di]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[princesa diana]]></category>

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		<description><![CDATA[Se estivesse viva, a princesa Diana completaria 50 anos de idade nesta sexta-feira. Embora a monarquia britânica não tenha preparado qualquer homenagem a Lady Di, os fãs da princesa prestam tributo a ela no palácio de Kensington, em Londres, onde Diana morou durante muito tempo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/07/Homenagens-à-princesa-no-Palácio-de-Kensington-em-Londres-nesta-sexta1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8481" src="http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/files/2011/07/Homenagens-à-princesa-no-Palácio-de-Kensington-em-Londres-nesta-sexta1.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Diana Spencer, mãe dos príncipes William e Harry, completaria 50 anos de idade nesta sexta-feira. Embora a monarquia britânica não tenha preparado qualquer homenagem a Lady Di, os fãs da &#8216;princesa do provo&#8217; prestam tributo a ela no palácio de Kensington, em Londres, onde Diana morou durante muito tempo – prova de que, passados mais de 10 anos de sua morte, os britânicos não a tiraram da memória. Diana morreu vítima de um acidente de carro em Paris, em 1997, aos 36 anos. Até hoje, a morte prematura da princesa segue provocando dúvidas: teria Diana recebido o tratamento correto no hospital? Também persiste a tese conspiratória de que o acidente teria sido encomendado pela realeza britânica, ávida em se livrar da princesa problemática. A seguir, confira a reportagem de VEJA sobre o acidente, em 1997, e confira os desdobramentos das investigações.</p>
<p><span id="more-8411"></span></p>
<p><strong><a href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1512&amp;pg=46">Em VEJA de 10/9/1997: Nos braços do povo</a></strong><br />
Ela se casou com o futuro rei e foi formidavelmente infeliz. Mas entre o momento em que foi apresentada ao mundo, como a professorinha de olhar faceiro, e as horas de luto em que seu caixão seguiu pelas ruas de Londres, Diana Spencer conseguiu o que a mais ambiciosa das mulheres nem ousaria sonhar. O que em vida já se sabia amplificou-se excepcionalmente depois que a tragédia, absurda, incompreensível, como todas as tragédias, cruzou o seu caminho num túnel de Paris. Morta, ela vergou as regras da monarquia. Quando sua ex-sogra, a rainha da Inglaterra, apareceu na televisão para fazer um pouco confortável discurso, ninguém teve dúvida. A princesa morta era mais poderosa do que a rainha viva. O inquérito que apura as causas do acidente com o Mercedes-Benz S 280 que se espatifou a quase 200 quilômetros por hora no pilar de um túnel, matando Diana, o namorado e o motorista, tinha 350 páginas. Estão indiciados como suspeitos um motoqueiro e nove fotógrafos, acusados de ter contribuído para o desastre ao perseguir o automóvel. Vão se passar ainda alguns meses antes que se possa reconstruir com exatidão os detalhes mais íntimos da tragédia. Com o que já se sabe da apuração, pode-se dizer que imprevidências, erros e fatalidades somadas levaram à morte a princesa Diana.</p>
<h6>&#8230;</h6>
<p><strong>O que aconteceu depois</strong><br />
O funeral da princesa, realizado uma semana depois da tragédia, atraiu 1 milhão de pessoas nas ruas próximas à Abadia de Westminster, e foi acompanhado por 2,5 bilhões de pessoas pela televisão. Como a legislação francesa exige que acidentes ocorridos no país sejam apurados pelas próprias autoridades locais, o caso foi investigado em Paris, e não em Londres. Três meses depois do acidente, porém, a imprensa sensacionalista entrou no alvo das autoridades inglesas, que lançaram um novo e rígido código de conduta. Depois de dois anos, a França concluiu seu julgamento sobre o caso. A culpa foi atribuída ao motorista Henri Paul, que dirigia em velocidade incompatível com a pista e estava bêbado e drogado, com nível de álcool no sangue quatro vezes maior do que o permitido. O motoqueiro e os nove fotógrafos citados na ação não foram punidos: sofreram uma reprimenda, mas se livraram de qualquer ação criminal.</p>
<p>O pai do namorado da princesa Dodi Al Fayed, Mohamed Al Fayed (dono da loja Harrods), pediu a revisão do caso. Não obteve sucesso: em novembro de 2003, os fotógrafos Christian Martinez, Fabrice Chassery e Jacques Langevin foram inocentados da acusação de terem violado a privacidade de Diana e Dodi, ao fotografarem os corpos do casal dentro do carro. A derrota, porém, não impediu Al Fayed de seguir espalhando teorias conspiratórias sobre a morte de Diana. Desde o acidente, ele lançou uma campanha contra os membros da família real, aos quais chamou de nazistas e dráculas.  Fayed já afirmou que Diana estava grávida, que Dodi comprara um anel de noivado para ela e que seu pai era um rico comerciante &#8211; o laudo da necropsia desmente a gravidez, ninguém jamais viu o tal anel e o pai de Fayed trabalhava, na verdade, como bedel de escola.</p>
<p>Em 2003, no entanto, a divulgação de cartas da princesa escritas ao ex-mordomo Paul Burrell revelaram que ela temia ser alvo de um golpe planejado. Numa mensagem redigida dez meses antes de sua morte, Diana dizia estar vivendo a &#8220;fase mais perigosa&#8221; de sua vida, e que alguém estaria &#8220;planejando um acidente&#8221; em seu carro, com &#8220;falhas nos freios e sérias lesões na cabeça&#8221;. Conforme reportou depois o tablóide Daily Mirror, ela se referia ao príncipe Charles. Na correspondência revelada pelo mordomo, Diana diz ainda que o plano deveria &#8220;abrir caminho para Charles se casar&#8221; &#8212; o que de fato ocorreria, mas apenas em 2005 ,quando, depois de anos de estável relação, o príncipe se uniu a Camilla Parker-Bowles. Burrell, aliás, tornou-se uma peça chave no caso. Em 2002, levado a julgamento por roubar objetos da princesa no palácio onde ela morava, acabou absolvido por intervenção direta da rainha Elizabeth II.</p>
<p>Motivados pelas novas revelações, Mohamed Al Fayed e outros defensores de uma investigação inglesa reforçaram sua pressão em favor da abertura de um inquérito público em Londres. No dia 6 de janeiro de 2004, a Inglaterra abriu, enfim, dois inquéritos sobre a morte da princesa e de seu namorado. A Justiça inglesa, no entanto, só começaria a apurar o caso de fato em outubro de 2007. Seis meses e 240 testemunhas depois, a investigação judicial britânica chegou à mesma conclusão que os inquéritos que a antecederam: Diana morreu num trágico acidente provocado pelas generosas doses de uísque e antidepressivos ingeridas por seu motorista.</p>
<p>Essa versão delirante ganhou força também entre os britânicos. Em 2008, um em cada três ingleses acreditava que a história é outra, ainda mais sombria: o príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth, não queria que Diana se casasse com um muçulmano (Dodi) e ordenou ao serviço de inteligência inglês que a matasse. Nessa tese conspiratória, espiões e assassinos de aluguel perseguiam o carro no dia fatídico e um dos fotógrafos usou uma luz estroboscópica para cegar o motorista. Foi, portanto, triplo assassinato.</p>
<p>Não é possível afirmar que a princesa Diana morreu por ser quem era &#8211; sempre pairará uma dúvida cruel: os ferimentos sofridos por ela no acidente de carro em 31 de agosto de 1997 seriam fatais de qualquer maneira ou o resgate demorou mais ainda por envolver a mulher mais famosa do mundo? Em entrevista a VEJA, o médico brasileiro que ajudou no atendimento à princesa falou sobre as medidas heroicas &#8211; e os erros de atendimento &#8211; após o acidente que a matou. Para Leonardo Esteves Lima, o socorrista que atendeu Diana ainda no local do acidente foi vítima da chamada &#8220;síndrome de esmeraldite&#8221; &#8211; tentou tratar Lady Di como uma esmeralda, e não apenas uma paciente comum. Por causa disso, optou por procedimentos diferentes do padrão em acidente do tipo. Se tivesse dado a Diana o tratamento usual, talvez a princesa tivesse sido poupada.</p>
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