01/02/2010
às 8:01 \ CinemaOscar: as histórias da maior premiação do cinema
Quando a atriz Anne Hathaway anunciar na terça-feira os indicados ao Oscar 2010, começa oficialmente a corrida pela estatueta dourada. Na lista deste ano, nomes como Avatar, Invictus, Amor Sem Escalas e Guerra ao Terror já são tidos como certos - assim como os de seus atores e diretores. A surpresa fica mesmo por conta do famoso anúncio “E o Oscar vai para…” Mas essa, só no dia 7 de março.
Na disputa deste ano, o Brasil ficou de fora da briga pelo prêmio de melhor filme estrangeiro. A produção nacional Salve Geral não foi incluída na lista dos nove filme pré-selecionados que disputavam uma das cinco indicações. Em toda a história do Oscar, que estreou em 1929, o Brasil conseguiu estar entre os indicados nesta categoria apenas quatro vezes. A mais recente foi conquistada por Central do Brasil, que em 1999 perdeu o prêmio para o italiano A Vida É Bela. Fernanda Montenegro, protagonista de Central, concorreu na categoria de melhor atriz. Foi a primeira vez - e até o momento a única - que uma atriz brasileira conseguiu essa proeza.
Acostumados a encarar a festa de entrega do Oscar como espetáculo distante, antes de Central do Brasil os brasileiros tiveram a oportunidade não só de torcer pela cores nacionais como a de serem lembrados no palco da cerimônia. Em 1986, o motivo da torcida foi o filme O Beijo da Mulher Aranha, dirigido pelo argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco, que concorria nas categorias melhor filme, diretor, ator e roteiro adaptado. O filme recebeu o Oscar de melhor ator, ganho pelo americano William Hurt, intérprete do homossexual Luis Molina. No agradecimento, a homenagem ao Brasil: “Obrigado às pessoas corajosas no Brasil que fizeram o filme”, disse, segurando a estatueta dourada. Em português, acrescentou: “Brasil, saudade”.
Mas quem pensa que ganhar um Oscar só pode significar um tremendo impulso para a carreira do vitorioso, pode estar enganado. A história da estatueta está repleta de exemplos de que, às vezes, é mais saudável estar entre os quatro derrotados que ficam sorrindo amarelo na plateia do que ser o escolhido para subir ao palco. O motivo é simples. Quem leva o Oscar passa a ter todos os olhos da indústria de cinema voltados para si - e é o que basta para que qualquer erro pareça fragoroso. Nenhum vencedor sabe disso melhor do que Marisa Tomei, laureada em 1993 pela insossa comédia Meu Primo Vinny. Na época, Marisa andava cotada como uma promessa brilhante. Promovida imediatamente a protagonista, durante muitos anos Marisa encarou fracasso atrás de fracasso, até ser indicada em 2009 por sua participação em O Lutador.
Se nem todos podem levar a estatueta dourada para casa - e se quem recebe pode estar sendo amaldiçoado pelo reconhecimento -, na cerimônia do Oscar há pelo menos um espaço democrático: o tapete vermelho. Despejados por inúmeras limusines, protagonistas e coadjuvantes desfilam grifes e jóias compradas, presenteadas e até mesmo emprestadas. A chegada do Oscar costuma servir de palco também para figuras exóticas e até anônimos com sorte. É caso de Edie Williams, uma senhora indefinida que durante muitos anos se apresentava como atriz, embora ninguém lembrasse de tê-la visto em filme algum. A dúvida é saber como ela conseguia o convite mais disputado do show biz.
E, afinal, porque a cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas é conhecida pelo nome de Oscar? Originalmente, o prêmio se chamava apenas Academy Awards. “Oscar” foi um apelido que pegou. Ninguém sabe exatamente de onde surgiu. Uma versão é que a atriz Bette Davis, ex-presidente da academia, olhou para a estatueta e achou que se parecia com seu ex-marido, Oscar. A academia demorou para registrar o nome e o formato da estatueta, possibilitando que se multiplicassem imitações ao redor do mundo. O Troféu Imprensa, promovido por Silvio Santos, está neste caso.
Em 2/4/1986: Saudades do Brasil
Em 5/4/1995: A festa do luxo e da vaidade
Em 17/2/1999: O homem do Oscar
Em 17/3/1999: Dropes da Academia
Em 31/3/1999: La vita é dura
Em 29/3/2000: Vítimas do Oscar



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1 Comentário
PEDRO PRIMITIVO GIRARDI
-06/03/2010 às 16:02
EU JÁ VI GRANDES E BELOS FILMES EM TODA A MINHA VIDA,,,NÃO VOU CITAR NOMES SENÃO DARIA PARA FAZER UM ROSÁRIO….MAS NÃO SEI SE É POR QUE FOI FILMADO EM 3D ,,QUE O FILME QUE ME DEIXOU IMRESSINODO FOI ((( AVATAR )) PELA EVOLUÇÃO DO CINEMA EM SI,PELA HISTÓRIA OUE NOS LEVA Á PENSAR NO MEIO AMBIENTE E NO NOSSO PLANETA…Á PROVA ESTÁ AI ,,TERREMOTOS E TSUNAMIS VIOLENTOS COMO NUNCA VISTOS,,,,E VEJAM BEM SE O HOMEM JÁ FOI Á LUA E VOLTOU VARIAS VEZES,,E NÃO ENCONTROUN EM UMA FORMIGA SEQUER,,ENTÃO VAMOS CUIDAR DA NOSSA TERRA OU NÃO TEREMOS OPÇÃO DE ESCOLHA…..( CRONICAS DOS SENHORES DE CASTELO)